Terceirização

Rosa Maria de Jesus Grangeiro

Monografia apresentada no curso de Organização, Sistemas e Métodos das Faculdades Integradas Campos Salles, sob orientação do Professor Mauro M. Laruccia

(Disponível na rede desde novembro de 2000) 


Introdução

A Terceirização se tornou palavra chave na economia moderna, não se tratando de um modismo, mas sim de uma opção de sobrevivência para as empresas.

A Terceirização é um conceito moderno de produção, que se firma na parceria consciente entre as empresas especializadas em determinados ramos. Terceirização é o conjunto de transferência de produção de partes que integram o todo de um mesmo produto.

Para que a terceirização cumpra a sua verdadeira função será preciso que haja planejamento na empresa; ter um objetivo traçado a ser atingido e uma noção real de modernidade e busca da qualidade do produto a ser terceirizado.

Com a necessidade de sobrevivência das empresas, devido a crise em que o Mundo se encontra, lembramos que a palavra CRISE significa oportunidade mais riscos no ideograma Chinês; ocorreu maior espaço para a busca do aperfeiçoamento de técnicas novas e modernas de administração, visando sempre resultados raiz nos processos de gestão das empresas.

É exatamente neste âmbito que se enfoca a terceirização; por se tratar de um projeto moderno e arrojado de Administração, onde se busca claramente a qualidade, eficiência ligada a uma redução de custos aparentes e concentrando seus esforços e energia na atividade principal da empresa, atingindo desta forma a eficácia, com a otimização da gestão.

No entanto, deve-se observar que para a mudança dar resultado, precisa ser encarada como um enfoque estratégico e não como modismo, ou seja, é necessário uma mudança geral na mentalidade da empresa no sentido de seus processos e de seus funcionários, para que todos possam buscar os mesmos objetivos, que vertem ao crescimento da empresa.

Para que se atinja o objetivo é preciso conhecer a palavra CULTURA; que para muitos é apenas o desenvolvimento intelectual, mas é também a capacidade de poder criar, produzir, transformar a natureza e colocar os bens que ela oferece de forma bruta em benefícios do ser Humano.

Conceito de Cultura

Notadamente visto como dois sentidos na ciência humana, a cultura divide-se em subjetiva e objetiva.

O sentido Subjetivo conota a idéia de um alto grau de desenvolvimento das capacidades intelectuais do homem. A busca da visão dos conhecimentos além de uma especialização, tal como o rigor das faculdades mentais, é capaz de elaborar as associações da visão antecipada, que abrem novas dimensões para o pensamento humano. É o resultado de um esforço que exige disciplina intelectual e que não desenvolvida em determinado período da vida, não passará de um conhecimento improdutivo.

O sentido objetivo, o termo se refere a todo o conjunto de criações pelas quais o espírito humano marcou sua presença na história.

Exemplo: Os gráficos das cavernas pré-históricas até os computadores e foguetes espaciais.

Nesse sentido cultura é apenas um fenômeno essencialmente social, criado e transmitido no tempo, de geração em geração.

Histórico da Santista Alimentos S/A

Tudo começa em 1887 no dia 25 de agosto a Princesa Isabel assinou decreto autorizando o funcionamento do Moinho Fluminense no Rio de Janeiro; em 1889 passa a denominar-se Sociedade Anônima Moinho Fluminense; em 1914 o Grupo Bunge passa a participar do capital da Companhia; na década de 20, a Companhia investe em novas instalações e equipamentos. Mudanças estatuárias permitem a diversificação de suas atividades, efetivando participações acionárias. A primeira delas foi na Fábrica de Tecidos Tatuapé S.A., mantida até abril de 1994; na década de 50, a capacidade produtiva é ampliada, com aquisição de modernos equipamentos na Inglaterra e Estados Unidos.

Em 1963 a primeira distribuição de Ações bonificadas, em 28 de fevereiro; em 1965 a Assembléia Geral Extraordinária aprova a mudança da denominação social da empresa para Moinho Fluminense S.A. Indústrias Gerais, adequada à variedade de seus investimentos. Quatro anos depois, registra-se como Companhia Aberta; em 1969 a Empresa abre o seu capital em 15 de janeiro, obtendo bons resultados com o aumento do volume de ações negociadas na BOVERJ. No 1º semestre de 1969 foram negociadas 1.863.801 ações contra 427.520 ações no período anterior.

Na década de 70 com a Ampliação da capacidade e modernização de equipamentos, garantindo-lhe a posição de maio moinho do Hemisfério Sul e terceiro no mundo.

Em 1993 no dia 1º de dezembro, a Companhia torna-se uma holding "pura", sem atividades operacionais. Para isso, transfere, suas atividades industriais para a subsidiária da Santista Alimentos S.A. para operacionalizar seu negócio de farinhas de trigo e derivados; em 1994 a partir de 1º de maio, a empresa incorpora as participações alimentícias do Moinho Recife S.A. Empreendimentos e Participações e da S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais, transferindo para esta seus investimento no ramo têxtil. A Sanbra Alimentos incorpora as atividades da Samrig - S.A. Moinhos Rio Grandenses e passa a ser controlada integralmente pelo Moinho Fluminense. Assim, a Companhia passa a controlar integralmente as empresas Santista Alimentos S.A. e Sanbra Alimentos S.A., tornando-se uma empresa especializada no setor alimentício.

Em 10 de junho a Empresa aumentou seu capital por subscrição sem direito de preferência. Foram emitidas 76.924.000 ações ON a 1,30 URV passando o Capital Social de CR$ 221.432.905.895,00 para CR$ 476.235.963.495,00.

Em 30 de setembro a Sanbra Alimentos incorpora a Santista Alimentos e adota o nome desta. Em 31 de outubro o Moinho Fluminense incorpora a Santista Alimentos (ex-Sanbra) e altera a sua denominação de Moinho Fluminense S.A. Indústria Gerais para Santista Alimentos S.A., passando a figurar entre as maiores indústrias alimentícias do País.

Em dezembro adquiriu a Fertimport S.A., e o Moinho Campo Grande Ltda.

Em fevereiro de 1995 foi constituída a Barilla-Santista S.A., joint-venture com a Barilla Alimentare, líder européia em massas. Em 30 de setembro a Santista Alimentos incorporou sua controlada Cabedelo Industrial S.A. Adquiriu ainda os 50% restantes na participação da Plus Vita S.A., totalizando 100%. Através da Plus Vita S.A. adquiriu em dezembro o controle acionário da Pullman Alimentos S.A., líder em pães industrializados em São Paulo. No final do mês a empresa foi incorporada pela Plus Vita.

Em janeiro de 1996 constitui aliança estratégica com a CTM Citrus para a fabricação de produtos para o mercado de sucos.

Atividade fim/nº de funcionários/ filiais - Atualmente a Santista Alimentos, são aproximadamente 8.500 funcionários espalhados pelo território nacional, onde suas coligadas e controladas administram 28 parques industriais, 44 escritórios atacadistas, distribuidores, indústrias de alimentos, panificadoras e rede de fast-food. Seus produtos de consumo final abastecem mais de 200 mil pontos-de-vendas. Mas, considerando-se ainda os produtos dos demais mercados de atuação-industrial, padarias e confeitarias, fast-foods, e de refeições industriais - não há brasileiro que não tenha consumido direta ou indiretamente algum alimento com a Qualidade Santista.

Definição do Problema

Identificar a não satisfação plena dos prestadores de serviços terceirizados, perante o público interno envolvidos no processo, dentro da política adotada pela organização.

Visto que, a empresa prepara o seu público interno que interage com os prestadores, mediante processo de comunicação por meio de reuniões coletivas e seminários internos de sensibilização.

Há também, contatos individuais onde a empresa demonstra sua preocupação com o impacto da mudança.

Proposta de Solução
 

Analisada a situação atual, mediante a supervisão do Sr. Pérsio Asprino Pinheiro - Gerente de Recursos Humanos, foi identificado que a organização está satisfatoriamente sendo atendida pela política atual; onde a mesma cercou-se de todos os aspectos legais para não haver nenhum inconveniente futuro, em que toda empresa prestadora de serviços é praticamente "dissecada" na sua pré-contratação.

A política atual está também disseminada nas diversas unidades do grupo, onde todo o pessoal envolvido com o tema da terceirização encontram-se familiarizados.

A longo prazo a empresa poderá; segundo informações do profissional da área acima, dimensionar os serviços de terceirização para os serviços de copa, motoristas e aumentar as atividades inerentes à área jurídica.

 Política de Contratação de Servoços de Terceiros

1- Definição

Consideram-se terceiros, todas aquelas pessoas físicas ou jurídicas prestadoras de serviços, que colocam mão-de-obra à disposição da empresa, sem vínculo empregatício.

É um processo gerenciado de transferência a terceiros das atividades acessórias e de apoio ao objetivo da empresa (atividade de meio), permitindo que esta concentre seus esforços na sua atividade principal (atividade fim).

a) São exemplos de áreas terceirizáveis:

- Advocacia

- Arquivo

- Engenharia

- Limpeza

- Mensageiros

- Recrutamento e Seleção, etc.

b) Como Fatores Positivos temos os seguintes pontos

- Desburocratização

- Simplifica a organização

- Focalização na atividade estratégica

c) Modalidades

*Os Prestadores de Serviços: são aqueles que mediante contrato de prestação de serviços, agilização de mão-de-obra de pessoas jurídicas legalmente constituídas.

*Mão-de-obra avulsa: Existe uma utilização de mão-de-obra para atividades de carga e descarga, fornecida pelos sindicatos de trabalhadores: estivadores, movimentadores de cargas etc.

*Mão-de-obra Temporária: Contrata empresas de serviço temporário, nos termos da Lei nº 6019/74, para substituição de funcionários afastados (doença, licença maternidade, férias e etc.) bem como para atendimento a acréscimo extraordinário de serviço, imprevisível e transitório.

*Autônomo: É uma prestação de serviços de profissionais liberais (Advogado, Médico, etc.).

2. As Diretrizes

a) Contratação de apenas serviços para as atividades - meio, isto é, complementares ou de apoio, que não devem ser confundidas com a atividade fim do estabelecimento tomador de serviço.

b) A negociação de terceirização deve considerar claramente as vantagens econômicas e financeiras, assim como a avaliação Legal é indispensável quanto ao atual prestador de serviço. A empresa prestadora deve comprovar sua idoneidade e sua capacidade técnico-econômico por assumir as responsabilidades contratuais;

c) Deve haver entre a tomadora e a prestadora de serviço um contrato formal (padronizado) das responsabilidades de ambas as partes, previamente submetidos à aprovação da assessoria Legal;

d) A contratação de serviço deve recair sobre a pessoa Jurídica;

e) É vedada a contratação de ex-empregados em caráter de exclusividade, mesmo que com intermediação de pessoas Jurídicas;

f) A empresa prestadora não deverá fornecer serviços com exclusividade para a nossa empresa e suas subsidiárias, pois isto opera uma competição para prestadores de serviços de um mesmo tipo, resultando em aumento de qualidade em benefício da empresa tomadora.

g) Os empregados das prestadoras de serviço devem ser utilizados, exclusivamente, para serviços objeto da contratação;

3. Operacionalização

Responsável pela Prestadora

Obrigatoriamente deverá permanecer no estabelecimento tomador de serviço, um funcionário da empresa contratada, a quem caberá tomar todas as providências relacionadas aos funcionários daquela empresa.

Sempre que necessário, o representante daquela unidade dirigir-se-à ao responsável pela empresa contratada solicitando exclusivamente a este as providências requeridas.

Os empregados da empresa contratada ficarão subordinados a ordens exclusivas do responsável por essa empresa;

a) Documentação

A empresa contratada deve manter, com o seu responsável, no estabelecimento da contratante, cópias das fixas de registros dos empregados. A Gerência de Recursos Humanos deve solicitar, frequentemente, ao responsável pela empresa prestadora de serviço que lhe apresente tais documentos;

b) Segurança e Saúde Ocupacional

Sempre que uma ocorrência for registrada, relacionada a segurança ou saúde do trabalhador, a gerência/chefia da unidade deverá comunicar imediatamente ao responsável pela empresa prestadora de serviço a quem competirá tomar as medidas cabíveis. Em caso de acidentes graves, o departamento médico da unidade deverá tomar providências administrativas que ficarão sobre a responsabilidade da empresa contratada.

Toda e qualquer legislação deverá ser respeitada pela empresa contratada, entretanto, ênfase especial deve ser dada à legislação trabalhista e à Lei nº 6.514/77 e à portaria nº 3.204/78 e suas respectivas atualizações, que tratam da segurança e saúde do trabalhador.

c) Uniformes/Identificação

Os empregados da empresa contratada deverão permanecer em nossas unidades utilizando uniformes da empresa prestadora do serviço e sempre identificados por crachá com a indicação "Terceiro";

d) Refeitório/Vestiário/Sanitário

Preferencialmente, manter Vestiários/Sanitários diferenciados para Terceiros. Não intermediar a concessão de refeições para terceiros, devendo ser acertado o pagamento direto com a concessionária;

e) Marcação de Ponto

Os empregados das empresa prestadoras de serviço poderão utilizar o sistema de ponto da empresa, devendo entretanto, possuir personalização;

f) Documentação/ Recolhimentos Fiscais

Mensalmente a Gerência de Recursos Humanos da unidade deverá solicitar ao responsável pela empresa prestadora de serviço a apresentação das guias que comprovem o correto recolhimento das contribuições do FGTS, INSS, Imposto de Renda, relativos aos empregados que prestam serviços na empresa;

g) Fornecimento de EPls

A contratada deverá fornecer aos seus empregados a serviço da contratante, os EPIs necessários;

4. Classificação dos Terceiros

a) Internos

  • Eventuais (Controle - Custos e Quantidade)
  • Montagens, Consertos, Obras Civis, Sistemas
  • Permanentes (Controle Custos I Produtividade)
  • Refeitório, Segurança, Limpeza, Estivadores, Movimentadores, Mercadorias, Arrumadores, Transportes, Telefonistas, Expedição e Recepção.
  • Externos (Controle de Custos, Demanda e Qualidade)
  • Advocacia, Engenharia, Consultoria

5. Controle de Terceiros

A Gerência de Recursos Humanos deverá efetuar o controle quantitativo de terceiros, de atividades permanentes, a serviço da empresa.

Contratação de Terceiros - Documento de Check-List

Documentação

Prest. Serviços
 Avulsos
 Autônomos
 Temporários

Contrato Social

 X

 

 

X

Cartão do CGC

 X

 

 

X

Alvará Municipal

 X
 X

 

X

Cert. Neg. Justiça do Trabalho

 X

 

 

X

Cert. Neg. Déb. no INSS

 X
 X
 X
X

Cert. Neg. Tributos e Cont. Federais

 X

 

 

X

Cert. Neg. do FGTS

 X
X

 

X

Cert. Neg. do ICMS

X

 

 

X

Cert. Neg. do ISS

X

 

X
X

Cert. Neg. do Protesto de Título

X

 

 

X

Cert. Neg. do Registro de Distribuição

X

 

 

X

Reg. Do Órgão de Classe

X

 

X
X

Atestado de Capacitação Técnica

X

 

 

 

Registro no Ministério do Trabalho

 

 

 

X

Registro no Sindicato de Classe

 

 

X

 

Registro Municipal de Autônomos

 

 

X

 

Estatuto

 

X

 

 

Declaração da base Territorial

 

X

 

 

 Registro de Funcionário

 

X

 

 

Registro de Associação

 

X

 

 

Ata da Assemb. De eleição da Diretoria

 

X

Conceito da Terceirização

Para se tratar de um assunto que faz parte da atividade, ou seja, um tema moderno, existem várias citações conceituando-o, dentre as quais destacamos as mais significativas, que são:

  • É um processo planejado de transferência de atividades para serem realizadas por terceiros.
  • É uma tendência moderna que consiste na concentração de esforços nas atividades essenciais, delegando a terceiros as complementares.
  • É um processo de gestão pelo qual se repassam algumas atividades para terceiros - com os quais se estabelecem uma relação de parceria - ficando a empresa concentrada apenas em tarefas essencialmente ligadas ao negócio que atua.

Diante destas três completas definições, acreditamos que não resta dúvidas em relação a conceituação da terceirização, que em outras palavras, nada mais é que: um processo de Administração moderno, onde transfere para terceiros atividades que não estão essencialmente ligadas à atividade principal da empresa.

A terceirização incentiva o surgimento de micro e médias empresas e ainda o trabalho autônomo, possibilitando além do surgimento de mais empregos, a melhoria e incremento nas empresas existentes no mercado, com ganhos de especialidade, qualidade e experiência.

História da Terceirização

Sua origem vem desde o surgimento da indústria automobilística, onde existe o aspecto de montadora, ou seja, compra-se peças fabricadas por terceiros e efetua-se a montagem propriamente dita.

No entanto, a partir da última década, tem ocorrido mudanças no mercado mundial, ou seja, depois da busca da lucratividade, houve a preocupação com a qualidade, e hoje há a preocupação com o cliente.

Portanto, as grandes organizações, acostumadas a imposição ao mercado, começaram a sentir-se ameaçadas pelas pequenas e médias empresas, por terem uma estrutura funcional ultrapassada. A fim de solucionar tal problema, as grandes organizações foram obrigadas a repensar seus procedimentos internos, de onde surgiu o "Downsizing", ou seja, redução de níveis hierárquicos, enxugamento de organograma e diminuição de cargos.

Em decorrência deste processo, surgiu também o "Outsourcing" conhecido no Brasil como "Terceirização", que aprimorou a nova estratégia do mercado mundial.

No Brasil, o problema principal, foi a crise econômico, a recessão e o mercado restrito, forçaram as empresas nacionais a modernizarem seus processos de gestão empresarial, aliado com o desejo social de abertura de novas empresas. O elo estava formado para o desenvolvimento da terceirização no país.

Aplicação da Terceirização

Os projetos da terceirização podem ser implantados tanto nas empresas públicas como nas privadas, nas seguintes áreas:

Serviços de Alimentação, serviços de conservação patrimonial e de limpeza, serviços de segurança, serviços de manutenção geral, predial e especializadas em engenharia, arquitetura, manutenção, de máquinas e equipamentos, serviço de oficina mecânica, frota de veículo, transporte para funcionário, serviço de mensageiro, distribuição interna, de correspondência, serviço jurídico, serviço de assistência médica, serviços de telefonia, serviço de recepção, serviço de digitação, serviços de processamento de dados, distribuição de produtos, serviços de movimentação interna de materiais, administração de Recursos Humanos, administração, de relações trabalhistas, serviços sindicais, serviços de secretárias e outros.

Na área bancaria, além dos serviços acima citados, podemos enumerar alguns setores financeiros, tais como:

Compensação de cheques, tesouraria, contabilidade entre outros.

Vantagens Empresariais com a Terceirização

A terceirização traz pára as empresas várias vantagens:

  • Proporciona a concentração dos recursos liberados para área produtiva, melhorando a qualidade e competitividade do produto.
  • Incrementa a produtividade
  • Reduz os controles
  • Libera a supervisão para outras atividades produtivas
  • Reduz as perdas
  • Evita o sucateamento dos equipamentos
  • Libera recursos para a aplicação em outras tecnologias
  • Concentra esforços na criação de novos produtos
  • Reduz os custos administrativos e de pessoal
  • Transforma os custos fixos em variáveis
  • Gera ganhos de competitividade
  • Pulveriza á ação sindical
  • Otimiza o uso de espaço colocados em disponibilidade
  • Aumenta a especialização
  • Agiliza as decisões
  • Simplifica a estrutura empresarial
  • Proporciona o aumento do lucro
  • Proporciona a somatória das qualidades na atividade-meio
  • Gera melhoria na administração do tempo
  • Gera efetividade e eficiência
  • Diminui o nível hierárquico
  • Proporciona melhor distribuição de renda
  • Gera mais empregos para novas empresas
  • Reduz o passivo trabalhista

Formas de Terceirização

Uma das formas de respeito a maneira mais comum de aplica-la e a mais amplamente utilizada pelas empresas, quando se efetua a aquisição de matéria-prima de terceiros que a industrializam, para a fabricação dos produtos fim. E a desverticalização que elimina atividade autogerida para comprar componentes que antes fabricava.

A prestação de serviço é uma ampla evolução, o terceiro intervém na atividade-meio do tomador, executando seu trabalho nas instalações deste ou onde for determinado.

Exemplos:

Franquia: uma empresa concede a terceiros o uso de sua marca, em condições preestabelecidas ou comercializa os seus produtos ou serviços.

Compra de Serviço: as empresas buscam obter de terceiros especialistas, mediante determinadas especificações técnicas desejadas, a prestação de serviços de manipulação de materiais.

Nomeação de Representantes: empresas contratam profissionais especializadas para atuarem como seus prepostos no mercado, vendendo produtos ou prestando serviços.

Concessão: uma empresa atua em nome da outra, que sede sua marca sob condições determinadas para comercializar os seus produtos.

Terceirização e seu Impacto no Sistema Organizacional

O que esta em jogo na opção pela Terceirização

A Terceirização esta na ordem do dia da maioria das empresas tanto no cenário nacional, como no internacional. Como já sabemos, a terceirização é um modelo administrativo que tem como objeto a concentração dos esforços na razão de ser da empresa (atividade fim), transferindo para terceiros especialistas, tudo aquilo que fizer parte das atividades meio.

A Terceirização é uma forma de administrar, tanto grandes como pequenas organizações, de modo estratégico, oportuno e adequada na busca da eficácia empresarial. Traz em si a marca da reconstrução.

0 processo evolutivo de reordenação dás relações sócio-economicas impõe, como responsabilidade dos cidadãos e suas instituições, grande desafio: a ecologia humana e a prosperidade compartilhada. Como enzima desse processo, a terceirização vem sendo aplicada em sua verdadeira concepção na economia internacional, provocando mudanças nas economias que pretendem estar no compasso da história.

No âmbito nacional, sua aplicabilidade tem sido focada quase que tão somente na ótica da e para as grandes empresas.

A maior dificuldade na terceirização é lidar com os Recursos Humanos - internos e externos - desde seu início, passando pela implantação bem como na sua correta manutenção.

Os artigos e obras escritos a respeito do tema abordam aspectos técnicos, legais e práticos, mas pouco contribuem no que compete às relações das pessoas envolvidas, sejam elas:

  • Empregados
  • Empresários
  • Empresários - parceiros
  • Dirigentes sindicais
  • Comunidade em geral

Já a roteiro de ações de Implementação da processo é bem conhecido.

  • Definir a verdadeira vocação da empresa
  • Submeter os departamentos e funções a um questionamento profundo quanto a razão da sua existência.
  • Avaliar os custos
  • Procurar fornecedores confiáveis - no caso da inexistência destesfornecedores, desenvolvê-los, estabelecer contratações fictícias e realistas quanto ao propósito do projeto.
  • Considerar o ambiente sindical
  • Precaver-se na administração tributária
  • Atentar aos aspectos trabalhistas.

Esta verdadeira e ousada conclusão, cunhada no risco processo experimental, informa que o sindicalismo de ontem está deixando de existir e, o empreendimento de hoje precisa também sintonizar-se a essa nova realidade.

Fica então, a pergunta: O que tem por trás dela, ou quais os interesses que estão em jogo quando uma empresa adota a terceirização?

Podemos destacar entre eles:

  • A acesso a tecnologia de ultima geração
  • Arenovação de cultura através da parceria
  • O forte investimento na atividade fim
  • A diminuição de custos fixos e a economia de escalas

O discurso é bonito, e convincente, más as pessoas que vivem o dia-a-dia das empresas que optam pela terceirização, entende pessoal.

Possivelmente, em algumas situações, a troca de tecnologia para a obtenção de competitividade seja o objetivo, porem estes casos não fazem parte da maioria. Na verdade, a moda não é terceirizar, o imperioso é reduzir custos e Enxugar a máquina!

A redução de custos é hoje palavra de ordem para quem tenciona permanecer e acontecer no mercado, tanto a nível nacional como internacional.

Para entender-se a raiz desta preocupação - reduzir custos - faz-se necessário uma rápida compreensão - da evolução histórica das organizações.

No período da guerra havia uma necessidade de restruturação total e o mercado se mostrava ávido para inovações. A economia mundial desfrutava de um crescimento sem precedentes. A demanda por novos produto e novas tecnologias parecia inesgotável. Junto a isto, dispunha-se de recursos abundantes, tanto de insumo como de mão-de-obra. Com o mercado em rápida expansão com baixo custo de produção e consumidores menos preocupados com a qualidade, renovam clima próspero e otimista. A administração, neste contexto, estava apoiada prioritariamente em dois pilares: produzir e vender.

As empresas, dentro desta nova realidade, viram-se obrigadas a questionar suas formas de administrar. Consequentemente, tornaram-se ávidas por sistemas e fórmulas, o que criou um mercado substancial na área de treinamento e consultoria. Diversas teorias e praticas surgiram para buscar a excelência organizacional. Temas até então poucos discutidos como o uso da informática, a automação industria, a qualidade, a produtividade dos Recursos Humanos passaram a fazer parte da pauta do dia, assumindo uma nova importância. Ainda assim, as oportunidades eram escassas, e os mercados cada vez mais competitivos. Especialmente no Brasil, devido a constante crise política e econômica e ao fechamento da economia para intercâmbio para com o mercado externo, o capital estrangeiro deixou de fazer investimento em nosso território. As empresas nacionais tiveram que repensar a sua realidade. A revisão de custos fixos e variáveis veio como conseqüência inevitável deste processo. Buscou-se, a partir daí, métodos para subtrair tudo que fosse supérfulo ou passível de ser cortado. Reduzir custos se tornou tão importante quanto produzir e vencer o produto. Porém, o maior desafio agora é faze-lo sem comprometer a qualidade.

Não é por acaso, portanto, que a empresa excelente é aquela que produz com melhor qualidade e menor custo. E nem foi por acaso que passou a se adotar a terceirização.

Avaliação

Analisada a situação atual, mediante a supervisão do Sr. Pérsio Asprino Pinheiro - Gerente de Recursos Humanos, foi identificado que a organização está satisfatoriamente sendo atendida pela política atual, onde a mesma cercou-se de todos os aspectos legais para não haver nenhum inconveniente futuro, em que toda empresa prestadora de serviços é praticamente "dissecada" na sua pré-contratação. Haja visto que a empresa preparou o público interno, que interage com estes prestadores. A concientização desse público desenvolve-se por meios de reuniões coletivas e seminários internos de sensibilização e posterior convencimento. Há contatos individuais também, onde a empresa demonstra sua preocupação com o impacto de mudança. A política atual está também disseminada nas diversas unidades do grupo, onde todo o pessoal envolvido com o tema da terceirização encontram-se familizarizados.

A longo prazo, a empresa poderá segundo informações do profissional da área acima, dimensionar os serviços de terceirização para os serviços de copa, motoristas e aumentar as atividades inerentes à área jurídica.

Referências Bibliográficas

DAVIS, Frank Stephean. Terceirização e Multifuncionalidade. Editora STS

FONTANELLA, Denise. O Lado Humano da Terceirização, Editora Casa da Qualidade

MATHEUS, Enio. Terceirização uma Abordagem Estratégica, Editora Atualizada

QUEIRÓZ, Carlos Alberto Ramos Soares de. Manual de Terceirização, Editora STS

ROMANOSCHI, Paulo Otto. Terceirização sem Planejar, Pode Falhar. Editora Siciliano

SANTISTA ALIMENTOS. Relatório Anual de 1996