E-commerce

Eliane Aparecida Pereira
Luciana Rodrigues B. Silva

Monografia apresentada no curso de Organização, Sistemas e Métodos das Faculdades Integradas Campos Salles, sob orientação do Professor Mauro M. Laruccia

(Disponível na rede desde novembro de 2000) 


I) Introdução

A atuação do comércio eletrônico no mercado Mundial tem crescido de forma exponencial desde a popularização da Internet e a sua afirmação como meio de fazer negócios. A situação do Brasil nesse cenário não é diferente. Cada vez mais empresas estão investindo em marketing digital e vendas pela Internet.

A idéia de comercio eletrônico não é nova, a técnica de vender produtos utilizando novas mídias e meios de comunicação já vem desde os serviços de tele-vendas ou vendas pelo correio, através de catálogos. A Internet é só mais um veículo que possibilita a comercialização de produtos de forma a atingir novos consumidores.

Assim como todo o processo de compra e venda existem pelo menos duas entidades distintas envolvidas no processo e-commerce: clientes e empresas. O papel de cada entidade nesse processo apresenta características bem distintas. Empresas estão cada vez mais investindo em construção de sites de vendas e serviços ao cliente, ao invés de sites apenas informativos. Por outro lado, clientes estão interessados em sites de vendas que sejam confiáveis e ofereçam serviços e produtos de qualidade.

O e-commerce não é um processo local, más global, e as empresas devem estar atentas a isso. Nesse tipo de comercio há uma desentermediação que beneficia produtores, vendedores e o consumidor, com custos menores e maior valor agregado de serviço. Por outro lado, ele cria uma nova categoria, os chamados cybermerdiários, os intermediários do cyberespaço, que são empresas ".com" como Amazon, Travelocity, E-bay e Autobytel, que atual exclusivamente na internet.

Entre as barreiras a serem enfrentadas na América Latina, podem ser apontadas a língua, já que apenas 3% dos sites está em português ou espanhol, e o próprio conteúdo localizado ainda é restrito.

Cid Gonçalves Filho realizou uma pesquisa exploratória no mercado consumidor no comercio eletrônico brasileiro, que teve como objetivo descrever o perfil de consumidores, com uma ótica sobre a utilização da Internet para efetivação de compras de bens e serviços. Os objetivos foram traçados com base na identificação de algumas questões ainda em aberto quanto aos consumidores eletrônicos, são elas:

  • Grande parte dos consumidores rejeita compras na Internet e as diversas causas são apontadas de forma pouco conclusiva;
  • O nível de satisfação dos compradores é uma variável muitas vezes pouco abordada;
  • Os principais motivadores de compra na Internet são citados, porém não se tem uma pontuação precisa sobre a ótica dos clientes;
  • Muitas pesquisas tem traçado o perfil do usuário da Internet, porém o perfil específico de consumidores da Web tem sido pouco pesquisado.

Essas observações realizadas conduziram aos seguintes objetivos específicos:

Verificação das principais atividades realizadas na Internet, visando prover subsídios para um melhor planejamento de mídia;

Identificação das causas de rejeição do uso da Internet para efetivação de compras;

Verificação dos principais produtos e serviços comprados através da Web, identificando os segmentos com resultados mais expressivos e potenciais;

Relacionar os motivadores de compra via Internet, com o objetivo de identificar as principais vantagens competitivas do comercio eletrônico sob a ótica dos clientes.

Segundo o relatório do Departamento de Comercio dos Estados Unidos, o crescimento da Internet será direcionado por quatro tipos de atividades econômicas :

Explosão do uso da Internet: Em 1994, 3 milhões de pessoas, a maior parte nos Estados Unidos usavam a Internet. Em 1998, 100 milhões de pessoas em todo o mundo usam a Internet. Alguns especialistas afirmam em 1999, o ecommerce mundial foi de US$ 111 bilhões. Em 2003, ele alcançará a cifra de US$ 1,7 trilhões. Acreditam que serão 1 bilhão de pessoas em 2005. Esta expansão está levando a um aumento nas vendas e investimentos na indústria de computadores, software, serviços e comunicações.

Comércio eletrônico entre empresas: Empresas parceiras começaram a utilizar a Internet para trocar informações há cerca de 2 anos . Pelo ano 2002, a Internet deve movimentar 300 bilhões de dólares em negócios entre empresas.

Distribuição digital de produtos e serviços: Programa s de computadores, jornais e CDs não terão mais que serem empacotados e enviados as casas das pessoas. Eles serão transmitidos pela Internet.

Passagens aéreas e apólices de seguro já são vendidas em volumes consideráveis. Outras indústrias, tais como: serviços de consultoria, entretenimento, bancos e educação podem mudar a forma com que fazem negócios. Com o passar do tempo, a venda e entrega de mercadorias e serviços via Internet tende a ser o mais amplo e visível impulsionador da nova economia digital.

Venda no varejo de mercadorias tangíveis: A Internet pode também ser utilizada para vender mercadorias tangíveis, que são produzidas, armazenadas e despachadas fisicamente. As vendas desse tipo de mercadoria pela Internet representa menos de 1% do total, porém a venda de certos produtos tais como carro, computadores, software, livros e flores estão crescendo rapidamente.

Em 1987 foi afirmado que a informação é hoje um poderoso recurso das organizações, permitindo seu perfeito alinhamento estratégico através de constantes fluxos bidirecionais entre a empresa e o macroambiente, criando condições para que esta viabilize seus objetivos e cumpra sua missão corporativa.

II) Logística: Barreira Física ou um Grande Negócio?

O site de uma empresa com grande rede de distribuição não está mais apto a enfrentar os desafios da logística do que uma empresa virtual, porque as estruturas tradicionais não são adequadas à distribuição pulverizada de produtos. Preparadas para distribuir grandes volumes, precisam de nova abordagem para entregar encomendas vindas do comércio eletrônico.

Os processos de separação e entrega de produtos são completamente diferentes, afirma "Pedro Donta", CEO da Américas.com. Uma das estratégias da empresa para enfrentar o desafio logístico foi o controle de estoque. O site só põe no ar produtos disponíveis no centro de distribuição, para evitar que o cliente deixa de ser atendido.

Paulo Fleury, pesquisador de logística do instituto de pós-graduação e pesquisa em administração da UEFRJ, acredita que as empresas do "mundo real" tenha as mesmas dificuldades das virtuais para atender ao crescimento da demanda. "Na venda on-line, os volumes são menores e os pontos de entrega se multiplicam aos milhares", afirma "Fleury".

A necessidade de logística especializada vem fazendo com que algumas operadoras ganhe espaço oferecendo serviços diferenciados para o comércio eletrônico. É o caso da Total Express, que acaba de fechar contrato com o portal Web.com, além de atender sites como C&A e ShopTime.

O nicho também chamou a atenção da Multi Delivery, empresa responsável pelo serviço Disk Cook, que consolida entregas de cento e dez restaurantes em São Paulo e no Rio de Janeiro, que também está procurando parceria e deve lançar produtos próprios para Internet. Pois segundo eles, as entregas podem levar até uma hora, recebendo o dinheiro na entrega. A empresa vai partir para outros segmentos como livros, cds, fármacia e conveniência em geral. Há até mesmo, interesse por parte dos sites de imóveis, interessados em serviço de foto-boy, que precisam de entregadores para parar na frente dos prédios que estão sendo anunciados e tirar fotos dos imóveis. Atualmente, com quarenta mil clientes cadastrados no Disk Cook, a Multi Delivery negocia parcerias com investidores e planeja abrir capital.

Até os correios responsáveis por cerca de 70% do trafégo de encomendas do comércio virtual do país, estão preocupados. Pois, falta um sistema de rastreamento das encomendas. Assim, a estatal investiu cerca de US$ 30 Milhões num sistema desse tipo que deve ser inaugurado este semestre. Ao todo, serão 1,3 Mil estações de controle em todo país para se igualar ao padrão das grandes empresas de Courier internacionais.

O Submarino.com acaba de lançar seu serviço de entrega especial em até 24 horas para uma seleção de itens mais pedidos, o Submarino Atômico. "Nosso maior problema de logística é ter de administrar relações com centenas de fornecedores diferentes", afirma o diretor financeiro, "Tim O'Brien".

A ShopTime, versão on-line do canal de compras da TV por assinatura, compartilhou a mesma estrutura. O ShopTime operava em parceria com uma empresa para cuidar da logística interna e com várias transportadoras para as entregas, porém não estavam satisfeitos com essa solução, dessa forma, passaram a centralizar o todo com um único operador alugando um depósito e uma equipe tercerizada para cuidar de todo o processo.

Para o site de leilões lokau, a logística não estava nos planos. Teoricamente, o comprador faria seu lance, arremataria o produto e, depois, se entenderia com o vendedor para consumar a transação. Eles tiveram que encontrar uma solução alternativa para satisfazer os clientes, firmaram acordos com a Speed Cargo, que pega o produto na casa do vendedor, e entrega ao comprador e volta com o cheque.

Os pioneiros do e-commerce concentram-se na ponta da operação que eles achavam entender: design de sites na internet e marketing inteligente. Muitos terceirizaram todo o trabalho entendiante de conferência de pedido e distribuição. Nos dias iniciais, até a Amazon dependia totalmente da operação atacadista de livros da Ingram. Os sites de produtos eletrônicos de consumo deixaram a operação para a micro. Todos usaram a United Parcel Services (UPS), Federal Express ou o Correio para entrega.

Contudo, duas coisas logo ficaram claras. Uma, que os custos de remessas eram (e continuam sendo) um dos maiores obstáculos para os consumidores optarem por compras on-line de produtos físicos.

A Segunda, que os centros de armazenagens e distribuições tradicionais não serviam bem a função de concretizar o e-commerce: para que ele funcione adequadamente é necessário que novos sistemas sejam projetados. As duas coisas que se uniram para minar algumas vantagens econômicas das compras on-line.

Talvez isto não devesse ter surpreendido. Afinal, os consumidores que fazem compras ao vivo finalizam eles próprio o pedido, até entregando-o eles mesmos ao levar os produtos pessoalmente para casa. E, fazem tudo isso responsabilizando-se eles próprios pelos custos.

Portanto, duplicar sistemas com eficiência, até o consumidor individual, é exigir demais; financiá-lo, seja absorvendo o custo ou aumentando o preço, fica ainda difícil. Teria sido melhor que as firmas de e-commerce prestasse mais atenção a esse aspecto do negócio.

Ironicamente, os problemas detectados por mera experiência foram um dos itens que levaram muito varejistas tradicionais a presumir poder funcionar melhor. Ironicamente porque, nessa área como em qualquer outra muitos descobriram rapidamente que seus próprios sistemas de distribuição eram uma desvantagem, não um benefício. A Walt-Mart, por exemplo, tem um sistema altamente elogiado. Mas incapaz de lidar com pedido individuais que precisam ser entregues às residências das pessoas.

Desta forma, a Walt-Mart teve de terceirizar a entrega dos pedidos feitos em seu site a duas concorrentes: Fingerhut, uma distribuidora da Federated Department Stores, e a Books-a-million. A eToys também utilizou serviços da Fingerhut.

As varejistas por catálogo, como a Lan' s End e a J.Crew são um caso diferente. Seus armazéns já serviam para entregar pedidos individuais às casas das pessoas. Isto continua sendo o principal motivo para esperar que as empresas de vendas por catálogos apareçam como uma história de sucesso na Internet.

Mas, apesar da entrega em si pode ser terceirizada, muitas firmas de e-commerce estão descobrindo que é arriscado fazer o mesmo com a separação e embalagem, porque uma contratada que trabalha para muito comerciantes na Internet nunca conseguirá dar prioridade a todos eles.

O negócio da música já está rumando para a distribuição eletrônica e, como conseqüência, está tumultuado. No ano passado, um lançamento do public Enemy tornou-se o primeiro produto comercial a ser distribuído pela Internet, antes de aparecer nas lojas de discos. A difusão do formato musical MP3 provocou temor nos executivos das gravadoras, porque parece oferecer a possibilidade de as pessoas fazerem um número infinitos de cópias (embora ilegais) de qualquer música colocada na Internet. Eles reagiram lançando uma "iniciativa de música digital segura" (SDMI) para impedir a pirataria; mas, até agora, houve poucos indícios de acordo. Em geral, a maioria das pessoas do setor tratou a Internet como uma ameaça, não como uma oportunidade.

Isto significa que não há nenhum futuro para as gravadoras e que os artistas lançaram as músicas só pela Internet? Não, porque a Internet precisa de filtragem, edição e marketing e promoção ainda mais do que o mundo real. E, quanto ao direito autoral, empresas como a Microsoft e a Xerox estão desenvolvendo sistemas de gerenciamento de direitos autorais.

No ramo de supermercados, o e-commerce promete um "fim-de-semana livre". Apostam na conveniência para o consumidor com falta de tempo e garantem qualidade dos alimentos como verduras, legumes, carnes e peixes que ao invés de saírem do armazém para o supermercado, irão diretamente para o cliente.

Porém, isso tudo requer muitos investimentos para conquistar os clientes, fazendo assim com que o lucro seja demorado.

Enfim, como qualquer negócio, as empresas ponto.com visam o lucro e para consegui-lo já se conscientizaram que é importantíssimo buscar soluções para aprimorar a distribuição e a entrega dos produtos.

III) Logística, investimento necessário

As empresas pontocom em busca do mercado de varejo virtual, muito investiu em publicidade, tecnologia, sistemas de criptografia e diversos produtos à venda na Internet. Sendo que a idéia primordial era "vender" e depois mandar entregar. Porém começaram a surgir problemas comuns a empresas que não se preocupam com uma estrutura logística e de distribuição, como: não ter o produto em estoque, entregas atrasadas, cliente que já pagaram, e etc. Assim, só deram conta quando o problema já estava a tona, um grande exemplo disso foi o Natal de 1999, quando os consumidores receberam suas encomendas semanas após os pedidos.

Depois desse susto, as empresas virtuais passaram a utilizar com maior freqüência termos como controle de estoque, manuseio, integração de componentes pós-vendas e logística. Enfim, se deram conta de que o estoque deve existir e que também deve ser administrado de maneira eficaz e de forma informatizada.

Mas para obter sucesso nessa nova etapa do negócio, é preciso uma integração tecnológica com os fornecedores e também uma parceria séria com um agente logístico, o que requer grandes investimentos.

A Submarino foi uma das primeiras empresas a investir pesado no processo de logística, desde a manutenção de um estoque de 800 toneladas de prateleiras; em um galpão para armazenagem; parceria logística à informatização do processo com a implantação de um sistema de gerenciamento (Warehouse Management System) que integra as soluções de CRM (Customer RelationShip Managemente), o site e os funcionários do estoque, tudo isso para ter sua representatividade e estrutura própria.

A Superoferta, também é outro exemplo, que investiu muito em seu processo de distribuição. Em primeiro lugar, terceirizou a logística, que feita pelo sistema da Danzas Logísticas que recebe pedidos do site a cada seis horas (tempo médio de confirmação do pagamento de boletos bancários) e controla automaticamente o estoque, embalagem, sistemas de picking/packing. Pagamentos com cartão são processados on-line, diretamente no sistema das operadoras. O sedex, serviço de entregas expressas dos Correios, conclui as entregas. "Além de não anunciar o que não e demandado pelo internauta, não ofereço o que não tenho em estoque, o que evita problemas," explica "Henrique Thoni", diretor geral da Ecuality do Brasil, empresa espanhola responsável pelo Superofertas.

Como vemos, logística é mais que um conceito básico, tornou-se sinônimo de sobrevivência de um serviço personalizado.

Quanto as empresas tradicionais, as "bricks-and-mortar" (tijolos e cimento, em inglês), existem os que apostam que elas têm mais chance de sucesso com canais de vendas virtuais, sendo que já possuem experiência e as estruturas físicas e de logística da "empresa-mãe" são muito úteis. Porém podemos verificar, que essa experiência anterior não é tudo, um caso real disso foi o que aconteceu há duas semanas antes do último natal com a Toys "R" e o Walt-Mart poderosos varejistas americanos, que concluirão que não conseguiriam entregar seus pedidos virtuais.

Isso aconteceu porque, agora não basta se antecipar e criar unidades de negócios virtuais, baseando-se apenas em compartilhar os setores estratégicos da empresa, como Marketing e vendas para conquistar os clientes, é preciso estar preparado, pois o tipo de produto, transporte e entrega são diferentes nas empresa pontocom. È interessante se aprofundar nas particularidades desse "novo universo". Pois, agora aumentam o volume de transportes parcelados e os custos da entrega de porta-em-porta, aumentando assim o custo do transporte de pequenas unidades para múltiplos destinos. O que exige alto capital de giro, o que junto com o nome de mercado, demoram a aparecer para as empresas puramente pontocom. O que requer grandes investimentos em softwares de gerenciamento e uma grande união entre os agentes da cadeia de suprimentos, assuntando um pouco as aventureiros.

Um exemplo de prosperidade e de otimismo é o da Saraiva.com que até o fim do ano de faturar 8% do total da "empresa-mãe", a tradicional Livraria Saraiva. Com mais de vinte mil unique visitors, mil deles concluem transações diariamente. Mas, a Saraiva.Com também teve muitas reclamações, sendo que sua maior dificuldade foi estabelecer um equilíbrio entre o o 'on' e o offiline' e manter a sinergia com a cadeia de suprimentos para atender prazos e demanda. "São mais de mil editoras de pequeno e médio porte ainda no processo de informatização, dificuldades que não dependem do nosso capital", afirma Ledo Camargo, diretor-geral da empresa. (Relato extraído da Revista Internet Bussines, pg. 41-42)

E, para superar esses problemas não falta capital pois já foram R$ 5 milhões desde 98 e R$ 30 milhões para os próximos 18 meses, com site reestruturado, diretoria própria e ampliação de servidores e segurança. Novos parceiros logísticos &endash; em teste em São Paulo e Rio &endash; e um estoque de 5 mil metros quadrados são as esperanças para levantar as vendas.

Outra empresa tradicional que vem crescendo, é a unidade de negócios do Grupo Pão de Açúcar, o Amélia.com que está totalmente dedicada á vendas, serviços e conteúdos para Web. Ela já está a quatro anos vendendo por telefone, fax e Internet com o Pão de Açúcar Delivery e o Grupo passa a ter uma estrutura operacional independente: um depósito de 30 mil metros quadrados, centrais regionais para o resto do país e investimentos de R$ 11 milhões, sendo que R$ 8 milhões só em estrutura logística e tecnológica. Até dezembro o Amélia.com quer se consolidar em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza.

Bem, as empresas da internet também devem estar preparadas também com a falta de confiança na rede, pois o Instituto de Qualidade &endash; órgão independente de pesquisas &endash; revelou, em levantamento recente que mais de 30% das pessoas entrevistadas que compraram pela Rede enfrentaram problemas com atrasos na entrega ou erro de cobrança. O Procon de São Paulo, um dos mais solicitados do país, revela números ainda baixos de reclamações, seja por carta, telefone, fax ou queixas pessoais. Mas o número de consultas ao órgão nos primeiros meses deste ano foram o dobro do ano passado.

Como podemos ver as empresas pontocom, sejam elas tradicionais ou virtuais, ambas estão cada vez mais investindo em suas estruturas logísticas e tecnológicas, com muitas pesquisas de mercados, escolhendo criteriosamente seus parceiros logísticos, visando lucros reais. Mas, apesar de tudo isso, elas não devem esquecer que é necessário também uma organização interna e um redesenho do processo, pois somente com a integração deles, o canal de vendas será eficiente.

IV) Novas Oportunidades de Negócio

Todos os negócios hoje em dia competem em dois mundos: um mundo físico de recursos e gerentes que podemos ver e tocar, e um mundo virtual feito de informação. Esse segundo tem possibilitado o crescimento do comércio eletrônico.

Assim, a Internet tem proporcionado novas formas de oportunidades, como permitir às empresas estabelecer um contato direto com clientes, fornecedores e distribuidores, para completar transações e trocar informações de forma fácil; as companhias podem "pular" outras na cadeia de valores, um exemplo disso é uma editora que pode vender diretamente aos leitores, deixando de lado os distribuidores e livrarias; empresas começam a desenvolver novos produtos e serviços para novos clientes e quando uma companhia usa a Internet para dominar o canal eletrônico de venda em seu segmento de mercado, criando novas regras de negócio.

E são todas essas transformações que vem criando novas oportunidades de negócios para as empresas de transporte que agora começam a se preparar para abraçar o e-commerce. Pois, a crescente demanda por serviços de entrega na porta do consumidor, fez com que empresas tradicionais de transporte e serviços logísticos se reestruturassem para conquistar as "pontocom" com baixo custos.

Atualmente, as empresas de transporte vêm se empenhando bastando para dar um novo significado a logística. Elas estão oferecendo mais do que uma entrega.

Com esse novo perfil, vem surgindo diversas empresas no ramo, para suprir as necessidades do mercado, temos desde grupos conceituados como o Grupo Martins, tradicional player do setor de transporte e distribuição do Brasil que investe alto em serviços que atendam à demanda por logística de e-commerce ao surgimento de novos serviços como presta a NetEnvios.com que vende e monitora os serviços das empresas tradicionais, dando a chance ao usuário de comparar e contratar o melhor entregador e a empresa com mais opções no transporte de pequenas cargas.

Podemos verificar que com a expansão do e-commerce, muitos setores da economia devem se reestruturar para acompanhar as novas formas de negócio e prosperar num mercado tão acirrado, como é o caso das empresas de transportes que além de se encarregarem da entrega, se propõem a negociar com fornecedores, gerenciar sistemas de estocagem, distribuição e contatos dos clientes e oferecer um custo adequado, fazendo assim com que a "Logística" na nova era digital ganhe um significado mais amplo.

V) Bibliografia

Revista Faces &endash; Editora FUMEC &endash; MAIO/00

Revista Internet Bussines &endash; Abril/00

Jornal Gazeta Mercantil &endash; Nov/99

Marketing Digital: Chleba, Márcio, Ed. Futura, 1999

Comércio Eletrônico na Internet: Artigo Publicado no AMPAD 1998

Comércio & Segurança na Web, Garfinkel,S. e Spafford,G. Market

Books Brasil,1999.