Carlos
Luis Galante Monografia
apresentada no curso de Organização, Sistemas
e Métodos das Faculdades
Integradas Campos Salles,
sob orientação do Professor Mauro
M. Laruccia (Disponível
na rede desde novembro de 2000)
Introdução O
mundo em que vivemos ficou menor, um mundo de constante
transformação onde as distâncias
praticamente não existem: este é o mundo
globalizado em que vivemos hoje. Só
quem for capaz de correr à frente com idéias,
criatividade, eficiência e, acima de tudo,
conhecimento das novas tendências de mercado vai
sobreviver. Os
profissionais, devem estar preparados para esta realidade e
seus efeitos. Estamos no mesmo barco. Não existe mais
espaço para quem vai devagar. Não é o
maior que engole o menor. Mas sim o mais rápido que
abocanha o mais lento. "
Os meios de Comunicação de massa estão
destruindo o Folclore ou a Sociedade está sendo
formada por uma só cultura? " A
partir da Revolução Industrial surge uma
evolução gradativa e posteriormente acelerada
do modo de produção capitalista provocando
sérias mudanças no contexto global do
século XX. A
sociedade onde a organização social e
político-econômico era artesanal,
agrícola e feudal passou para uma sociedade cuja
economia e instituições radicam na
indústria e na produção em grande
escala. A mudança na infra-estrutura provoca
modificação na ideologia, nos valores, modos
de pensar, agir e sentir, modos de ver as coisas, sem falar
do próprio ambiente ecológico. Surge
a sociedade de consumo. Todas as classes sociais foram
chamadas a consumir (os produtos são baratos
são produzidos em larga escala, atendendo a grande
variedade de consumidores com diversos "status" e poder
aquisitivo), através de paredes de propaganda,
anúncio de jornais, rádios, televisões,
cinemas, tudo para fazer apresentação da
cultura de massa e de seus produtos. Outro
fator importante é o processo de
intercomunicação da cultura de massa
não permite distinção entre cultura
popular e cultura erudita dessa sociedade. O folclore foi
perdendo suas características, assim como
também a tendência é a
formação de uma sociedade unicultural. O
rádio, a televisão, o cinema o jornal, as
revistas, as publicações em geral estão
matando o folclore à medida que as camadas populares
têm acesso aos meios de
comunicação. A
sociedade subdesenvolvida vai passando pelo processo de
desenvolvimento e industrialização, onde as
condições pré-capitalistas de
existência, as estruturas sociais arcais, o
analfabetismo, o paupérrismo, a sub-higiêne, a
fraca alimentação, vão sendo
substituídas por condições mais
compatíveis com a dignidade humana. Com a
introdução da máquina na agricultura, a
aculturação dos "mass-media", cujo principal
amigo do "folk" é o radinho de pilha, destroem a
harmonia existente e impede a continuidade das
manifestações populares como por exemplo,
ritos como o mutirão, o boi-bumba, as cangadas, os
reisados, os provérbio, as crendices e
superstições, a literatura de cordel, etc. O
trabalhador rural marginalizado pela máquina no
campo, emigra para grandes centros urbanos onde espera e
anseia por melhores condições de vida. No
centro urbano a mão-de-obra especializada caracteriza
o mercado de trabalho e o homem tem que ter uma
formação técnica, mínima que
seja (como pintor, pedreiro, marceneiro, etc.) dentro de uma
especialidade para se manter. A medida em que o trabalhador
rural se insere nas novas relações de
produção, vai interiorizando comportamentos
dos civilizados e vai abandonando suas formas
rústicas de pensar, agir e sentir. O
Estado deve fortalecer-se para que seja instrumento na
promoção do desenvolvimento, dentro de suas
funções (como segurança, saúde e
educação, em condições de
atender as demandas crescentes de justiça, ambiente
saudável, respeito ao direitos humanos). Ter
uma sociedade com condições de avaliar suas
necessidades básicas de sobrevivência,
despertando a consciência do cidadão para
desenvolver sua capacidade profissional, ser preparado,
treinado e qualificado para o mercado de trabalho.
Instituindo através da cultura e do
ensino/educação a capacitação
tecnológica para enfrentar os desafios impostos pelo
mercado internacional. Para isso a sociedade deve ter uma
cultura, onde artistas e criadores se conheçam e
estabeleçam formas de convivência, mesclando e
integrando as nossas raízes as demais raças,
resultando de uma forma única de encontro
étnico. Ter
um universo de comunicações instantâneas
altamente seletiva, onde no campo da economia, os
empresários possam buscar oportunidades de
negócios e também da criação de
confiança nas possibilidade da economia do
parceiro. Esse
tema tem mexido muito comigo, pois tem sido o grande
problema do trabalhador brasileiro e por que não
falar da sociedade brasileira que tem enfrentado graves
crises (desemprego, marginalidade, violências,
sequestros, aumento combustível,
corrupção, educação
deficitária, saúde deteriorada, transportes
deficitário, etc.) para participar desse momento de
globalização sem ter uma estrutura
suficientemente adequada. Podemos notar bem o exemplo do
desemprego nacional, onde em cada família brasileira
existe pelo menos um desempregado. Isso gera um
número maior de desocupados/revoltados, desajustados,
proporcionando o aumento da violência no país..
O novo mercado de trabalho exige um novo tipo de
profissional, alto grau de qualificação
profissional, requer desempenho baseado em
características de personalidade e aptidões
profissionais diferenciadas. Entretanto aqui no Brasil, os
desempregados tendem a concentrar nas camadas menos
favorecidas com baixa instrução escolar e
pouca qualificação. Também
constatei esse processo pela facilidade em adquirir novos
produtos importados, os quais foram praticamente despejados
no país, competindo com os nacionais, com
preço e alguns com qualidade melhor. As
mudanças significativas no modo de
produção das mercadorias, auxiliadas pelas
facilidades na comunicação e nos transportes,
as transnacionais instalam suas fábricas em qualquer
lugar do mundo onde existe as melhores vantagens fiscais,
mão-de-obra e matérias-primas baratas. Grande
parte dos produtos não tem mais uma nacionalidade
definida. A rápida evolução e a
popularização das tecnologias da
informação (computadores, telefones e
televisão) têm sido fundamentais para agilizar
o comércio e as transações financeiras
entre os países. E
por fim a falência/concordata e moratória das
grandes empresas como o caso Mesbla, Mappim e outras. A
crescente concorrência internacional tem obrigado as
empresas a cortar custos, com o objetivo de obter
preços menores e qualidade alta para os seus
produtos, eliminando vários postos de trabalho,
gerando a causa desse desemprego, com a
automação de vários setores em
substituição a mão de obra
humana. Os
Blocos Econômicos em geral são de uma mesma
região geográfica que estabelecem
relações comerciais privilegiadas entre si e
atuam de forma conjunta no mercado internacional. Um dos
aspectos importantes na formação é a
redução ou a eliminação das
alíquotas de importação, com vistas
à criação de zonas de livre
comércio. O primeiro bloco econômico aparece na
Europa em 1957, da Comunidade Econômica
Européia. Mas a tendência só é
fortalecida nos anos 90; o desaparecimento dos dois grandes
blocos da Guerra Fria, liderados por EUA e URSS, estimula a
formação de zonas independentes de
livre-comércio, um dos processos de
globalização. Hoje os mais importantes
são: o Acordo de Livre Comércio da
América do Norte &endash; Nafta, a União
Européia &endash; UE, o Mercado Comum do Sul &endash;
Mercosul, a Cooperação Econômica da
Ásia e do Pacífico &endash; Apec, e em menor
grau o Pacto Andino, a Comunidade do Caribe e Mercado Comum
&endash; Caricom, a Associação das
Nações do Sudeste Asiático &endash;
Asean, a Comunidade dos Estados Independentes &endash; CEI e
a Comunidade da África Meridional para o
Desenvolvimento - SADC; No plano mundial as
relações comerciais não reguladas pela
Organização Mundial do Comércio
&endash; MC. A organização vem promovendo o
aumento de volume de comércio internacional por meio
da redução geral de barreiras
alfandegárias Constituir
uma civilização particular, arrancando-nos as
amarras espaciais que prendem e delimitam o destino
humano. Recuperar
a experiência acumulada através das
gerações, para além da sua
existência natural. Busca
de auto-sustentação, estabelecendo seu
próprio sistema monetário. Uma maneira de
diminuir a saída da moeda de outros países que
ganhamos com nossas venda para fora é produzir no
país, cada vez mais, os bens e serviços que
hoje compramos lá fora. O sistema de ajuda
mútua em que todos se ajudam e se apoiam, chamado
Mutirão no Brasil, onde toda a sociedade era bem
sucedida porque as pessoas trabalhavam umas para as outras e
para o bem comum sem a intervenção do
dinheiro. Construção
de uma rede de cooperados e de intercâmbio
internacional sobre educação,
formação profissional, geração
de trabalho e renda e promoção de atividades
econômicas populares e solidárias. Apesar
da crise, as perspectivas são muito maiores para uma
ação internacional da classe trabalhadora, com
vistas a realização de ações
articuladas em torno de objetivos comuns. A
uniformização das estratégias
empresarias e os ataques aos trabalhadores produz
reações nacionais que devem ser canalizadas
pelo movimento sindical internacional para a
promoção de campanhas mundiais. As
declarações do presidente francês,
Jacques Chirac, durante sua visita ao Brasil e AL,
são sintomáticas das
contradições que emergem com o declínio
relativo dos EUA e de redefinições de
alianças que estão em curso. A CUT tem o dever
de denunciar a crescente arrogância e agressividade do
imperialismo norte-americano. Os
trabalhadores e as personalidades democráticas da
sociedade não podem observar com passividade este
fenômeno, como se expressasse acontecimentos sem maior
importância. Vai ficando claro que neoliberalismo
não combina com democracia. Criar
de legislações ambientais com níveis
equivalentes de exigências mais eficaz para evitar ou
minimizar os efeitos deletérios e de outras
conseqüências da globalização sobre
o meio ambiente. O fortalecimento das
instituições de meio ambiente, principalmente
dos órgãos encarregados de implementar e
manter o cumprimento das leis, é igualmente
fundamental. Para isto, seriam necessárias,
além de ações dos governos dos
países em desenvolvimento, assistência
econômica e técnica das nações
mais ricas. As
políticas sociais deverão ser transformadas em
ações socioeconomicas, não
desvinculando mais a economia do social, fazendo com que a
segunda corrija as suas antigas polarizações e
exclusões sociais. Através da economia popular
fundamentada unicamente no trabalho humano é que se
dinamizaria a reestrutura capitalista. Desenvolver
atividades e experiências no campo da
formação profissional, cooperativismo e
organização popular. Conclusão A
América do Sul é uma região em que
predominam a paz e a democracia. A nossa diferença
específica é a paz entre os Estados e a
capacidade de diálogo. Com a democracia melhorou a
forma de promover mudanças, embora sabemos que no
Brasil ainda há muito por fazer em nosso país
os processos de mudanças estão incompletos. No
campo social é enorme a tarefa que tem para ser
corrigido os históricos desequilibrios de
divisão de renda a fim de melhorar os indicadores
sociais. É
necessário ter consciência de nossas qualidade
e dificuldades ao participar dos processos de
globalização. Porque a
Globalização chama o homem a um comportamento
quase que institivo diante da reação mundial.
O novo com imagens e condições
acessível via os meios modernos de
comunicação contribui para que as pessoas
deixam de pensar nas questões emergentes e social em
que vivem e passam a desfrutar das facilidades e da
concorrência que a globalização
está proporcionando, sem fazer uma análise das
atitudes e dos produtos que estão adquirindo
vão mexer com o desemprego do parente ou do vizinho e
de todos os descamisados do país. Isso parece que
já está fazendo com que o número de
assaltos e gente desmotivada, desesperançada com a
vida está aumentando, e com isso o déficit
social fica maior. Por
isso é preciso muita reflexão a respeito
desses processos, será que estaremos prontos a
aceitá-los nos moldes em que nos colocam? Se existe
benefício social neles, será estendido a toda
população ou somente àqueles que tem
condições de fazer parte deles? Os
educadores e responsáveis pelo processo de
ensino/aprendizado devem estar atentos aos verdadeiros fins
da educação, que devem conduzir o ser humano a
ser livre e feliz pela igualdade, liberdade e
justiça. A
população deve despertar a consciência
critica dos que recebem as mensagens para que estes aprendam
a analisar, filtrar e cultivar aquilo que lhes desejam
passar e ser. O homem precisa aprender a refletir e enxergar
além das aparências, a fim de que possa separar
o joio do trigo, reconhecer realmente o que o faz feliz e o
que lhe torna escravo. Porque muitos visam apenas ao culto
do ter, do poder e do prazer. Bibliografia Arruda
Marcos, "Alternativas à Globalização
Neoliberal", 1999; H. Rattner, "Globalização",
Revista do IEA, USP, set./dez.1995; Revista Terceiro Mundo
"A crise do Neoliberalismo", n.º 214.,
nov/1999. Bassi,
Eduardo. Globalização de
Negócios. São Paulo: Cultura Editores
Associados. 1997. Baumann,
Renato (Org.). O Brasil e a Economia Global. Rio de
Janeiro: Editora Campus, 1996. Instituto
Gutenberg. Online. Internet.
<www.igutenberg/org/breguez/28.html>
José
Kataoka
José
Roberto Pereira Branco