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Qualidade
Francisco
L. L. da Silva
José
Gustavo Cecchetto
Rita Marques Costa
Monografia
apresentada no curso de Organização, Sistemas
e Métodos das Faculdades
Integradas Campos Salles,
sob orientação do Professor Mauro
M. Laruccia
(Disponível
na rede desde novembro de 2000)
Histórico
da Qualidade: As origens históricas do controle de
qualidade
O
conceito de qualidade é algo que a muito tempo vem
desejando o ser humano quando da realização de
suas atividades. Podemos dizer que a qualidade, enquanto uma
disciplina, ainda encontrasse em formação. Nos
seus primórdios, estava relacionada e voltada para a
inspeção. Atualmente assistimos a um aumento
crescente das atividades e funções ligadas a
qualidade, consideradas fundamentais para o sucesso das
organizações. Se no início estava
estritamente vinculada a produção e
operações, hoje engloba os diferentes setores
das empresas.
Porem
todas as mudanças em relação à
questão da qualidade, bem como suas diversas
abordagens aconteceram de forma gradativa, dentro de uma
evolução que pode ser considerada regular, e
não através das mudanças
radicais.
Podemos
afirmar que a inspeção foi o primeiro degrau
para inserção da qualidade como uma atividade
rotineira dentro das organizações. Seu
surgimento, na década de 20, junto aos departamentos
de produção e operações segundo
(Garvin, 1992) foi uma decorrência do inicio da
produção em série, tendo inicialmente a
finalidade de impedir que produtos defeituosos chegassem as
mãos dos consumidores.
Já
no inicio do século XX, com o surgimento do "Sistema
Norte-Americano" de produção, fruto das
pressões para que os custos de produção
fossem reduzidos, consistindo na utilização de
maquinário para produzir pelas que podiam ser
trocadas umas pelas outras, seguindo uma sequência
pré-estabelecida de operações, e com
emergência da racionalidade do trabalho, culminada nos
estudos de Frederich Taylor, o pai da
administração Científica, fazem com que
a inspeção formal passe a ser
necessária e legítima.
(Cerqueira,
91), aponta que, com a publicação da obra "The
Control of Quality in Manufacturing" por (G.S. Rasdford,
1922), pela primeira vez a qualidade foi vista com
responsabilidade gerencial distinta e como
função independente, relacionando mais
formalmente as atividades de inspeção com o
controle de qualidade, através de técnicas de
inspeção mais avançadas. A
localização de falhas começava assim a
ser uma estratégia para a solução de
problemas.
Alguns
autores com Garvin (1992), Cerqueira Neto (1991), Aidar
(1994) e Martins (1993), apontam o ano de1031 com um marco
para a história da qualidade. Foi neste ano, que
Shewart apresentou sua obra relatando a experiência
realizada na Bell Telephones.
na década de 50 que se passou a questionar o custo
que a não qualidade imprimia as
organizações, pois até então a
premissa de que os defeitos tinham um custo era o
único enfoque priorizado.
A
edição do livro Quality Control: Principles
and Administration (1954), justamente com o artigo Total
Quality Control, publicado pela Harvard Business Review, em
1956, ambos escritos por Armand V. Feigenbaum reconheciam a
qualidade como trabalho de todos, nascendo desta forma, o
"enfoque sistêmico para a qualidade". Cerqueira
(1991), Garvin (1992) tratado, (Aidas, 1994) e Martins
(1993).
Feigenbaum
parte do princípio que a qualidade deveria
"começar pelo projeto do produto e só terminar
quando tiver chegado às mãos do freguês
que fica satisfeito".
A
engenharia da confiabilidade surge como decorrência da
necessidade e do crescimento pós-guerra da industria
eletrônica e aeroespacial nos Estados Unidos da
América (EUA), tendo como uma de suas principais
referências à área militar.
Garvin
(1992), estabelece que em 1950, o Departamento de Defesa do
EUA criou um grupo "Adhoc" de Confiabilidade de Equipamentos
Eletrônicos e em 1957, através de
relatórios aspectos sobre este tema, foram
publicados. Estas publicações levaram ao
estabelecimento de inúmeras
especificações militares que estabeleciam os
requisitos de um programa formal de
contabilidade.
A
mobilização dos empregados em atingir o
índice de zero defeito foi um sucesso absoluto
passando, então a fazer parte dos programas de
qualidade.
A
Ênfase na busca da qualidade dos produtos e
serviços continuou em alta só que, agora, o
envolvimento de todos os funcionários do projeto a
pós-venda, passou a ser fundamental para atingir o
almejado "Zero Defeito".
É
através do JUSE (Japanese Union of Science and
Engineers) Sindicado Japonês de Ciência e
Engenharia), sociedade que reúne engenheiros e
cientistas japoneses, criado no ano de 1947, com o fim de
participar da reconstrução do Japão,
que o Controle da Qualidade Total (TQC) passa a ser
introduzido no Japão.
C.C.Q
(Círculo de Controle de Qualidade)
Criado
no Japão na década de 1950, por Kaoru
Ishikawa, o CCQ foi formalizado em 1962. A industria de base
japonesa foi completamente arrasada durante a Segunda Guerra
Mundial. A única saída para a
reconstrução do país era a
exportação. Neste contexto a
formação de grupos informais para o controle
de qualidade, sugeriu como opção viável
para que as indústrias japonesas atingissem seu
objetivo maior: produzir com custo baixo e
qualidade.
Os
4M do C.C.Q.
O
"Diagrama dos 4M" tem como objetivo localizar onde
estão as origens do problema de qualidade, isto
É:
- Material
- Máquinas
- Método
- Mão
de Obra.
KANBAN
e JUST-IN-TIME
A
idéia em que repousa o JUST-IN-TIME É simples:
adquirir materiais apenas-a-tempo de fabricar e serem
vendidos. Eliminar desperdícios no processo total de
fabricação. (DOMINGOS, 1996)
O
sistema KANBAN também foi desenvolvido na Toyota
Motor Company, junto com o sistema JUST-IN-TIME, por Taiichi
Ohno (DOMINGOS, 1996).
A
palavra KANBAN significa cartão ou
anotação visÌvel. Na verdade, KANBAN
É uma técnica de controle de
produção, através de sinais
visíveis.
Após
a II Guerra Mundial todo esforço para
reconstrução do Japão, se estruturou.
na busca pelo aumento da produtividade e na
eliminação de qualquer tipo de
desperdício.
Esta
filosofia pode ser observada nas conclusões de
Taiichi Ohno, vice-presidente da Toyota Motor Co. Ltda., na
década de 50.
Entende
Taiichi Ohno, que o sistema de produção em
massa criou um desperdício baseado nos excessos de
produção, inerentes ao próprio
sistema.
Sua
teoria diz que, tudo que existir alÉm da quantidade
mínima de materiais, pelas, equipamentos e
operários (horas de trabalho) necessários para
produzir um dado produto, É desperdício, e
portanto, só aumentam os custos em todo o sistema. As
conclusões de Taiichi Ohno se resumem na filosofia
JUST-IN-TIME, ou em outras palavras
apenas-a-tempo.
JUST-IN-TIME:
O tempo certo para quantidade e qualidades certas e defeitos
zero.
KANBAN:
Assegurar a eficiência da produção,
tomando visíveis e disponíveis todas as
informações inerentes ao processo.
- Disciplinar
o fluxo de materiais.
- Auto
controle do Sistema de programação e
Controle de produção.
JUST-IN-TIME
- eliminação
de desperdícios através do Controle de
Qualidade Total, através dos fatores:
- esforço
contínuo na resolução de problemas,
prevenir problemas É mais importante do que
resolvê-los.
- manufatura
do fluxo de produção estável e
contínuo (evitar
interrupções).
- buscar
a simplificação continuamente, visando a
melhoria dos Processos (eficiência).
- considerar
fornecedores e clientes como extensão do Processo
de Manufatura.
- incentivar
a diversificação da capacidade dos
funcionários (funcionários
polivalentes).
- envolvimento
total dos funcionários no processo, com enfoque
para o relacionamento CLIENTE X FORNECEDOR.
- estabelecer
o controle visual e a comunicação entre os
Processos Produtivos.
- utilização
do sistema KANBAN como técnica de controle para
reabastecimento, reposição e
manutenção.
KANBAN:
definição dos itens a serem controlados pelo
KANBAN.
- determinação
do fluxo de fabricação.
- determinação
do tipo e quantidades por lote de pelas.
- determinação
do número de cartões KANBAN.
KAIZEN.
KAIZEN
significa melhoria contínua.
uma das
ferramentas para o Controle de Qualidade, através da
interação constante de todos os setores e
pessoas da empresa, visando a geração de
alternativas para aperfeiçoamento.
Organizacionalmente
falando seu conceito corresponde a uma política e
também a uma cultura.
Explicando
melhor os termos:
- Política:
Conjunto de valores definidos como verdade que
servirão de orientação para o
comportamento de um determinado grupo de
pessoas.
- Cultura:
Conjunto de valores já incorporados pelo grupo e
que pode ser observado pelo comportamento natural do
mesmo.
Orientado
para o processo, visa o melhoramento contínuo de
todos os fatores envolvidos em cada uma das fases do
mesmo.
Promove
a melhoria através da eliminação de
problemas identificados nos processos
correntes.
Surgido
no Japão no final da década de 60, o
método do "5S" desempenhou papel decisivo na
implantação da Qualidade Total naquele
país. Consiste exatamente em 5 fases, a
saber:
1ª
Fase: Seiri (Descarte)
Ter
somente à disposição o
necessário, no momento e quantidade certa.
2ª
Fase: Seiton (arrumação ou
organização)
Lugar
determinado para cada coisa. Cada coisa em seu devido
lugar.
3ª
Fase: Seiso (Limpeza)
Manter
limpo o ambiente de trabalho.
4ª
Fase: Seiketsu (Higiene)
Preocupar-se
e cuidar do asseio e da aparência pessoal.
5ª
Fase: Shitsuke (Disciplina)
Busca
constante pela melhoria e aperfeiçoamento.
O
diagrama de ISHIKAWA (Espinha de peixe)
usado
para identificar e justificar as causas das melhorias de
determinado processo para se incorporar em processos
similares, e não só investigar as causas de
defeitos e falhas (para solução e evitar-se a
reincidência), como É mais
utilizado.
Pode
parecer uma burocracia a elaboração deste tipo
de diagrama, mas É surpreendente como ele É
importante para se "repensar" as variáveis do
processo.
Para
que possamos resolver os problemas, primeiramente precisamos
identificar as causas.
Com
este diagrama, consegue-se analisar, de forma organizada, as
causas dos problemas devido à mão-de-obra,
máquina, método, material e
meio-ambiente.
Fatores
essenciais na elaboração do
diagrama:
- Participação
de todos os envolvidos.
- Não
criticar nenhuma idéia.
- Visibilidade
favorece a participação.
- Agrupar
as causas conjuntamente.
- Não
sobrecarregar demais o diagrama.
- Construir
um diagrama separado para cada
problema/defeito.
- Imaginar
as causas mais favoráveis.
- Criar
ambiente de solução ambientada.
- Entender
claramente cada causa.
JUSE
(Japanese Union of Scientists and Engincers) Sindicato dos
Cientistas e Engenheiros Japoneses
Controle
de Qualidade Total (TQC)
O
CQT É uma atividade grupal e não pode ser
realizada por indivíduos. Ele requer o trabalho em
equipe.
Empresas
e indivíduos podem dar interpretações
diferentes mas, falando em sentido amplo, o controle de
qualidade total significa o controle da própria
administração.
O
conceito de qualidade total foi criado pelo Dr. Armand V.
Feigenbaum nos anos 50 e era definido da seguinte forma: "O
Controle de Qualidade Total nada mais É do que um
sistema eficiente para a integração do
desenvolvimento da qualidade, da manutenção de
qualidade e dos esforços de melhoramento de qualidade
dos diversos grupos em uma organização, para
permitir produção e serviços aos
níveis mais econômicos, que levem em conta a
satisfação total do consumidor". O CQT exige a
participação de todas as divisões,
inclusive a divisão de marketing, projeto,
fabricação, inspeção e remessa.
Temendo que a qualidade, que É tarefa de todos em um
negócio, pudesse tomar-se uma tarefa de
ninguém, Feigenbaum sugeriu que o CQT seja amparado e
servido por uma função administrativa bem
organizada, cuja única área de
operação são as tarefas de controle de
qualidade. Seu profissionalismo do tipo ocidental levou-o a
defender o CQT exercido essencialmente por especialistas em
CQ.
No
Japão não É bem assim que acontece.
Desde 1949, ocorre o envolvimento de todas as
divisões e de todos os empregados no estudo e
promoção do CQ, ou seja, ele não fica
restrito apenas aos administradores do controle de
qualidade. Isto significa que cada pessoa em cada
divisão da empresa precisa estudar, praticar e
participar do controle de qualidade. Colocar simplesmente
alguns especialistas em CQ em cada divisão, conforme
sugerido por Feigenbaum não É
suficiente.
Inicialmente,
a participação total estendia-se apenas ao
presidente, aos diretores, à
administração intermediária, aos
assistentes, aos capatazes e aos trabalhadores na linha de
montagem e vendedores. Em anos recentes, porém, a
definição foi ampliada para incluir
subcontratantes, sistemas de distribuição e
empresas afiliadas (keiretsu).
Num
subgrupo do CQT está o controle de qualidade
integrado. Nele o controle da qualidade É central,
mas, ao mesmo tempo, o controle de custo do tempo (controle
de lucros e controle de preços), o controle de
quantidade (quantidade produção, de vendas, de
estoque) e o controle da data de entrega devem ser
incentivados. Este método baseia-se na premissa
fundamental de CQ de que um fabricante precisa desenvolver,
produzir e vender mercadorias que satisfaçam as
necessidades do consumidor. Ao conduzir o CQ, se não
soubermos o custo, não poderemos executar um
planejamento e um projeto de qualidade. Se o controle de
custos for rigorosamente administrado, podemos saber quanto
lucro poderíamos obter se determinados focos de
problemas fossem eliminados. Desta forma, os efeitos do CQ
podem ser também facilmente entrevistos.
A
administração precisa ser feita em bases
integradas. O CQ, o controle de custos (lucros) e o controle
de quantidade (data de entrega) não podem ser
efetuados independentemente um do outro. O controle de
qualidade integrado deve ser feito de maneira que todos os
esforços sejam somados, e É por esta
razão que chamamos este método de controle de
qualidade integrado. Quando cada uma das divisões
(projeto, compras, fabricação e marketing)
participarem das atividades de CQ, devem sempre seguir este
enfoque integrado.
Podemos
salientar também que as atividades dos CCQ's podem
ser conduzidas como parte das atividades do controle de
qualidade em toda a empresa. O Círculo de Controle de
Qualidade deve ser encarado como um anel que atravessa todos
os outros anéis, porém a atividade de CCQ
sozinha não causará o Controle de Qualidade
Total. Sem a participação da
administração principal e secundária e
dos assistentes, as atividades de CQ não podem
durar.
Ao
verificar o porque de muitas empresas buscarem o Controle de
Qualidade Total podemos enumerar alguns motivos
principais:
- Melhorar
a saúde e o caráter corporativo da
empresa.
- Combinar
os esforços de todos os empregados, conseguindo a
participação de todos e estabelecendo um
sistema cooperativo.
- Estabelecer
o sistema de garantias de qualidade e ganhar a
confiança dos clientes e dos
consumidores.
- Aspirar
à obtenção da mais alta qualidade no
mundo e desenvolver novos produtos para aquele
fim.
- Estabelecer
um sistema de administração que possa
assegurar lucros em tempos de crescimento lento e que
possa fazer face a diversos desafios.
- Mostrar
respeito pela humanidade, sustentando os recursos humanos
e considerando a felicidade dos empregados, fornecendo
bons ambientes de trabalho e assegurando isso à
nova geração.
Princípios
da Qualidade
Princípios
de Deming
Os
14 princípios constituem a base para a
transformação da indústria
norte-americana. A adoção destes 14
princípios, acompanhada da ação
correspondente, É um indicativo de que a
administração pretende manter a empresa em
atividade, e visa a proteger os investidores e os
empregos.
Tal
sistema fundamentou os ensinamentos ministrados a altos
executivos no Japão em 1950 e em anos
subsequentes.
Os
14 princípios aplicam-se indistintamente a
organizações pequenas e grandes, tanto na
indústria de serviços quanto na de
transformação. Aplicam-se igualmente a
qualquer divisão de uma empresa.
- Estabeleça
constância de propósitos para a melhora do
produto e do serviço, objetivando tomar-se
competitivo e manter-se em atividade, bem como criar
emprego.
- Adote
a nova filosofia. Estamos numa nova era econômica.
A administração ocidental deve acordar para
o desafio, conscientizar-se de suas responsabilidades e
assumir a liderança no processo de
transformação.
- Deixe
de depender da inspeção para atingir
qualidade. Elimine a necessidade de
inspeção em massa, introduzindo a qualidade
no produto desde seu primeiro estágio.
- Cesse
a prática de aprovar orçamentos com base no
preço. Ao invés disto, minimize o custo
total. Desenvolva um único fornecedor para cada
item, num relacionamento de longo prazo fundamentado na
lealdade e na confiança.
- Melhore
constantemente o sistema de produção e de
prestação de serviços, de modo a
melhorar a qualidade e a produtividade e,
conseqüentemente, reduzir de forma
sistemática os custos.
- Institua
treinamento no local de trabalho.
- Institua
liderança. O objetivo da chefia deve ser o de
ajudar as pessoas e as máquinas e dispositivos a
executarem um trabalho melhor. A chefia administrativa
está necessitando de uma revisão geral,
tanto quanto a chefia dos trabalhadores de
produção.
- Elimine
o medo, de tal forma que todos trabalhem de modo eficaz
para a empresa.
- Elimine
as barreiras entre os departamentos. As pessoas engajadas
em pesquisas, projetos, vendas e produção
devem trabalhar em equipe, de modo a preverem problemas
de produção e de utilização
do produto ou serviço.
- Elimine
lemas, exortações e metas para a
mão-de-obra que exijam nível zero de falhas
e estabeleçam novos níveis de
produtividade. Tais exortações apenas geram
inimizades, visto que o grosso das causas da baixa
qualidade e da baixa produtividade encontram-se no
sistema estando, portanto, fora do alcance dos
trabalhadores.
- Elimine
padrões de trabalho (quotas) na linha de
produção. Substitua-os pela
liderança.
- Elimine
o processo de administração por objetivos.
Elimine o processo de administração por
cifras, por objetivos numéricos. Substitua-os pela
administração por processos através
do exemplo de lideres.
- Remova
as barreiras que privam o operário horista de seu
direito de orgulhar-se de seu desempenho. A
responsabilidade dos chefes deve ser mudada de
números absolutos para a qualidade.
- Remova
as barreiras que privam as pessoas da
administração e da engenharia, de seu
direito de orgulharem-se de seu desempenho. Isto
significa, inter alia, a abolição da
avaliação desempenho ou de mérito,
bem como da administração por
objetivos.
- Institua
um forte programa de educação e
auto-aprimoramento.
- Engaje
todos da empresa no processo de realizar a
transformação. A
transformação É da competência
de todo mundo.
Condições
Uma
organização produz e distribui seus produtos
através de uma série de atividades
especializadas executadas por departamentos especializados.
Nas indústrias, esses departamentos especializados
incluem o desenvolvimento do produto, o desenvolvimento de
processos, a produção, marketing etc. A figura
2.1, que chamaremos de espiral, descreve uma sequência
típica das atividades executadas em uma
indústria.
Cada
departamento especializado É responsável pela
execução de certas funções de
âmbito geral dentro da empresa, tais como
relações humanas, finanças e
qualidade.
A
função qualidade ao nível de empresa
surge do fato de que a qualidade do produto É
resultado do trabalho de todos os departamentos ao longo da
espiral. Cada um desses departamentos especializados
É responsável por suas funções
especiais e deve fazer seu trabalho o mais corretamente
possível - seus produtos devem adequar-se ao uso.
Dessa forma, cada departamento tem uma atividade voltada
para a qualidade, a qual deve ser executada juntamente com a
função principal (Essas atividades da
qualidade em cada departamento são suplementadas por
outras, voltadas para a qualidade, executadas pelos
departamentos de apoio e pela administração
superior).
conveniente
que tenhamos um nome que represente essas atividades, tanto
a do departamento quanto a da companhia, que resulte
coletivamente na qualidade do produto. Neste manual usamos a
expressão "função
qualidade".
A
função qualidade É o conjunto das
atividades através das quais atingimos a
adequação ao uso, não importando em que
parte da organização essas atividades
são executadas.
Etapas
Dentro
de qualquer organização existe uma
inter-relação estreita entre os planos da
qualidade. No topo da organização, os
objetivos amplos da qualidade requerem planos elaborados
sobre bases amplas. Tais planos, por sua vez, requerem o
estabelecimento de objetivos parciais, sendo que cada um
deles requer um particular plano. Em grandes
organizações essa subdivisão pode
envolver muitos níveis de objetivos e
planos.
Independentemente
do nível de hierarquia, o planejamento da qualidade
envolve o atendimento das necessidades da qualidade dos
clientes. Para atender a essas necessidades deve-se tomar
uma série de medidas. Essa série aparece no
gráfico 2.2, como roteiro para o planejamento da
qualidade. Ela consiste em uma se sequência
estruturada e coerente de etapas. Cada etapa É uma
atividade cujo resultado É aplicado na próxima
etapa da sequência.
Origem
da ISO
uma
entidade fundada em 1947, sediada em Genebra na
Suíça, que congrega organismos de
normalização nacionais. A sigla ISO É
uma referência à palavra grega ISO, que
significa igualdade.
ISO
É o nome usual com o qual É conhecida a
International Organization for Standardization
(organização Internacional de
padronização). Sua principal atividade
É a de elaborar padrões para
especificações e métodos do trabalho
nas mais diversas áreas da sociedade (existem norma
por exemplo, para classificação de
hotéis, café, usinas nucleares etc.), exceto
no setor eletro-eletrônico onde a responsabilidade
fica a cargo da International. Electrotechical
Comission.
O
nome genérico ISO 9000 representa todo o conjunto de
documentos relacionados com a sistematização
de atividade para garantia da qualidade.
A
ISO ficou popularizada pela série 9000, ou seja, as
normas que tratam de Sistemas para Gestão e Garantia
da Qualidade nas Empresas.
A
ISO 9000 e a ISO 9004 são guias e a ISO 9001, 9002,
9003 e representam 3 níveis distintos de Sistema de
Qualidade para uso em situações contratuais,
que exijam a demonstração de que a Empresa
fornecedora É administrada com qualidade.
Detalhadamente
temos:
- ISO
9000 -
um guia para Seleção e uso das
outras normas da série. Ela também define 5
termos chaves da qualidade também definidos na ISO
8402.
- ISO
9001 - Especifica um modelo de Sistema de Qualidade.
considerada a mais completa, pois, abrange todas
as fases do processo produtivo de uma
organização, desde a venda do produto ou
Serviço passando pelo projeto,
Fabricação até posterior atendimento
pós-venda. Modelo completo com
aplicação de 20
requisitos.
- ISO
9002 -
idêntica a 9001, exceto pela
inexistência do requisito "Controle de Projeto", ou
seja, É aplicável a empresas que, ou tem um
produto cujo projeto É muito simples ou não
dispõe desta função (Ex.: um
hospital ou uma fábrica de parafusos, já
que este É um produto padronizado por normas).
Aplica 19 requisitos dos 20 previstos, não sendo
aplicável o requisito 4.4 - Controle de
Projeto.
- ISO
9003 -
a mais simples de todas, mas, pelo fato de
se preocupar apenas com a inspeção do
produto foi pouco adotada. Aplica 16 requisitos dos 20
previstos, não sendo aplicáveis os
requisitos 4.4 - Controle de Projeto, 4.6 -
aquisição, 4.9 - Controle de Processo e
4.19 - serviços Associados.
Segue
os 20 requisitos da ISO
- Responsabilidade
da administração - Trata do papel da alta
administração na implantação
do Sistema da Qualidade
- Sistema
da Qualidade - Descreve a documentação que
compõe o sistema da qualidade
- Análise
critica do contrato - Trata da relação
comercial entre a empresa e seus clientes
- Controle
do projeto - Trata do desenvolvimento de novos produtos
para atender aos clientes
- Controle
de documentos e dados - Trata da forma de controlar os
documentos do sistema de qualidade
- Aquisição
- Trata da qualificação dos fornecedores de
materiais e prestadores de serviços e do processo
de compra
- Produto
fornecido pelo cliente - Trata dos cuidados
necessários com os produtos fornecidos pelo
Cliente para incorporar ao produto final
- Rastreabilidade
- Trata da história da fabricação do
produto ou prestação de
serviço
- Controle
de processo - Trata do processo de produção
dos produtos comercializados pela empresa
- Inspeção
e ensaios - Trata do controle de qualidade que É
realizado no produto ou serviço
- Controle
de equipamento de inspeção,
medição e ensaios - Trata do controle
necessário para calibração dos
instrumentos
- Situação
da inspeção e ensaios - Trata da
identificação da situação da
inspeção do produto ou serviço em
todas as etapas da sua produção
- Controle
de produto não conforme - Trata das
providências que devem ser tomadas com os produtos
fora de especificação
- Ação
corretiva e preventiva - Trata das ações
necessárias para as não conformidades
identificadas para evitar a sua
repetição
- Manuseio,
armazenamento, embalagem, preservação e
expedição - Trata dos cuidados com o
produto acabado Até a expedição para
o cliente
- Controle
dos registros da qualidade - Trata dos cuidados dos
registros da qualidade para facilitar a sua
recuperação
- Auditorias
internas da qualidade - Trata da
programação das auditorias internas da
qualidade
- Treinamento
- Trata do levantamento de necessidades de treinamento e
da programação dos respectivos
treinamentos
- Serviços
associados - Trata dos serviços associados
oferecidos pela empresa e seus clientes
- Técnica
estatística - Trata da utilização de
técnicas estatísticas na
empresa
Prêmio
Nacional de Qualidade
Em
outubro de 1991, foi instituída a
fundação para o Prêmio Nacional da
Qualidade (FPNQ), entidade privada sem fins lucrativos,
fundada por 39 organizações privadas e
públicas, para administrar o PNQ e todas as
atividades decorrentes da premiação, em todo o
território nacional, e fazer a
representação institucional externa do
Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns
internacionais.
Desde
sua criação, a FPNQ implementou 7 ciclos de
premiação do PNQ, dos quais participaram 105
candidatas, sendo 9 premiadas e 17 finalistas. Foram
habilitados cerca de 1800 Examinadores do PNQ, entre 1992 e
1998, e mais de 2.500 profissionais foram treinados na
aplicação dos critérios de
excelência, tendo sido distribuídos 120.000
exemplares dos mesmos.
Da
experiência adquirida ao longo destes anos, cumprindo
com sua missão institucional, a FPNQ estimulou e
participou da criação de diversas
premiações setoriais e regionais. O
domínio do conhecimento na área de
avaliação, utilizando o modelo bem sucedido do
PNQ, geraram a credibilidade que hoje sustenta o
prêmio Nacional da Qualidade.
No
Brasil, através dos programas estaduais, foram
criadas as premiações regionais que utilizam
um modelo simplificado do PNQ, a partir do lançamento
dos Primeiros Passos para a excelência, sendo
utilizados pelo prêmio Qualidade RS, desde 1994, pelo
prêmio Qualidade Bahia, a partir de 1997; e pelo
prêmio Gestão Rumo à excelência
(RJ), desde 1997.
Outras
premiações setoriais têm se destacado
pela adoção de referenciais
avaliatórios alinhados aos critérios do PNQ,
tais como; prêmio da Qualidade no Transporte
Público Urbano de São Paulo, prêmio ANTP
da Qualidade, prêmio da Qualidade na Agricultura,
prêmio ABES da Qualidade, prêmio Qualidade do
Governo Federal e prêmio Qualidade na
administração Pública do Rio Grande do
Sul.
Algumas
organizações vêm utilizando internamente
os critérios de excelência do PNQ, inclusive
com premiações internas, como no caso do
Serpro, da Petrobrás, do Senai, das Delegacias
Federais de Agricultura, dentre outros.
Assim,
o prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da
qualidade de produtos e serviços, através da
gestão para a excelência do desempenho e
utilização de referenciais reconhecidos
mundialmente como metas estratégicas, promovendo a
imagem e a reputação internacional de
excelência dos produtos e serviços brasileiros,
bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam
a uma melhor qualidade de vida.
Os
fundamentos estão incorporados nos sete
critérios de excelência da Gestão e
aestrutura desses critérios, que definem o modelo de
Gestão do PNQ são mostrados na tabela
abaixo:
|
Critérios
e Itens
|
Pontuações
Máximas
|
|
Liderança
|
90
|
|
Sistema
de Liderança
|
60
|
|
Responsabilidade
pública e Cidadania
|
30
|
|
Planejamento
Estratégico
|
90
|
|
Formulação
das Estratégias
|
40
|
|
Operacionalização
|
50
|
|
Foco
no Cliente e no Mercado
|
90
|
|
Conhecimento
mútuo
|
40
|
|
Relacionamento
com o Cliente
|
50
|
|
Informação
e Análise
|
90
|
|
Gestão
das Informações da
Organização
|
30
|
|
Gestão
das Informação
Comparativas
|
30
|
|
Análise
Crítica do Desempenho da
Organização
|
30
|
|
Gestão
de Pessoas
|
90
|
|
Sistema
de Trabalho
|
30
|
|
Educação,
Treinamento e Desenvolvimento
|
30
|
|
Bem
Estar e Satisfação das
Pessoas
|
30
|
|
Gestão
de Processos
|
90
|
|
Relativos
ao Produto
|
30
|
|
De
Apoio
|
30
|
|
Relativos
aos Fornecedores e Parceiros
|
30
|
|
Resultados
da Organização
|
460
|
|
Relativos
à Satisfação dos
Clientes
|
110
|
|
Financeiros
|
110
|
|
Relativos
às Pessoas
|
60
|
|
Relativos
aos Fornecedores e Parceiros
|
80
|
|
Relativos
ao Produto e aos Processos
|
100
|
|
Total
de Pontos
|
1000
|
1
liderança (critério 1)
A
existência do critério liderança
está fundamentada na premissa de que, para uma
organização buscar a excelência,
É fundamental que as pessoas da
organização se envolvam e se comprometam com a
busca desse ideal. Este envolvimento e comprometimento, por
sua vez, exigem da alta direção uma
série de práticas para convergir
esforços, bem como para validar e patrocinar as
ações necessárias para a busca da
excelência.
1.1
Sistema de liderança
O
item 1.1 aborda o sistema de liderança da
organização, sua composição e os
seus respectivos lideres, ou seja, as pessoas
responsáveis pelo exercício da
liderança na organização. Assume-se que
exista a convergência dos esforços das pessoas,
levando em consideração as necessidades de
todas as partes interessadas, É fundamental que a
alta direção implemente na
organização um sistema de liderança
que, em outros papéis possa cuidar das
definições de diretrizes da
organização e dos conjuntos de valores que
devem balizar as decisões e ações das
pessoas da organização, considerando todas as
partes interessadas.
O
tópico também trata de como os lideres avaliam
e melhoram suas próprias habilidades de
liderança. A definição clara dos
atributos para uma liderança eficaz É a
existência de indicadores de eficácia do
exercício de liderança ajudam na
avaliação das habilidades de liderança.
Seminários de auto-avaliação com os
líderes, pesquisa de clima organizacional,
avaliações utilizando os critérios de
Excelência e avaliações 360º são
técnicas utilizadas para atender esse
requisito.
1.2
Responsabilidade pública e cidadania
Descrever
como a organização aborda suas
responsabilidades perante a sociedade e como É
exercida a cidadania. Descrever como as praticas relativas
responsabilidades pública e a cidadania são
avaliadas e melhoradas. Na descrição aborda-se
os seguintes tópicos:
a)
Responsabilidade perante a sociedade. Como a
organização aborda os impactos, atuais e
potenciais, sobre a sociedade e o meio ambiente, decorrentes
de seus produtos, processos e instalações, bem
como da gestão exercida sobre eles.
Destacar:
- como
a organização se antecipa às
questões públicas, avalia os impactos
potenciais sobre a sociedade e o meio ambiente e aborda
essas questões de maneira
pró-ativa;
- as
principais práticas, os indicadores de desempenho,
os objetivos e as metas para atender e superar requisitos
legais e regulamentares e para minimizar riscos
associados à atuação da
organização e
- como
a organização promove o comportamento
Ético, interna e externamente.
b)
exercício da cidadania. Como a
organização identifica as necessidades da
comunidade e da sociedade como um todo e procura atende-las
de forma pró-ativa. Destacar:
- os
métodos utilizados para
identificação das necessidades da
comunidade e da sociedade;
- como
a organização exerce sua liderança
no apoio e no fortalecimento da comunidade, da
religião, do setor e do país; e
- como
a organização estimula as pessoas que
compõem a força de trabalho a participar
desses esforços de desenvolvimento
social.
c)
Aprendizado. Como são avaliados e melhorados os
processos relativos à responsabilidade pública
e a cidadania especificando os indicadores utilizados para
essa avaliação e destacando as principais
melhorias implementadas.
2
Planejamento estratégico
O
critério planejamento estratégico examina como
a organização define suas estratégias e
as desdobra em planos de ação, de forma a
conduzir a um sistema eficaz de gestão do desempenho.
também É examinado como a
organização avalia e melhora os processos
relativos à formulação e à
operacionalização das
estratégias.
2.1
formulação das estratégias
Descrever
como a organização formula suas
estratégias, de forma a estabelecer e a fortalecer
seu desempenho organizacional e sua posição
competitiva, a curtos e longos prazos. Descrever
também como a organização avalia e
melhora os processos relativos à
formulação das estratégias. Na
descrição, abordar os seguintes
tópicos:
a)
Desenvolvimento das estratégias
Como
são desenvolvidas as estratégias, salientando
como os cenários são analisados, como as
estratégias são formuladas, como as pessoas
são envolvidas e quem participa nesse processo.
Destacar como este processo considera os seguintes
fatores:
- as
necessidades dos clientes e dos mercados, atuais e
potenciais;
- as
necessidades das outras partes interessadas definidas
pela organização;
- a
busca de novas oportunidades para a
organização;
- ambiente
competitivo e suas possíveis
mudanças;
- os
riscos financeiros, mercadológicos,
tecnológicos, políticos e
sociais;
- as
necessidades de capacitação da
organização e de fornecedores e
parceiros;
- os
aspectos ambientais e de responsabilidades
pública; e
- os
referenciais comparativos e de
excelência.
b)
Aprendizado
Como
são avaliados e melhorados os processos relativos
à formulação das estratégias,
especificando os principais indicadores utilizados para essa
avaliação e destacando as principais melhorias
implementadas.
2.2
operacionalização das
estratégias
Apresentar
as principais estratégias, os principais planos de
ação e respectivos métodos de
acompanhamento e as projeções do desempenho da
organização em relação aos
concorrentes e aos referenciais comparativos e de
excelência. Na descrição abordamos os
seguintes tópicos:
a)
Desdobramento de estratégias
Abordar
como as pessoas são envolvidas na
definição e execução dos planos
de ação englobando todos os segmentos de
atuação da organização.
Destaca-se:
- as
principais estratégias;
- os
aspectos fundamentais para o êxito das
estratégias;
- os
indicadores de desempenho utilizados para acompanhar e
avaliar o êxito estratégias;
- desempenho
projetado dos concorrentes e dos referenciais
comparativos e de excelência;
- a
meta de curtos e longos prazos;
- os
principais recursos alocados;
- e
os métodos de acompanhamento do progresso da
implementação dos planos de
ação.
b)
Aprendizado
Como
são avaliados e melhorados os processos relativos
à operacionalização das
estratégias, especificando os principais indicadores
utilizados para essa avaliação e destacando as
principais melhorias implementadas.
3
Foco no cliente no mercado
O
critério examina como a organização
identifica, entende e se antecipa às necessidades dos
clientes e dos mercados. também É examinado
como a organização avalia e melhora os
processos relativos ao conhecimento mútuo e ao
relacionamento com os clientes.
3.1
Conhecimento mútuo
Descrever
como são identificadas e entendidas as necessidades
dos clientes e dos mercados, atuais e potenciais, avalia e
aprimora o conhecimento, por parte dos clientes e segmentos
do mercado, de sua marca, da sua imagem e de seus produtos.
Na descrição, aborda-se:
a)
Conhecimento sobre o cliente e o mercado.
- Como
a organização adquire conhecimento sobre os
clientes e os mercados, para entender as necessidades e
antecipar-se às oportunidades
identificadas;
- como
são identificados os grupos de clientes e seus
segmentos, considerando inclusive os clientes da
concorrência e outros clientes e mercados
potenciais;
- como
os enfoques utilizados para ouvir os clientes e os
mercados variam em função das
peculiaridades desses diferentes grupos e ou segmentos;
como são utilizadas, nessa
identificação e ou concepção,
informações importantes de clientes e
mercados, atuais e potenciais, incluindo
informações sobre retenção e
reclamação de clientes;
- e
os principais indicadores de desempenho da
organização relativos ao mercado, o
crescimento do mercado, a entrada em novos mercados e o
percentual de venda de novos produtos, quando
aplicável.
b)
Conhecimento da organização pelo cliente e
pelo mercado
como
a organização comunica a sua imagem, a sua
marca e os seus produtos aos clientes, atuais e potenciais,
objetivando criar credibilidade e confiança.
- como
são assegurados a clareza, a autenticidade e o
conteúdo adequado das mensagens, e evitar
possíveis danos à imagem da
organização;
- como
as práticas utilizadas variam em
função das peculiaridades dos diversos
segmentos de mercado e dos diferentes grupos de clientes;
- e
os principais indicadores sobre a imagem da
organização e sobre o conhecimento da marca
e dos produtos pelo mercado, quando aplicável.
c)
Aprendizado
Como
são avaliados e melhorados os processos relativos ao
conhecimento mútuo, especificando os indicadores
utilizados para essa avaliação e destacando as
principais melhorias implementadas.
3.2
Relacionamento com o cliente
Descrever
como a organização avalia e intensifica a
satisfação de seus clientes, para fortalecer
as relações existentes, estabelecer parcerias,
melhorar os produtos atuais e apoiar o planejamento relativo
ao cliente e ao mercado. Descrever como o relacionamento com
o cliente É avaliado e melhorado. Na
descrição, abordar os seguintes
tópicos:
- Acessibilidade
e gestão de reclamações Como a
organização disponibiliza canais de acesso,
identifica padrões de atendimento e gerência
sugestões ou reclamações de
clientes.
- Avaliação
da satisfação e da
insatisfação do cliente Como a
organização avalia a
satisfação e identifica os fatores de
insatisfação dos clientes
- Intensificação
da satisfação do cliente Como as
informações obtidas através das
práticas descritas nos tópicos (a) e (b)
são utilizadas para intensificação
da satisfação dos clientes e para o
estabelecimento de parcerias
4
informação e análise
Critério
informação e análise examinam a
gestão e eficácia da utilização
das informações da organização e
das informações comparativas para apoiar os
principais processos e a gestão do desempenho da
organização. também É examinado
como a organização avalia e melhora os
processos relativos à gestão das
informações da organização
comparativa, bem como à análise crítica
do desempenho da organização.
4.1
Gestão das informações da
organização Descrever a gestão das
informações necessárias para apoiar os
principais processos de melhoria do desempenho da
organização. Descrever como a gestão
das informações da organização
É avaliada e melhorada.
a) Seleção
e utilização de informação:
- Como
as principais informações são
selecionadas e obtidas.
- Como
são atendidas as principais necessidades dos
usuários da informação
- Como
as informações são colocadas a
disposição
- Os
principais tipos de informações utilizadas
e como cada tipo se relaciona com os principais processos
e metas da organização
4.2
Gestão das informações comparativas
Descrever
a gestão das informações comparativas
necessárias para promover a melhoria do desempenho
global e a posição competitiva da
organização
a)
Seleção e utilização de
informações comparativas
Como
são selecionadas, obtidas, utilizadas e melhoradas as
informações comparativas com a
concorrência, com referenciais de excelência
e/ou outros referenciais pertinentes, para promover a
melhoria do desempenho global da organização.
Destacar:
- Como
as necessidades são determinadas ou
selecionadas
- Como
as informações são utilizadas para
melhorar o entendimento sobre os processos
4.3
Análise crítica do desempenho da
organização
Descrever
os métodos de integração e de
correlação dos indicadores e como É
analisado criticamente o desempenho global da
organização. Abordar:
a)
integração e correlação dos
indicadores de desempenho
Como
os indicadores de desempenho são integrados e
correlacionados para permitir as análises criticas do
desempenho global da organização.
Destacar:
- satisfação
dos clientes e do mercado
- finanças
- pessoas
- fornecedores
e parceiros; e
- produtos
e processos organizacionais
b)
Análise crítica do desempenho
Como
são analisados criticamente o desempenho e as
capacitações da organização em
relação às metas, aos planos e
às novas necessidades emergentes.
Destacar:
- como
os resultados das análises críticas
são utilizados
- como
os resultados da análise critica são
desdobrados
5
Gestão de Pessoas
O
critério gestão de pessoas examina como
são proporcionadas condições às
pessoas que compõem a força de trabalho, para
desenvolver e utilizar seu pleno potencial, em alinhamento
com as estratégias da organização.
também examinado como as atividades e processos
relativos à gestão de pessoas são
avaliados e melhorados.
5.1
Sistemas de trabalho
Descreve
como a organização do trabalho, a estrutura de
cargos e os sistemas de remuneração e
reconhecimento possibilitam e estimulam a
contribuição de todos para atingir as metas de
desempenho e de aprendizado. Abordar
a)
organização do trabalho e estrutura de
cargos
Descrever
a organização do trabalho e a estrutura de
cargos, em todos os níveis. Destacar como essa
organização do trabalho e estrutura de cargos
são definidos, implementados e
acompanhados.
b)
remuneração e reconhecimento
como
os sistemas de remuneração e reconhecimento
das pessoas, individualmente e em grupo, em todos os
níveis da organização.
5.2
educação, treinamento e desenvolvimento das
pessoas
Descrever
como a educação e o treinamento atendem aos
principais planos e às necessidades da
organização. Descrever como a
organização avalia e melhora a
educação, o treinamento e o desenvolvimento
das pessoas. Descrever:
a)
Desenvolvimento das pessoas
Descrever
como a organização desenvolve as pessoas da
força de trabalho. Mencionar as eventuais
diferenças entre as práticas adotadas.
Destacar:
- como
a educação e o treinamento atendem aos
principais planos e as necessidades de desempenho da
organização
- como
a educação e o treinamento são
definidos para apoiar a
Organização
- os
métodos de educação e treinamento
utilizados pela Organização
- como
as habilidades e conhecimentos recém-adquiridos
são aplicados
5.3
Bem-estar e satisfação da pessoas
Descrever
como são criados e mantidos um ambiente e um clima
organizacional propícios ao bem estar e à
satisfação das pessoas que compõem a
força de trabalho. Abordar:
a)
Ambiente de trabalho
Como
É criado e mantido um ambiente de trabalho seguro e
saudável. Ressaltando as diferenças
significativas, se houver, para diferentes grupos de
pessoas. Destacar:
- como
os fatores de bem estar das pessoas são
identificados e tratados; e
- os
principais requisitos, indicadores e metas para cada
fator importante
b)
serviços de apoio às pessoas
Como
são promovidos o bem estar e a
satisfação das pessoas por meio de
serviços, instalações, atividades e
oportunidades colocadas a
disposição.
c)
satisfação das pessoas
Como
a Organização avalia e melhora o bem estar das
pessoas que compõem a força de
trabalho
6
Gestão de processos
critério
gestão de processos examina os principais aspectos da
operação da organização, examina
portanto, como os principais processos são
projetados, executados, avaliados e melhorados para atender
as necessidades dos clientes e aprimorar o desempenho
global.
6.1
Gestão de processos relativos ao produto
a)
Processos de projeto
Como
os produtos e processos de produção são
projetados: Destacar
- os
principais processos de projeto;
- como
as necessidades dos clientes e a tecnologia, são
traduzidos em requisitos de projeto e incorporados nos
projetos de produto e de processos de
produção;
- como
os requisitos de projeto do produto são traduzidos
em requisitos de desempenho operacional e seus principais
requisitos;
- e
incorporados no processo de
produção
- como
os processos de projeto são coordenados e
executados e os de produção são
implantados;
- como
são realizadas as análises críticas
dos processos de projeto;
- as
principais melhorias obtidas nos processos de projeto;
e
- o
repasse destas melhorias para os demais
projetos.
b)
Processos de produção
Como
são executados, avaliados e melhorados os principais
processos de produção. Destacar:
- relação
dos principais processos de produção,
inclusive os ambientais;
- os
principais indicadores de desempenho dos processos de
produção, junto aos clientes
- como
são executados e controlados os principais
processos de produção
- como
são realizadas as análises críticas
dos processos de produção;
- as
principais melhorias obtidas nos processos de
produção; e
- o
repasse destas melhorias para os demais
processos.
Aprendizado
Como
É avaliada e melhorada a gestão dos processos
relativos ao produto, destacando as principais melhorias
implementadas.
6.2
Gestão de processos de apoio
Descrever
como são utilizados os projetos, as
execuções, as avaliações e as
melhorias dos principais processos de apoio. Na
descrição, abordar os seguintes
tópicos:
a)
Processos de apoio
Como
são realizados os projetos, as
execuções, as avaliações e as
melhorias dos principais processos de apoio.
Destacar:
- como
as necessidades dos clientes, externos e internos
à organização
- como
os principais processos de apoio são projetados,
de forma a atender as necessidades globais de
desempenho;
- a
relação dos principais processos de apoio e
seus principais requisitos, inclusive os
ambientais;
- como
são controlados e executados estes processos de
apoio, para assegurar aos requisitos operacionais e dos
clientes;
- os
principais indicadores de desempenho dos processos de
apoio
- como
são realizadas as análise
críticas
- as
principais melhorias obtidas nos processos de apoio;
e
- o
repasse destas melhorias para os demais processos,
setores e unidades da
organização.
b)
Como É avaliada e melhorada a gestão de
processos de apoio,
6.3
Gestão de processos relativos aos fornecedores e
parceiros
Descrever
como são realizados os projetos, as
execuções, as avaliações e as
melhorias dos principais processos relativos aos
fornecedores e parceiros. Na descrição
abordar:
a)
Processos relativos aos fornecedores e parceiros
- como
são projetados os principais processos relativos
aos fornecedores e parceiros, de forma a atender aos
requisitos globais de desempenho;
- como
os fornecedores e parceiros são selecionados,
avaliados e qualificados, levando em
consideração os seus sistemas de
gestão;
- a
relação dos principais requisitos e
indicadores de desempenho para os principais fornecedores
e parceiros;
- como
são verificados se esses requisitos são
atendidos; e
- as
práticas utilizadas para fortalecer o
relacionamento, melhorar a capacidade e flexibilidade dos
fornecedores e parceiros e consolidar o desenvolvimento
de parcerias.
b)
Aprendizado
Como
é avaliada e melhorada a gestão dos processos
relativos aos fornecedores e parceiros.
7
Resultados da organização
- critério
resultados da organização examina a
evolução do desempenho da
organização em aspectos críticos,
tais como: satisfação do cliente, mercado,
finanças, pessoas, fornecedores e parceiros,
produtos e processos organizacionais.
7.1
Resultados relativos à satisfação dos
cliente e ao mercado
Apresentar
os resultados dos principais indicadores de
satisfação e insatisfação dos
clientes, incluindo as informações
comparativas pertinentes.
a)
Relativos à satisfação dos
clientes
Apresentar
os níveis atuais e tendências dos principais
indicadores de satisfação e de
insatisfação dos clientes. Estratificar os
resultados por grupos de clientes, segmentos de mercado e ou
tipos de produto.
b)
Relativos ao mercado
c)
Apresentar os níveis atuais e tendências dos
principais indicadores de desempenho da
organização no mercado, incluindo:
participação no mercado, entrada de novos
mercados, imagem da organização e
conhecimentos da marca ou dos produtos pelo mercado, quando
aplicável.
7.2
Resultados financeiros
Apresentar
os resultados dos principais indicadores de desempenho
financeiro, incluindo informações comparativas
pertinentes.
a)
Financeiros
Apresentar
os níveis atuais e tendências dos principais
indicadores referentes ao desempenho financeiro, incluindo
indicadores agregados de retorno financeiro e/ou de valores
econômicos, conforme apropriado. Incluir as
informações comparativas
pertinentes.
7.3
Resultados relativos às pessoas
Apresentar
os resultados relativos às práticas de
gestão de pessoas, incluindo resultados de bem-estar,
satisfação e desenvolvimento.
a)
Relativos às pessoas
Apresentar
os níveis atuais e tendências dos principais
indicadores de educação, treinamento,
desenvolvimento, bem-estar e satisfação das
pessoas que compõem a força de trabalho, bem
como os de eficácia e de melhoria dos sistemas de
trabalho.
7.4
Resultados relativos aos fornecedores e parceiros
Apresentar
os resultados dos principais indicadores de desempenho de
fornecedores e parceiros.
a)
Relativos aos fornecedores e parceiros
Apresentar
os níveis atuais e tendências dos principais
indicadores de desempenho de fornecedores e parceiros.
Incluir também os resultados de
otimização dos custos e/ou do desempenho da
organização, decorrentes das melhorias
ocorridas nos fornecedores e parceiros
C
- Pesquisar em que foi baseado a estrutura do Prêmio
Nacional de Qualidade
Os
critérios de Excelência do Prêmio
Nacional da Qualidade, compõem um modelo de
gestão não pescritivo e orientado para
resultados, que foi desenvolvido a partir dos seguintes
fundamentos:
Qualidade
centrada no cliente
A
qualidade estará totalmente centrada no cliente
quando toda gestão da organização se
orientar em função da crença de que a
promoção da satisfação e
conquista da fidelidade dos clientes vêm em primeiro
lugar. Todos os processos de gestão se desdobram a
partir deste fundamento buscando elementos que promovam este
foco.
Comprometimento
da alta direção
Espera-se
dos líderes, o equilíbrio no entendimento e
atendimento das necessidades de todas as partes interessadas
na organização, promovendo seu desenvolvimento
harmônico, sustentado e perene
Valorização
das pessoas
Grande
parte da capacidade de produzir bens e serviços que
satisfaçam o cliente está relacionada à
excelência e ao moral dos profissionais da
organização
Adicionalmente,
a promoção do trabalho participativo
também se destaca como um elemento de fundamental
importância para se obter sinergia entre pessoas com
habilidades e competências diversas e
complementares.
Responsabilidade
social
A
responsabilidade social da organização
É fundamental para que seu desenvolvimento ocorra em
harmonia com interesses da sociedade, comunidade e
meio-ambiente onde está inserida.
A
organização interage com sistemas de diversas
formas: pagando impostos e taxas; gerando empregos e pagando
salários dignos; produzindo bens e serviços
úteis; e aumentando a empregabilidade das pessoas que
compõem a força de trabalho e de diversas
outras formas
A
responsabilidade social também abrange formas de
prevenir e recuperar impactos sociais e ambientais
decorrentes, direta ou indiretamente, de sua
Atuação, independentemente da existência
de limites legais e regulamentares ou de seus níveis
de exigência.
Visão
de futuro de longo alcance
exercício
da visão de futuro de longo alcance fundamenta as
ações estratégicas da
organização atuando como mecanismo de
prevenção aos impactos decorrentes de
mudanças no ambiente do macro-econômico e como
forma de identificação de oportunidades
futuras para as partes interessadas.
Foco
nos resultados
A
organização estará atingindo seus
objetivos quando os seus resultados estiverem satisfazendo
as partes interessadas, de forma balanceada, harmônica
e sustentada.
fundamental que sejam traçadas
metas para os principais resultados, de forma que as pessoas
envolvidas, ao serem comunicadas, possam entender claramente
os objetivos da organização.
além
disso, o acompanhamento dos resultados obtidos pêlos
produtos e processos organizacionais por meio de
fixação de metas, servem como importantes
elementos de gestão da
organização.
Aprendizado
contínuo
Os
mecanismos de avaliação e melhoria de
produtos, de processos produtivos e de processos de
gestão, ou seja, o aprendizado, tem fundamental
importância no desenvolvimento da
organização. A agregação de
valor ao produto final aumenta à medida que a
organização adquire conhecimento sobre seus
processos e atua continuamente na incorporação
de melhorias.
Gestão
baseada em fatos e em processos
A
base para a tomada de decisão na
organização É o acesso ao conhecimento
armazenado sob a forma de fatos e dados tratados, ou seja,
de informações.
também, fundamental que haja retenção e
acesso às informações sobre
métodos de execução e de melhoria dos
processos organizacionais. Desta forma, a
organização pode funcionar independentemente
do conhecimento adquirido pelos especialistas e pelos
profissionais mais experientes.
Enfoque
pró-ativo e resposta rápida
A
pró atividade possibilita a antecipação
de demanda dos cliente pelo ìagirî
antecipadamente e É um dos principais elementos de
alavancagem da sua satisfação, pela capacidade
de surpreendê-los favoravelmente ao responder
às suas necessidades emergentes
O
foco na resposta rápida adiciona valor ao produto de
várias formas. Ele induz a organização
a ser mais ágil. Este foco promove também a
busca de processos de produção mais eficazes,
reduzindo os custos diretos da produção. Este
conceito pode ser estendido aos processos organizacionais
como um todo. O planejamento da resposta rápida
às reclamações dos clientes
também pode agregar valor à medida que promove
a sua fidelidade.
D
- Premiadas do PNQ
De
1992 a 1998, o troféu do PNQ foi entregue às
seguintes organizações:
- IBM
- Unidade sumaré, na categoria Manufaturas - PNQ
1992
- Xerox
do Brasil, na categoria Manufaturas - PNQ
1993
- Citibank
- Unidade Global Consumer Bank, na categoria Prestadora
de serviços - PNQ 1994
- Serasa
Centralização de serviços dos
Bancos, na categoria Prestadoras de serviços - PNQ
1995
- Alcoa
- Unidade poços de Caldas, na categoria
Manufaturas - PNQ 1996
- Citibank
- Unidade Corporate Banking, na categoria Prestadora de
serviços - PNQ 1997
- Copesul
Companhia petroquímica do Sul, na categoria
Manufaturas - PNQ 1997
- Weg
- Unidade Motores, na categoria Manufaturas - PNQ
1997
- Siemens
- Unidade de Telecomunicações, na categoria
Manufaturas - PNQ 1998
Bibliografia
Administração
e R.H. OnLine. Internet. <http://w.w.w.quatro.com.br>
CHIAVENATO,
Idalberto - Teoria Geral da administração. Mc
Grow - Hill, 1979.
BÍBLIA.
Português. Bíblia Sagrada (trad.) Centro
Bíblico Católico. 34 ed. rev. São
Paulo: Ave Maria, 1982. "O Êxodo"
Divisão
de Administração. OnLine. Internet.
<http://w.w.w.eps.ufc.br>
DOMINGOS,
Reinaldo. Teoria Geral da Administração.
São Paulo: ea.,1996.
SIM'ES,
Roberto - Marketing Básico Saraiva
MALANGA,
Eugênio - História da Propaganda e Publicidade.
São Paulo: Atlas,
Modelo
da Administração OnLine. Internet.
<http://w.w.w.mpc.com.br>
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