Ana
Paula Miranda Monografia
apresentada no curso de Organização, Sistemas
e Métodos das Faculdades
Integradas Campos Salles,
sob orientação do Professor Mauro
M. Laruccia (Disponível
na rede desde novembro de 2000)
Introdução Antigamente
criavam-se mitos: Quem obtinha um alto QI, teria garantia do
sucesso. No mundo empresarial, o QI (coeficiente de
inteligência) alto consegueria um bom emprego, mas a
partir de agora iremos ver que na verdade podemos até
obter uma inteligência acadêmica exemplar, mas
se não soubermos controlar a inteligência
emocional, iremos atrapalhar toda a nossa vida. Para
obtermos respostas sobre esse assunto, devemos estudar
profundamente a emoção que é um fator
principal da inteligência humana, pois podemos
defini-la como qualquer agitação ou
excitação dos sentimentos e pensamentos
distintos, estados psicológicos e biológicos;
e entre si várias tendências para
agir. Depois
de tentar definir a emoção, podemos
caracteriza-la como primárias e secundárias,
como se numa determinada situação
misturássemos várias emoções e
obtivéssemos outras, mas nem ainda sabemos se temos
essas emoções primárias e
secundárias e ainda por cima se sentimos duas
"emoções" juntas. Alguns
pesquisadores dispõem-se em caracterizar as
emoções em famílias básicas,
onde podem ser encaixadas, entre seus membros, definindo-as
em, Ira, Tristeza, Medo, Prazer, Amor, Surpresa, Nojo e
Vergonha. Porém, com estes itens ainda não
podemos caracterizar a emoção, pois estas
famílias básicas juntas cientificamente pode
representar uma coisa, mas na realidade, separadamente,
podem ter outro significado. Na
concepção de Ekman os princípios
básicos, ao pensar nas emoções em
termos de famílias ou dimensões, tomando as
famílias principais, ira, tristeza, amor, medo etc.,
podemos dizer que no centro de cada família , existe
um núcleo emocional básico, com as
características partindo do núcleo em ondas de
impossíveis transformações, por outro
lado existe ondas externas, onde estão os estados de
espíritos, que duram muito mais que uma
emoção, isto significa, que estes estados de
espíritos, seriam as famílias principais que
é muito relativo de pessoa a pessoa a
duração. Juntamente com os estados de
espíritos obteremos também os temperamentos, a
disposição para buscarmos uma determinada
emoção ou estado de espírito que tornam
as pessoas melancólica, tímidas e
alegres. Hoje
a ciência diz que as emoções ocupam a
nossas vidas, para moldar nossas decisões e
ações, cujas vezes , o valor e a
importância é puramente racional, e acabamos
deixando de lado a medição do QI. Mas quando a
emoção começa a dominar, o intelecto
poderá nos conduzir a lugar nenhum, causado pela
emoção e não pela lógica
racional. Podemos
obter um exemplo concreto dessa dominação da
emoção relacionado ao homem, que pode leva-lo
a ser dominado pela paixão e não pela
razão, onde adquirimos no processo da
evolução humana o medo, que nos mobiliza para
proteger nossa família contra o perigo, cujo Matilda
Cabtree, 14 anos, apenas queria dar um susto no pai: saltou
de dentro do armário e gritou "Buu!", no momento em
que os pais voltavam, à uma da manhã, de uma
visita aos amigos. Mas
Boby Cabtree e sua mulher achavam que Matilda estava em casa
de amigas naquela noite. Quando ao entrar em casa, ouviu
ruídos, Cabtree pegou sua pistola calibre 357 e foi
ao quarto da filha verificar o que estava acontecendo.
Quando ela pulou do armário, ele atirou, atingindo-a
no pescoço. Matilda Cabtree morreu doze horas depois.
O medo o levou-o atirar antes de verificar perfeitamente no
que atirava, e mesmo antes de reconhecer que era sua filha
.Os biólogos supõem que o medo ficou gravado
em nosso sistema nervoso porque, durante um longo e crucial
período da pré-história humana, eram
decisivas para a sobrevivência ou morte. A
forma de avaliarmos situações complicadas
conforme deparamos no nosso dia-a-dia e nossa maneira de
opinar a elas, são reformuladas não apenas
pelo nosso julgamento racional ou nossa opinião
pessoal, mas também por nosso passado. Onde nos leva
a provocar tragédias, como no exemplo do Cabtree que
nossos "costumes" vem do passado ancestral. Outra
característica que o medo pode nos apresenta, seria
agir impulsivamente, por exemplo, a ansiedade nos leva
pensar antes de agir no meio de uma situação,
depois ela vira o medo e impulsivamente ele nos faz cometer
um gesto. Mas todas as emoções são, em
essência, impulsos, legados pela
evolução, para uma ação
imediata, para planejamentos instantâneos que visam a
lidar com a vida. A própria raiz da palavra
emoção é do latim movere - "mover"-
acrescida do prefixo e - que denota "afastar-se", o que
indica que em qualquer emoção está
implícita uma propensão para um agir imediato.
Verificamos melhor no exemplo abaixo: Num
dia de início da primavera, eu percorria de carro um
passo de montanha no Colorado, quando uma repentina lufada
de neve encobriu o veículo alguns metros à
minha frente. Mesmo forçando a vista, eu não
conseguia distinguir nada, a neve em redemoinho
transformara-se numa alvura cegante. Ao pisar no freio senti
a ansiedade me invadir o corpo e ouvi as batidas surdas do
coração. A
ansiedade transformou-se em medo total. Fui para o
acostamento esperar que a lufada passasse. Meia hora depois,
a neve parou, a visibilidade retornou e segui em frente,
sendo parado uns cem metros adiante onde uma equipe de
ambulância socorria um passageiro de um carro que
batera na traseira de outro que andava em velocidade mais
lenta. A colisão havia bloqueada a rodovia. Se eu
tivesse continuando a dirigir na neve que impedia a
visibilidade, provavelmente os teria
atingido. Como
ficou comprovado que a emoção pode dominar o
ser humano, ela também pode deixa-lo em perfeita
indecisão, ou até mesmo obter duas mentes a
racional e emocional, onde em uma situação
podemos obter duas opiniões, uma racional e outra
emocional. Veremos
facilmente isso num caso de divorcio, onde uma pessoa passa
por uma dolorosa separação. Neste caso pegamos
como exemplo uma mulher de 40 anos que sabe que o seu marido
se apaixonou por uma mulher mais jovem com quem trabalhava
e, de repente, anuncia para a esposa que irá deixa-la
para viver com outra. Durante os meses seguintes brigavam
sobre a casa, dinheiro e custodia dos filhos. Depois de tudo
decidido ela dizia que estava feliz com sua
independência e que não pensava mais
nele. Só
que, ao dizer isso, de repente seus olhos ficaram cheios de
lágrimas. Aquele lacrimejar de olhos poderia passar
facilmente desapercebido. Mas por um tipo de
compreensão que acontece através da empatia,
os olhos marejados em uma pessoa indicam que ela está
triste, não importa o que ela tenha expressado em
palavras. A empatia é um ato de compreensão
tão seguro quanto a apreensão do sentido das
palavras contidas numa página impressa. O primeiro
tipo de compreensão é o fruto da mente
emocional, o outro, da mente racional. Na verdade, temos
duas mentes - a que raciocina e a que sente. Essas
duas mentes, a emocional e a racional, na maior parte do
tempo operam em estreita harmonia, entrelaçando seus
modos de conhecimento para que nos orientarmos no mundo. Em
muitos ou na maioria dos momentos, essas mentes se coordenam
de forma bela e dedicada; os sentimentos são
essenciais para o pensamento e vice-versa. mas quando surgem
as paixões , esse equilíbrio se desfaz: e a
mente emocional que assume o comando, inundando a mente
racional. Esses
dois modos fundamentalmente diferentes de conhecimento
interagem na construção de nossa vida mental.
Um, a mente racional é o modo de compreensão
de que, em geral, temos consciência: é mais
destacado na consciência, mas atento e capaz de
ponderar e refletir. Mas, além deste, há um
outro sistema de conhecimento que é impulsivo e
poderoso, embora as vezes ilógico - a mente
emocional. Entre
estes dois conceitos completamente diferentes
emocional/racional , a definição aproximada
seria feita entre "coração" e "cabeça",
quando em determinado assunto é mais acentuado a
proporção entre o controle racional e
emocional da mente, quanto mais intenso o sentimento, mais
dominante é a mente emocional e mais inoperante, a
racional. A
mente emocional é muito mais rápida que a
racional, onde o homem tem que obter uma resposta
rápida para agir, sem que ele consiga parar para
pensar. Esta rapidez retira a reflexão deliberada,
que caracteriza a mente racional, cuja as
ações liberadas pela mente emocional carregam
uma forte sensação de certeza que é um
subproduto de um tipo de comportamento bastante
simplificado, que para a mente racional são
intrigantes de uma maneira que quando acontece determinada
coisa, quando a poeira a baixa, logo nos perguntamos:
"porque fiz isso? " - isto é o sinal de que a mente
percebeu o que aconteceu, mas não com a agilidade da
mente emocional. Esse
modo rápido de percepção perde em
precisão para ganhar em rapidez. Baseia-se em
primeiras impressões e reage ao panorama global ou
aos seus aspectos mais gritantes. A grande vantagem, seria
que a mente emocional é capaz de captar rapidamente
uma emoção (ele está furioso comigo;
ela está mentindo; isso está fazendo ele ficar
triste) e, assim, de forma fulminante, dizer do que nos
acautelar, em quem confiar, quem está com problemas.
A partir da mente emocional podemos perceber o perigo; muito
diferente da mente racional onde se tomássemos uma
decisão; é possível não
só que houvéssemos cometidos erros. Por outro
lado, esse modo tem suas desvantagens, as impressões
e julgamentos intuitivos, feito um estatal de dedos, podem
ser entendidos diferentes e apontados ao alvo
errado. Já
que a mente racional demora mais para registrar e reagir os
fatos do que a mente emocional, o primeiro impulso, em
circunstância emotivas, não vem da
cabeça, mas do coração. Há outro
tipo de reação emocional que não
é tão rápido, pois fervilha e fermenta
o pensamento antes de se configurar como sentimento. Esta
reação seria o caminho que leva á
eclosão de emoção onde é mais
deliberado e, em geral, temos consciência do
raciocínio que leva a emoção. A
reação que se desencadeia é procedida
de uma avaliação extensa: nossos pensamentos,
desempenham, no caso, um papel importante na
determinação de quais emoções
serão despertada. Claro
que com isto, existe um pensamento mais articulado precede o
sentimento. Emoções mais complexas, como o
nervosismo e a apreensão diante de uma prova que
teremos que fazer, seguem essa rota lenta, levando segundos
ou minutos para se formarem, são as
emoções provocadas por pensamentos. Mas
no processo de resposta rápida, ao contrário,
o sentimento é simultâneo ao pensamento, onde
ela possui um jogo rápido, assumindo as
situações para enfrentarmos as
emergências. Nossos sentimentos mais intensos
são reações involuntárias, como
por exemplo, o amor , ele acontece sem esperarmos e nem
planejarmos. Mas isto não ocorre só no amor,
mas também na raiva e no medo que em temos a
sensação de que algo aconteceu conosco.
Podemos afirmar que o fato de não podemos escolher
que emoção teremos, onde permite que as
pessoas justifiquem seus atos alegando terem estado sob o
impacto da emoção. Da
mesma forma que há caminhos rápidos e lentos
para o desencadeamento de uma emoção imediata
e pela reflexão, respectivamente há
emoções que convidamos para estarem conosco.
É o caso, por exemplo, de sensações que
provocamos, chamamos isto de a sensação via
pensamento, onde podemos lembrar de uma
situação que passamos no passado para,
utilizarmos no presente, como exemplo, referimos aos atores
que para chorar, pensam em algo triste que aconteceu; assim
facilmente eles podem determinar que tipo de
emoção vai desencadear, em geral, podemos
escolher no que pensar. Assim como as fantasias sexuais
produzem sensações sexuais e as
lembranças agradáveis alegram . A
mente racional, por outro lado, em geral não decide
que emoções devemos ter. Ao contrário,
nossos pensamentos em geral nos chegam como um falt
accompli. Diante disso, o que a mente racional pode fazer
é controlar o curso de nossa reação.
Salvo exceções, não decidimos quando
ficar furiosos, tristes, etc. Também
podemos possuir na mente emocional uma lógica
associativa, elementos que simbolizam uma realidade ou que
de alguma lembrem essa realidade são para a mente
emocional, a própria realidade. É por isso que
símiles, metáforas e imagens têm
comunicação direta com a mente emocional, e
também a arte - romances, filmes, poesia,
música, teatro, ópera. Se a mente emocional
segue essa lógica e suas próprias regras, como
um elemento representando outro, as coisas não
precisam, necessariamente ser definidas através de
sua identidade objetiva, mas o que importa é como
são percebidas, assim como uma lembrança
relembrada pela estimulação de alguma coisa
pode ser muito mais importante do que foi naquele momento em
que aconteceu. Com
estas conclusões podemos definir que a mente
emocional atua, sob muitas formas, cuja uma delas é o
pensamento categórico, onde as coisas são em
preto e branco, sem coloração cinzenta
intermediário; assim a pessoa pensará
imediatamente, "Eu sempre faço a coisa errada". Outra
forma de "criancice", seria o pensamento personalizado, onde
os eventos são vivenciados como dirigidos à
própria pessoa, é o caso do motorista que
depois de um acidente , diz que "o poste telefônico
veio direto na minha direção." Esses
modos infantis de pensar se auto-confirma, na medida em que
a lembrança pode abalar sua crença e se agarra
em tudo que possa mantê-la. As crenças de mente
racional, são lida com fatos objetivos. A mente
emocional considera que suas crenças são
totalmente verdadeiras, e não aceita qualquer outro
significado. Pois é muito difícil fazer com
que uma pessoa que esteja sob perturbação
emocional, raciocinar. Como
já vimos podemos trazer para a mente emocional por um
mínimo detalhe fortes sensações do
passado, inclusive as suas reações vivida no
passado pode ser explicita no presente em uma pessoa. Mas
isto é problemático, pois as vezes não
percebemos que o que valeu antes agora, não vale
mais. Uma pessoa adulta que durante a infância, sofreu
castigos dolorosos e por isso aprendeu a sentir muito medo e
antipatia diante de uma cara raivosa, terá
sensações similares ao ver uma cara raivosa
que, efetivamente, não constitua
ameaça. Nossa
mente emocional aparelhará a mente racional para seus
fins, e então justificaremos nossos sentimentos e
reações ,racionalizarmos ,diante do que
está acontecendo , sem que nos demos conta das
influências da memória emocional. Dessa forma,
não temos a menor idéia do que realmente
está ocorrendo, embora acreditemos plenamente que
sabermos. Nesses momentos a mente emocional arrebata a mente
racional, colocando-a seu serviço. Mas
até que ponto a mente emocional pode levar uma pessoa
a cometer algo seriamente que poderá
comprometê-la em diversos campos, sendo que
está mesma pessoa tem sua mente racional controlada ?
Para respondermos está pergunta iremos apresentar um
exemplo: Num
colégio um aluno excelente e exemplar que só
tirava nota A esfaqueou um professor de física, no
laboratório por causa da sua nota B. Este
aluno queria entrar em uma faculdade de medicina
respeitável nos EUA. Com este fato acontecido neste
colégio, o aluno foi transferido para um
colégio particular, onde se formou dois anos depois,
como sendo um dos primeiros lugares da turma, mas tendo uma
aprovação perfeita nos cursos regulares, que
tinham lhe dado A. O
que podemos responder sobre este exemplo, seria que a
inteligência acadêmica pouco tem a ver com a
vida emocional. Até as pessoas mais brilhantes podem
se afogar nas paixões e nos impulsos; pessoas de
alto-nível de QI podem ser incompetentes ao
administrar a sua vida particular. É verdade que,
para grandes grupos como todo, há uma
relação entre o QI e as circunstâncias
da vida: muitas pessoas de QI muito baixo acabam em empregos
medíocres, e aqueles possuem QI alto tendem a obter
excelentes empregos, mais isso nem sempre ocorre, pois o QI
apenas representa com cerca de 20% para os fatores que
determinam o sucesso na vida, o que deixa os 80% por conta
de outras variáveis. Podemos
incluir nestas outras variáveis, na
inteligência emocional, como por exemplo, a capacidade
de criar motivação para si próprio e de
persistir num objetivo apesar das habilidades de controlar
os impulsos e saber aguardar pela satisfação
dos desejos, em se manter em bom estado de espírito e
de impedir que a ansiedade interfira na capacidade de
raciocinar. Mas estes dados podem ser tão importantes
ou mais valiosos que o QI. Embora a experiência ou do
aprendizado não exista possibilidade de se alterar o
QI, que as aptidões emocionais decisivas na verdade,
podem ser apreendidas e aprimoradas que se nos dermos ao
trabalho de ensina-las. A
conclusão que tiramos no exemplo do garoto seria que
a inteligência acadêmica não oferece
praticamente nenhum preparo para a oportunidade que ocorre
na vida. Isto significa que um alto QI não tem
nenhuma garantia de prosperidade, prestígio ou
felicidade de vida, mas mesmo assim nós somos
privilegiados pela sociedade apenas por nosso nível
acadêmico , assim ignorando a inteligência
emocional, onde uns chamariam de caráter que exerce
um papel importante em nosso destino pessoal. A
aptidão neste aspecto é decisiva para uma
pessoa compreender por que uma prospera na vida enquanto
outra, de igual nível intelectual, entra num beco sem
saída: a aptidão emocional é uma
metacapacidade que determina até onde podemos usar
bem quaisquer outras aptidões que tenhamos, incluindo
o intelecto bruto. Claro
há muitos caminhos para o sucesso na vida e muitos
campos em que outras aptidões são
recompensadas, existindo vários indícios que
as pessoas emocionalmente competentes , que lidam bem com os
próprios sentimentos, entendem e levam em
consideração os próprios sentimentos,
entendem e levam em consideração os
sentimentos do outro. As pessoas com prática
emocional bem desenvolvida têm mais probabilidade de
se sentirem satisfeitas e de serem eficientes em suas vidas,
dominando os hábitos mentais que fomentam sua
produtividade; as que não conseguem exercer nenhum
controle sobre sua vida emocional travam batalhas internas
que sabotam a capacidade de concentração no
trabalho e de lucidez de pensamento. O
primeiro teste de QI surgiu na Primeira Guerra Mundial nos
EUA, onde milhões de americanos foram classificados
para irem a Guerra, através do preenchimento do
primeiro formulário de avaliação do QI,
isto levou décadas e décadas fazendo este tipo
de avaliação. Mas tinha uma pessoa que chamava
os testes de QI, como "modo de pensar do QI" e que havia
limitações nas formas que diziam a respeito
sobre a inteligência; está pessoa seria
Gardner. Gardner
ao pública um livro em 1983, chamado "Estados de
Espíritos), foi um manifesto de
contestação à visão do QI; onde
ele afirma que não há um tipo especifico,
monopolítico, de inteligência decisiva para o
sucesso na vida, mas sim um amplo espectro de
inteligências, com sete variedades principais. Em sua
lista entram os dois tipos de inteligências
acadêmicas padrão, a fluência verbal e o
raciocínio lógico-matemático. Há
duas faces do que Gardner chama de inteligência
pessoais; A
característica dessa visão de
inteligência é sua multiplicidade o modelo de
Gardner vai muito além do conceito padrão de
QI como fator único e imutável . Reconhece que
os testes que nos tiranizaram quando passamos pela escola
desde a realização de testes de aproveitamento
, baseiam-se numa noção limitada de
inteligência, uma noção sem
ligação com a verdadeira gama de talentos e
aptidões que são importantes para a vida,
acima e além do QI. Gardner
reconhece que sete é um gênero
arbitrário para a variedade de inteligências,
não há nenhum número mágico para
a multiplicidade de talentos humanos. A determinada altura,
ele e seus colegas haviam aumentado esse número para
vinte aptidões diferentes. A inteligência
interpessoal, por exemplo, desdobrou-se em quatro
aptidões distintas: liderança, capacidade de
manter relações e conservar amigos, de
resolver conflitos e a do tipo de análise
social. A
conclusão de Gardner foi que "a Escala de
inteligência STanford-Binet não previu
desemp0enho bem sucedido de ponta a ponta ou num subconjunto
consiste de atividades Spectrum" . Por outro lado, as
contagens Spectrum dão aos pais uma clara
orientação sobre as áreas que
serão de interesse espontâneo de criança
e onde se sairão bem o bastante para desenvolver
paixões que poderão um dia conduzi-las para
além da eficiência - até a
maestria. O
pensamento de Gardner sobre a multiplicidade da
inteligência continua a evoluir. Cerca de dez anos
após ter publicado a sua teoria pela primeira vez, de
fez o seguinte sumário das inteligências inter
e intrapessoal: Inteligência
interpessoal é a capacidade de compreender outras
pessoas : o que as motiva, como trabalham, como trabalhar
cooperativamente com elas. As pessoas que trabalham em
vendas, políticas, professores, clínicos e
lideres religiosos bem-sucedidos provavelmente são
todos indivíduos com alto grau de inteligência
interpessoal. A inteligência intrapessoal é uma
aptidão correlata, voltado para dentro. É uma
capacidade de formar um modelo preciso, verídico de
si mesmo e poder usá-lo para agir eficazmente na
vida. Gardner
observou o âmago da inteligência interpessoal
inclui "a capacidade de discernir e responder adequadamente
ao humor, temperamento, motivação e desejo de
outras pessoas". Na inteligência intrapessoal, chave
do alto-conhecimento, ele inclui o "contato com nossos
próprios sentimentos e a capacidade de
discriminá-los e usá-los para orientar o
comportamento. Nos
últimos anos, dois psicólogos chamados
Stemberg e Salovey concordaram com Gardner onde ele diziam
que os antigos conceitos de QI giram em torno de uma pequena
faixa de aptidões lingüisticas e
matemáticas. Elas com estas teorias de Gardner,
adotaram uma visão mais ampla de inteligência,
tentando reinventá-la em termos do que é
necessário para viver bem a vida. E
essa linha de investigação retorna ao
reconhecimento de como, exatamente, é crucial a
inteligência "pessoal" ou emocional. Salovey inclui as
inteligências pessoais de Gardner em sua
inteligência emocional, expandindo, essas
aptidões em cinco domínio
principais. 1
- Conhecer as próprias emoções.
Autoconsciência - reconhecer um sentimento quando ele
ocorre - é a pedra de toque da inteligência
emocional. A capacidade de controlar sentimentos a cada
momento é fundamental para o discernimento emocional
e para a auto compreensão. A incapacidade de observar
nossos verdadeiros sentimentos nos deixa à
mercê deles. As pessoas mais seguras acerca de seus
próprios sentimentos são melhores pilotos de
suas vidas, tendo uma consciência maior de como se
sentem relação a decisões pessoais,
desde com quem se casar a que emprego aceito. 2
- Lidar com emoções : Lidar com os sentimentos
para que sejam propriedade e uma aptidão que se
desenvolve na autoconsciência. A capacidade de
confortar-se, livrar-se da ansiedade, tristeza ou
irritabilidade que incapacitam - e as
conseqüências resultantes do fracasso nessa
aptidão emocional básica. As pessoas que
são fracas nessa aptidão vivem constantemente
lutando contra sentimentos de desespero, enquanto outras se
recuperam mais rapidamente dos reveses e
perturbações da vida. 3
- Motivar-se : Por as emoções a serviço
de uma meta é essencial para centrar a
atenção, para a automotivação e
a maestria, e para a criatividade. O autocontrole emocional
- saber adiar a satisfação e conter a
impulsividade está por trás de qualquer tipo
de realização. É a capacidade de entrar
em estado de "fluxo" possibilita excepcionais desempenhos.
As pessoas que têm essa capacidade tendem a ser mais
produtivas e eficazes em qualquer atividade que
exerçam. 4
- Reconhecer emoções nos outros - A empatia,
outra capacidade que se desenvolve na autoconsciência
emocional, é a "aptidão pessoal" fundamental .
Investigar a empatia, o quanto nos custa não saber
"escutar" as emoções, e os motivos pelos quais
a empatia gera altruísmo. As pessoas empáticas
estão mais sintonizadas com os sutis sinais do mundo
externo que indicam o que os outros precisam ou o que
querem. Isso as torna bons profissionais no campo
assistencial , no ensino, vendas e
administração. 5
- Lidar com relacionamentos - A arte de se relacionar
é, em grande parte, a aptidão de lidar com as
emoções dos outros. Examinar a
competência e a incompetência, e as
aptidões específicas envolvidas. São as
aptidões que reforçam a popularidade, a
liderança e a eficiência interpessoal. As
pessoas excelentes nessas aptidões se dão bem
em qualquer coisa que dependa de interagir
tranqüilidade com os outros, são estrelas
sociais. O
QI e a inteligência emocional são distintas.
Todas as pessoas misturam inteligência intelectual e
emocional, pois há uma ligeira
correlação entre ambos, embora bastante
pequena para que fique claro que se trata de duas entidades
bastantes independentes. Existe também
o tipo de QI puro ( que não é considerado
inteligência emocional), é quase igual do
intelectual, cujo são capazes de dominar a mente nas
inepto no mundo pessoal. Todos
nós obtemos QI e inteligência emocional em
graus variados, mas oferecem perspectivas instrutiva sobre o
que cada um desses dois acrescenta, isoladamente, nas
qualidades de uma pessoa , onde na medida em que cada
pessoas tem tanto inteligência cognitiva quanto
emocional, essas margens se misturam. Mas mesmo assim a
inteligência emocional contribui mais ainda para as
qualidades que nos tornam mais plenamente humano. Para
obtermos uma inteligência emocional bem distinta, o
ser humano tem que conhecer a si próprio, para poder
julgar determinadas coisas, pois nossas reflexões
demoradas nos lembra das vezes que fomos indiferentes ao que
de fato sentimos sobre uma coisa, ou quando tarde demais nos
demos conta desses sentimentos. Essa maneira os
psicólogos classificam de metacognição,
onde referem-se a consciência do processo de pensar, e
metaestado de espirito para a consciência de nossas
emoções, isto é, que a mente observa e
investiga tudo o que está vivenciando , incluindo as
emoções. Esse
tipo de consciência é semelhante ao que Freud
denominou de "escuta flutuante", onde a
atenção é capaz de registrar, com
imparcialidade, tudo que passa pela consciência,
atuando como testemunha interessada mas não reativa.
Os psicanalistas chamam de "ego observante", cujo seria a
capacidade de autoconsciência que permite ao analista
monitorar suas reações diante do que o
paciente relata e que o processo de livre
associação. Podemos
descrever quatro tipo de emoções que sentimos:
Os autoconscientes, que têm clareza quanto a
emoção e a capacidade de dar a ela o nome
exato ou seja, sabem nomear a emoção. Os
mergulhados, inundados pelas emoções,
pouco conscientes dos próprios sentimentos, tendentes
ao descontrole. Os resignados, que mesmo tendo
clareza, aceitam o seu estado emocional e têm pouca
motivação para mudar. Os somatizadores,
com sérias dificuldades em nomear as
emoções, expressam-se afirmando "sinto-me
péssimo." As metáforas, as músicas, as
fábulas ajudam a moldar a linguagem do
coração, ou seja, contribuem para o
desenvolvimento emocional. Quando
as emoções subtraem a
concentração, o que está sendo
subtraído de fato é a capacidade mental
cognitiva que os cientistas chamam de "memória
funcional", isto é, a capacidade de ter em mente toda
a informação relevante para a
execução de uma determinada tarefa. O que
ocupa a memória funcional pode ser banal como os
algarismos de um número de telefone, ou complicado
como as intricadas linhas da trama que o romancista tenta
juntar. A memória funcional é uma
função executiva por excelência na vida
mental, possibilitando todos os outros esforços
intelectuais. Essa
narrativa que iremos ver logo, irá demonstrar de como
a perturbação mental é devastada pela
clareza ,mental. onde o poder de domínio que a
emoção exerce sobre a razão. Só
uma vez na vida fiquei paralisado pelo medo. Isso ocorreu
numa prova de cálculo em meu primeiro ano na
universidade, para a qual eu tinha arranjado um jeito de
não estudar. Ainda me lembro da sala em
direção a qual marchei naquela manha de
primavera, me sentindo como um condenado e com maus
presságios no coração. Estivera naquele
anfiteatro assistindo a muitas aulas. Naquela manha,
porém não vi nada através das janelas e
nem mesmo vi a própria sala. Meu olhar fixava-se
apenas no pedaço de chão a minha frente,
quando me dirigi para uma cadeira perto da porta. ao abrir a
prova, as batidas do coração latejavam em meus
ouvidos, e eu sentia um gosto de ansiedade na boca do
estômago. Dei
uma olhada rápida nas questões da prova.
Não havia esperança. Durante uma hora, fiquei
olhando para aquela página, a mente antevendo as
conseqüências que eu iria sofrer. Os mesmos
pensamentos repetiam-se sem parar, num ciclo de medo e
tremor. Fiquei sentado, imóvel como um animal
paralisado pelo curare no meio de um movimento. O que mais
me impressiona naquele pavoroso momento é como o meu
raciocínio ficou embotado. Não utilizei aquele
momento para uma desesperada tentativa de costurar um tipo
qualquer de resposta para as questões. Não
recorri à minha imaginação.
Simplesmente fiquei sentado, fixado em meus terrores,
esperando acabar o sofrimento. Por
outro lado pensem no papel da motivação
positiva - na conquista de um objeto sentimentos de
entusiasmo, zelo e confiança - na conquista de um
objetivo. Estudos sobre atletas olímpicos,
músicos de fama mundial e grandes mestres de xadrez
constatam que o que eles têm em comum é a
capacidade da motivarem-se para seguirem implacáveis
rotinas de treino. E, com o aumento constante no grau de
excelência exigido para um desempenho em nível
mundial, essas rigorosas rotinas, hoje, cada vez mais, devem
começar na infância. A
motivação negativa esmaga a
atenção e a concentração,
afetando a capacidade cognitiva. Por isso alunos ansiosos,
zangados ou deprimidos não aprendem. Da mesma forma a
preocupação baixa o rendimento. Existe
um ponto ideal de relacionamento entre ansiedade e
desempenho. Ansiedade a menos trás apatia e pouca
motivação e ansiedade demais impede o sair-se
bem. A branda euforia - "hipomania", parece estimular a
criatividade e o pensamento. O humor ajuda a pensar grande,
a tomar decisões e o otimismo protege da apatia,
permite aprender com o fracasso. Quando
a pessoa faz aquilo que gosta, sente-se energizada,
empenhada e alinhada com a tarefa, concentra-se, pois a
emoção canalizada para um fim produtivo
orienta o esforço. Quanto
mais aberta a pessoa está para as próprias
emoções, mais hábil na leitura das
emoções do outro. A empatia permite entender
como o outro se sente, intuir sentimentos pelo tom de voz,
gestos, expressão facial. Ela decorre da
autoconsciência e se desenvolve mais quando, por
exemplo, os pais conseguem chamar atenção dos
filhos sobre a forma como as pessoas se sentem em
conseqüência de seu comportamento. A mensagem :
"Veja com ele ficou triste quando você fez isto",
é mais efetiva que dizer: "Você não pode
fazer isto" ou "Não está correto tratar
alguém assim". Pessoas
sem ouvido emocional são confusas quanto aos
próprios sentimentos e sentem-se perplexas, quando o
outro expressa as suas emoções. Casos extremos
de falta de empatia podem resultar em atos cruéis,
uma vez que a pessoa pode chegar a não sentir medo do
que lhe possa acontecer, nem piedade pela dor do
outro. Mas
a competência social é definida pela
eficácia nas relações com os outros:
deixar o outro à vontade, inspirá-lo. Os
sinais emocionais são poderosos, ajudam o outro a
mudar para melhor ou para pior. A maneira como a pessoa diz
algo pode levar ao constrangimento ou à
descontração, pois existe uma mímica
motora inconsciente: imitamos a emoção do
outro. Se alguém está irado ou sorridente, os
nossos músculos mostram sinais de
repetição. Especialmente as pessoas mais
impressionáveis são mais prontamente movidas
pelos sentimentos dos outros. Os rudimentos da
inteligência emocional são visíveis,
quando a pessoa é capaz de oferecer consolo,
organizar grupos, negociar soluções. A
capacidade de ser autêntico e a rapidez na leitura das
reações e emoções destaca a
inteligência social. O incompetente social diz uma
coisa e faz outra, ou busca um sinal do outro para
então dar a sua opinião, estraga o clima, faz
brincadeiras fora de hora, comentários
constrangedores. Certamente estes não aprenderam o
básico na infância: iniciar o contato social,
falar diretamente. O
Novo perfil profissional se configura: a capacidade de lidar
com as discordâncias, estar em sintonia com os
sentimentos daqueles com quem trabalhamos. A pior forma de
tentar motivar são os ataques pessoais, os sarcasmos,
pois resultam em resistência passiva, fuga de
responsabilidade, sensação de
injustiça. Cai a confiança. A maioria dos
problemas de desempenho não surge de repente:
desenvolvem-se no tempo e só se equacionam
através da crítica habilidosa, que sai do
ataque ao caráter, e dá o feed back efetivo:
Após o constrangimento, procure o outro, expresse o
desagrado, seja específico quanto ao problema, fale
de frente, seja sensível, praticando a empatia. A
reunião é o melhor começo do trabalho
em equipe. Mas
os padrões emocionais aprendidos podem ser mudados,
porque temperamento não é destino. Mas o que
dizer sobre as respostas que são parte de nossa
herança genética - como mudar
reações habituais de pessoas que, por
natureza, por exemplo, são muito explosivas ou
terrivelmente tímida? Essa faixa de comportamento
emocional é parte do temperamento, o murmuro de
sentimentos de fundo que assinalam nossa
disposição básica. O temperamento pode
ser definido em termos dos estados de espíritos que
tipificam nossa vida emocional. Em certa medida, cada um de
nós tem um tipo de emoção favorecida; o
temperamento é um dado no nascimento, parte da
loteria genética que tem força
compulsória no desenrolar da vida. O
psicólogo desenvolvimentista Jerome Kagan afirma que
existem pelo menos quatro tipos de temperamento -
tímido, ousado, otimista e melancólico - e que
cada um deles é função de um
padrão diferente de atividade cerebral. Provavelmente
há inúmeras diferenças de
herança temperamental, cada uma baseada em
diferenças inatas nos circuitos emocionais; diante de
um determinado tipo de emoção, as pessoas
podem diferir na facilidade com que ela dispara, no quanto
dura, na intensidade que alcança. O trabalho de Kagan
se centra num desses padrões: a dimensão de
temperamento que vai do ousado à timidez. Os
estados emocionais que tipificam a nossa vida emocional
decorrem da loteria genética, vão da ousadia
à timidez, e dão seus sinais até mesmo
no primeiro ano de vida. As pessoas de temperamento animado
mostram-se mais otimistas. Ensinar o filho a enfrentar a
timidez parece mais efetivo que protegê-lo. A timidez
leva a perturbar-se diante do novo e a relutância em
explorar novos territórios, fazendo a pessoa
desenvolver excessiva sensibilidade às
mudanças. O que importa é a maneira como os
pais ensinam a criança a lidar com sua timidez
natural. Pais que arquitetam graduais experiências
encorajadoras, proporcionam a oportunidade de
correção do medo. Mães protetoras, que
pegam o filho ao colo sempre que choram, são muito
tolerantes e indiretas, mostram-se menos efetivas que as
enfáticas, que dão ordens diretas,
impõem limites. A firmeza de comportamento se mostra
efetiva na redução do medo. Cada
período da infância constitui uma oportunidade
de ensinar à criança hábitos emocionais
efetivos. Perdida a oportunidade torna-se mais
difícil esculpir os circuitos neurais com
lições corretivas na idade adulta. Dois
tipos de temperamento são analisados: o agressivo e o
deprimido. Pessoas de temperamento agressivo presumem a
ameaça e partem para a ação, somando a
experiência de baixo controle dos impulsos. Desafiam
as regras, tornam-se rejeitados pelos colegas, podem chegar
em casos extremos às drogas e à
delinqüência. Precisam aprender a tomar
consciência das sensações do corpo,
pensar o que fazer em vez de atacar. Os deprimidos
apresentam dificuldades no relacionamento e para reagir
às derrotas da vida. Se
a família não dá à
criança a base emocional firme, o que
fazer? Bibliografia GOLEMAN,
Daniel. Inteligência Emocional. São
Paulo: Objetiva, 1995.
Marta Araujo Santos