Jul 19 2010

Ambiente de trabalho é o principal quesito de jovens ao eleger empresa dos sonhos

Ao contrário do que muitos podem imaginar, ter um bom salário não é o que faz uma empresa ser classificada como ideal pelos jovens brasileiros.

Segundo pesquisa intitulada “Empresa dos Sonhos dos Jovens”, realizada pela Cia de Talentos, em parceria com a NextView e a TNS, na hora de escolher a empresa dos sonhos, os jovens prezam pelo ambiente de trabalho agradável.

Além disso, o levantamento aponta a possibilidade de desenvolvimento profissional, a qualidade de vida, o crescimento profissional e a boa imagem da empresa no mercado como requisitos importantes para os jovens brasileiros.

“Os motivos de escolha evidenciam que nem sempre o que os jovens desejam para suas vidas é o que seus pais ou gestores sonharam para si”, diz a presidente do Grupo DMRH, ao qual pertence a Cia de Talentos, Sofia Esteves.

Empresas

Em sua nona edição no Brasil, a pesquisa “Empresa dos Sonhos dos Jovens” ouviu mais de 35 mil representantes da geração Y, nas cinco regiões do país, durante o mês de abril; e apurou que o Google é a empresa ideal para a maior parte deles.

Em segundo lugar está a Petrobras, seguida por Unilever, Vale, Nestlé, Natura, Itaú, Microsoft, Rede Globo e Ambev.

O estudo revelou ainda que Roberto Justus é o líder mais admirado por esta geração.

Fonte: Infomoney por Gladys Ferraz Magalhães, 15/07/2010


Aug 27 2009

Como o varejo pode contribuir com o meio ambiente

Sustentabilidade é um diferencial de posicionamento e competitividade, um objetivo para qualquer tipo de empresa e deve estar no centro do negócio. Não é preciso deixar para depois ou esperar que outras prioridades estejam resolvidas para então pensar a respeito. Os resultados e benefícios serão reais e crescentes, tanto para a empresa, como para a sociedade, num verdadeiro “ganha – ganha”.

Mas é preciso reafirmar a importância da liderança na efetividade da estratégia de sustentabilidade das empresas. Se quem decide não tiver esta visão ou não estiver convencido do valor para o negócio, tudo isso não irá passar de ideologia ou de idéias acadêmicas de pouca utilidade prática.

Na prática, integrar aspectos econômicos, ambientais e sociais diminui custos, principalmente futuros, reduz riscos, evita desperdícios, gera lucros. E ainda, num investimento de longo prazo, constrói relacionamentos sólidos e duradouros com os públicos da empresa, em especial colaboradores, clientes e comunidade do seu entorno, criando com eles vínculos de confiança e lealdade.

Como? Vamos tomar o setor de varejo como exemplo, onde empresas de qualquer porte têm processos sustentáveis mais rentáveis para implantar. Começando pela construção “verde”, assim denominada porque privilegia a preservação ambiental como critério para projetos e obras de lojas, com iluminação natural, materiais de origem certificada, pé direito mais baixo, reuso de água, descarte de entulho etc. A construção sustentável tem um custo em média 15% mais alto, mas se justifica pela redução de custos operacionais já em curto prazo. Em 50 anos, a redução pode chegar a 80%.

Na mesma linha, programas de eficiência energética não só reduzem despesas com iluminação e equipamentos de refrigeração, como buscam formas alternativas de geração e utilização de energia.

Na logística e na operação da loja, iniciativas como o descarte de embalagens junto a cooperativas e indústrias de reciclagem geram emprego e renda. E trazem economias, que, em muitos casos, são revertidas para investimentos sociais da empresa, especialmente ligados à educação de crianças e jovens, projetos comunitários e conscientização ambiental.

O impacto ambiental do varejo é pequeno, quando comparado ao produzido por indústrias que usam recursos naturais ou emitem enormes quantidades de gases de efeito estufa. Assumindo, porém, um trabalho de mobilização e conscientização no consumo, muitas redes estimulam uma mudança cultural importante junto aos consumidores, comercializando sacolas retornáveis, disponibilizando caixas de papelão para acondicionar as compras, desenvolvendo sacolas plásticas mais resistentes, mais caras, mas mais econômicas pela utilização em menor quantidade.

Ainda envolvidas em divergências e polêmicas sobre sua efetiva contribuição ao ambiente, sacolas plásticas que se degradam em contato com o ar, num prazo de até seis meses, vem sendo utilizadas especialmente por lojas de não – alimentos.

Consumidores têm se tornado cada vez mais conscientes e engajados, participando ativamente de programas de coleta seletiva de embalagens pós-consumo, adquirindo produtos orgânicos, produtos de marca própria sustentáveis ou de manejo sustentável, vindos de comunidades, cooperativas e associações de artesãos.

Junto a fornecedores há frentes importantes, como a negociação para redução de tamanho e utilização de matéria-prima certificada nas embalagens, exigências contratuais proibindo práticas trabalhistas ilegais e discriminatórias.

Colaboradores também podem ser alvo de práticas interessantes, desde a adesão a programas de voluntariado e relacionamento comunitário até o estímulo à participação no processo de sustentabilidade.

A empresa pode, ainda, posicionar-se como “parceira” na solução de problemas locais e no desenvolvimento das comunidades em que atua, investindo no futuro.

Desta forma, com mentalidades “antenadas” na evolução da sociedade, conscientes do atual papel das empresas no mundo e ainda, com sua crença na proposta da sustentabilidade, empresários e executivos de vanguarda irão comemorar algo ainda visto por muitos como inconciliável: resultados e benefícios para o negócio ao lado de resultados e benefícios para a sociedade e o ambiente.

Fonte: Agência IN por Rosangela Bacima, 27/08/2009


Aug 18 2009

Marketing Verde

As empresa globais nunca estiveram tão preocupadas com o meio ambiente. Porem, em vez de alegrar, isso preocupa os ambientalistas. Muitos acreditam que as marcas estão usando o posicionamento “verde” como um artifício para agradar os consumidores sem, entretanto, abraçar medidas efetivas para preservar o planeta. . Um exemplo disso seria o EARTH DAY (dia da terra), comemorado sempre no dia 22 de abril, desde 1970. Inicialmente criado para protestar contra as condutas poluidoras das grandes corporações, o evento acabou se transformando numa data promocional patrocinada por essas mesmas empresas. De fato, fabricantes de todas as espécies, de batatas fritas a automóveis utilitários, agora usam o 22 de abril para divulgar seus esforços pretensamente “verdes”.

Os ativistas ambientais temem que a badalação em torno do Dia da Terra dê as pessoas o falso sentimento de progresso, justamente quando mais precisamos de ações concretas. Em entrevistas recente ao The wasll street Journal, Denis Hayes, coordenador do primeiro dia da terra, criticou as pessoas que dirigem carros enormes, que bebem muito combustíveis, e ao mesmo tempo usam bolsas recicláveis no supermercado, achando que assim estão fazendo a sua parte. Estudos mostram que, para reduzir de verdade as emissões tóxicas, seria preciso que a população mudasse radicalmente seus hábitos de consumo, reduzindo drasticamente o uso de automóveis, por exemplo. O perigo, segundo os especialistas é que as pessoas se sintam felizes com pequenos gestos e deixem de refletir sobre as mudanças substanciais que precisamos promover.

A preocupação não é infundada. Os consumidores têm se revelado contraditórios quando o tema é consumo consciente. Quer um exemplo? Pesquisa divulgada pelo IBOPE em setembro do ano passado mostrou que, apesar de 92 % dos brasileiros acreditam que reciclar lixo é uma obrigação da sociedade, e apenas 30 % desses mesmos cidadãos reciclam o lixo de sua casa Tem mais – 85 % dos pesquisados disseram que vale a pena pagar mais caro por produto que não agridem o meio ambiente, mas apenas 52 % admitem que já fizeram isso.

As práticas mais disseminadas em nosso país são aquelas que geram vantagem econômica para o individuo. Estudo recente da WWF Brasil mostrou que 87 % dos entrevistados adquiriram hábito de fechar a torneira ao escovar os dentes, 80 % desligam o computador e a TV caso não estejam usando e 54 % reduziram o tempo de banho para menos de 10 minutos. Ou seja, no que diz respeito ao meio ambiente, seguimos com o mesmo pensamento egoísta.

Se não alterarmos o estilo de vida, o padrão de consumo e, principalmente, nossa visão de mundo, as sacolinhas reutilizáveis, que alguns de nós passamos a usar, terão apenas efeito cosmético.

Fonte:  Luiz Alberto Pinheiro, 23/04/2009