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Terceirização
Rosa
Maria de Jesus Grangeiro
Monografia
apresentada no curso de Organização, Sistemas
e Métodos das Faculdades
Integradas Campos Salles,
sob orientação do Professor Mauro
M. Laruccia
(Disponível
na rede desde novembro de 2000)
Introdução
A
Terceirização se tornou palavra chave na
economia moderna, não se tratando de um modismo, mas
sim de uma opção de sobrevivência para
as empresas.
A
Terceirização é um conceito moderno de
produção, que se firma na parceria consciente
entre as empresas especializadas em determinados ramos.
Terceirização é o conjunto de
transferência de produção de partes que
integram o todo de um mesmo produto.
Para
que a terceirização cumpra a sua verdadeira
função será preciso que haja
planejamento na empresa; ter um objetivo traçado a
ser atingido e uma noção real de modernidade e
busca da qualidade do produto a ser terceirizado.
Com
a necessidade de sobrevivência das empresas, devido a
crise em que o Mundo se encontra, lembramos que a palavra
CRISE significa oportunidade mais riscos no ideograma
Chinês; ocorreu maior espaço para a
busca do aperfeiçoamento de técnicas novas e
modernas de administração, visando sempre
resultados raiz nos processos de gestão das
empresas.
É
exatamente neste âmbito que se enfoca a
terceirização; por se tratar de um projeto
moderno e arrojado de Administração, onde se
busca claramente a qualidade, eficiência ligada a uma
redução de custos aparentes e concentrando
seus esforços e energia na atividade principal da
empresa, atingindo desta forma a eficácia, com a
otimização da gestão.
No
entanto, deve-se observar que para a mudança dar
resultado, precisa ser encarada como um enfoque
estratégico e não como modismo, ou seja,
é necessário uma mudança geral na
mentalidade da empresa no sentido de seus processos e de
seus funcionários, para que todos possam buscar os
mesmos objetivos, que vertem ao crescimento da
empresa.
Para
que se atinja o objetivo é preciso conhecer a palavra
CULTURA; que para muitos é apenas o
desenvolvimento intelectual, mas é também a
capacidade de poder criar, produzir, transformar a natureza
e colocar os bens que ela oferece de forma bruta em
benefícios do ser Humano.
Conceito
de Cultura
Notadamente
visto como dois sentidos na ciência humana, a cultura
divide-se em subjetiva e objetiva.
O
sentido Subjetivo conota a idéia de um alto grau de
desenvolvimento das capacidades intelectuais do homem. A
busca da visão dos conhecimentos além de uma
especialização, tal como o rigor das
faculdades mentais, é capaz de elaborar as
associações da visão antecipada, que
abrem novas dimensões para o pensamento humano.
É o resultado de um esforço que exige
disciplina intelectual e que não desenvolvida em
determinado período da vida, não
passará de um conhecimento improdutivo.
O
sentido objetivo, o termo se refere a todo o conjunto de
criações pelas quais o espírito humano
marcou sua presença na história.
Exemplo:
Os gráficos das cavernas pré-históricas
até os computadores e foguetes espaciais.
Nesse
sentido cultura é apenas um fenômeno
essencialmente social, criado e transmitido no tempo, de
geração em geração.
Histórico
da Santista Alimentos S/A
Tudo
começa em 1887 no dia 25 de agosto a Princesa
Isabel assinou decreto autorizando o funcionamento do Moinho
Fluminense no Rio de Janeiro; em 1889 passa a
denominar-se Sociedade Anônima Moinho Fluminense; em
1914 o Grupo Bunge passa a participar do capital da
Companhia; na década de 20, a Companhia
investe em novas instalações e equipamentos.
Mudanças estatuárias permitem a
diversificação de suas atividades, efetivando
participações acionárias. A primeira
delas foi na Fábrica de Tecidos Tatuapé S.A.,
mantida até abril de 1994; na década de
50, a capacidade produtiva é ampliada, com
aquisição de modernos equipamentos na
Inglaterra e Estados Unidos.
Em
1963 a primeira distribuição de
Ações bonificadas, em 28 de fevereiro; em
1965 a Assembléia Geral Extraordinária
aprova a mudança da denominação social
da empresa para Moinho Fluminense S.A. Indústrias
Gerais, adequada à variedade de seus investimentos.
Quatro anos depois, registra-se como Companhia Aberta; em
1969 a Empresa abre o seu capital em 15 de janeiro,
obtendo bons resultados com o aumento do volume de
ações negociadas na BOVERJ. No 1º
semestre de 1969 foram negociadas 1.863.801
ações contra 427.520 ações no
período anterior.
Na
década de 70 com a
Ampliação da capacidade e
modernização de equipamentos, garantindo-lhe a
posição de maio moinho do Hemisfério
Sul e terceiro no mundo.
Em
1993 no dia 1º de dezembro, a Companhia torna-se
uma holding "pura", sem atividades operacionais. Para isso,
transfere, suas atividades industriais para a
subsidiária da Santista Alimentos S.A. para
operacionalizar seu negócio de farinhas de trigo e
derivados; em 1994 a partir de 1º de maio, a
empresa incorpora as participações
alimentícias do Moinho Recife S.A. Empreendimentos e
Participações e da S.A. Moinho Santista
Indústrias Gerais, transferindo para esta seus
investimento no ramo têxtil. A Sanbra Alimentos
incorpora as atividades da Samrig - S.A. Moinhos Rio
Grandenses e passa a ser controlada integralmente pelo
Moinho Fluminense. Assim, a Companhia passa a controlar
integralmente as empresas Santista Alimentos S.A. e Sanbra
Alimentos S.A., tornando-se uma empresa especializada no
setor alimentício.
Em
10 de junho a Empresa aumentou seu capital por
subscrição sem direito de preferência.
Foram emitidas 76.924.000 ações ON a 1,30 URV
passando o Capital Social de CR$ 221.432.905.895,00 para CR$
476.235.963.495,00.
Em
30 de setembro a Sanbra Alimentos incorpora a Santista
Alimentos e adota o nome desta. Em 31 de outubro o Moinho
Fluminense incorpora a Santista Alimentos (ex-Sanbra) e
altera a sua denominação de Moinho Fluminense
S.A. Indústria Gerais para Santista Alimentos S.A.,
passando a figurar entre as maiores indústrias
alimentícias do País.
Em
dezembro adquiriu a Fertimport S.A., e o Moinho Campo Grande
Ltda.
Em
fevereiro de 1995 foi constituída a
Barilla-Santista S.A., joint-venture com a Barilla
Alimentare, líder européia em massas. Em 30 de
setembro a Santista Alimentos incorporou sua controlada
Cabedelo Industrial S.A. Adquiriu ainda os 50% restantes na
participação da Plus Vita S.A., totalizando
100%. Através da Plus Vita S.A. adquiriu em dezembro
o controle acionário da Pullman Alimentos S.A.,
líder em pães industrializados em São
Paulo. No final do mês a empresa foi incorporada pela
Plus Vita.
Em
janeiro de 1996 constitui aliança
estratégica com a CTM Citrus para a
fabricação de produtos para o mercado de
sucos.
Atividade
fim/nº de funcionários/ filiais - Atualmente
a Santista Alimentos, são aproximadamente 8.500
funcionários espalhados pelo território
nacional, onde suas coligadas e controladas administram 28
parques industriais, 44 escritórios atacadistas,
distribuidores, indústrias de alimentos,
panificadoras e rede de fast-food. Seus produtos de consumo
final abastecem mais de 200 mil pontos-de-vendas. Mas,
considerando-se ainda os produtos dos demais mercados de
atuação-industrial, padarias e confeitarias,
fast-foods, e de refeições industriais -
não há brasileiro que não tenha
consumido direta ou indiretamente algum alimento com a
Qualidade Santista.
Definição
do Problema
Identificar
a não satisfação plena dos prestadores
de serviços terceirizados, perante o público
interno envolvidos no processo, dentro da política
adotada pela organização.
Visto
que, a empresa prepara o seu público interno que
interage com os prestadores, mediante processo de
comunicação por meio de reuniões
coletivas e seminários internos de
sensibilização.
Há
também, contatos individuais onde a empresa demonstra
sua preocupação com o impacto da
mudança.
Proposta
de Solução
Analisada
a situação atual, mediante a supervisão
do Sr. Pérsio Asprino Pinheiro - Gerente de Recursos
Humanos, foi identificado que a organização
está satisfatoriamente sendo atendida pela
política atual; onde a mesma cercou-se de todos os
aspectos legais para não haver nenhum inconveniente
futuro, em que toda empresa prestadora de serviços
é praticamente "dissecada" na sua
pré-contratação.
A
política atual está também disseminada
nas diversas unidades do grupo, onde todo o pessoal
envolvido com o tema da terceirização
encontram-se familiarizados.
A
longo prazo a empresa poderá; segundo
informações do profissional da área
acima, dimensionar os serviços de
terceirização para os serviços de copa,
motoristas e aumentar as atividades inerentes à
área jurídica.
Política
de Contratação de Servoços de
Terceiros
1-
Definição
Consideram-se
terceiros, todas aquelas pessoas físicas ou
jurídicas prestadoras de serviços, que colocam
mão-de-obra à disposição da
empresa, sem vínculo empregatício.
É
um processo gerenciado de transferência a terceiros
das atividades acessórias e de apoio ao objetivo da
empresa (atividade de meio), permitindo que esta concentre
seus esforços na sua atividade principal (atividade
fim).
a)
São exemplos de áreas
terceirizáveis:
-
Advocacia
-
Arquivo
-
Engenharia
-
Limpeza
-
Mensageiros
-
Recrutamento e Seleção, etc.
b)
Como Fatores Positivos temos os seguintes pontos
-
Desburocratização
-
Simplifica a organização
-
Focalização na atividade
estratégica
c)
Modalidades
*Os
Prestadores de Serviços: são aqueles que
mediante contrato de prestação de
serviços, agilização de
mão-de-obra de pessoas jurídicas legalmente
constituídas.
*Mão-de-obra
avulsa: Existe uma utilização de
mão-de-obra para atividades de carga e descarga,
fornecida pelos sindicatos de trabalhadores: estivadores,
movimentadores de cargas etc.
*Mão-de-obra
Temporária: Contrata empresas de serviço
temporário, nos termos da Lei nº 6019/74, para
substituição de funcionários afastados
(doença, licença maternidade, férias e
etc.) bem como para atendimento a acréscimo
extraordinário de serviço, imprevisível
e transitório.
*Autônomo:
É uma prestação de serviços de
profissionais liberais (Advogado, Médico,
etc.).
2.
As Diretrizes
a)
Contratação de apenas serviços para as
atividades - meio, isto é, complementares ou de
apoio, que não devem ser confundidas com a atividade
fim do estabelecimento tomador de serviço.
b)
A negociação de terceirização
deve considerar claramente as vantagens econômicas e
financeiras, assim como a avaliação Legal
é indispensável quanto ao atual prestador de
serviço. A empresa prestadora deve comprovar sua
idoneidade e sua capacidade técnico-econômico
por assumir as responsabilidades contratuais;
c)
Deve haver entre a tomadora e a prestadora de serviço
um contrato formal (padronizado) das responsabilidades de
ambas as partes, previamente submetidos à
aprovação da assessoria Legal;
d)
A contratação de serviço deve recair
sobre a pessoa Jurídica;
e)
É vedada a contratação de ex-empregados
em caráter de exclusividade, mesmo que com
intermediação de pessoas
Jurídicas;
f)
A empresa prestadora não deverá fornecer
serviços com exclusividade para a nossa empresa e
suas subsidiárias, pois isto opera uma
competição para prestadores de serviços
de um mesmo tipo, resultando em aumento de qualidade em
benefício da empresa tomadora.
g)
Os empregados das prestadoras de serviço devem ser
utilizados, exclusivamente, para serviços objeto da
contratação;
3.
Operacionalização
Responsável
pela Prestadora
Obrigatoriamente
deverá permanecer no estabelecimento tomador de
serviço, um funcionário da empresa contratada,
a quem caberá tomar todas as providências
relacionadas aos funcionários daquela
empresa.
Sempre
que necessário, o representante daquela unidade
dirigir-se-à ao responsável pela empresa
contratada solicitando exclusivamente a este as
providências requeridas.
Os
empregados da empresa contratada ficarão subordinados
a ordens exclusivas do responsável por essa
empresa;
a)
Documentação
A
empresa contratada deve manter, com o seu
responsável, no estabelecimento da contratante,
cópias das fixas de registros dos empregados. A
Gerência de Recursos Humanos deve solicitar,
frequentemente, ao responsável pela empresa
prestadora de serviço que lhe apresente tais
documentos;
b)
Segurança e Saúde
Ocupacional
Sempre
que uma ocorrência for registrada, relacionada a
segurança ou saúde do trabalhador, a
gerência/chefia da unidade deverá comunicar
imediatamente ao responsável pela empresa prestadora
de serviço a quem competirá tomar as medidas
cabíveis. Em caso de acidentes graves, o departamento
médico da unidade deverá tomar
providências administrativas que ficarão sobre
a responsabilidade da empresa contratada.
Toda
e qualquer legislação deverá ser
respeitada pela empresa contratada, entretanto, ênfase
especial deve ser dada à legislação
trabalhista e à Lei nº 6.514/77 e à
portaria nº 3.204/78 e suas respectivas
atualizações, que tratam da segurança e
saúde do trabalhador.
c)
Uniformes/Identificação
Os
empregados da empresa contratada deverão permanecer
em nossas unidades utilizando uniformes da empresa
prestadora do serviço e sempre identificados por
crachá com a indicação
"Terceiro";
d)
Refeitório/Vestiário/Sanitário
Preferencialmente,
manter Vestiários/Sanitários diferenciados
para Terceiros. Não intermediar a concessão de
refeições para terceiros, devendo ser acertado
o pagamento direto com a concessionária;
e)
Marcação de Ponto
Os
empregados das empresa prestadoras de serviço
poderão utilizar o sistema de ponto da empresa,
devendo entretanto, possuir
personalização;
f)
Documentação/ Recolhimentos
Fiscais
Mensalmente
a Gerência de Recursos Humanos da unidade
deverá solicitar ao responsável pela empresa
prestadora de serviço a apresentação
das guias que comprovem o correto recolhimento das
contribuições do FGTS, INSS, Imposto de Renda,
relativos aos empregados que prestam serviços na
empresa;
g)
Fornecimento de EPls
A
contratada deverá fornecer aos seus empregados a
serviço da contratante, os EPIs
necessários;
4.
Classificação dos Terceiros
a)
Internos
- Eventuais
(Controle - Custos e Quantidade)
- Montagens,
Consertos, Obras Civis, Sistemas
- Permanentes
(Controle Custos I Produtividade)
- Refeitório,
Segurança, Limpeza, Estivadores, Movimentadores,
Mercadorias, Arrumadores, Transportes, Telefonistas,
Expedição e
Recepção.
- Externos
(Controle de Custos, Demanda e Qualidade)
- Advocacia,
Engenharia, Consultoria
5.
Controle de Terceiros
A
Gerência de Recursos Humanos deverá efetuar o
controle quantitativo de terceiros, de atividades
permanentes, a serviço da empresa.
Contratação
de Terceiros - Documento de Check-List
|
Documentação
|
Prest.
Serviços
|
Avulsos
|
Autônomos
|
Temporários
|
|
Contrato
Social
|
X
|
|
|
X
|
|
Cartão
do CGC
|
X
|
|
|
X
|
|
Alvará
Municipal
|
X
|
X
|
|
X
|
|
Cert.
Neg. Justiça do Trabalho
|
X
|
|
|
X
|
|
Cert.
Neg. Déb. no INSS
|
X
|
X
|
X
|
X
|
|
Cert.
Neg. Tributos e Cont. Federais
|
X
|
|
|
X
|
|
Cert.
Neg. do FGTS
|
X
|
X
|
|
X
|
|
Cert.
Neg. do ICMS
|
X
|
|
|
X
|
|
Cert.
Neg. do ISS
|
X
|
|
X
|
X
|
|
Cert.
Neg. do Protesto de Título
|
X
|
|
|
X
|
|
Cert.
Neg. do Registro de
Distribuição
|
X
|
|
|
X
|
|
Reg.
Do Órgão de Classe
|
X
|
|
X
|
X
|
|
Atestado
de Capacitação
Técnica
|
X
|
|
|
|
|
Registro
no Ministério do Trabalho
|
|
|
|
X
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|
Registro
no Sindicato de Classe
|
|
|
X
|
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|
Registro
Municipal de Autônomos
|
|
|
X
|
|
|
Estatuto
|
|
X
|
|
|
|
Declaração
da base Territorial
|
|
X
|
|
|
|
Registro
de Funcionário
|
|
X
|
|
|
|
Registro
de Associação
|
|
X
|
|
|
|
Ata
da Assemb. De eleição da
Diretoria
|
|
X
|
|
|
Conceito
da Terceirização
Para
se tratar de um assunto que faz parte da atividade, ou seja,
um tema moderno, existem várias
citações conceituando-o, dentre as quais
destacamos as mais significativas, que
são:
- É
um processo planejado de transferência de
atividades para serem realizadas por
terceiros.
- É
uma tendência moderna que consiste na
concentração de esforços nas
atividades essenciais, delegando a terceiros as
complementares.
- É
um processo de gestão pelo qual se repassam
algumas atividades para terceiros - com os quais se
estabelecem uma relação de parceria -
ficando a empresa concentrada apenas em tarefas
essencialmente ligadas ao negócio que
atua.
Diante
destas três completas definições,
acreditamos que não resta dúvidas em
relação a conceituação da
terceirização, que em outras palavras, nada
mais é que: um processo de
Administração moderno, onde transfere para
terceiros atividades que não estão
essencialmente ligadas à atividade principal da
empresa.
A
terceirização incentiva o surgimento de micro
e médias empresas e ainda o trabalho autônomo,
possibilitando além do surgimento de mais empregos, a
melhoria e incremento nas empresas existentes no mercado,
com ganhos de especialidade, qualidade e
experiência.
História
da Terceirização
Sua
origem vem desde o surgimento da indústria
automobilística, onde existe o aspecto de montadora,
ou seja, compra-se peças fabricadas por terceiros e
efetua-se a montagem propriamente dita.
No
entanto, a partir da última década, tem
ocorrido mudanças no mercado mundial, ou seja, depois
da busca da lucratividade, houve a preocupação
com a qualidade, e hoje há a
preocupação com o cliente.
Portanto,
as grandes organizações, acostumadas a
imposição ao mercado, começaram a
sentir-se ameaçadas pelas pequenas e médias
empresas, por terem uma estrutura funcional ultrapassada. A
fim de solucionar tal problema, as grandes
organizações foram obrigadas a repensar seus
procedimentos internos, de onde surgiu o
"Downsizing", ou seja, redução de
níveis hierárquicos, enxugamento de
organograma e diminuição de cargos.
Em
decorrência deste processo, surgiu também o
"Outsourcing" conhecido no Brasil como
"Terceirização", que aprimorou a nova
estratégia do mercado mundial.
No
Brasil, o problema principal, foi a crise econômico, a
recessão e o mercado restrito, forçaram as
empresas nacionais a modernizarem seus processos de
gestão empresarial, aliado com o desejo social de
abertura de novas empresas. O elo estava formado para o
desenvolvimento da terceirização no
país.
Aplicação
da Terceirização
Os
projetos da terceirização podem ser
implantados tanto nas empresas públicas como nas
privadas, nas seguintes áreas:
Serviços
de Alimentação, serviços de
conservação patrimonial e de limpeza,
serviços de segurança, serviços de
manutenção geral, predial e especializadas em
engenharia, arquitetura, manutenção, de
máquinas e equipamentos, serviço de oficina
mecânica, frota de veículo, transporte para
funcionário, serviço de mensageiro,
distribuição interna, de
correspondência, serviço jurídico,
serviço de assistência médica,
serviços de telefonia, serviço de
recepção, serviço de
digitação, serviços de processamento de
dados, distribuição de produtos,
serviços de movimentação interna de
materiais, administração de Recursos Humanos,
administração, de relações
trabalhistas, serviços sindicais, serviços de
secretárias e outros.
Na
área bancaria, além dos serviços acima
citados, podemos enumerar alguns setores financeiros, tais
como:
Compensação
de cheques, tesouraria, contabilidade entre
outros.
Vantagens
Empresariais com a Terceirização
A
terceirização traz pára as empresas
várias vantagens:
- Proporciona
a concentração dos recursos liberados para
área produtiva, melhorando a qualidade e
competitividade do produto.
- Incrementa
a produtividade
- Reduz
os controles
- Libera
a supervisão para outras atividades
produtivas
- Reduz
as perdas
- Evita
o sucateamento dos equipamentos
- Libera
recursos para a aplicação em outras
tecnologias
- Concentra
esforços na criação de novos
produtos
- Reduz
os custos administrativos e de pessoal
- Transforma
os custos fixos em variáveis
- Gera
ganhos de competitividade
- Pulveriza
á ação sindical
- Otimiza
o uso de espaço colocados em
disponibilidade
- Aumenta
a especialização
- Agiliza
as decisões
- Simplifica
a estrutura empresarial
- Proporciona
o aumento do lucro
- Proporciona
a somatória das qualidades na
atividade-meio
- Gera
melhoria na administração do
tempo
- Gera
efetividade e eficiência
- Diminui
o nível hierárquico
- Proporciona
melhor distribuição de renda
- Gera
mais empregos para novas empresas
- Reduz
o passivo trabalhista
Formas
de Terceirização
Uma
das formas de respeito a maneira mais comum de aplica-la e a
mais amplamente utilizada pelas empresas, quando se efetua a
aquisição de matéria-prima de terceiros
que a industrializam, para a fabricação dos
produtos fim. E a desverticalização que
elimina atividade autogerida para comprar componentes que
antes fabricava.
A
prestação de serviço é uma ampla
evolução, o terceiro intervém na
atividade-meio do tomador, executando seu trabalho nas
instalações deste ou onde for
determinado.
Exemplos:
Franquia:
uma empresa concede a terceiros o uso de sua marca, em
condições preestabelecidas ou comercializa os
seus produtos ou serviços.
Compra
de Serviço: as empresas buscam obter de terceiros
especialistas, mediante determinadas
especificações técnicas desejadas, a
prestação de serviços de
manipulação de materiais.
Nomeação
de Representantes: empresas contratam profissionais
especializadas para atuarem como seus prepostos no mercado,
vendendo produtos ou prestando serviços.
Concessão:
uma empresa atua em nome da outra, que sede sua marca sob
condições determinadas para comercializar os
seus produtos.
Terceirização
e seu Impacto no Sistema Organizacional
O
que esta em jogo na opção pela
Terceirização
A
Terceirização esta na ordem do dia da maioria
das empresas tanto no cenário nacional, como no
internacional. Como já sabemos, a
terceirização é um modelo
administrativo que tem como objeto a
concentração dos esforços na
razão de ser da empresa (atividade fim), transferindo
para terceiros especialistas, tudo aquilo que fizer parte
das atividades meio.
A
Terceirização é uma forma de
administrar, tanto grandes como pequenas
organizações, de modo estratégico,
oportuno e adequada na busca da eficácia empresarial.
Traz em si a marca da reconstrução.
0
processo evolutivo de reordenação dás
relações sócio-economicas impõe,
como responsabilidade dos cidadãos e suas
instituições, grande desafio: a ecologia
humana e a prosperidade compartilhada. Como enzima desse
processo, a terceirização vem sendo aplicada
em sua verdadeira concepção na economia
internacional, provocando mudanças nas economias que
pretendem estar no compasso da história.
No
âmbito nacional, sua aplicabilidade tem sido focada
quase que tão somente na ótica da e para as
grandes empresas.
A
maior dificuldade na terceirização é
lidar com os Recursos Humanos - internos e externos - desde
seu início, passando pela implantação
bem como na sua correta manutenção.
Os
artigos e obras escritos a respeito do tema abordam aspectos
técnicos, legais e práticos, mas pouco
contribuem no que compete às relações
das pessoas envolvidas, sejam elas:
- Empregados
- Empresários
- Empresários
- parceiros
- Dirigentes
sindicais
- Comunidade
em geral
Já
a roteiro de ações de
Implementação da processo é bem
conhecido.
- Definir
a verdadeira vocação da
empresa
- Submeter
os departamentos e funções a um
questionamento profundo quanto a razão da sua
existência.
- Avaliar
os custos
- Procurar
fornecedores confiáveis - no caso da
inexistência destesfornecedores,
desenvolvê-los, estabelecer
contratações fictícias e
realistas quanto ao propósito do
projeto.
- Considerar
o ambiente sindical
- Precaver-se
na administração
tributária
- Atentar
aos aspectos trabalhistas.
Esta
verdadeira e ousada conclusão, cunhada no risco
processo experimental, informa que o sindicalismo de ontem
está deixando de existir e, o empreendimento de hoje
precisa também sintonizar-se a essa nova
realidade.
Fica
então, a pergunta: O que tem por trás dela, ou
quais os interesses que estão em jogo quando uma
empresa adota a terceirização?
Podemos
destacar entre eles:
- A
acesso a tecnologia de ultima
geração
- Arenovação
de cultura através da parceria
- O
forte investimento na atividade fim
- A
diminuição de custos fixos e a economia
de escalas
O
discurso é bonito, e convincente, más as
pessoas que vivem o dia-a-dia das empresas que optam pela
terceirização, entende pessoal.
Possivelmente,
em algumas situações, a troca de tecnologia
para a obtenção de competitividade seja o
objetivo, porem estes casos não fazem parte da
maioria. Na verdade, a moda não é terceirizar,
o imperioso é reduzir custos e Enxugar a
máquina!
A
redução de custos é hoje palavra de
ordem para quem tenciona permanecer e acontecer no mercado,
tanto a nível nacional como internacional.
Para
entender-se a raiz desta preocupação - reduzir
custos - faz-se necessário uma rápida
compreensão - da evolução
histórica das organizações.
No
período da guerra havia uma necessidade de
restruturação total e o mercado se mostrava
ávido para inovações. A economia
mundial desfrutava de um crescimento sem precedentes. A
demanda por novos produto e novas tecnologias parecia
inesgotável. Junto a isto, dispunha-se de recursos
abundantes, tanto de insumo como de mão-de-obra. Com
o mercado em rápida expansão com baixo custo
de produção e consumidores menos preocupados
com a qualidade, renovam clima próspero e otimista. A
administração, neste contexto, estava apoiada
prioritariamente em dois pilares: produzir e
vender.
As
empresas, dentro desta nova realidade, viram-se obrigadas a
questionar suas formas de administrar. Consequentemente,
tornaram-se ávidas por sistemas e fórmulas, o
que criou um mercado substancial na área de
treinamento e consultoria. Diversas teorias e praticas
surgiram para buscar a excelência organizacional.
Temas até então poucos discutidos como o uso
da informática, a automação industria,
a qualidade, a produtividade dos Recursos Humanos passaram a
fazer parte da pauta do dia, assumindo uma nova
importância. Ainda assim, as oportunidades eram
escassas, e os mercados cada vez mais competitivos.
Especialmente no Brasil, devido a constante crise
política e econômica e ao fechamento da
economia para intercâmbio para com o mercado externo,
o capital estrangeiro deixou de fazer investimento em nosso
território. As empresas nacionais tiveram que
repensar a sua realidade. A revisão de custos fixos e
variáveis veio como conseqüência
inevitável deste processo. Buscou-se, a partir
daí, métodos para subtrair tudo que fosse
supérfulo ou passível de ser cortado. Reduzir
custos se tornou tão importante quanto produzir e
vencer o produto. Porém, o maior desafio agora
é faze-lo sem comprometer a qualidade.
Não
é por acaso, portanto, que a empresa excelente
é aquela que produz com melhor qualidade e menor
custo. E nem foi por acaso que passou a se adotar a
terceirização.
Avaliação
Analisada
a situação atual, mediante a supervisão
do Sr. Pérsio Asprino Pinheiro - Gerente de Recursos
Humanos, foi identificado que a organização
está satisfatoriamente sendo atendida pela
política atual, onde a mesma cercou-se de todos os
aspectos legais para não haver nenhum inconveniente
futuro, em que toda empresa prestadora de serviços
é praticamente "dissecada" na sua
pré-contratação. Haja visto que a
empresa preparou o público interno, que interage com
estes prestadores. A concientização desse
público desenvolve-se por meios de reuniões
coletivas e seminários internos de
sensibilização e posterior convencimento.
Há contatos individuais também, onde a empresa
demonstra sua preocupação com o impacto de
mudança. A política atual está
também disseminada nas diversas unidades do grupo,
onde todo o pessoal envolvido com o tema da
terceirização encontram-se
familizarizados.
A
longo prazo, a empresa poderá segundo
informações do profissional da área
acima, dimensionar os serviços de
terceirização para os serviços de copa,
motoristas e aumentar as atividades inerentes à
área jurídica.
Referências
Bibliográficas
DAVIS,
Frank Stephean. Terceirização e
Multifuncionalidade. Editora STS
FONTANELLA,
Denise. O Lado Humano da Terceirização,
Editora Casa da Qualidade
MATHEUS,
Enio. Terceirização uma Abordagem
Estratégica, Editora Atualizada
QUEIRÓZ,
Carlos Alberto Ramos Soares de. Manual de
Terceirização, Editora STS
ROMANOSCHI,
Paulo Otto. Terceirização sem Planejar, Pode
Falhar. Editora Siciliano
SANTISTA
ALIMENTOS. Relatório Anual de 1996
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