Sugestões de empregabilidade para quem tem mais de 50 anos

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Segundo dados da RAIS indicam queda do estoque de empregos formais no ano de 2016, da ordem de -4,2%. Em 2016, o estoque de empregos formais alcançou 46,1 milhões de vínculos ativos, equivalente à redução de 2,0 milhões de vínculos empregatícios com relação ao ano de 2015, quando atingira 48,1 milhões. Além disso, Em 2016, houve retração no emprego em todas as Grandes Regiões, com maior intensidade nas Regiões Norte e Nordeste.

Em 2016, conforme publicado em 2017 pelo MTe, todas as faixas etárias registraram retração no estoque de empregos, à exceção dos maiores de 65 anos. A faixa etária 30-39 anos apresentou a maior quantidade de vínculos empregatícios (14,2 milhões de empregos, equivalente a 30,9% do estoque), seguida das faixas 40- 49 anos (10,2 milhões de empregos, 22,2% do total), 50-64 anos (7,6 milhões de postos de trabalho, 16,5% do total), 25-29 anos (6,7 milhões de vínculos, 14,6% do universo), 18-24 anos (6,4 milhões de empregos, 13,8% do total), 65 anos ou mais (599,0 mil vínculos, 1,3% do estoque) e até 17 anos (335,0 mil, 0,7% do total). A faixa acima de 50 anos apresentou mais de 8 milhões de postos, 17% do universo.

Tabela 1

Para quem vai tentar buscar emprego ou recolocação na mesma área, mudar de carreira ou empreender parece não ser tão simples para profissionais acima dos 50 anos de idade, uma vez que os profissionais experientes não querem se aventurar sozinhos.

Tabela 2

Vale lembrar que e em 2016, todas as faixas de escolaridade registraram retração no estoque de empregos, à exceção do ensino superior completo. Por isso a importância da educação continuada, inclusive para os mais velhos, principalmente porque segundo a Tabela 2 a renda (salários) aumenta significativamente para aqueles com formação superior.

Algumas dicas podem ajudar quem tem mais de 50 anos e perdeu o emprego ou busca recolacação:

Saber quem você é como profissional: conhecer suas competências e as que precisa desenvolver. Isso pode ajudar numa recolocação. Conhecer suas forças e fraquezas ajuda o profissional tomar decisões sobre as oportunidades do mercado de trabalho.

Não espere ser demitido: muitos profissionais começam a observar o mercado de trabalho após sua demissão quando isso deveria ser observado enquanto se está empregado. Além disso, algumas pessoas que perdem seus empregos buscam aproveitar o tempo livre para viagens ou descanso. A não ser que este profissional tenha uma reserva financeira muito grande, o ideal é começar a busca logo após o desligamento.

Fazer cursos: aplicar dinheiro de rescisão ou reserva financeira em cursos pode parecer arriscado, mas cursos na área, além de renovarem conhecimentos, são importantes fontes de relacionamento com novos contatos. É preciso ter constância na atualização e isso é investimento na carreira. Além disso, como aponta a Tabela 2, a renda aumenta diretamente proporcional à escolaridade do candidato.

Criar oportunidades de mudança: ter flexibilidade para mudar de área amplia o leque de opções. Sempre vale uma busca em atividades correlatas ou aquelas em que sempre teve
vontade de atuar, mas nunca teve oportunidade.

Fazer networking: às vezes o profissional fica muito tempo em uma única empresa e deixa de lado bons contatos. Participar de reuniões de área, seminários e encontros de órgãos como conselho regional profissional ou sindicato é um caminho para ver e ser visto.

Usar as redes sociais: o LinkedIn, por exemplo, já se tornou ferramenta importante para a distribuição de currículos e contatos profissionais. Outra rede importante para os mais velhos é MatureJobs, um rede que abraça a causa da longevidade que busca engajar cada vez mais empresas e pessoas e aumentar o número de oportunidades para profissionais maduros em todo o Brasil. E, mais a ferramenta mais recente do Google, o GoogleJobs. Não restrinja amizades..

Atualizar o currículo: além dos aspectos visuais, a lista de experiências dos profissionais é importante.  Se a colocação é relevante, precisa estar listada.

Ambiente de trabalho: sempre que possível, observe o ambiente de trabalho da empresa que oferta um trabalho, tais como: salas bem ventiladas, com uma iluminação adequada, móveis ergonômicos e equipamentos de qualidade para evitar acidentes de trabalho. Procure trabalhar em empresas que respeitem as leis trabalhistas.