May 17 2011

O Processo de Inovação

Inovação é a função específica do empreendedorismo, seja numa empresa em atividade, numa instituição de serviço público ou num novo negócio aberto por um indivíduo, baseado no esforço para produzir uma mudança intencional e focada no potencial econônico ou social do empreendimento.

Há inovações  que surgem de um lampejo de genialidade, ou surgem da busca consciente e intencional de oportunidades de inovação que são encontradas em situações. Entre as oportunidades encontram-se as ocorrências inesperadas, incongruências, necessidades de processos, mudanças setoriais e de mercado e outras três fontes que estão fora da empresa: mudanças demográficas, mudanças de percepção e novos conhecimentos.

Acima de tudo, a inovação é esforço, não inspiração. Requer conhecimento e muitas vezes racionalidade, foco e talento, porém se não houver diligência, persistência e compromisso, a racionalidade e o conhecimento de nada servem.


Mar 29 2011

Mecanismo Online para Referências

Todo estudante terá a tarefa de elaborar um trabalho “acadêmico” e terá de relacionar as referências bibliográficas de acordo com a ABNT NBR 6023.

Para facilitar o trabalho, instale um plug-in de referências ABNT para o Word

Outra alternativa, é utilizar o MORE. (Mecanismo Online para Referências), que segundo a descrição do site (mantido pela Universidade Federal de Santa Catarina) declara:

O MORE  é uma ferramenta gratuita e fácil de usar, que produz automaticamente citações no texto e referências no formato ABNT, para quinze (15) tipos de documentos, a partir de formulários próprios, selecionados em um menu principal. Os documentos cobertos pelo mecanismo são os mais usados no meio acadêmico: livros, dicionários, enciclopédias, teses e dissertações, artigos de revistas, artigos de jornais, nos formatos impresso e eletrônico, além dos documentos exclusivos em meio eletrônico: home-page e e-mail.
Além disso o programa automatiza algumas procedimentos tais como: a inversão dos nomes dos autores (sobrenome, prenomes); uso de maiúsculas e minúsculas, grifo no título e pontuação.

Por fim, pode-se utilizar o Zotero no Mozila Fire Fox ou baixar o aplicativo separado e depois incluir na biblioteca de referências o formato ABNT.

Eu uso e recomendo!!!

 


Dec 30 2010

Co-Criação como modelo de engajamento do cliente

A Fiat mostrou que a participação do consumidor colaborativo nas estratégias de Marketing é cada vez mais importante para o sucesso de um projeto. João Ciaco, Diretor de Marketing da montadora italiana, apresentou o projeto Fiat Mio, um carro-conceito que muitos gostariam de ter. Diferente de tudo o que se faz na tradicional e engessada indústria automobilística, o Fiat Mio é um modelo que está sendo criado nos moldes do consumidor, assim como os vinhos desenvolvidos pela Crushpad. Já a Nike lançou um site que permite aos internautas registrar e compartilhar os dados obtidos ao praticar uma corrida. Os resultados da ação levaram a multinacional a criar novas estratégias para grupos dentro do mesmo universo.

A Fiat levou para dentro da fábrica as pessoas que ajudam a montar o carro, numa plataforma de inversão de processo, já que a empresa escuta o consumidor durante a produção e não antes, como é feito atualmente. Para oferecer esta interatividade com os clientes, a internet teve um papel primordial, apesar de já ser comum. No blog criado para o Fiat Mio, o internauta posta suas ideias e a empresa mede a aceitação do que já foi desenvolvido.

Ao estabelecer a base da conversa entre o consumidor e os profissionais da Fiat, o projeto definitivamente oferece a possibilidade de o participante entender que aquele carro foi feito por ele e para ele. O resultado é o cadastro de 17.140 internautas neste blog, que tem três atualizações diariamente. Na primeira triagem, a Fiat desenvolveu 21 modelos de carro-conceito. Após alguns processos de eliminação, a companhia chegoiu aos dois protótipos atuais: Sense e Precision.

Trazendo o consumidor para a conversa

O processo de desenvolvimento do Mio – por ser diferente dos demais – contou com a Casa Mio, um espaço aberto para o público entrar e ver tudo o que se passa na produção do veículo da Fiat. “Como atuamos em uma indústria fundada no segredo, Criamos uma casa aberta para todos entrarem”, diz Ciaco, durante o HSM Management 2010.

Com este processo, o objetivo da Fiat não era exatamente apresentar um novo carro ao mercado. Mais do que um modelo moderno, o grande ganho da montadora foi na forma de fazer e pensar o desenvolvimento do Mio e ao trazer o consumidor para a conversa.

Apesar de ainda estar em desenvolvimento e contar com tecnologias que ainda não estão disponíveis, o Mio já é um case. A ideia da Fiat é estabelecer uma nova conversa com os “criadores” do veículo antes de ele chegar às ruas. “O processo faz o carro ser diferente. Nós somos a mão do consumidor neste projeto”, acredita Ciaco.

Co-criação gera novas oportunidades

Na mesma linha da Fiat, a Nike também buscou inovar com base nos hábitos do seu consumidor. Usando a co-criação como conceito principal, a marca desenvolveu um portal para que os corredores pudessem mapear e compartilhar as corridas apresentando o tempo, a distância percorrida e ainda o playlist feito pelo atleta.

O resultado desta iniciativa foi que a Nike obteve 10% a mais de participação no mercado oito meses depois do lançamento do site (nikerunning.nike.com). “A Nike diminuiu o investimento em Marketing em 52% ao substituir as grandes estrelas contratadas para validar o esporte”, afirma Francis Gouillart, Cofundador e Presidente da Experience Co-Creation Partnership (ECC Partnership).

Além de oferecer novas plataformas de comunicação com o consumidor, a Nike criou uma nova forma de experiência, na qual quem a cria são os próprios atletas. “Nosso papel é não enrijecer a experiência do consumidor. Pelo contrário. Com isso, a Nike estimula a culpa ou a motivação nos atletas”, explica Gouillart.

Vinho feito por quem bebe

Dentro deste projeto, a marca esportiva percebeu uma nova oportunidade. Usando as informações capitadas com o Nike Running, a marca criou atalhos para atingir e atender os corredores mais rápidos e aqueles que praticavam o esporte em terrenos diferentes. “Isto é a busca pela co-criação”, salienta o especialista francês.

Outro exemplo citado por Francis Gouillart é a Crushpad. Seguindo um modelo genuinamente co-criativo, a vinícola muda a forma de comprar e de consumir vinhos. No site da empresa, o internauta decide tudo. Com a ajuda dos fundadores da empresa, qualquer pessoa pode produzir o seu próprio vinho, desde o cultivo da uva até o rótulo.

Diante da tela do computador o internauta decide qual a garrafa que será usada e, por meio de câmeras, pode acompanhar em tempo real o trabalho da Crushpad. “O cliente decide em quanto tempo o vinho será envelhecido, como será a embalagem e até a rolha”, completa.

Fonte: Portal Administradores.com, 12/11/2010

Dec 30 2010

Philip Kotler: as empresas precisam reinventar o marketing

A máxima do marketing sempre indicou que basta colocar produtos com uma boa qualidade e preços baixos para conquistar bons resultados em um negócio. Mas será que essa afirmação ainda vale para os dias de hoje?

De acordo com Philip Kotler, a maior autoridade mundial em marketing, essa realidade está mudando e, em breve, apenas isso não será o suficiente.

Em sua palestra no HSM ExpoManagement, Kotler indicou que os clientes estão mais exigentes. Mas essa exigência não é apenas na qualidade de um produto ou serviço. Os consumidores estão passando a escolher produtos e empresas que satisfaçam suas necessidades mais profundas de ética, valores e idealismo.

“Cada vez mais os consumidores estão em busca de soluções para satisfazer seu anseio de transformar o mundo globalizado num mundo melhor. (…) As pessoas buscam empresas que atendam suas mais profundas necessidades sociais e ambientais em missão, visão e valores”, revela Kotler.

A consequência disso é que o cenário corporativo e as ações das empresas também estão se adaptando para atender essa demanda de consumidores cada vez mais conscientes. Segundo Philip Kotler, “começou uma nova fase na relação do planejamento das organizações para atrair esses ‘novos consumidores’”, que pode ser chamada de Marketing 3.0.

Marketing para dentro

Kotler explica que o marketing não pode estar voltado apenas para os clientes, mas também deve ser pensados para os funcionários. “É preciso fazer com que os funcionários estejam satisfeitos em trabalhar na empresa. É preciso tratar os funcionários como clientes, não para influenciá-los, mas para atender suas necessidades”, afirma.

Contrate um nerd

Kotler indica também que em todas as áreas de marketing devem existir jovens conectadas o tempo todo na internet, os seja, os verdadeiros nerds. Com a explosão das redes sociais, é importante ter pessoas que saibam dialogar bem através desses meios.

“Seu departamento de marketing tem que ter essa gente jovem pra trabalhar com o atual grupo”, indica. Nesse ponto, Kotler recomenda que é preciso explorar ao máximo as redes sociais – como o Twitter e o Linkedin – e aprender e melhorar nos os pontos que estão sendo ditos sobre a empresa nesses espaços. “Parte do foco de marketing tem que ser voltada para as redes sociais”, defende.

Quem já começou o Marketing 3.0

Kotler indica que são poucas as empresas que já entenderam essa nova demanda do marketing. De acordo com o guru, 70% das empresas estão em um estágio de marketing 1.0, 25% já estão no marketing 2.0 e apenas 5% vivem a realidade 3.0. Sendo que essa projeção está evoluindo de forma gradativa.

Uma dessas empresas que está direcionando suas ações e apresentando novas perspectiva de negócios para transformar a vida dos consumidores é a S.C. Johnson.

A empresa é destaque em seu segmento por posicionar-se como uma empresa familiar, sustentável, especializada em produtos de limpeza e buscar dar as melhores condições de trabalho aos seus funcionários como forma de aumentar sua produtividade. “A Jonhson procurou trabalhar com a comunidade. Através de valores que focavam o social, ela buscou criar um valor econômico sustentável”, indicou Philip Kotler.

Os atributos das novas empresas

De acordo com o pensador, “o marketing passou de ser apenas um processo de vendas e publicidade para ser um conjunto de processos em criar, comunicar, transmitir e entregar valor”.

Veja algumas outras características desse novo marketing 3.0 apontadas na palestra de Philip Kotler:

- Marketing da missão: a missão é ajudar o cliente a realizar suas aspirações e seu lado da compaixão

- Marketing de valores: mostrar valores para buscar novos que façam a diferença

- Marketing da visão: transmitindo a visão de sustentabilidade corporativa para os acionistas, colaboradores e consumidores

- Uma marca ser forte hoje não significa que será forte assim para sempre. Tem que se fazer mais do que uma manutenção da marca, é necessária a criação de marca. Ela deve empolgar.

- As marcas terão que oferecer “significado” e “autenticidade” através de novos valores e uma nova visão mercadológica

Philip Kotler

É autor das mais importantes obras já editadas na área, traduzidas para mais de 20 idiomas e que ultrapassam a marca de cinco milhões de cópias vendidas em 58 países. Ao todo, Kotler escreveu 44 livros, sendo que 13 foram publicados nos últimos cinco anos.

Fonte: Portal Administradores.com por Fábio Bandeira de Mello, 10/11/2010

Dec 30 2010

Aprender na era digital

“Desejar o saber é da natureza do ser humano” constatava Aristóteles, na Antiguidade. Esse desejo levou os homens da sociedade industrial a organizar a vida dos cidadãos em três grandes fases: a juventude, quando por volta de 20 anos dedicam-se a aprender a “vida ativa”, que dura em média 30 anos, na qual devem ser produtivos; e a “melhor idade”, quando sobram de 10 a 30 anos para aproveitar o que conseguiram conquistar nas primeiras etapas da vida.

Nesse modelo, o Estado e a família ficaram responsáveis por providenciar a infra-estrutura necessária à fase inicial de aprendizagem. O sistema educacional foi pensado para desenvolver nos indivíduos as aptidões culturais, científicas e técnicas para que eles se tornem cidadãos produtivos e retribuam por meio de tributos que vão financiar a formação das novas gerações.

Hoje, a era pós-industrial deixa claros os limites deste sistema. Primeiro, porque os estados enfrentam grandes dificuldades estruturais para manter um sistema educacional de qualidade que seja capaz de reduzir o gap entre estudantes formados e profissionais capacitados. É que o conhecimento das organizações é tão complexo e avançado que as formações genéricas tendem a gerir profissionais relativamente despreparados para a realidade empresarial.

Segundo, porque o ritmo com o qual a humanidade gera novos conhecimentos, nas mais diversas áreas, exige uma aprendizagem constante de qualquer profissional ao longo da sua vida. Tão importante quanto o conteúdo da formação é a capacidade de aprender a aprender; ou seja, de se tornar um eterno estudante.

Por fim, porque as evoluções tecnológicas das últimas duas décadas possuem um impacto ainda subestimado sobre os sistemas de ensino/aprendizagem. Isso tudo nos leva a refletir sobre algumas das competências-chave para aquele que se propõe a aprender algo na era digital, a quem chamo de aluno ou estudante.

Em primeiro lugar, esse novo estudante deve saber lidar com a abundância de recursos. Hoje, se você deseja aprender, por exemplo, sobre o estado da arte de sistemas de busca, é possível acessar milhares de conteúdos que tratam a questão, em todos os níveis. Porém, quem conhece o canal da Universidade de Berkeley, no YouTube, pode assistir à aula que o Sergey Brin (fundador do Google) ministrou na própria Universidade.

A quantidade de informação armazenada na rede cresce de maneira exponencial e as ferramentas de busca melhoram cada vez mais o acesso às informações. Em contrapartida, raros são os estudantes capazes de manter o foco em sua busca, sem se deixar levar por outros tantos assuntos que aparecem durante suas pesquisas na internet. Na nuvem de informações e serviços que constitui a web para qualquer área de conhecimento que se deseje explorar, existem inúmeros recursos cada vez mais sofisticados e capazes de aproximar mais e mais os alunos de seus objetivos. Mas a relação com as fontes de informação muda, já que saber usar recursos avançados e compilar resultados que realmente sejam pertinentes ainda é um desafio na era digital. É preciso aprender a selecionar o relevante e descartar o resto.

Um segundo ponto fundamental é a capacidade de contribuir com o processamento e a criação de recursos, por meio de redes de indivíduos cada vez mais qualificados. A famosa Wikipédia, com mais de três milhões de artigos em 255 línguas, foi (e ainda é) construída com a contribuição de seus usuários, demonstrando o poder da abordagem colaborativa na construção de referenciais eficientes. A principal evolução, conhecida como Web 2.0, foi a melhoria ergonômica das ferramentas de produção e difusão de conteúdos, facilitando a criação individual e participativa. A partir daí, foram desenvolvidos mecanismos relativamente sofisticados e ágeis como os Wikis e as redes sociais. O domínio dessas soluções constitui mais um desafio para o aprendiz de hoje: colocar-se como contribuinte pertinente neste espaço. Dominar os recursos de produção é um passo fundamental para que o estudante, por meio da sua participação, desenvolva suas habilidades cognitivas. Escrever toma outras dimensões.

A terceira competência chave para o estudante da era digital, depois da seleção das fontes e da capacidade de contribuição, é saber criar o seu próprio ambiente de aprendizagem on-line, não só em termos de conteúdo, mas também em serviços. No modelo das páginas de perfis das redes virtuais, existe uma forte tendência a oferecer ao usuário uma quantidade surpreendente de recursos (WidGets) para personalizar tanto as fontes de informação que ele costuma consultar, quanto os serviços web que ele utiliza nas páginas pessoais, como Igoogle, my Yahoo ou Netvibes. Assim, ferramentas como o MOODLE (www.moodle.org) (atualmente considerada a melhor plataforma de aprendizagem de código aberto disponível no mercado) se tornaram recursos de alto potencial para definir ambientes interativos poderosos, sem a obrigatoriedade de possuir conhecimentos tecnológicos avançados para poder utilizá-lo.

Porém, é necessário dizer que tais plataformas ainda trabalham com uma estrutura adaptada à secular tradição educacional, na qual a responsabilidade do aluno na construção de seus percursos é relativamente limitada, reduzindo sua atuação ao que já está previamente estabelecido pelos “educadores”.

O próximo desafio do sistema de educação é oferecer aos estudantes plataformas que eles mesmos possam adaptar e compartilhar em função de seus desafios, de seu estilo de aprendizagem e de suas lacunas de conhecimento. O sucesso fenomenal das tecnologias de entretenimento digital, desde os jogos virtuais em rede, passando pelas plataformas de compartilhamento de conteúdo, até as redes sociais devem servir de inspiração para recolocar a aprendizagem como uma atividade atraente.

“Temos tendência a superestimar o impacto de uma tecnologia em curto prazo e a subestimá-lo no médio e longo prazo”, afirma Roy Amara, do Instituto para o Futuro (http://www.iftf.org/). As tecnologias educacionais, após terem muitas vezes decepcionado os usuários ao propor soluções lentas e pouco criativas, estão entrando na maturidade ao passar a oferecer recursos cada vez mais interessantes, poderosos e interativos para os estudantes construírem conhecimento e desenvolverem habilidades. Cabe a quem quiser aproveitar todo este potencial desenvolver suas aptidões de aprendiz digital, experimentando e filtrando. Na era digital ou analógica, o sucesso sempre vai depender do empenho de quem deseja aprender.

Fonte: Portal Administradores.com por Romain Mallard, 08/11/2010

Dec 30 2010

Networking e educação são aliados importantes na busca por inovação

O networking (rede de contatos) e a educação são aliados importantes para quem precisa inovar e sempre apresentar ideias novas na empresa. Ao menos, esta é a opinião do presidente do Grupo Employer, Marcos Aurélio Abreu.

“Não é fácil sempre apresentar ideias novas. Porém, a atualização constante, por meio de cursos, MBAs, entre outros, pode ajudar os profissionais que têm esta função. Além disso, estas pessoas devem sempre estar atentas ao seu networking especializado, que traz ideias novas mais rápido do que a academia”, explica.

Atenção às mudanças

Estar atento às mudanças também é uma característica que pode ajudar quem precisa lidar com a pressão do ineditismo, segundo ressalta a consultora de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Erica Macedo.

“É importante estar atento às mudanças mais recentes, participar de reuniões e conhecer bem as estratégias de inovações para que o profissional e a empresa tenham bons resultados no negócio”, afirma.

Além disso, diz ela, estar comprometido com a inovação traz resultados positivos tanto para a empresa como para os profissionais, sendo que estes últimos devem ter consciência de que a constante busca por ideias novas veio para ficar, já que traz diferencial para as empresas, sobretudo para aquelas que querem disputar liderança e inovar os negócios.

Líder

Neste sentido, ressaltam os especialistas, o papel do líder é fundamental, tendo ele que adotar uma postura de visão estratégica dos negócios, sabendo identificar novas oportunidades e inovação.

No mais, destaca Abreu, o líder precisa saber apontar ferramentas e circunstâncias, além de abrir mão do controle total.

“Neste cenário, o líder não pode ser controlador. Ele precisa ter habilidade para lidar com a adversidade e paciência para lidar com os profissionais que geralmente têm perfil mais desafiador”.

Fonte: Portal Administradores.com, 29/10/2010


Dec 30 2010

Tele-Trabalho: uma alternativa eficaz e solucionadora

Apesar de parecer novidade, o tele-trabalho vem sendo discutido há anos. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define o tele-trabalho como uma forma de serviço efetuada em um local distante do escritório central e/ou do centro de produção, que permita a separação física e que implique o uso de uma nova tecnologia facilitadora da comunicação.

Jack Nilles, o pai do tele-trabalho, após ser indagado sobre uma forma de melhorar as condições de trânsito, cerca de 35 anos atrás, chegou a conclusão de que seria possível reduzir o número de carros, portanto, de engarrafamentos nas ruas. Se o trabalhador tivesse a oportunidade, pelo menos algumas vezes, de trazer o trabalho para junto de si ao invés de precisar ir até ele, já traria grandes resultados. Jack enfrentou algumas dificuldades para realizar seus estudos, mas finalmente conseguiu realizá-lo. Os conceitos foram aceitos e o tele-trabalho se globalizou. Seu objetivo, a partir de então, era provar que uma melhora na qualidade devida de um funcionário aumenta sua produtividade.

Em 2005, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) deu início ao projeto piloto que implantaria o programa de trabalho virtual. Não havia obrigatoriedade de adesão nem restrição de cargos. A empresa forneceu aos funcionários virtuais notebook, celular, acesso banda larga e até mesa de trabalho. Os funcionários também tiveram a oportunidade de treinamento de informática e de segurança da informação para que conservassem bem os equipamentos.

A legislação brasileira tem sido apontada por diversas companhias como um obstáculo na implementação de programas de trabalho virtual no país. Muitas empresas temem ser processadas por trabalhadores que possam alegar ter ficado ininterruptamente à disposição no momento em que casa e trabalho passaram a ocupar o mesmo espaço. No entanto, existem alternativas que regulamentariam essa relação para que funcionários e empregadores não sejam prejudicados.

A realização do tele-trabalho exige, por parte dos administradores, que se adotem procedimentos diferentes dos anteriores em relação ao local, horário de funcionamento e, conseqüentemente, ao estilo de administração.

Para Jack Nilles, a questão central do gerenciamento desta nova proposta é a mudança de prioridades. Ao invés do foco nas horas trabalhadas, o que se deve levar em consideração é o desempenho. O verdadeiro segredo do tele-trabalho bem sucedido está na confiança mútua estabelecida entre o gerente e seu subordinado. Porém, muitas empresas ainda encontram-se ligadas ao mecanismo clássico de controle que é a supervisão da presença física e do tempo utilizado pelo trabalhador.

Podemos citar como benefícios para as empresas a redução de custos, ganhos de produtividade, melhores tempos de resposta, melhoria no clima organizacional, redução da demanda de locais para escritório, prática na gestão por competência, entre outros. Já para o funcionalismo as questões referentes a melhorias na qualidade de vida, como ter maior contato com a família, reduzem o estresse e a tensão profissional, resultando em um melhor desempenho. Além de gerar menos gastos com transporte ou manutenção de veículos, reduz riscos de deslocamento e a propagação de viroses, gripe, etc. assim o trabalhador pode administrar melhor seu tempo, e com certeza os reflexos desta mudança serão encontrados positivamente no resultado de seus serviços.

Claro que existem também desvantagens como a necessidade de capacitação dos trabalhadores que demanda investimento, a possível queda de produção na fase inicial do projeto, e até mesmo o distanciamento dos próprios funcionários e suas inter-relações.

Entretanto, para a sociedade em geral os benefícios seriam muitos. Afinal, menos veículos em movimentação reduzem os níveis de poluição e também os gastos com manutenção de estradas, reduziria impostos, congestionamentos e gastos com combustíveis. Vale à pena uma reflexão neste sentido.

Fonte: Portal Administradores.com por Eliana Saad Castelo Branco, 17/12/2010


Dec 30 2010

O benefícios e desafios da Gestão Descentralizada

Até certo tempo, reduzir o nível hierárquico dentro das empresas ou modificar seu modelo de gestão era tido como um desafio impensável para a maioria dos executivos. No modelo hierarquizado as grandes queixas destes profissionais estão centradas na comunicação e na produtividade (valor que cada um agrega) que cada executivo ou colaborador adiciona ao negócio.

Entretanto, alguns movimentos começaram a aparecer no sentido de reduzir ou horizontalizar estas estruturas. Tatsumi Roberto Ebina, sócio-diretor e fundador da Muttare, consultoria de gestão, afirma que “ousar adotar um modelo de gestão diferenciado tem colaborado para que algumas empresas se tornem referências em suas áreas de atuação, casos de Google, Dell, Novartis, Aldi (Supermercados), Handelsbanken, Southwest, Guardian, SEMCO, Gore Industries e Toyota”.

Com os resultados destas organizações, muitos empreendedores e executivos arrojados ampliaram seu campo de visão e começaram a utilizar parte das práticas destas organizações como ferramentas para melhorar sua produtividade e estimular os colaboradores. “algumas com um bom resultado e outras com efeitos efêmeros, porque, no fundo, é preciso uma política consistente de valores, uma filosofia empresarial que assegure a manutenção do modelo adotado em todas as circunstâncias de mercado”, destaca Ebina.

O mundo dos negócios é moderno e veloz, exigindo dos profissionais foco permanente na satisfação do cliente através de uma equipe consistente com ações que gerem esta satisfação. Contudo, a grande maioria das empresas ainda se baseia em teorias de gestão antigas, com mais de cem anos de existência. Assim como mudam os mercados, os cenários, os consumidores, é preciso que as empresas acompanhem estas alterações e atualizem suas formas de gestão.

“Estimulando o colaborador e dando autonomia de trabalho para ele, os resultados poderão ser mais satisfatórios do que os controlando com rédeas curtas, fato que impede o seu desenvolvimento e ascensão profissional, desestimula a capacidade inovadora e criativa e acaba afastando-os do comprometimento com a empresa”, ressalta o especialista em gestão.

“No modelo de gestão tradicional que as empresas utilizam, quando se criam os departamentos responsáveis, as pessoas que vão ocupar estas posições se arvoram de poder e status, no qual a vaidade, por vezes a prepotência do conhecimento falam mais alto e começam a surgir duas classes de pessoas em uma organização, os que mandam (ou pensam que mandam) e os que obedecem (ou fingem que obedecem). Todas as características anteriores começam a se esvair e um novo ambiente se forma, trazendo burocracia e fazendo com que os colaboradores gastem energia para sustentar um sistema menos produtivo”, conclui Ebina.

Fonte: Portal Administradores.com , 17/12/2010


Nov 13 2010

Talentos problema ameaçam produtividade no trabalho

Não há dúvidas de que existe um problema de escassez de talentos, e ele é global. Pesquisa da Towers Watson revelou que 65% das empresas no mundo reportaram problema em atrair funcionários com habilidade crítica. Outras 61% afirmaram ter dificuldade em atrair profissionais tops e 21%, em manter esses empregados. Mas essa falta de talentos pode provocar fenômenos nada positivos para o ambiente de trabalho.

De acordo com o presidente da empresa de outplacement Lens & Minarelli, José Augusto Minarelli, a carência de talentos, decorrente de sistemas educacionais precários no Brasil, fez surgir o fenômeno da hiper-valorização de profissionais “tops”, o que pode representar uma grave ameaça ao trabalho coletivo ou em equipe e também para o líder. Como exemplo, ele citou o episódio da saída do técnico do Santos, Dorival Jr., após discussões com o talentoso Neymar.

“A saída do técnico do Santos pode representar uma vitória para o jovem talento, mas pode também ter graves implicações para o trabalho do time enquanto equipe. O que temos notado também no ambiente organizacional é que muitas empresas, movidas pela carência de pessoas talentosas, terminam por cometer erros similares, que vão se traduzir em desgastes nas relações de trabalho”, disse Minarelli.

Segundo ele, de modo geral, pode-se dizer que problemas de relacionamento com pessoas talentosas terminam por resultar na saída de alguns líderes, o que pode provocar processos de desagregação das equipes. “A saída de muitos executivos de alto nível decorre também de falhas de relacionamento com pessoas que podem ser consideradas como líderes informais”, ressaltou.

Um talento solitário

Além do desrespeito que os talentos podem trazer ao líder, o que deve ter uma atenção especial, eles também podem prejudicar os colegas de equipe. De acordo com Minarelli, nunca é demais lembrar que, tanto no futebol quanto nas empresas, o sucesso é sempre resultado de um trabalho em grupo. “Os talentos, sozinhos, nada conseguem”.

O presidente da empresa de outplacement volta ao exemplo do time do Santos, que, segundo ele, precisará de muito cuidado nos desdobramentos dessa questão, uma vez que o jovem Neymar não discutiu apenas com o técnico, mas com os colegas de trabalho. “Alguns colegas podem se sentir tentados a exigir que o jovem talento mostre agora o quanto ele é talentoso sozinho, o que certamente vai comprometer o desempenho da equipe a curtíssimo prazo”, explicou.

Fonte: Portal Administradores.com, 28/09/2010


Nov 13 2010

Por que é tão importante investir em bem-estar nas empresas?

Você sabe até que ponto pode influenciar positivamente as empresas que investem em saúde e bem-estar no ambiente de trabalho?

A Right Management, consultoria organizacional especializada em gestão de talentos e carreira, realizou um estudo de larga escala sobre o tema. Segundo a pesquisa, esses dois fatores (saúde e bem-estar) no local de trabalho podem exercer grande influência sobre a motivação, permanência, criatividade e produtividade dos colaboradores, além do desempenho financeiro da organização como um todo.

O estudo foi realizado em mais de 15 países, incluindo o Brasil, com aproximadamente 30.000 funcionários de dez diferentes setores. Nele, os entrevistados indicaram até que ponto concordavam ou discordavam de 100 diferentes declarações associadas aos principais componentes da eficácia organizacional.

A pesquisa apontou que nas organizações que promovem ativamente a saúde e o bem-estar, os funcionários estão 3,5 vezes mais propensos a identificar sua organização como estimuladora de inovação e criatividade e três vezes mais propensos a avaliar suas organizações como produtivas do que aqueles com resposta desfavorável.

Julio Peres, palestrante, psicólogo clínico e Doutor em Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo explica que “profissionais felizes são mais motivados, têm maior comprometimento e, por consequência, podem trazer mais e melhores resultados”, explica.

“É importante ressaltar que a satisfação não está ligada apenas à recompensa financeira, mas também a muitos outros fatores como justiça, cooperação, qualidade de vida e afetividade. Aumentar o salário ou a comissão por vendas, por exemplo, serve como estímulo, mas não é suficiente para garantir a permanência de um funcionário, ou uma equipe produtiva, motivada e harmoniosa”, esclarece o palestrante.

Nesse sentido, as corporações estão começando a entender a importância de investir no bem-estar do trabalhador, já que um funcionário insatisfeito rende muito menos e carrega uma negatividade que pode desmotivar também os demais.

Elaine Saad, country manager da Right Management para América Latina, avaliar que “promover o bem-estar no local de trabalho pode ser uma decisão inteligente em qualquer circunstância, porém, agora tornou-se uma questão ainda mais urgente”.

De acordo com o estudo Right Management, veja os cinco maiores promotores de saúde e bem-estar nas empresas:

1- Deixar que os funcionários estabeleçam um equilíbrio razoável entre trabalho e vida familiar.

2- Garantir que existem pessoas prontas para ocupar cargos quando as posições se tornarem disponíveis.

3- Assegurar que a organização participe do apoio à comunidade.

4- Agir com eficácia na atração e preservação de talentos.

5- Investir no aprendizado e no desenvolvimento das pessoas.

Fonte: Portal Administradores.com, 22/09/2010