Lucilene
Gonçalves Monografia
apresentada no curso de Organização, Sistemas
e Métodos das Faculdades
Integradas Campos Salles,
sob orientação do Professor Mauro
M. Laruccia (Disponível
na rede desde novembro de 2000)
Introdução Para
entendermos as conseqüências da vida digital
temos que pensar sobre as diferenças de bits e
átomos. Apesar de estarmos na era da
informação, recebemos muitas
informações nas formas de átomo, ou
seja, materialmente &endash; livros, revistas. Já a
era da informação nada mais é do que o
movimento global de bits sem pesa a velocidade da luz
&endash; e-mail, e-comércio, etc. Os
computadores passam a ser cada vez mais importante para a
vida das pessoas, é um canal com o resto do mundo.
É quase impossível imaginar alguém, nos
tempos modernos, que não necessite do
computador. Este
aparelho está substituindo a televisão porque
passa a ser muito mais completo. Hoje é
possível utilizar a televisão como se fosse um
computador. Empresas da era da informação
já se preocupa com essas mudanças e
começam a se adaptar as novas modalidades. É
claro que a evolução de que estamos comentando
vai muito além, seria como ligar a televisão
em um botão e obtermos os mesmos recursos e com mais
rapidez que um computador poderá fornecer. Mas
este não é o único desafio, não
será somente a qualidade de som e imagem que as
próximas gerações esperam, procuraram
computadores mais inteligentes capazes de conhecer o
usuário, os seus gostos e entendam a sua
linguagem. O
que está acontecendo é uma
revolução. Os jovens de hoje estarão
criando novas formas de viver. Criaram uma comunidade
diferente. Há
grande questão é: será que todos
terão condições de acompanhar essas
mudanças? Infelizmente não porque ela
será uma barreira para aqueles que não tem
recursos. As
empresas também são afetadas, porque os
administradores que não entenderem as mudanças
não perceberá que a era da
informação pode mudar as empresas. A
globalização está impondo
mudanças no trabalho e nas
organizações, que estão sendo colocadas
em prática sem ter um tempo preciso para
avaliações dos resultados. Um exemplo disso
são os grupos virtuais, mudando os conceitos que
tínhamos sobre as realizações dos
grupos dentro das organizações. Os
grupos virtuais possuem a mesmas características dos
grupos tradicionais, a diferença está na forma
de se relacionar entre si, como trabalham em cima do
objetivo. Trabalham além das paredes das empresas
através da tecnologia da
informação. Portanto,
não é mais necessário estar no mesmo
ambiente com outras pessoas para discutir o mesmo
assunto. Com
a quebra das barreiras geográficas, passamos a
conviver com diferenças culturais, em
relação aos costumes, localidades, idiomas,
religiões e significados. A
era da informação leva-nos a vários
processos como a necessidade de sempre inovar e criar
condições mais práticas de trabalho. A
compreensão da importância de cada
participante, de trabalhar em grupo e da independência
que cada um terá em seu trabalho. Ser
digital é usar a tecnologia como vantagem para a vida
profissional e pessoal, é usar as
informações adquiridas para criar novos
negócios e entender que a internet muda os antigos
conceitos da economia. Os
novos tempos exigem que estejamos sempre em
renovação. As novidades apareceram cada vez
mais e precisamos estar preparados para saber lidar com cada
uma delas. A
era digital afetará quase todos os tipos de
profissões, portanto, modificará as carreiras.
Em cada área as informações vão
ser mais precisas, o que levará a decisões
mais rápidas e inovadoras. A
mudança estará nas áreas de
finanças (reinventará as regras do
departamento financeiro), a área de vendas (mudando
os velhos conceitos), a área de pessoal (como
administrar pessoas que não vão ao
escritório). As
previsões para um futuro digital são muitas,
umas mais próximas de nossos dias e outras que
poderão levar décadas. Algumas
destas previsões é que a internet será
utilizada igual à televisão, que não
teremos mais que ir até o escritório para
trabalhar porque poderá acessar o seu
escritório a onde estiver através de um clic
no seu laptop e de participar de reuniões
virtuais. O
mercado da informação também
alterará os conceitos da educação. Mas
será que as mudanças ajudarão o ensino?
Ajudará a desenvolver o indivíduo a ter
raciocínio complexo a partir das idéias
simples? Ainda
não podemos ter respostas para essas perguntas.
Certamente a tecnologia ajudará no ensino, tornando
as coisas mais interessantes, mas não podemos
considerar que apenas isso afirma que será
favorável para um bom desenvolvimento. Os
novos tempos podem parecer fantástico para muitas
pessoas, mas há aquelas que acham que nem tudo
poderá ser aproveitado. Para eles a internet é
um falso conforto que eliminara a privacidade das pessoas.
Está se dando mundo foco para a
revolução tecnológica ao invés
de se preocupar com coisas mais essenciais. Colocando-nos a
questionar todos essas facilidades que são
fornecidas, para encontrarmos verdadeiras
soluções. Para
entendermos como será a mudança, temos que
imaginar quantas pessoas diferentes há no mundo,
diferentes hábitos e interesses diversos. Pense em um
dia comum da sua vida e com o que aprender sobre o mercado
da informação, projete esse dia para daqui a
alguns anos, imaginando os equipamentos diferentes que
estará utilizando e os serviços
disponíveis, assim poderá avaliar o quanto sua
vida irá mudar, ou seja, o quanto à era da
informação mudará os costumes,
hábitos e comportamento das novas
gerações. Serão
pontos como estes levantados que estaremos discutindo e
avaliando suas vantagens e desvantagens, buscando uma melhor
compreensão das mudanças que nossas vidas
tomará com a era da
informação. O
que significa ser digital Para
entendermos o que é digital, ou, o quanto estamos
trabalhando digitalmente, é só avaliar o que
você faz ou recebe através de átomos, ou
seja, coisas materiais como folhas, revistas, livros. Esses
são objetos que podemos pegar e que possuem formas,
cores, etc. E
o que é digital? É tudo que pode ser
transmitido ou recebido através de bits, sem a
necessidade de ter forma, como as tarefas em formas de
átomos, como afirma Nicholas Negroponte (1996):
"A
melhor maneira de avaliar os méritos e as
conseqüências da vida digital é refletir
sobre a diferença entre bits e átomos. Embora
não haja a menor dúvida de que estamos numa
era da informação, a maior parte das
informações chega até nós sob a
forma de átomo: jornais, revistas e livros ... A
superestrada da informação nada mais é
do que o movimento global de bits sem pesa a velocidade da
luz. Ser digital significa a possibilidade de emitir um
sinal contendo informações adicional para a
correção de erros como a estática do
telefone, o chiado do rádio ou o chuvisco da
televisão." (p.17-18,22) Ele
sugere que cada pessoa comece a avaliar quais trabalhos
realiza que envolvem átomos &endash; papel, caneta,
pessoas ou qualquer coisa tangível, formada por
nêutrons e elétrons &endash; e quais trabalhos
envolvem bits &endash; e-mail, e-comércio,
e-comunicação. Com essa
avaliação você terá uma
idéia do quanto está distante ou
próximo da era digital. A
partir de agora que já conseguimos definir a
diferença de ser ou não digital, podemos
verificar as mudanças que estão ocorrendo na
vida pessoal e no trabalho das pessoas, nos preocupando se
tais mudanças não terá
conseqüências prejudiciais ao ser
humano. As
mudanças que já convivemos A
revolução tecnológica já se
encontra presente no nosso dia-a-dia, muitos já
são tão utilizados que nem ao menos paramos
para pensar como tudo começou, talvez seja porque
elas foram de tal necessidade que as pessoas foram se
adaptando sem muitas dificuldades. "Os
três produtos que mais penetraram em nossa vida nos
últimos cinco anos foram previstos por
ninguém: celular, laptop e CD. Por que ninguém
conseguir prever? Porque foram subestimadas as necessidades
das pessoas por informação,
educação e entretenimento" &endash;
Jean-Paul Jacob. Algumas
das mudanças que já convivemos no nosso
dia-a-dia, temos por exemplo, o microondas que substitui o
tradicional fogão, a evolução dos
aparelhos de som que partiu da vitrola, o disco de vinil,
fita cassete, chegando no CD e já partindo para uma
nova tecnologia que é o MD, sempre em busca da melhor
qualidade. A
tecnologia marcou sua presença nas pequenas coisas,
mas que hoje fazem uma grande diferença na vida das
pessoas, comparando com outros tempos. Como por exemplo os
cosméticos com suas formulas avançadas,
podendo trazer a juvenidade, produtos de limpeza com
fórmulas sempre mais eficientes, facilitando os
serviços domésticos. Como
podemos ver a tecnologia não para, mesmo na vida
cotidiana as mudanças vão ocorrendo, em busca
de melhor qualidade para o dia-a-dia ou simples
comodismo. Mudanças
que estão ocorrendo Damos
aqui uma maior atenção a televisão que
desde a sua criação vem evoluindo conforme a
necessidade de cada geração. As
próximas mudanças que ocorrerá é
que o televisor poderá ter as mesmas
funções que um computador. Nicholas Negroponte
(1996) sita esta previsão em seu livro 'A vida
digital': "O
crescimento dos computadores pessoais está
acontecendo com tamanha rapidez que a televisão de
arquitetura aberta do futuro é o PC, e ponto final. O
conversar será apenas um complemento do tamanho de um
cartão de crédito que transformará o
seu PC numa porta eletrônica para a transmissão
a cabo, a telefone ou a satélite. Em outras palavras,
não haverá uma indústria de aparelho de
TV no futuro. Essa industria será nada mais nada
menos do que uma fabrica de computadores...e contudo, seja
lá como for que você o encare, esse aparelho
continuará sendo um computador." A
tecnologia vem favorecendo a qualidade, buscando facilitar a
vida das pessoas, mas nem tudo é satisfatório
como o caso dos jogos eletrônicos. Eles aumentam os
reflexos das pessoas, mas por outro lado viciam. As
principais vítimas são as crianças que
se alienam aos jogos e perdem o interesse ao convívio
social como outras crianças, passando a ter problemas
de relacionamento. Mesmo
com as conseqüências os tempos não param e
os jogos são um grande alvo para a
evolução. Temos algumas previsões como
as encontradas no livro 'O que será?' de Michael L.
Dertouzos (1998): "Conforme
a evolução da largura de banda, da capacidade
dos computadores é da interfaces, eles serão
certamente aperfeiçoados, permitindo
ações mais rápidas, realistas e
complexos, incorporando o uso de células, fala,
windou walls e quem sabe até de terceira
dimensão e trajes virtuais. Embora esse tipo de jogo
agitado, direcionado para a ação, seja a
primeira coisa na qual as pessoas pensam quando se trata de
jogos de computador, eles ocuparão provavelmente uma
posição minoritária, pois
surgirão muitos outros tipos para explorar as amplas
possibilidades do compartilhamento e das
maquinas. Todos
os jogos serão variantes do software para trabalho em
grupo. Nós as veremos como atividades sociais, com
nome e objetivos diferentes. [...] Como vimos, o
mercado da informação se destina a modificar e
ampliar a busca do prazer, de muitas outras maneiras
diferentes. Varias parecerão naturais, e se
encaixarão tranqüilamente nas vidas das pessoas.
Outras suscitarão sérias questões
morais e levarão ao debate sobre os contatos entre as
pessoas." Mudanças
que ocorrerão no trabalho Com
a globalização o fluxo de
informação aumentou e a partir daí
passou a mudar o ambiente de trabalho. Essas mudanças
serão favoráveis para quem tiver mentalidade
digital avançada, ou seja, não ter medo da
mudança e estar sempre renovando. Segundo
o cientista político americano Francis Fukuyama,
autor do 'O fim da história', que as
transformações mais importante foram as
organizações em redes: "a
transformação mais importante dos
últimos anos é a ascensão das
organizações em rede, em detrimento das
burocracias centralizadas, hierárquicas... a rede
substitui as regras formais por regras
informais." A
era digital afeta profissionais de quase todas as
áreas de negócios, afetando portanto o seu
futuro e a sua carreira. Vejamos algumas: .
A área de finanças A
grande mudança são as novos software
integrados de gestão, obtendo as
informações necessárias em tempo real.
Estas mudanças fazem com que as velhas regras sejam
mudadas, porque facilitam o acesso a
informação eliminando os intermediários
que eram especialista em determinada tarefa dentro da
área de finanças. As
pessoas que não se prepararem para essas
mudanças estarão desqualificadas, porque para
as empresas será inevitável
renovar. Luiz
Felipe Schiriak, diretor financeiro da rede de lojas C&A
na América do Sul comenta: "A diferença
entre ter ou não um sistema digital na área de
finanças é a mesma entre a existência ou
não da empresa." .
Área de vendas Gasta-se
tempo e dinheiro para encontrar os consumidores na velha
economia. Corre o risco de lançar novos produtos e os
consumidores não quererem o que está vendendo,
ou não ter exatamente o que o cliente quer. Ou
então eles não são exatamente os
consumidores que esperava. Tudo isto pode ser prevenindo com
a tecnologia digital. Este sistema já está
sendo chamada de e-segmentação. Um
exemplo disso é Paulo Freitas, diretor comercial para
a América Latina da Lyandell, indústria
química americana: "hoje meus clientes têm
acesso via internet a informações sobre o
comportamento do mercado no mundo. Á menor
variação de preços, eu recebo um e-mail
pedindo revisão do contrato." Pelo
o que podemos notar os profissionais da área de
vendas precisam ser um executivo digital, acompanhar o
comportamento do mercado antes que seus clientes e
concorrentes, melhorar a qualidade dos serviços de
pós-venda e responder aos clientes via
e-mail. .
Área de recursos humanos Hoje
já é possível recrutar pessoas com o
auxílio da internet, economizando tempo e dinheiro
para anunciar. Não é somente isto que coloca o
profissional desta área na era digital, porque
precisa usar a tecnologia para avaliar, treinar e promover
funcionários. Algumas
empresas como a Monsato (indústria química de
origem americana adotaram software que é o ponto de
encontro de todos os funcionários. Toda a
história de cada um dos funcionários
está registrada no sistema, ele poderá buscar
no sistema qualquer informação que necessite,
como por exemplo, quantos aumentos teve, os cursos que fez,
a avaliação de desempenho,etc. "Quando
você dissemina a informação, cria uma
cultura única e todo mundo tem o mesmo tratamento.
Todas essas ferramentas ajudam na integração
cultural." Diz Felipe Westin, diretor de recursos
humanos da Monsato. Mas
existem ainda um grande desafio para esta área: como
administrar pessoas que não vão ao
escritório? (grupos virtuais). Como garantir chances
iguais para as pessoas com os quais os chefes não se
encontram? Os
grupos virtuais A
globalização está colocando novas
modalidades de trabalho e de organização,
mesmo que não tenhamos até o momento uma
avaliação dos resultados. Estamos
falando dos grupos virtuais, desafiando o que
conhecíamos sobre os grupos dentro das
organizações. Os
grupos virtuais tem os mesmos objetivos que os grupos
tradicionais. A diferença está na forma de
trabalhar. Os grupos tradicionais cumpre um horário
dentro da empresa para discutirem os mesmos assuntos,
passando por alguns processos burocráticos, como
documentar processos discutidos. Os grupos virtuais
trabalham além das paredes das empresas, não
precisam estar no mesmo lugar para colocar um projeto em
andamento, eles trabalham com o apoio da tecnologia da
informação, eliminando, assim, alguns
processos burocráticos. Essas
mudanças na forma de trabalha trará
mudanças para diferentes culturas como ocorreram em
outras revoluções, mudanças como os
relatados pelo psicólogo e sócio-diretor da
LCZ Desenvolvimento e Mudança Organizacional, Luiz
Felipe Cartoni (1998): Portanto,
estamos lidando com um tipo de grupo especial e,
provavelmente, este será o tipo de trabalho que as
futuras gerações escolherão. Podemos
citar outras previsões como a do futurólogo
Jean-Paul Jacob: "Nosso
escritório hoje tem livros, telefones, cartas, acesso
a www. O inconveniente é que temos que ir até
lá. No futuro, um chip vai projetar seu
escritório numa parede. Você só vai
clicar no laptop e acessar o seu escritório. Numa
tecla está a biblioteca, na outra a agenda ou o
micro. Para ter um escritório digital, você
só vai precisar de um palmtop , com tela de cristal
líquido." A
tecnologia da informação fez com que o
trabalhador mudasse suas atitudes e maneiras de
execução de suas tarefas no
trabalho. Até
pouco tempo, as pessoas estavam mais preocupadas em fazer
suas atividades, tarefas que eram exclusivas, de maneira
monitorada, sem muita escolha. As tarefas já eram
determinadas e cada um exercia aquilo que lhe era imposto.
Isso fazia, ou ainda faz, com que o trabalhador não
pensasse de forma global no seu serviço, ficando
repetitivo e monótono. Hoje
em dia o funcionário deve mudar essa atitude dentro
da empresa. Um funcionário que tome iniciativa, crie
projetos de melhoria no trabalho e que tenha,
principalmente, uma visão mais ampla da empresa
está mais adaptado e coerente com as mudanças
do trabalho devido a tecnologia. A
tecnologia fez com que o trabalhador acordasse de sua
posição restrita para avançar, evoluir
conforme as novas tendências. Caso isso não
acontecer a previsão é de que a máquina
realmente tome o lugar daquele que não acompanhar
essas mudanças, o que já vem
acontecendo. Mas
o que também é de grande valor para as
empresas, são os funcionários de conhecimento,
que podem interagir entre máquina e homem o que
é realmente vantajoso e necessário. Mais
pra frente, não sabemos o que a tecnologia pode
causar de bom e de ruim para o trabalhador, algumas
tendências já são esperadas, mas
não podemos ser totalmente pessimistas a ponto de
afirmar que o homem será substituído
definitivamente pela máquina. Jayr Figueiredo de
Oliveira (1999) em seu livro que fala sobre os impactos da
tecnologia da informação no Brasil,
diz: "Para
os trabalhadores, a tecnologia da informação
traz impactos qualitativos e quantitativos. Alguns autores
defendem que empregos eliminados numa atividade
econômicas serão compensados pela
criação de outros. Esta
afirmação pode ser uma distorção
da realidade, pois dificilmente a totalidade dos
trabalhadores demitidos conseguirá migrar para os
novos povos de trabalhos criados. Por exemplo, um torneiro
mecânico não conseguirá emprego com
programador de computadores, pois sua formação
básica não o permite. Logo, a reciclagem
profissional tem limites, e apesar dos ganhos em
qualificação que a tecnologia da
informação poderá trazer, a
questão do desempenho é grave e devem existir
medidas governamentais para resolve-la, com uma ampla
negociação entre empresário,
trabalhadores e demais entidade da sociedade civil e da
criação de políticas de emprego em
setores mais dependentes de
mão-de-obra." Mudança
na educação A
educação será afetada pelo mercado da
informação de várias
maneiras. Desde
a década de 60 que os computadores, vem sendo estudos
para que a tecnologia ajude na questão do ensino.
Hoje há vários experimentações
de cursos na internet, levando os estudantes a ter contrato
com outras culturas. Ter
contato com outras culturas é importante, porque o
aprendizado está basicamente relacionado a isso, a
troca de experiência, contato direto como as pessoas,
portanto, pode-se acreditar que o computador será uma
boa ferramenta para o ensino. Mas existem dúvidas em
relação a esses avanços, como relata
Michael L. Dertouzos (1998): "Será que ajuda mesmo
na retenção dos conteúdos? Ou a
desenvolver raciocínio complexo a partir de
idéias simples? Desenvolvem a capacidade para
resolver problemas? Fornecem a perspectiva
necessária?... Não está claro se o
computador e as tecnologias de comunicação
vão ajudar o processo de aprendizado de um modo
decisivo." Certamente
a tecnologia facilitará processos, mas isso
não afirma que enriquecerá as qualidades de
ensino. Ainda
está tudo por fazer Não
são todas as pessoas que estão vendo as
mudanças com entusiasmo, que devemos ter cautela com
o que mos é apresentado, que nem tudo são as
mil maravilhas como soam aos nossos ouvidos. É
o caso do escritor Ray Bradbury, autor de Farenheit 451,
filmado em 1966 por François Trutfaut tornando-se uma
clássico da ficção cientifica &endash;
em relação ao exagero das
atenções dirigidas aos computadores e da
internet: "Essa coisa toda dos computadores e da internet
é conversa fiada, é um esquema fajuto das
empresas para ganhar dinheiro. Elas não estão
interessadas em sua inteligência. Estão
interessadas em lhe vender equipamentos que custam 15 vezes
mais do que você já tem..." A
cada dia aparece um equipamento novo que substitui a
anterior, por possuir mais função ou
qualidade. Pessoas
passam a comprar as novidades sem analisar se realmente tem
a necessidade de ter este ou aquele equipamento, frutos da
tecnologia. Não que a era da informação
não esteja trazendo inovações
positivas, mas que talvez estejamos glorificando-a muito
alem do que deveríamos. Querendo
ou não a internet pode estar diminuindo
relacionamento das pessoas fisicamente e ao mesmo tempo
tirando-as a privacidade, como crítica Bradbury:
"Você já ouviu falar dos cookies? São
arquivos espiões que os sites que você visita
deixam no seu computador. Esses cookis continuam no seu
computador mesmo depois que você a desconectar e
desliga, e , a partir daí, empresas ou pessoas em
algum lugar do mundo ficam sabendo por onde você
navega, o que anda vendo ou comprando, e daí seus
hábitos de lazer, consumo, etc...Francamente, isso
lhe parece confortável?" Devemos
questionar todos estas facilidades que estão chegando
até os nossos lares e trabalhos, para que se possa
conduzir as mudanças, minimizando a
manipulação e a
exploração. Temos
que valorizar o ser humano par que suas criatividades,
sentimentos, emoções e defeitos, não
sejam confundidos com máquinas, para não
sermos dominados pelas máquinas, assim não
precisamos de nos preocupar no futuro com a presença
da raça humana. Uma
nova sociedade O
que está acontecendo é uma
revolução e os que hoje tiverem de 4 a 20 anos
criaram uma nova forma de trabalhar, estudar, jogar,
comunicar e comprar, ou seja, criavam uma nova sociedade,
mas que infelismente, com essa criação,
aumentará as diferenças entre as que tem
acesso à tecnologia e as que não a
têm. Tentaremos
analisar algumas previsões feitas através de
uma ficção criada por Michael L. Dertouzos
(1998), que visualizou nossas vidas futuras de uma forma
mais agradável, portanto, acompanharemos algumas
atividades de uma família norte-americana de classe
média alta. Algumas experiências descritas pelo
autor estão a pouco anos de se concretizarem, outros
demorarão uma década ou mais. A
intenção é que o leitor perceba as
mudanças e avalia as conseqüências
positivas e negativas que podem ocorrer em suas
vidas. "Médico
da familia e data sockets Hora
da malhação. Nada de vídeo e
áudio hoje, enquanto você se exercita. Prefere
se concentrar na corrida, e precisa de paz para pensar nas
difíceis decisões que tem a tomar. Quando
termina, a voz animada do 'doutor-ginástica' o
parabeniza, dizendo que você está dentro do
programa de manutenção de peso que
escolheu. Em
seguida, você toma banho e escolhe a roupa que vai
vestir. É dia de reunião 'de verdade', de modo
que na o será possível trabalho no
escritório de casa. Aliás, você precisa
chegar à sede da empresa em uma hora e meia. Pergunta
ao monitor do quarto, instalado em cima da penteadeira, o
que deve usar. Felizmente, a empresa fornece uma 'data
scket' &endash; um e-form sempre disponível, que
você pode usar par obter informações
atualizadas, minuto a minuto &endash; para lidar com
questões fúteis e arcaicas como essa. A
interface do quarto contata a data socket do computador da
empresa, que avisa se tratar de 'uma reunião
informal, sem a presença de clientes'. A mensagem
surge no monitor da penteadeira, ou lado das três
imagens que o mostram nas sugestões de trajes,
baseadas na disponibilidade de roupas limas e regras
básicas de bom gosto, que você forneceu ao
adquirir o sistema." Neste
episodio deixa bem claro o que discutimos anteriormente em
que os computadores passarão a conhecer o
usuário, os seus gastos, tornando-se máquinas
mais eficientes. Será
que esta previsão ao qual o nosso personagem
não tem a preocupação nem de escolher
as suas roupas, não o deixará extremamente
dependente da máquina, a ponto de não
conseguir se rira sozinho em uma situação
tão simples? A
previsões de que o sistema de compra também
mudará, sendo metade virtual, metade real, conforme
as previsões do próximo
episódio: "JoAnne,
sentindo necessidade de sair de casa, segue de carro
até a loja Auto-shoe mais próximas. Ela entra
numa das cabines da loja, e coloca o pé direito na
plataforma especial. Vinte tiras de pano envolvem seu
pé. Ela gira o controle, pra esticar até
chegar o ponto de equilíbrio entre firmeza e
conforto. Depois, aperta um botão e as medidas de seu
pé são registradas, para uso futuro. Faz o
mesmo com o pé esquerdo, que é um pouquinho
maior. Só precisará passar por isso uma vez,
pois dali em diante terá as quarentas medidas
padronizadas, obtidas por consenso entre os fabricantes de
calçada, registrada em sua ficha pessoal. Depois de
registrar digitalmente as características de seus
pés, ela faz as compras, pelo catálogo on-line
do estabelecimento. Claro, poderia ter feito tudo isso em
casa, mas um dos motivos para ir à loja foi ver gente
de verdade; outro foi a satisfação
instantânea de sar usando os sapatos
novos. Uma
tela especialmente instalada na parte inferior do espelho
mostra seu pé, calçando cada um dos sapatos
escolhidos. Ela escolhe um par, faz pequenas
alterações, como a inclusão de um
detalhe em latão, e aperta o botão
'encomendar'. Em seguida, passa para o setor industrial da
loja, para acompanhar a produção. O couro
é cortado por facas guiadas por computador
(minimizando a perda de material). Outras máquinas
colam e costuram a sola ao restante. Um operador humano
interfere para realizar a intricada tarefa de prender a
fivela no peito. Quinze minutos depois, seus sapatos
estão prontos." A
personagem não só vai a uma loja comprar um
sapato, como vê toda fabricação do
mesmo. A
estória não diz, mas será que com todo
esse processo avanço existirá a necessidade de
um vendedor humano? Percebemos
também que no processo de fabricação o
elemento humano aparece no processo final, executando uma
tarefa extremamente simples, que não exige muito
conhecimento. Infelismente, se isto ocorrer, talvez esta
seja uma das profissões daqueles que não
tiverem acesso ou não conseguirão acompanhar
os avanços da tecnologia. Estas
podem ser algumas mudanças que poderemos encontrar
pela frente. Analisar com precisão suas
conseqüências não é
possível, mas nos preocupar com as mudanças
que estão ocorrendo hoje e suas
conseqüências talvez seja possível. Porque
com tantas mudanças podemos esquecer que o ser humano
não é maquina, que seus problemas de
relacionamento, medo e incertezas não podem ser
apagadas com um simples clic e se os valores, ética,
moral, as limitações naturais do homens
não forem respeitados, poderemos ter ao invés
de uma geração inovadora uma
geração destruidora. Uma
breve conclusão Com
a revolução tecnológica
transformará as empresas, os paises e todo o mundo
não se pode predizer. O que se sabe é que
muita coisa não ficará como antes ou pelo
menos não por muito tempo. O
homem vem buscando a cada dia melhor conforto, comodidade e
eficiência em tudo o que faz e de tudo que o envolve.
A tecnologia oferece ao homem mais conforto,
eficiência e agilidade, o que hoje em dia é
essencial, não só no trabalho mas
também na sua casa onde cada vez mais a tecnologia
vem investindo e ganhando espaço. Já
podemos notar que na vida cotidiana das pessoas as
mudanças não param de acontecer. Novas
técnicas, aperfeiçoamento de produtos e
serviços vem surgindo no mercado para a
satisfação, desejos e necessidades das pessoas
no seu dia-a-dia. Essas tecnologias que surgem no cotidiano
das pessoas são facilmente aceitas por seus
usuários, pois facilitam e satisfazem de maneira
muito eficiente em suas atividades. Mudando de acordo com a
evolução da humanidade, é algo que
sempre será afetado com o mundo externo, pois,
está relacionada com tudo o que o envolve. A
adaptação às mudanças é
quase que natural. Sem ao menos perceberem as pessoas
estão criando hábitos e dependência com
as novas tecnologias. Pessoas que não sabem mais
cozinhar se sem um forno de microondas ou que não
saem de casa sem antes verificar sua caixa de mensagens por
meio da internet e as vezes nem saem de casa, pois
poderá fazer suas compras, consultas, saber das
notícias do dia e até mesmo conversar com
alguém sem transtornos do mundo lá fora, podem
fazer tudo isso pelo mundo virtual que hoje oferece para a
pessoa comum mais conforto, agilidade e
satisfação de suas necessidades
básicas. A
tecnologia encheu os olhos das pessoas principalmente com a
chegada da nova era da informação, com os
computadores e a internet. Todos querem utilizar e estar a
frente, estar fora da internet é estar fora do mundo.
As pessoas estão ficando cada vez mais adeptas a essa
nova tecnologia e muitas estão ficando cada vez mais
dependentes. Hoje
em dia já podemos notar que pessoas fazem da internet
o seu mundo e que nada mais é tão importante
em sua vida, então deixando a vida real em segundo
plano para viverem em um mundo virtual. Essa falta de
contato pessoal entre as pessoas as vezes podem prejudicar
no convívio social, o que é muito importante,
mas também não deixa de ser um
extraordinário instrumento que une e quebra barreiras
entre países, pessoas de culturas diferentes que
podem se comunicar deforma rápida e que antes dessa
tecnologia seria quase impossível. O autor
José Augusto N. G. Mongano, fala sobre o contato
virtual e real entre as pessoas no seu livro que fala dos
impactos da tecnologia da informação no
Brasil, onde diz: "Será
que a conversa pessoal é mais importante que a
correspondência eletrônica? Há pessoas
que ainda fazem visitas por ocasião de alguma crise
familiar, mas já há quem envie votos de pesar
via e-mail, mensagens escritas que viajam entre computadores
pessoais. Qualquer que seja nossa preferência, a
eletrônica parece ser o futuro de todos...A internet
empurra a vida física para além das barreiras
de tempo e espaço. Nela é possível
andar pelo mundo sem sair de casa. É possível
fazer novos amigo, comunicar-se com outros astronautas
enquanto em órbita na terra...Comprar roupas, fazer
pesquisas em jornais. É possível não ir
ao escritório e mesmo assim fazer negócios via
computador, transformando em escritório virtual.
Sociedade virtual. Viagens virtuais, amor virtual. Uma nova
realidade." Portanto,
vamos acompanhar as mudanças tecnológicos, os
processos, de inovação, avaliando sempre as
alterações causadas na vida do ser humano,
para que não seja prejudicadas seus princípios
básicos como a ética e a dignidade.
Bibliografia CORTONI,
Luiz Felipe. Revista Gestão plus, ano 1 n.º 5,
novembro/dezembro/98. DERTOUZOS,
Michael L.. O que será?: Como o novo mundo da
transformará nossas vidas. São Paulo: Cia.
das letras, 1998. GOMES,
Maria Tereza. Revista Você S.A., ano 1 n.º 13,
julho/1999. NEGROPONTE,
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Roseli
da Silva Pereira