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Técnicas
de Vendas e Mercado
Alexandre
César de Toledo
Márcio
Fernando Messias
Monografia
apresentada no curso de Organização, Sistemas
e Métodos das Faculdades
Integradas Campos Salles,
sob orientação do Professor Mauro
M. Laruccia
(Disponível
na rede desde novembro de 2000)
Introdução
A
maioria das pessoas de negócios fica sentada,
esperando que algo aconteça. Se vêem uma
tendência se delineando no mercado, talvez reajam a
ela. Se um produto parece que vai fazer sucesso, elas o
encomendam. O problema com esse tipo de comportamento
é simples: quando você percebê-lo, talvez
já seja tarde demais. Você será apenas
mais um com mercadoria da estação passada. Os
fabricantes, muitas vezes, cometem o mesmo pecado: criam e
fabricam produtos para o mercado da estação
anterior e depois ficam sentados esperando que algo
aconteça. Você nunca terá sucesso se
ficar esperando que algo aconteça.
A
alternativa é fazer acontecer. Fazer acontecer
começa com previsão ver oportunidades no
mercado. Lembre-se de que o mercado está sempre
mudando. Você precisa julgar inteligentemente para
onde seu mercado está indo; depois precisa descobrir
uma forma de capitalizar sobre as mudanças que
vê. As perguntas cruciais são: "O que meu
cliente vai desejar no futuro imediato?" e "O que vai
satisfazê-lo?"
Descobrir
oportunidades em seu mercado não envolve
necessariamente algo terrivelmente complexo; basta conhecer
seus clientes e suas necessidades.
1.
Estilos e suas Expectativas
1.1.
Intuição
O
estilo primário "INTUIÇÃO" tende a ser
um indivíduo dirigido para o aspecto intelectual,
aberto e criativo, que se orgulha de sua originalidade,
previsão e habilidade para melhor compreender o
cenário, ele gosta de lidar com muitas
questões complexas, integrando-as, vendo como as
coisas se ajustam e preparando o fundamento para novas
estratégias e operações.
Ele
deve ser convencido de que a idéia, produto ou
serviço que você está vendendo a ele
é conceitualmente perfeito. Quanto mais você o
incentivar a relacionar os benefícios de sua
idéia, produto ou serviço com os objetivos e
as tendências a longo prazo e quanto mais você
reforçar a sua imagem de "profeta" e "grande
líder de idéias", mais receptivo ele se
tornará à sua estratégia
influenciadora.
1.2.
Pensamento
O
PENSAMENTO primário é um indivíduo
altamente lógico, bem organizado, não
sentimental, analítico, que tende a orientar-se muito
pelos fatos. Ele se orgulha de sua habilidade para resolver
problemas e tomar decisões sólidas e racionais
fundamentadas em evidências e conclusões
inteligentes, não dando importância à
imaginação ou "bons
pressentimentos".
Ele
deve ser convencido de que sua idéia, produto ou
serviço estão testados e da evidência
substancial de: como funciona; que realiza; quais as suas
possíveis limitações; que
condições requer para eficácia
máxima. Desta forma, ele é uma pessoa
inclinada para o lado científico, tende a
interessar-se menos pelas suas opiniões e mais por
sua habilidade em acumular e organizar dados, que ele pode
usar para pesar diversas opções e chegar a uma
solução sistemática e bem
pensada.
1.3.
Sentimento
O
SENTIMENTO primário tende a ser um indivíduo
preceptivo e observador, cujo interesse é medido pelo
quanto ele gosta ou não de você, confia em
você e pode "imaginar" um relacionamento a longo prazo
positivo com você. Tende a ser altamente pessoal e
ressente-se em fazer negócios com quem quer que o
faça sentir-se desconfortável ou que
não corresponda aos seus sentimentos.
Ele
deve ser estar convencido de que você pessoalmente
acredita na sua própria idéia, produto ou
serviço, que você está espontaneamente
entusiasmado, e de que não há nada de
"destoante" sobre você ou que você represente.
Ele impressiona mais com relatos de primeira mão da
experiência de outros do que com a complexa
evidência estatística de sua
eficácia.
1.4.
Percepção
A
PERCEPÇÃO primária tende a ser um
indivíduo muito veemente, competitivo, dinâmico
e propenso à ação, que se orgulha de
sua habilidade em conseguir que as coisas sejam feitas. Ele
vê como alguém que obtém resultados,
alguém que opera mudanças e dá forma
às coisas e que freqüentemente pode dizer que
sua satisfação maior advém de "fazer as
coisas acontecerem". Ele é desassossegado e tende a
ficar muito impaciente com longas explanações,
introduções e análises racionais e
teóricas.
Ele
quer que se corte logo a conversa mole e a música de
fundo, chegue-se ao âmago ou ponto principal
rapidamente, e que se prove o ponto através de
demonstração.
Ele
deve estar convencido de que seu produto, serviço ou
programa funciona e que alcança tudo a que se
propõe. Ele tende a impressionar-se mais se puder
"ver" a coisa funcionando do que revendo dados fornecidos
por outros usuários. Inclina-se freqüentemente a
ser cético e sempre "testará" os outros para
ver se eles conseguem pegar uma "bola jogada com
efeito".
Prospecção
Princípios
Básicos
-Identifique
clientes que tenham necessidades que você pode
atender;
Descubra
onde eles estão;-Pesqui
-Pesquise
e peça indicações;
-Não
perca tempo vendendo para pessoas erradas;
-Certifique-se
de encontrar pessoas que tenham: dinheiro, autoridade e
necessidade.
2.
A Estratégia de Vendas Começa com a
prospecção
O
que é prospecção? Lembre-se das
plataformas e poços de petróleo.
Ninguém, em sã consciência e fora dos
países árabes, vai furar um poço de
petróleo em qualquer terreno. É
necessário fazer estudos sobre o tipo de solo,
analisar suas composições, verificar se houve
ocorrência de petróleo no passado, etc. O
terreno só será explorado depois que se
confirme que é propício e oferece boas
probalidades de se encontrar petróleo.
A
prospecção em vendas tem o mesmo objetivo:
mapear os clientes de uma tal forma que, ao se oferecer o
produto/serviço, as chances de acerto sejam maiores
do que as de erro. Por isso, não é exagerado
afirmar-se que a prospecção é uma
atividade estratégica e determinante do sucesso a
longo prazo.
A
prospecção é dirigida a clientes
potenciais e qualificados. Um cliente potencial é
alguém que talvez queira comprar o seu produto
&endash; ele deve ter uma necessidade que talvez possa ser
satisfeita com o seu produto. Um cliente qualificado
é alguém que precisa de seu produto e é
capaz de comprá-lo.
Portanto,
as duas grandes vantagens que a prospecção
oferece ao vendedor são:
-identificar
clientes em potencial
-qualificar
clientes em potencial
Hoje,
um bom número de empresas conta com sistemas de
informações sobre seus clientes, o que permite
ao vendedor ir direto ao ponto com os clientes qualificados.
Entretanto, há muitos casos em que, apesar de existir
o sistema, o vendedor não pode se basear nele para
qualificar os clientes. Isto quer dizer que, nesses casos, o
responsável pela prospecção é o
próprio vendedor.
Abordagem:
Princípios Básicos
- O
objetivo da abordagem é conseguir a chance de uma
apresentação de venda completa;
- Não
venda o produto ou serviço, venda a idéia
da entrevista;
- Venda
a si mesmo como um profissional dedicado e
eficiente;
- Use
a pesquisa para preparar perguntas ou comentários
relevantes que possam garantir o interesse do
cliente.
3.
Desenvolvendo uma Abordagem Eficaz
Toda
interação começa com uma abordagem.
Até numa relação de amizade, entrar
diretamente no assunto principal demonstra grosseria e
rudeza.
É
fundamental lembrar que o propósito da abordagem
é fazer com que você e seu cliente se
comuniquem com eficácia, de modo que ambos
satisfaçam suas necessidades.
Uma
boa abordagem é a base de uma relação
de confiança e credibilidade, fundamental no processo
de venda. Quando duas pessoas se conhecem pouco ou iniciam
uma interação, ocorrem os seguintes
processos:
3.1.
Formação de Impressão
A
primeira impressão é crucial, pois afeta a
percepção das pessoas durante todo o tempo em
que o relacionamento durar. As impressões formadas
distorcem informações que não apoiam
essas impressões. Se nosso interlocutor achar que
somos "profissionais" e "confiáveis", tenderão
a ouvir nossas opiniões como algo digno de
crédito. Cuidado &endash; o contrário
também é verdadeiro.
3.2.
Redução de Incerteza e Estabelecimento de
Empatia
Ao
formar a primeira impressão, reduzimos nossa
incerteza a respeito do outro. Ao encontrar alguém
pela primeira vez ou mesmo depois de um longo tempo, o
terreno não é muito firme. Para reduzir a
incerteza de uma forma positiva, pratique a empatia. Um
relacionamento de empatia está baseado na
confiança e no entendimento mútuo. A chave
para praticar a empatia está em duas
habilidades:
-
entender o comportamento verbal e não verbal do
outro, identificando assim o seu estilo de
comunicação, e;
-
sincronizar seu próprio comportamento com o do outro,
isto é, adaptar o seu estilo ao estilo do
interlocutor.
Desta
forma é possível compartilhar a mesma postura,
o tom de voz, a velocidade da falta e ter uma
sensação de parceria e entendimento
mútuo, isto é empatia.
3.3.
Negociação de Regras
Geralmente,
ao procurar estabelecer a empatia negligenciamos as regras
que determinarão o relacionamento. Clientes e
vendedores estabelecem seu próprio conjunto de
regras. O princípio importante é que tudo o
que você faz durante a abordagem determinará
seu padrão de relacionamento com cliente daí
em diante.
3.4.
Abordagem
Significa
aproximação, contato inicial. Em vendas,
abordagem significa iniciar uma entrevista. É a
primeira fase no processo de venda.
Todos
os que tratam o assunto são unânimes em afirmar
que a abordagem é uma etapa de passos perigosos para
concretização de vendas, qualquer falha,
qualquer deslize, nesse momento acarretará maior
trabalho para chegar-se ao objetivo com pleno sucesso.
Algumas regras nesse caminho:
3.4.1.
Primeira Regra: Conduta Pessoal
A
boa aparência, falar adequadamente, ter postura
adequada frente aos clientes e preparar-se para as
entrevistas constituem regras básicas para que no
contato inicial surjam sentimentos mútuos de
aceitação.
3.4.2.
Segunda Regra: Não Venda o Produto, só a
Entrevista
Alguns
profissionais acreditam que, oferecendo o produto logo na
abordagem, ganham tempo.
Dependendo
do tipo de venda (promoções, lojas) é
até válido, mas, em outros tipos, isso
poderá afastá-lo do objetivo, porque nesse
momento o cliente pode não reconhecer a necessidade
de compra.
A
abordagem presta-se para que o cliente disponha-se a
ouvi-lo.
3.4.3.
Terceira Regra: Adequação de Abordagem
A
abordagem é dinâmica e diferencial. Cada
situação, cada cliente deve ser tratado
diferentemente. Existem evidências que o vendedor
perspicaz anota e utiliza na sua abordagem. Que bom seria se
existisse uma fórmula mágica que servisse a
todos os clientes!
Sabemos
que não existe!
A
abordagem, como vimos, é a etapa da venda em que o
vendedor perde grande número de possíveis
clientes.
Mas
porque?
Porque
é a etapa onde o cliente coloca "desculpas" para
não dar oportunidades ao vendedor de argumentar nada,
pois, de alguma forma, as pessoas percebem quando
estão frente a frente com um homem de vendas, e isso
determina a idéia de "mexer no bolso".
As
desculpas mais comuns nessa fase são:
-
"Não tenho tempo";
-
"Não estou interessado";
-
"Desculpe, mas agora não dá para
conversar".
Alguns
estudiosos do tema elaboram fórmulas para abordar
clientes, possibilitando ao vendedor que essas desculpas
sejam minimizadas.
Uma
delas é:
Antecipe-se
às desculpas mais comuns antes que o cliente as diga,
por exemplo: "Eu sei que seu tempo é
precioso...".
É
fácil de entender. Se o cliente disser antes,
será um ponto de apoio muito forte no qual se
firmará, pois ele que as criou.
Agora,
se o vendedor criá-las, menor importância
terão para o cliente.
3.4.4.
Quarta Regra: Evite Utilizar Frase com Negativas
Em
processo de abordagem devemos sempre nos preocupar em
utilizar sempre assertivas no afirmativo, predispondo
positivamente o raciocínio do cliente.
Exemplo.1
ERRADO:
Pois não? ou Qual é o seu problema?
CERTO:
Posso ajudá-lo em algo?
Exemplo.2
ERRADO:
O Sr. não gostaria...? ou O Sr. não estaria
interessado...?
CERTO:
O Sr. tem interesse em...?
Estabelecer
Necessidades: Princípios Básicos
-
Faça com que o cliente concorde que precisa de seu
produto ou serviço;
-
Demonstre interesse pelas necessidades do
cliente;
-
Faça perguntas relevantes e ouça
atentamente;
-
Faça perguntas abertas.
4.
Estabeleça Necessidades
É
comum determinados profissionais ouvirem de seus clientes:
"não interessa, eu já tenho."
Essa
frase é o suficiente para que desistam da venda. E,
acreditem, eles consideram-se bons vendedores. Afinal,
conhecem muito bem os produtos que vendem.
Apenas
conhecer o produto não basta, é
necessário saber qual produto pode ser oferecido para
determinado cliente, de outro modo você pode estar
oferecendo um livro impresso para um cego.
Um
exagero, claro, mas serve para exemplificar como é
importante oferecer o produto certo.
Para
isso, é necessário identificar a necessidade
do possível cliente, o que facilitará muito o
processo da venda.
É
necessário investigar as razões pelas quais o
cliente poderá comprar determinado produto. Para essa
investigação, você utiliza-se de
perguntas e através da resposta do cliente você
conseguirá informações importantes que
ajudarão na venda.
4.1.
Para Identificar as Necessidades Faça Perguntas e
Ouça as Respostas
Quando
devo fazer uma pergunta direta ou indireta?
Não
existe uma regra fixa para descobrir o momento mais ou menos
adequado para utilização de perguntas diretas
ou indiretas. Depende da forma como o diálogo de
vendas está sendo conduzido.
De
uma maneira geral você terá pistas durante o
diálogo de vendas que lhe permitirão saber
qual o tipo de pergunta a ser feito.
Se
o cliente diz: "Não estou certo se o produto atende
ao que eu quero". Isto é uma pista para utilizar uma
pergunta indireta, a fim de forçar o cliente a
explicar onde estão as restrições. Use
perguntas do tipo: "O senhor poderia dizer quais
dúvidas tem sobre esse produto?, "O senhor poderia
dizer por que?
4.2.
Perguntas Diretas ou Fechadas
Servem
para receber respostas objetivas e específicas.
Ajudam no fechamento, informam se você está
entendendo a necessidade do cliente, levam o cliente a dar
respostas objetivas.
As
perguntas diretas são utilizadas quando o cliente
não fornece informações
necessárias, ou quando você quer direcionar o
assunto ou...
-
Nos fechamos de vendas;
-
Para confirmar se o cliente aceita seus
argumentos;
-
Para verificar se você entendeu o que o cliente quer
dizer;
-
Para esclarecer objeções;
-
Para verificar o efeito que está causando no
cliente.
Exemplos:
-
O senhor concorda que eu tenho razão?
-
O senhor já teve problema com isso?
-
Essas dificuldades ainda persistem?
-
O senhor acredita realmente em...?
4.3.
Perguntas Indiretas ou Abertas
Permitem
ao cliente falar livremente sobre o assunto:
-
Ajuda a identificar se o seu produto atende as necessidades
do cliente.
-
Permite que o cliente fale mais sobre suas
necessidades.
-
Leva o cliente a emitir opiniões.
Geralmente
as perguntas indiretas deverão ser
utilizadas:
-
Como primeira pergunta da entrevista de vendas.
-
Com clientes que fornecem informações sem
interferências do vendedor.
-
Para encorajar o cliente.
-
Para obter informações.
Exemplos:
-
O que o leva a pensar assim?
-
O senhor poderia explicar melhor?
-
O que o senhor acha disso?
-
Qual é a sua opinião a respeito
de...?
-
Que tipo de problemas o senhor já teve?
-
E além disso, haveria outra razão?
Conhecimento
do Produto: Princípios Básicos
-
Antes de começar a vender procure conhecer o que
está vendendo;
-
Diferencie benefícios de
características;
-
Venda o que o produto faz para o cliente
(benefícios) e não o que o produto
é (características).
5.
Características x Benefícios
- Características:
descrevem o que o produto /serviço é ou
faz.
- Benefícios:
descrevem a necessidade que o produto/serviço
satisfaz
As
características são limitadas como ferramenta
de venda. Tornam-se importantes quando o cliente reconhece
nelas algum benefício.
5.1
Convertendo Características em Benefícios
O
fato de conhecer a diferença entre uma
característica e um benefício, pode ajudar a
obter uma reação favorável do cliente,
aumentando, assim, a possibilidade de fazer negócios.
Uma característica é um atributo do produto ou
serviço. Por exemplo: uma
característica de certo fax é que ele traz
telefone incorporado. Uma característica de certa
apólice de seguro de carro é que ela
não tem franquia.
Porém,
as pessoas não compram um
produto/serviço pelas suas características.
Elas compram porque tais características as ajudam a
obter ou ganhar algo, ou seja, porque aquelas
características fornecem certos
benefícios.
Um
benefício é a forma pela qual uma ou mais
características do produto/serviço fornecem
como vantagem, aumentando a satisfação do
comprador.
Nos
exemplos já mencionados, um benefício do
relógio é que ele não se
arruinará se você entrar
no
mar com ele. Um benefício do fax é que
você não precisa comprar outro telefone para
operá-lo.
Um
benefício do fax é que você não
precisa gastar dinheiro em pequenos reparos.
Em
resumo, as características descrevem o que um
produto/serviço fornece ao comprador.
Portanto,
as características são uma ferramenta de venda
limitada. Só se tornam importantes quando o comprador
pode enxergar nelas um benefício concreto.
Uma
armadilha comum para o profissional, é cair na
enumeração de características já
que elas são mais ou menos simples de memorizar e
são iguais para todos os clientes. Já falar
dos benefícios requer conhecer tanto o
produto/serviço quanto o cliente.
Mas,
lembre-se que as pessoas estão interessadas primeiro
em benefícios e depois nas características que
os suportam.
Eles
confiam, e exigem, que o profissional de vendas
conheça e entenda bem o produto/serviço para
adequá-lo às (também conhecidas e
entendidas) necessidades do cliente.
Respostas
às Objeções
|
Se
a Objeção ocorre por:
|
Então:
|
|
Desconfiança
|
PROVE
|
|
Desvantagem
|
ENFATIZE
|
|
Desconhecimento
|
INFORME
|
6.
Oobjeções
Você
seguiu todos os passos para a venda e de repente, o cliente
vem, com uma objeção.
Esse
é um excelente momento para testar sua habilidade e
eficiência na arte de vender. As
objeções são normais. Senão,
veja:
Se
o computador não tiver resistência e
oposição, ele sai de casa à procura do
negocio desejado!
Seu
êxito constitui em afastar a resistência do
cliente. O que o vendedor faz com as objeções?
Em certas circunstâncias, ele pode ignorá-las
de momento, em outros adiar a resposta para
depois
de
uma nova consideração dos benefícios do
produto. Quando o vendedor não tem resposta, pode
reconhecer sua falta de informação, pode em
outras ocasiões responder diretamente.
Para
ter sucesso no trato com as objeções
primeiramente é necessário
identificá-las.
É
comum os clientes usarem-nas para não se
comprometerem e as objeções parecerem
não muito claras para o vendedor.
Por
isso a habilidade de identificar o tipo de
objeção verbalizada ou não pelos
clientes, facilita ao vendedor contra argumentar.
Para
isso, você pode seguir um roteiro simples:
- Ouça
o cliente. Quando um cliente faz uma
objeção, ele está preparando um
caminho para você contra dizê-lo ou discutir.
Este é o momento para você parar um instante
e "ouvir" o que ele tem para lhe dizer. Dessa maneira,
você terá tempo para pensar um pouco sobre a
forma como irá tratar a
objeção.
- Faça
perguntas diretas para conseguir identificar de maneira
clara o tipo de objeção que o cliente
está colocando e retorne ao ponto principal da
objeção. Com isso, você demonstra ao
cliente que você está pensando no que ele
falou e se certifica se identificou corretamente a
objeção.
Ao
seguir este roteiro, você estará fazendo
três coisas: dando um tempo para você e seu
cliente acalmarem-se; definindo quais dúvidas seu
cliente possui; demonstrando que quer
ajudá-lo.
6.1.
Fechamento da venda
O
que é fechamento da venda?
É
o momento, no diálogo transcorrido, em que o cliente
mentalmente aceita a compra do produto.
Dentro
dele, já está instalada a "posse" do produto.
É um momento também em que você
ficará sabendo se identificou, reforçou ou
satisfez as necessidades do cliente, e se ofereceu uma
solução adequada para a necessidade
verbalizada por ele.
Você
identificou as necessidades do cliente através de
perguntas diretas e indiretas. Reforçou as
necessidades do cliente mostrando que considera importante
seu problema. Apresentou a solução para o
problema do cliente. Agora é o momento de fechar a
venda.
6.2.
Atitudes Positivas
Indica
que tanto você como seu cliente chegaram a uma
conclusão. Não deverá haver
dúvidas entre ambos. O cliente deve ter certeza de
que você está ali para
ajudá-lo.
A
atitude positiva de sua parte cria um clima favorável
para que o cliente responda afirmativamente quando for
solicitado a aprovação da compra.
Exemplo
de atitude positiva:
"Pelo
que vimos este produto atende plenamente seu desejo de
...."
"Como
o senhor pode ver, este produto vai solucionar seu problema
de...."
6.3.
Ponto de Fechamento
Existe
um mito em vendas: alguns vendedores acreditam que existe o
momento certo no final da entrevista, em que , se não
for solicitado o pedido, pode se perder a venda.
Na
verdade não existe um momento marcado ou
pré-determinado. Em qualquer momento da entrevista
pode fechar-se um negócio. Basta que o vendedor
esteja atento para perceber qual o momento adequado para
efetuar perguntas que levem ao fechamento.
Muitos
vendedores novos tanto têm medo de solicitar o pedido
quanto de uma espingarda de caça apontada para
eles.
Se
você é um desses, experimente os " ensaios de
conclusão". São muito simples:
Faça
perguntas que ajudem a determinar se o cliente está
pronto para concluir a venda.
Veja:
"O
senhor prefere que façamos a remessa do extrato para
que local?"
A
empresa está com acúmulo de pedidos , por isso
uma ação rápida é importante,
não acha?
6.4.
Sinais de Compra
Exemplos
de sinais positivos:
"Não
sei se poderia pagar "
"Se
eu pudesse ficaria"
Expressões
faciais que demonstrem interesse.
Acenos
de cabeça, sorrisos,....
O
vendedor deve perceber, em seu cliente sinais emitidos, que,
traduzidos em palavras, gestos ou atitudes, indicarão
se o cliente está ou não preparado para
comprar.
PERGUNTE
Qualquer
pergunta exige uma resposta, e particularmente no
fechamento, você necessita de uma decisão por
parte do cliente. O modo mais fácil de direcionar o
assunto, como já vimos, é fazendo perguntas
diretas, conseguindo assim que o cliente defina-se e tome
uma posição.
LEMBRE-SE
Para
fechar um negócio você deve fazer perguntas
diretas que encaminhem para um fechamento.
6.5.
Solicite o Pedido
Não
espere que o cliente lhe diga: " ótimo, onde eu
assino?"
Isso
dificilmente acontece. O cliente não fará isso
espontaneamente. É necessário
"provocá-lo".
"O
OBJETIVO DE TODA VENDA ESTA NA SOLICITAÇÃO DO
PEDIDO. DE NADA ADIANTA TODO SEU TRABALHO SE, AO FINAL,
VOCÊ NÃO SOLICITAR O
MESMO."
6.5.1.
Formas de Solicitar o Pedido
As
pessoas se comportam de maneiras diferentes umas das outras.
Não devemos aplicar a mesma forma de
solicitação de pedido a todas as pessoas.
É necessário ter sensibilidade para
aplicação de diferentes técnicas
adequadas a cada situação. As mais comuns
são:
-
Fechamento direto;
-
Fechamento passo a passo;
-
Fechamento alternativo
6.6.
Fechamento Direto
-
Negócio fechado?
-
Vamos então assinar o pedido?
-
Já vimos todos os pontos importantes, não
é mesmo?
-
Assine aqui, por favor
O
fechamento direto é a maneira mais eficiente de
conclusão de um negócio, quando você
seguiu todos os passos e o cliente não colocou
nenhuma barreira. Sua oferta satisfez a necessidade
dele.
Em
alguns casos, o fechamento direto parece ser um pouco rude
ou forte demais, principalmente com pessoas indecisas. Nesse
caso, aplique o fechamento passo-a-passo.
6.7.
Fechamento Passo-a-Passo
Pessoas
indecisas acham muito difícil tomar atitudes que
envolvam resoluções importantes.
Para
essas pessoas fica mais fácil resolver pequenas
propostas, ou seja, passo-a-passo toma-se a decisão
final.
6.8.
Fechamento Alternativo
Esse
tipo de fechamento é o mais comum, sua
aplicação é simples:
"
Você faz perguntas possibilitando duas respostas.
Qualquer uma delas levará a um fechamento de
vendas".
Exemplos:
-
senhor fará pagamento à vista ou irá
parcelar?
-
senhor prefere que mande a correspondência para sua
residência ou local de trabalho?
-
senhor gostaria que a cobrança fosse enviada para sua
residência ou providenciamos débito
direto?
A
aplicação de uma ou outra forma de fechar um
negócio varia conforme a sensibilidade do
diálogo de vendas, o importante é que
você aplique uma das técnicas.
7.
Atividade Pós-Vendas
Dependendo
do contexto, o que se faz depois da venda pode ser
tão importante quanto o que se faz antes e durante a
negociação propriamente dita. Isso porque o
sucesso em muitos trabalhos de vendas depende de se
desenvolver boas relações com os
clientes.
Coisas
simples como uma carta de agradecimento após a venda
ou o acompanhamento na aplicação de um produto
ou serviço, freqüentemente podem ajudar a
assegurar a repetição do negócio e a
realidade do cliente. Além disso, você
está realmente interessado em satisfazer necessidades
e não apenas em obter as vantagens de uma venda
rápida.
No
fim, você verá que o processo de vendas
é circular. A reputação que você
cria durante e depois dela o ajuda a gerar novos clientes em
potencial e novos negócios.
Bibliografia
CALDWELL,
P. & TASCA, B. Liderança em
satisfação do cliente.
São
Paulo. Atlas, 1998.
PERIÓDICOS,
Hay Group Consultoria
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