Jun 15 2010

Cinco truques para fisgar o recrutador na internet

Na hora de montar um currículo para a web, a ordem é sair do básico. Para conquistar o recrutador, vale abusar de palavras-chaves, apostar em ferramentas multimídia e até comprar links patrocinados.

A primeira estratégia para isso é criar meios para que o currículo apareça em destaque nos sistemas de busca da internet. Esse programas são projetados para encontrar informações em uma base de dados a partir de uma gama de palavras-chaves.

“O candidato tem que pensar: se eu fosse procurar uma pessoa para esse cargo, que tipo de palavras colocaria no campo de busca?”, diz o headhunter da consultoria Michael Page, Macerlo  Cuellar.

Saber prever os termos que serão pesquisados pelo recrutador, contudo, não é suficiente para fazer um bom currículo na internet. De acordo com os especialistas, os candidatos devem ser criativos, objetivos e precisos no uso da web. Saiba como conseguir seguir essa fórmula.

1. Invista em palavras-chave

A premissa básica para quem não quer cair no ostracismo na internet é apostar nas palavras certas. Fica em evidência no Google, ou em outros sistema de busca, quem souber escolher os termos certos para compor o currículo.

“Nós fazemos um filtro. Se o candidato não colocou as palavras-chaves que procuramos em nosso sistema, ele será automaticamente eliminado”, diz Ellen Macedo, gerente de recrutamento da consultoria Deloitte. No último processo de seleção de novos talentos, a empresa recebeu mais de 30 mil currículos. Toda a triagem foi feita na internet.  Segundo a recrutadora, perdeu a vaga quem não soube  elaborar o currículo direito.

A sugestão, então, é fugir dos adjetivos vagos e usar fatos e termos mais precisos. “O candidato tem que divulgar resultados, dados quantitativos. Quem vai concluir sobre as idéias qualitativas são os recrutadores, durante a entrevista”, diz Cuellar.

Colocar o nome de todas as empresas em que trabalhou – mesmo se por um curto período de tempo – também é essencial para que o currículo se destaque nos sistemas de busca. “Nós, geralmente, usamos três termos na pesquisa: o segmento de atuação, principais empresas relacionadas à área e conhecimento de tecnologias”, afirma André Assef, diretor comercial da consultoria Desix. Candidatos que se preocupam em mencionar esses três pontos, ganham visibilidade.

2. Preencha todos os campos

Na hora de fazer o cadastro nos sites especializados em recrutamento online, fique atento para preencher todos os campos. “Se a empresa pediu a informação na ficha de inscrição é porque a considera importante”, afirma Ellen.

De acordo com ela, quanto mais detalhista o candidato for, melhor. Isso significa, por exemplo, que é importante descrever as atividades que exerceu em cada umas das empresas ou detalhar a quais os cursos que já participou.

Mas, não se esqueça: “Excessos são prejudiciais”, diz Ellen ao lembrar-se de um candidato que mencionou, no currículo, a medalha que ganhou em uma competição de natação aos 4 anos de idade. Por isso, seja cauteloso e mencione apenas aquilo que for realmente relevante para o cargo em questão.

3.    Aprofunde com links

Apesar da internet ao mesmo tempo exigir e possibilitar que o candidato coloque mais informações no currículo, é essencial fazer isso de maneira objetiva. Segundo os especialistas, o material não pode ter mais do que três páginas.

Para tornar seu currículo mais relevante, nesse sentido, utilize hiperlinks. “O formato da internet oferece condições para que você cumpra o básico em uma página, mas explore mais alternativas com os links”, diz Assef.

Mas, equilíbrio é fundamental. Páginas com conteúdo pessoal devem ficar longe do currículo. Opte por links para seu perfil do Linkedin, blogs ou sites com um caráter mais profissional. “Se conheço um dos contatos do candidato no Linkedin, posso pedir referências”, diz Ellen. Uma boa indicação, nesse caso, pode ser decisiva durante o processo de seleção.

4.    Abuse dos serviços da internet

As ferramentas colaborativas da internet podem ser ótimos aliados para quem procura um emprego. Criar blogs, sites ou simplesmente manter uma conta de Twitter com conteúdo profissional é essencial para se destacar nesse universo.

Mas,  para fisgar o recrutador à primeira vista, vá além disso. Uma dica é desenvolver uma página com os recursos do Google Maps para indicar as empresas que você já trabalhou e as atividades que exerceu em cada uma delas, por exemplo. Feito isso, basta criar um link para a página no currículo.

Os mais ousados podem pagar por links patrocinados do Google e relacionar o site com o currículo aos nomes dos principais recrutadores ou gestores da área em que atua. Quando essas pessoas procurarem por seus próprios nomes no Google, darão de cara com o link para seu currículo.

“Essas iniciativas atraem muito mais minha atenção do que quando o candidato apenas envia um currículo anexado por e-mail”, afirma Assef.

5.    Não se esqueça do básico

Quando o assunto é currículo para a web, o internetês deve ser abolido do seu vocabulário. Errar no português é um dos principais pecados capitais em um processo de seleção. Mesmo na web, esse deslize pode culminar em eliminação.

E já que, na internet, é mais fácil obter informações sobre qualquer pessoa, não caia, em hipótese alguma, na tentação de maquear dados ou mentir escancaradamente. Para driblar esse erro, veja quais as cinco mentiras mais contadas no currículo.

Como na vida analógica, tente descobrir onde seus pares estão. “Para chamar a atenção, use os meios por onde os recrutadores transitam”,  afimar Cuellar. Assim, participe ativamente de fóruns de discussão famosos na sua área de atuação, use o Twitter, caso a ferramenta seja relevante em seu setor e crie um blog. Faça de tudo para aparecer, mas sem perder o equilíbrio e a coerência com seu perfil profissional.

Fonte: Portal Exame por Talita Abrantes, 28/05/2010


Apr 5 2010

Conheça os direitos de quem compra pela internet

A facilidade que a internet proporciona na hora de efetuar uma compra é realmente extraordinária. É possível comprar 24 horas do dia, nos sete dias da semana e tudo isso, sem nem precisar sair de casa. Os preços também são outros atrativos e podem chegar a ter descontos de mais de 50% em determinadas épocas.

Não é à toa, que esse estilo de compra vem ganhando cada vez mais adeptos e para 2010, a estimativa é de que as vendas pela internet cheguem a R$ 13,6 bilhões, com os consumidores atingindo o recorde de 23 milhões.

Ainda sim, é comum muitos consumidores terem dúvidas sobre os seus reais direitos ao adquirir algum produto pela internet. Como agir com atrasos de mercadoria, produtos com defeitos e utilização da garantia, são alguns dos questionamentos mais pertinentes quando o assunto é e-commerce.

Para retirar essas dúvidas e trazer mais informações sobre os direitos dos consumidores nas compras pela internet, o Portal Administradores.com.br conversou com o chefe de fiscalização e pesquisa do Procon PB, Elton Renê, que falou sobre o assunto. Confira a entrevista e retire suas dúvidas.

1 – Existe alguma legislação específica que garante os direitos do consumidor na compra online?

Procon: Ainda não possuímos uma legislação una que trate do assunto. Devemos lembrar que as compras online são muito recentes e nossa legislação não acompanha com a devida rapidez. Contudo, existem normatizações do próprio Ministério da Justiça, através do DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor) que é o Departamento que coordena as políticas de relação de consumo no Brasil, bem como jurisprudências, que servem como norte para a proteção do consumidor na internet.

Além disso, o próprio Código de Defesa do Consumidor (CDC) se adapta perfeitamente no contexto, por exemplo, casos de vendas fora do estabelecimento comercial, que é previsto no Art. 49, podem muito bem ser aplicados nos casos de vendas pela Internet. Outros dispositivos que tratam de práticas abusivas, publicidades e cobranças são alguns dos mais diversos mecanismos protetivos dos consumidores que podem ser adaptados à Rede.

2 – Caso o produto não atenda às expectativas, é possível desistir da compra após receber a mercadoria?

Procon: Sim. O Art. 49 do CDC garante a desistência. É o que se chama de “Desistência Vazia”, entretanto, o consumidor possui apenas sete dias para efetivar a sua desistência.

3 – Caso o cliente receba um modelo diferente do produto que foi prometido ou com riscos, quebrado, falta de componentes, entre outros. O que o consumidor deve fazer?

Procon: Como na alternativa anterior, poderá fazer uso do Art. 49 para realização da desistência. Pode também recusar-se de receber o produto, ou ainda exigir o cumprimento da oferta, como garante o Art.35, ou ainda enviar para a assistência técnica autorizada para o devido reparo, no caso de falta de componentes, quebra ou arranhões.

É de se notar que o importante é que o consumidor em todos os casos pode fazer o uso da escolha que vai desde a desistência da compra, como o cumprimento da oferta em sua totalidade. É um grande avanço, que há 20 anos não se via.

4 – Qual o prazo que o consumidor tem para pedir a troca de um produto? E para a loja, quais sãos prazos para conserto de produto danificado ou troca de produtos?

Procon: Na realidade, antes de qualquer troca de produto, caso ultrapasse o prazo do Art.49 do CDC, deverá o mesmo ser levado a uma Assistência Técnica Autorizada, onde em linhas gerais, existe um prazo de até 30 dias.

Caso ultrapasse esse prazo, o Consumidor poderá fazer o uso do Art.18§1º, onde garante a troca do produto por um novo ou a restituição da quantia paga pelo produto, ou ainda um abatimento no valor do produto. É bom lembrar que essa escolha cabe ao consumidor contra qualquer um dos envolvidos na Relação de Consumo, ou seja, o Fabricante ou o Comerciante no caso.

No tocante à troca, há de se destacar uma diferença entre uma troca, obrigatória pelo CDC, quando se extrapola os prazos legais, e a troca estabelecida pela própria Loja, que é uma concessão, e que geralmente abre um período de 48, 72 horas, ou até mesmo 5 dias. Entretanto, no momento em que a Loja abre uma possibilidade de troca em um certo período, a mesma não poderá fugir da responsabilidade, sob pena de incorrer em Publicidade Enganosa.

5 – Caso não aja consenso entre comprador e loja online. A quem o consumidor deve recorrer?

Procon: Primeiramente seria interessante o Consumidor fazer uma carta reclamatória para a própria loja, relatando os fatos que nortearam o problema e cobrando uma solução para o problema. A Reclamação junto a um Órgão de Defesa do Consumidor, Procon, também servirá de mais uma defesa que o consumidor lesado poderá utilizar. Geralmente as empresas entram em acordo com os consumidores nos Procon sob pena de aplicação de multas.

6 – Quais são as reclamações mais frequentes referentes às compras online encontradas pelo Procon?

Procon: Prazos não cumpridos, produtos não correspondentes às expectativas dos consumidores, vícios (defeitos) nos produtos, entre outros.

Fonte: Fonte: Administradores.com.br – Por Fábio Bandeira de Mello, 31/10/2010


Sep 3 2009

Grátis, pero no mucho

Nova onda na internet é o modelo freemium. A maioria desfruta os serviços de graça, e alguns poucos pagam a conta

Feirante que se preze sabe que oferecer pedaços das frutas da banca conquista os clientes. Funciona na feira — e na web também. Cada vez mais empresas de software e mídia oferecem versões gratuitas de seus produtos e serviços na internet. O modelo de negócios é conhecido como freemium, mistura das palavras inglesas free e premium. A lógica é parecida com a dos vendedores de frutas, mas vai um pouco mais longe: no mundo online, dá para comer uma melancia inteira, ou várias, sem pagar um tostão. Basta que um pequeno número de clientes decida pagar pela melancia sem caroço — um produto premium — e que cubra os custos de todas as frutas distribuídas gratuitamente. É assim que funciona o Flickr, do Yahoo!, um dos maiores serviços de hospedagem de fotografias do mundo. Quer guardar suas recordações no site e dividi-las com o mundo todo? Sem problema. O serviço será grátis para sempre, diz o Flickr. Mas existem alguns limites para o tamanho dos arquivos, para o número de uploads por mês e para sua participação em grupos temáticos. Os usuários que não pagam nada também verão anúncios publicitários em sua navegação pelo site. Mas todos esses limites desaparecem para quem paga 24,95 dólares por ano, ou pouco mais de 2 dólares por mês. Embora o número de pagantes não seja divulgado pelo Yahoo!, se 1% dos 40 milhões de cadastrados do Flickr optasse pelo serviço premium, a receita anual seria de quase 10 milhões de dólares, sem contar a publicidade.

Como muitas empresas de serviços e mídia estão descobrindo de forma dolorosa, o consumidor se acostumou a ter tudo de graça na internet. Alguns apontam para os excessos da época da bolha, no começo desta década, quando sobrava dinheiro e faltavam modelos de negócios sustentáveis. Outros dizem que o problema foi optar pela audiência a qualquer custo — deixando os sistemas de cobrança eternamente em segundo plano. Mas encontrar os culpados não vai resolver o problema de ninguém. O fato é que as empresas que hoje distribuem produtos ou serviços de graça na rede estão em busca de fontes de receita além da publicidade — e o modelo freemium é um dos mais atraentes. Um dos maiores defensores da ideia é o magnata da mídia Rupert Murdoch, dono do Wall Street Journal e da rede Fox. Depois de ver seu grupo News Corp. anunciar resultados financeiros ruins (prejuízo de 3,4 bilhões de dólares no último ano fiscal), Murdoch afirmou que vai começar a cobrar pelo acesso ao conteúdo produzido pelos profissionais de suas empresas.

“Se formos bem-sucedidos, seremos seguidos por todas as outras empresas de mídia”, disse Murdoch no início do mês. Ele previu “receitas significativas” com a iniciativa, mas não deu maiores detalhes de como vai colocar em prática seu ousado plano. A expectativa, porém, é que o modelo seja muito parecido com o sistema freemium do Wall Street Journal. O diário, um dos jornais de maior prestígio do mundo, oferece algumas reportagens de graça na web, mas cobra de quem quiser ler todo o conteúdo online. Hoje, mais de 1 milhão de pessoas pagam para ler o WSJ na web. Mas a repetição da experiência não será uma tarefa simples. “O difícil é mudar de um modelo gratuito para um pago”, diz Sunil Gupta, professor de administração da Universidade Harvard. Em Free — Grátis, o Futuro dos Preços, o jornalista Chris Anderson sugere que o segredo é cobrar por apenas uma parcela pequena do conteúdo — ou dos recursos, no caso de serviços como o Flickr. No mundo dos átomos, escreve Anderson, as amostras grátis são apenas isso: amostras. O motivo é o custo de produzir e distribuir os brindes, por mais simples que sejam. “No mundo digital, o inverso é verdade. Para cada usuário que pague pela versão premium, 19 outros podem desfrutar a versão gratuita.” Isso é possível, argumenta Anderson, porque os custos básicos da computação — servidores, armazenamento e banda — caem de forma vertiginosa.

Não são apenas os consumidores finais os beneficiados pelo enorme interesse em tudo o que é freemium. Empresas que produzem software corporativo também estão experimentando com ofertas mistas. A Intuit, empresa que produz programas de contabilidade, oferece uma versão gratuita a companhias que queiram emitir faturas e acompanhar a movimentação de até 20 clientes. Até mesmo a Microsoft, empresa conhecida por tudo, menos por oferecer software de graça, criou uma versão gratuita do BizSpark, um programa de auxílio para companhias iniciantes que atuam em desenvolvimento de software. Startups com faturamento de até 1 milhão de dólares por ano podem usar uma série de produtos da Microsoft gratuitamente — a ideia é passar a cobrar somente depois que essas companhias deixem a infância e possam pagar pelo que utilizam.

A questão é que nem todos os modelos de negócios da web podem se sustentar com uma oferta freemium. Um dos desafios mais importantes é conseguir grande escala. Mesmo com a queda nos custos de manutenção de uma operação online, somente uma pequena parcela de usuários vai contribuir com as receitas — e, portanto, a base total precisa ser grande. “A maioria das empresas vê taxas de conversão de menos de 5%, o que mostra a particularidade desse negócio”, diz o dinamarquês Peter Froberg, consultor em negócios freemium. O Terra, um dos maiores portais do Brasil, criou um modelo freemium para o Sonora, seu serviço de músicas online. Qualquer internauta pode acessar o serviço para ouvir as faixas. Mas, para fazer o download e organizar as listas de reprodução, é preciso pagar uma mensalidade de cerca de 20 reais. O Terra afirma que 200 000 dos 3 milhões de visitantes únicos que o Sonora recebe ao mês pagam para ter acesso aos recursos mais avançados. Mas sites que não contam com o mesmo alcance de um grande portal têm uma missão muito mais complicada para tornar viável o modelo. Outro ponto fundamental é diferenciar-se da concorrência. Na internet, novas ideias são rapidamente copiadas — e o modelo freemium é a bola da vez. De rádios online a vendedores de armazenamento na web, está cada vez mais difícil encontrar uma nova empresa que não tenha freemium em seu plano de negócios. Bom para os consumidores? Sem dúvida. Resta saber se vai ser bom negócio para o feirante.

Portal Exame por Luiza Dalmazo, 02/09/2009


Aug 19 2009

O mundo ao alcance de um clique

Pesquisadores apontam que em um futuro próximo a internet será personalizada e móvel, oferecendo a informação desejada da maneira e no momento que o consumidor quiser e onde ele estiver. A grande responsável por essa mudança de comportamento é a tecnologia WiMax, que permite um alcance nunca antes imaginado.

Uma pesquisa realizada pelo WiMax Fórum aponta que até 2012 mais de 133 milhões de pessoas vão utilizar tecnologia WiMax móvel e fixa. Desse total, 70% dos usuários vão utilizar dispositivos equipados com WiMax móvel e portátil para acessar serviços de internet banda larga. Em 2007, o número de usuários já passava de 1,7 milhão em todo o mundo, de acordo com a empresa de consultoria americana Maravedis. O impacto que essas cifras causarão já pode ser sentido no número de empresas envolvidas no desenvolvimento de produtos e aplicativos para essa tecnologia de infra-estrutura sem fio. O WiMax Forum estima que até 2012 mais de mil produtos serão certificados pela instituição.

Mas o que realmente isso significa? Atualmente é possível encontrar serviços WiFi em diversos lugares públicos tais como aeroportos, cafés e até mesmo supermercados. A existência de “hot spots”, impensável há poucos anos, já representa um grande avanço para a portabilidade. No entanto, o que fazer quando você não está próximo a um “hot spot” e precisa acessar alguma informação? A experiência pode ser frustrante, já que o alcance dessa tecnologia não vai além de alguns metros.

Gazeta Mercantil por Cássio Tietê, 19/01/2009