Arthur
da Fonsêca Nascimento Monografia
apresentada no curso de Organização, Sistemas
e Métodos das Faculdades
Integradas Campos Salles,
sob orientação do Professor Mauro
M. Laruccia (Disponível
na rede desde novembro de 2000)
Introdução Talvez
a mais antiga atividade humana que aproxima e mantêm
pessoas associadas - além das relacionadas ao amor e
à reprodução da espécie - seja o
comércio. E
comércio nada mais é que a troca de
mercadorias ou serviços por moeda, por outras
mercadorias e serviços ou por promessas de
dinheiro. Na
verdade, já praticamos o comércio
eletrônico há muitos anos, apenas não
utilizávamos este nome. Sempre que se compra com
cartão de crédito, encomenda mercadoria ou
aceita pedidos por fax, pagamentos com cheques
eletrônicos ou pedidos por telefone ocorre um
comércio por meio eletrônico. O
comércio eletrônico, longe de estar
"inventando" um novo tipo de negócio, apenas
está utilizando os recursos tecnológicos da
informática e comunicação (que juntas
compõem a "Tecnologia da Informação")
para realizar operações tradicionais de compra
e venda (ou movimentar valores financeiros) de uma forma
mais rápida, segura e barata do que seria
possível sem a utilização destes
recursos. Ocorre
que muitas destas inovações (como fax, caixa
automático ou cheque eletrônico) levaram
décadas para se firmar em nosso país ou no
cotidiano das pequenas e médias empresas. Tudo
começou da década de quarenta, quando o mundo
começava a se recuperar da II Guerra Mundial,
ocorrida entre 1939 e 1945. Idéias de que
máquinas como calculadoras pudessem auxiliar nas
guerras, definindo posições dos lança
bombas, canhões e torpedos. Baseados
nestas idéias foram criados os primeiros computadores
a válvulas. Mas imediatamente após a
invenção do transistor, lá pelos fins
da década de 40, foi iniciada a
produção de computadores pela IBM, Burroughs,
Bull e outras grandes corporações
internacionais. A
Arpanet foi a primeira rede de computadores, somente de uso
militar nos EUA. Após alguns anos, foram
acrescentadas à rede as faculdades, com o intuito de
facilitar a troca de conhecimento e o desenvolvimento
tecnológico. Com a utilização pelas
faculdades, a rede foi se ampliando cada vez mais e passou a
ser chamada de Internet. A
versão comercial da Internet surgiu em 93. A Intel
criou o seu primeiro WebSite em 94 e até 97 utilizou
a Internet apenas para disponibilizar
informações, sobre seus produtos, a clientes
efetivos e potenciais, fazendo sua primeira venda on-line em
98. Em meados de 99, menos de dois anos passados, ela
já vendia de US$ 30 a US$ 40 milhões
diários para clientes (empresas) de todo o mundo,
superando a casa de um bilhão de dólares
mensais em vendas e esperando realizar, até o final
de 2001, a totalidade de suas vendas pela
Internet. Empresas,
empresários, executivos e consumidores acompanham,
uns com algum conhecimento, outros com quase nada de
informação, as notícias sobre a rede
Internet, a evolução veloz dos recursos de
comunicação eletrônica empresarial
(celulares, pagers e faxes), o progresso aparentemente
infinito dos recursos de informatização (com
aparelhos cada vez menores, mais simples e mais baratos) e a
subsequente alteração de hábitos do
dia-a-dia, tanto empresarial e negócios, quanto
pessoais e familiares. Pouco
importa se a empresa vende para outras empresas (B2B), ou se
ela vende também para os consumidores finais (B2C).
Ela sempre terá muito a ganhar participando
ativamente do comércio eletrônico. Comércio
Eletrônico [E-Commerce] E-Commerce
é o comércio eletrônico, também
conhecido como E-Business (negócio eletrônico),
expressões consideradas em muitos países como
pouco precisas e, na verdade, insuficientes, para denominar
o conjunto de atividades que está mundialmente se
alterando para oferecer ganhos de produtividade e
competitividade às empresas prestadoras de
serviço de todos os mercados e setores de atividade,
já que vai muito além das
operações de simples compra e
venda. Os
números são gigantescos, especialmente porque
se referem a atividades desempenhadas ou projetadas em ritmo
e âmbito mundiais, nos quais centenas de
milhões, ou bilhões, de unidades (produtos,
moedas, usuários ou o que você quiser)
dão o tom geral. O
amplo crescimento da rede e o aumento exponencial do
número de computadores no mundo, cerca de 100
milhões, também tornam o comércio
eletrônico um filão quase imprescindível
para as empresas. O
Brasil começou a entrar na atividade a partir de
1996, quando foi disponibilizado o acesso a base de dados
pela Internet. Mesmo com certo temor por parte dos
consumidores, ainda incrédulos com a nova
possibilidade, várias empresas já vêm
obtendo sucesso. As vendas na rede, que iniciaram com livros
e CDs, alcançaram o mercado dos
eletrodomésticos, caso da rede de lojas Ponto Frio, e
hoje já se pode comprar de tudo pela Internet.
Aqueles que saíram na frente e tiveram que
desenvolver uma tecnologia para a atividade já
estão colhendo lucros. Uma
das primeiras empresas a entrar nesse ramo foi a Livraria
Cultura, de São Paulo, que seguiu os moldes da
americana Amazon Book, que há 3 anos oferece via rede
3 milhões de títulos, vendidos para o mundo
todo. Com uma estrutura menor, oferecendo 100 mil
títulos, a Cultura já vende cerca de dois 2
mil livros por mês através da rede. Essas
vendas representam apenas 3,5% do total de títulos
comercializados pela livraria, porém seus
proprietários não se arrependem do
investimento de R$ 150 mil e apostam no crescimento do
mercado. Parece
que os pioneiros acabaram saindo no prejuízo, mas a
favor deles conta um fator muito importante: a
experiência. "Como tiveram que praticamente
desenvolver toda um tecnologia, essas empresas já se
solidificaram no mercado, ganharam a confiança dos
consumidores e até passaram a fornecer tecnologia e
consultoria a novos interessados, lucrando com isso", afirma
o consultor paulista Jesus Antônio Lizarzaburu, da
Artware Net, que acredita que a "hora do medo" já
passou. Além
disso, ganham espaço os sites de classificados de
imóveis, como o Net Imóveis, e de mercadorias
em geral, exemplo do Primeira Mão, o maior jornal
desse ramo no país. Perfil
dos Consumidores Entre
os cerca de 80 milhões de consumidores em potencial
no Brasil, o empresário que investir no
comércio eletrônico vai se deparar com os
seguintes tipos: Novos
entusiastas Estes
são o principal alvo da nova tecnologia. Deslumbrados
com a possibilidade de comprar sem sair de casa, costumam
absorver com facilidade esse mercado e vão logo
fazendo seus pedidos. Figuram entre os proprietários
dos cerca de 7 milhões de micros existentes no
Brasil Esperançosos Apesar
de também se adaptar facilmente a novas tecnologias,
esse grupo ainda não possui os instrumentos
necessários para comprar via Internet. Por isso,
esperam poder algum dia conseguir fazer seu pedido
eletrônico. São considerados clientes em
potencial, já que os produtos de informática
estão baixando de preço. Fiéis Vão
continuar a realizar suas compras em lojas "normais".
São aqueles que sempre usam a mesma pasta de dente,
vão ao mesmo cabeleireiro desde criança e
só compram na mesma loja onde possuem
crediário há décadas. É um
consumidor que precisa ser convencido das facilidades no
novo meio. Tradicionalistas Não
aceitam as novas tecnologias e acreditam que conhecer algo
diferente é se submeter à
imposição de outros. T6em medo de tudo que
lhes é desconhecido e tremem até quando
vão usar a máquina automática do banco,
onde preferem enfrentar a fila., temendo que o computador
"engula" seu cartão e não entregue o
dinheiro. Independentes Estes
não se afetam com novos mercados e não tendem
a ser convencidos por campanhas de marketing. Só
vão comprar através da Internet quando acharem
necessário, mas mesmo assim são consumidores
em potencial. Sabem utilizar o meio, mas ainda se mostram
desconfiados de tudo. Surfistas Trafegam
por todo tipo de comércio e são considerados
ambivalentes. Costumam comprar por telefone, em lojas
tradicionais, de camelos e até por
correspondência. Também podem usar a Internet,
mas são não consideram uma enorme vantagem
já que gostam mesmo é de circular. A
situação do Brasil O
percentual da população que possui
equipamentos de informática é de 4% no Brasil,
40 % no EUA, 28% na Inglaterra, 25% na Alemanha e 22% na
França. (fonte:[www.cyberatlas.com]) Apesar
do número de computadores no Brasil ser pequeno,
quando comparado com os países de ponta, o mercado
brasileiro é considerado promissor pelos
investidores. Esta expectativa se deve ao acelerado
crescimento do número de usuários da Internet
e da utilização comercial da
Internet. A
privatização, a melhora dos serviços e
os investimentos nacionais e internacionais terão
resultados a curto prazo. Um exemplo são os
números de telefones. Enquanto nos EUA existem 59,5
telefones para cada 100 habitantes, no Brasil a
relação ainda é de 7,4 telefones para
cada 100 habitantes. A tendência é a
multiplicação de ofertas, quando se leva em
conta que da privatização da Telebrás,
por exemplo, surgiram 12 novas operadoras. Não
perca a onda da WEB A
numerologia da Internet anda um pouco desacreditada pelo
fato de os diversos institutos de pesquisas e as
consultorias especializadas em negócios virtuais
terem anunciado valores muito desiguais. O
que ninguém põe em dúvida é o
fato de o comércio via Internet estar crescendo
vertiginosamente, apesar das dúvidas e
resistências ainda enfrentadas pelo sistema. Segmentos
como livros, discos e eletrodomésticos e equipamentos
de informática estão aderindo em massa
às vendas virtuais. O
setor livreiro está registrando pulos
milionários no faturamento, pela facilidade com que
os leitores passaram a ter para localizar livros antigos e
fazer encomendas de livros que ainda não foram
lançados. Quem já penou para encontrar, em
livrarias comuns, um livro do guru do marketing Philip
Koetler editado em 1980, acha fantástico
achá-lo com um par de clicadas. Por isto muitas
editoras estão reimprimindo obras já esgotadas
como é o caso da Sage. Outro
setor onde o uso da Internet está explodindo é
o bancário. A Forrester prevê que até a
virada do século 80% de todos os bancos do mundo e
todos os do EUA já estarão operando pelo
sistema on-line para correntistas que dispõe de um
computador, linha telefônica e modem. As vantagens
são enormes. Uma transação
bancária comum (transferência de valores de uma
conta para outra) custa o equivalente a R$ 0,14 quando feita
pela Internet, enquanto por telefone ela não sai por
menos de R$ 0,60 e no guichê custa cerca de R$ 1,23,
ou seja, oito vezes mais do que pelo sistema
on-line. No
Brasil, segundo a Federação Brasileira de
Bancos (Febraban), 2 milhões de pessoas
físicas e jurídicas já usam
rotineiramente o sistema home banking, um número
três vezes maior que há um ano
atrás. Assinaturas
digitais revolucionarão e-commerce Como
resultado de uma lei "e-sign" que começou a vigorar
nos EUA, negociantes e consumidores podem fazer
financiamentos, assinar seguro de vida e contratos apenas
clicando no mouse. A
nova lei "é tão importante para o 'e-commerce'
como o genoma é para a medicina", disse J. Scott
Lowry, presidente e executivo-chefe da Digital Signature
Trust. "Isto
vai revolucionar a maneira que fazemos negócios",
disse Tom Billey, presidente da House Commerce Committee e
autor da lei. Assim
como a carteira de identidade e o CPF podem ser usados para
a confirmação no mundo físico, a
assinatura digital verifica quem é quem no
ciberespaço. Sob
a lei "e-sign", uma assinatura eletrônica pode ser um
identificador pessoal e não apenas um conjunto de
códigos que podem ser divididos em bits e bytes de
código eletrônico. As
assinaturas digitais atualmente podem ser de duas formas:
baseadas na "biométrica", ou seja, traços
físicos individuais como impressões digitais,
olhos e timbre de voz, ou "smart cards". Os
"smart cards" permitem o armazenamento e
proteção de credenciais digitais, embaralhando
as informações e evitando pedidos de
senha. A
austríaca BioNetrix, por exemplo, já se
mostrou capaz de escanear um rosto para servir como
autenticação. "Graças
à nova lei, escanear dedos, rostos e retinas
não é mais um sonho futurístico", disse
Billey. Vendas
On-line nas lojas Proporcionar
o encontro entre o consumidor e a Internet em locais
públicos ou mesmo dentro de lojas tornou-se uma das
práticas mais efetivas de comércio
eletrônico. Em paralelo a badalada onda dos aparelhos
de acesso remoto ou a rede, como telefones celulares e
palmtops, pontocoms e canais digitais do varejo tradicional
estão espalhando quiosques e terminais de pagamento
pelo mundo real visando reforçar marcas e
hábitos de compra on-line. Além de ampliar a
conveniência para o consumidor, as iniciativas buscam
dar tangibilidade aos negócios virtuais. Esses
elos intermediários entre espaço de compras
&endash; virtuais e físico &endash; estão
integradas às estratégias, por exemplo, da
Livraria Saraiva e das Lojas Americanas. Para promover suas
subsidiárias de e-commerce, elas estão
instalando quiosques em unidades da rede varejista. "Metade
das líderes do comercio eletrônico
norte-americano vem de marcas tradicionais", diz Luiz
Novaes, vice-presidente da consultoria de e-business
VPWeb. Para
o presidente da empresa de informática Multiview,
Eduardo Weaver, a democratização do acesso de
rede no País não se efetivará
prioritariamente por dispositivos móveis com
tecnologia Wireless Application Protocol (WAP). "A camada da
população excluída do comercio
eletrônico doméstico vai navegar em pontos de
acesso público", diz. A saturação do
público brasileiro conectado será
próximo, acredita ele. E a barreira estaria na
capacidade de compra computadores ou telefone
celulares. "O
primeiro objetivo foi espantar o medo de se compra na
Internet", diz Corina Engel, diretora da consultoria
Laboris. Weaver
lembra que nos Estados Unidos foram testados bombas de
gasolina para auto-atendimento e conectadas à Web
para pagar a conta inteiramente on-line. No Brasil, a
alternativa para outras áreas seriam impressoras
anexadas a quiosques, para emissão de boletos
bancários. A
presença da Internet em caixas automáticos de
banco vem sendo descartada, por ainda não combinar
com o fluxo de permanência dos clientes nas
agências. Mas os bancos virtuais poderão agora
estar presentes em mais lugares, nos pontos de "acesso em
pé", lembra Weaver. Por outro lado, o crescente uso
de cartões inteligentes ("smart card") deverá
criar mais canais de pagamento pelo ambiente Web. Uma
das inovações proposta no país e que
começam a sair da prancheta é o CabiNet, uma
espécie de "orelhão da Web". Segundo Rui
Veiga, diretor da VDV, empresa dona da planeta, acaba de ser
montado o primeiro protótipo, associado a um local
público. Foi encomendada a produção de
um primeiro lote, com mil cabines. "O futuro de e-commerce
está cada vez mais condicionado à sua
independência dos microcomputadores. Para ser
viável, ela tem que estar em todo lugar", comenta
Clodine Oliveira, diretora da Netune, fornecedora de
soluções e-commerce. A
necessidade de levar o comércio eletrônico a
mais gente envolve ramos diversos. Os Correios aderiram
à tendência e lançaram esta semana rede
de acesso público à Internet. O projeto Porta
Aberta reúne 100 terminais para oferecer e-mail e
navegação a usuários, em sessões
de 15 minutos. Os quiosques foram instalados em
agências de cidades paulistas fluminenses e o
serviço será testado por cem dias,
período no qual permanecerá
gratuito. Corina
Engel, da Laboris, explica que dentro do conceito batizado
de "business-to-all" ou "negócios para todos" o uso
de terminais de comércio eletrônico fora de sua
casa permite um contato completo. "Ao estar presente em
ambos canais, a marca apura mais informações
sobre sua clientela virtual", diz. Ganhos
através do e-commerce A
virada do milênio vai trazer inevitavelmente uma
revolução no comércio mundial. A
atividade, que começou no escambo, passou pelas
moedas de ouro e de prata e circulou com o uso do papel em
forma de dinheiro e cheque, agora começa a transitar
pelo mundo eletrônico. "Após
a virada do século, a empresa que não estiver
na Internet vai perder um grande espaço. Será
o mesmo que não constar na lista telefônica",
compara o consultor paulista Jesus Antônio
Lizarzaburu, da empresa Artware Net, especializada na
instalação e elaboração de lojas
virtuais. Empresas
e pessoas, fornecedores e clientes, todos, buscam o
e-commerce para realizar as operações
tradicionais de compra e venda (ou movimentar valores
financeiros) de uma forma mais rápida, segura e
barata Vantagens
para empresas e fornecedores A
principal vantagem de entrar no comércio
eletrônico é apresentar e disponibilizar os
seus produtos e serviços para todos os
usuários do mundo. Entre
as vantagens de se montar uma loja virtual está a
estrutura enxuta. Com dois ou três funcionários
já é possível fazer todo o atendimento.
Feito o pedido, as outras etapas, como faturamento e
entrega, acabam sendo absorvidas pelo quadro "tradicional"
da empresa. Essa
brecha está sendo aproveitada pela rede Pão de
Açúcar, que também está
funcionando com o sistema de delivery via Internet. Ainda
com um número baixo, 5% do total de pedidos
(comparado com os feitos via telefone e fax), a rede
acredita no aumento de vendas. As
possibilidades do mercado eletrônico são
infindáveis. A facilidade de encontrar todos os tipo
de produtos em um mesmo lugar, na Internet, atrai as pessoas
e esta novidade é que faz surgir os Shoppings
Virtuais. Hoje, em shoppings virtuais como o All Internet,
pode-se comprar desde equipamentos de informática
até flores tropicais da Ilha de Mauí. Esse
mercado deve crescer significativamente nos próximos
anos com o advento de tecnologias de animação
gráfica e vídeo, tornando o produto
virtualmente interessante. Desvantagens
para as empresas e fornecedores O
principal problema das empresas tem sido o mal
dimensionamento dos gastos com o comércio
eletrônico. O retorno ainda é demorado e muitas
empresas virtuais deixam de "existir" por falta de
planejamento adequado. Outro
problema é a dificuldade de encontrar uma consultoria
realmente especializada, cresce a cada dia o número
de consultorias de informática que chegam ao mercado
com promessas de soluções
milagrosas. Vantagens
para consumidores e clientes Comprando
pela Internet se evita contratempos como acidentes e
trânsito durante o percurso até a loja, horas
perdidas para encontrar vagas de estacionamento, filas,
vendedores inconvenientes e até o perigo de assalto.
Outro fator que impulsiona esse comércio é o
tempo perdido durante uma compra. A
vantagem de shoppings virtuais como o Visa Mall é que
os consumidores do sistema têm que se cadastrar
previamente. Assim, ganham as ferramentas (software)
necessárias para comprar com segurança e
têm a garantia de que o número do seu
cartão de crédito não será
utilizado por outras pessoas, pois passa a possuir senha
criptografada. Além disso, a empresa atua em conjunto
com o Banco do Brasil, Bradesco e Real, que também
usam a mesma tecnologia em seus sites de comércio
eletrônico. O
varejo virtual oferece a conveniência de comprar
durante 24 horas por dia, sete dias por semana. Tem ainda, a
capacidade de oferecer rico conjunto de
informações. Uma
vantagem da Internet é a facilidade de como se
obtêm informações sobre os produtos e
até mesmo sobre as empresas. "Vai ficar mais
fácil até comprar um carro pela Internet,
já que o interessado terá mais
informações sobre o modelo pretendido, podendo
até vê-lo minuciosamente por baixo e por
dentro, até pode ser possível acompanhar o seu
processo de produção", analisa o
professor-pesquisador Rogério Cid Bastos,
secretário extraordinário de
informática da Universidade Federal de Santa
Catarina, uma das pioneiras do país no estudo do
comércio eletrônico e única a fornecer a
todos os seus alunos senhas domésticas para acesso
à Internet. Outra
novidade são os mercados virtuais, onde várias
empresas oferecem os seus produtos e recebem
cotações por e-mail. Assim será
possível que uma construtora, por exemplo consiga
realizar uma pesquisa de preços de materiais de
construção e, achado o melhor preço,
faça o pedido e receba a fatura, tudo através
do computador. Na Associação Comercial de
São Paulo, essa novidade, inicialmente, vai estar
à disposição dos 25 mil associados da
entidade. "Nós queremos, mais tarde, estender esse
serviço a todo o país", revela Elvio
Aliprandi, presidente da Associação Comercial
de São Paulo. Desvantagens
para consumidores e clientes A
principal desvantagem na Internet é que o cliente
potencial não tem a oportunidade de examinar
fisicamente o objeto antes de decidir pela compra.
Além disso, o cliente não recebe o produto
imediatamente e a transação financeira envolve
riscos. Alternativo ao cartão de crédito na
Web, o boleto bancário exige esforço adicional
do comprador, pois necessita ser pago no banco. Ficou
constatado que a compra via boleto bancário tende a
atrasar em até cinco dias a
transação. A
falta de segurança quanto ao destino das
informações pessoais disponibilizadas na
Internet é um dos maiores problemas e desvantagens
para os consumidores e clientes. O
temor em fornecer o número do cartão de
crédito e dados pessoais através de um
computador é hoje o maior empecilho para que o
comércio eletrônico decole de vez. Ainda existe
muita discussão neste assunto, mas tecnologias de
criptografia, que transformam os dados repassados em
códigos só interpretados pelo computador da
empresa fornecedora do serviço, começam a
amenizar esse medo. "É claro que ainda existem sites
inseguros, mas a tendência é de que todas as
lojas virtuais comecem a oferecer um ambiente
confiável", pondera Lizarzaburu. Já
o gerente de marketing da Associação Comercial
de São Paulo, Agostinho de Couto Sacramento, que
coordena um projeto de troca de dados através da
Internet entre empresas paulistas, discorda de Lizarzaburu.
"Ainda se corre muito risco ao se oferecer o número
do cartão de crédito via Internet. Nunca se
sabe onde a informação vai parar. Você
daria o número do seu?", provoca
Agostinho. De
acordo com a pesquisa realizada pela Universidade Federal do
Rio de Janeiro, há excesso de passividade dos sites,
que não utilizam sua maior arma: a interatividade com
o internauta. Faltam informações sobre a
disponibilidade de produtos em estoque, prazos de entrega
imediata, e informações sobre a
localização do produto durante a
distribuição. Logística
para o E-commerce Segundo
Peter Drucker o setor de logística é essencial
ao e-commerce, porque ela cuida principalmente da entrega de
produtos, bens e serviços. Tendo em vista que a
entrega se transformou num fator decisivo de
competitividade, o comércio eletrônico tende a
necessitar de empresas e profissionais, que equacionem
problemas relacionados a prazos mais curtos, custos
operacionais e uma atrofia tecnológica. A
logística de distribuição representa,
senão a maior, uma das principais barreiras ao
desenvolvimento do comércio eletrônico. A
conclusão foi tirada pelo Centro de Estudos em
Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
que conduziu uma pesquisa com três das mais conhecidas
empresas de varejo virtual no Brasil. "Os
sites são primários no processo
logístico. Não entendem que a logística
no varejo virtual possui características que a tornam
incompatíveis com a logística tradicional",
adverte o professor e diretor do Centro de Estudos, Paulo
Fleury. A
primeira revelação da pesquisa pode ser
surpreendente para muita gente. Os velhos Correios tiveram,
mesmo no e-commerce, um desempenho muito superior ao dos
outros operadores logísticos. "Muitos
falam mal dos Correios, mas todas as empresas, quando
têm um abacaxi muito grande para descascar, recorrem
ao serviço estatal, que tem o país inteiro
mapeado e carteiros que, às vezes, entregam certo
mesmo quando o endereço está errado", afirma o
professor Paulo. Cerca
da metade dos consumidores que fizeram pedidos pela web,
entretanto, demoraram mais de seis dias para receber o
artigo. Algumas encomendas foram desastrosas, chagando a
levar mais de 40 dias para serem entregues, em
Brasília e em Itabuna (Bahia). Umas das entregas para
Belo Horizonte levou 22 dias para ser efetuada. O
problema tempo é hoje o fator primordial que faz uma
empresa virtual crescer ou ser fadada ao fracasso, quem
compra um produto, seja um CD, um livro ou qualquer outro
produto e, não recebe, mesmo que o valor não
seja debitado no cartão de crédito,
simplesmente deleta o endereço da loja virtual
não existe uma segunda chance, e por isso o setor de
logística é tão importante para as
empresas. Os
negócios que envolvem a área de
logística crescem de uma forma tão alarmante
que a operação focada no cliente começa
a partir do fornecedor que também tem que se
estruturar par poder repor os produtos, passa pelo
funcionário do estoque que além de enviar para
o setor de expedição ainda comunica a eminente
falta do produto. Por isso todas as empresas que tem gasto
tempo e energia para satisfazer o cliente, cada vez mais tem
também cuidado de sua logística. O processo de
terceirização da área cresce num
patamar de 20% ao ano, empresas multinacionais como DHL e
nacionais como a VASPEX e os Correios brigam por um
faturamento de 200 milhões de dólares neste
ano (2000) e com uma estimativa de 4 bilhões
até o ano 2004. "Na
era da Internet, em que o clique impõe dinamismo e
reestruturação das empresas, o cliente
não é rei, e sim ditador de novos modelos de
negócios e conceitos de serviços", adverte
Paul Bender, presidente da Bender Consulting, uma das
empresas participante do VI Fórum Nacional de
Logística, realizado no início de setembro, no
Rio de Janeiro. "Além de canais de vendas direta ao
consumidor e de mercados eletrônicos que ampliam a
concorrência entre fornecedores, a Internet traz a
concorrência direta, exige a eficiência na
integração entre parceiros e expõe de
forma transparente a estrutura da cadeia ao cliente", diz
Luiz Vieira, vice-presidente da Booz Allen & Hamilton,
que resume no termo "e-functions" as funcionalidades que as
empresas de logística devem tornar acessíveis
aos clientes, pela a rede ou meios eletrônicos
tradicionais. Segundo
Maurício Curi, COO do Web Negócios Online
S.A., não adianta oferecer um portal de
e-procurement, se limites geográficos e de alcance de
negócios não são considerados. O Webb
Negócios, mercado eletrônico voltado para
setores tradicionais da industria, como
automobilístico e farmacêuticos, possui
clientes realizando negócios num raio de 100
quilômetros das capitas do Rio, Minas e São
Paulo. "Não intermediamos negociações.
Nos complementamos com catálogos, com a
eficiência logística e a parte financeira",
afirma Maurício Curi. Entre
os casos de empresas o Boticário demonstrou
infra-estrutura tecnológicas de base para
eficiência do comércio eletrônico. "A
eficiência no sistema de picking é apenas uma
das preocupações que a empresa tem para
prestar um bom atendimento na Web", explica Maria Rita
Bertolazzi, gerente de distribuição da empresa
de cosméticos. A Panamco, segunda maior engarrafadora
de Coca-Cola do mundo, com quase 15 mil postos de vendas
espalhados pelo país, também aposta na
integração dos agentes, canais e no
planejamento interno para compartilhar
informações únicas com fornecedores e
distribuidores. "Os mercados e tendências 'e'
impõem às empresas comunicação
entre os integrantes da cadeia de suprimentos. A
ineficiência reflete nos negócios online.",
observa Marcos Isaac, COO e diretor de Supply Chain da
Ernest & Young, consultoria que acompanha a empresa no
processo de implementação de
tecnologias. O
Administrador da Logística Até
o prezado momento trabalhar com logística era
trabalhar com armazéns, expedição e
porventura entrega de material enfim era um departamento de
suporte, sem fins lucrativos e sem importância alguma
para o sucesso dos negócios. Hoje
com uma realidade diversa da até então
apresentada o profissional voltado para área de
logística tem que ter uma formação
voltada para a área de informática,
além de ter familiaridades com os diversos software
que compõem a área, tem de conhecer sobre
elaboração de custos, falar no mínimo
dois idiomas, ser objetivo, conhecimento em marketing, uma
visão voltada totalmente ao cliente, negociador e,
sobretudo, saber integrar todas as áreas envolvidas,
pois precisa administrar uma equipe pequena (em virtude dos
custos) e tem sobre si o peso do faturamento da empresa. Eis
o custo da área de logística, realmente
não é uma missão muito
fácil. Business-to-Business
e Business-to-Consumer Business
to Business O
"business to business" é um conceito que engloba as
relações entre empresas através do
comércio eletrônico. A troca de
informações e negócios entre empresas
não exige uma configuração ou
apresentação como é necessário
para com as pessoas. São meios específicos e
determinados entre as empresas. A
Associação Comercial de São Paulo deve
lançar até o final do ano um sistema de troca
de informações entre seus associados usando a
Internet como ferramenta de acesso de dados. O projeto
batizado de Comercial Net, ainda está em fase de
implantação e deve contar, em sua fase
inicial, com quatro grandes empresas paulistas que têm
seus nomes mantidos em sigilo pela
associação. "Nós
vamos servir de ponte entre as empresas para a troca de
informações utilizando um sistema 100%
seguro", garante Agostinho de Couto Sacramento, gerente de
Marketing da Associação Comercial de
São Paulo. Comprar
CDs e livros na Internet é a face menos animada e
rica do comércio eletrônico. A verdadeira
revolução está ocorrendo nas
transações entre empresas, um processo
conhecido pela sigla B2B (que em inglês significa
Business-to-Business). Esse tipo de operação
está provocando revoluções internas na
estrutura das companhias e levando a uma dramática
redução de custos operacionais. A estimativa
é de que, em menos de três anos, o total de
transações comerciais na rede chegará a
4 bilhões de dólares no Brasil. Em todo o
mundo, em 2004, segundo o Gartner Group, 7 trilhões
de dólares estarão sendo trocados entre
empresas, o que corresponderá a 7% de toda a
atividade comercial do planeta. Se antes a reengenharia era
a palavra da moda, na nova economia a sigla B2B é
hoje a que mais animação levanta nas
discussões sobre produtividade
empresarial. No
jogo estão desde grandes corporações
como a montadora alemã Volkswagen até pequenas
empresas que buscam sua fatia de mercado no mundo
globalizado. Na semana passada, o anúncio do grupo
siderúrgico gaúcho Gerdau foi uma surpresa
até para quem acompanha de perto o desenvolvimento da
Internet. Dona em 1999 de um faturamento de 2,2
bilhões de dólares, a empresa, com
ramificações na América do sul, nos
Estados Unidos e no Canadá, comunicou a seus 800
maiores clientes que espera negociar pela Internet,
até o fim do ano, 40% de toda a sua
produção de aço longo, utilizado na
construção civil e na indústria pesada,
para fazer cerca de arame farpado e até prego. Os
fornecedores serão convocados a entrar no sistema a
partir do segundo semestre. "Há quinze anos
usávamos o telex e depois o fax para mandar
informações para nossos clientes. Agora, a
Internet", afirma o diretor da siderúrgica,
André Johannpeter. A iniciativa não é
pioneira. A subsidiária da Gerdau nos Estados Unidos
utilizava a rede antes de ser vendida ao grupo brasileiro.
Na própria Internet, o site e-Steel faz o papel de
intermediário para transações entre
1057 empresas de 63 países que comercializam
aço. O endereço serve como bolsa de venda e
compra e ainda cobra um percentual sobre cada
operação. O
que mais impressiona nesse universo das
transações entre empresas, fornecedores e
clientes é a capacidade de uma grande
corporação se mover tão rapidamente na
direção da Internet, eliminando etapas do
processo que antes pareciam indispensáveis. O exemplo
da subsidiária da Volkswagen no país
está credenciado a entrar em qualquer lista de casos
bem-sucedidos. Com um orçamento anual de 4
bilhões de dólares para compras desde
peças para a linha de produção
até canetas de escritório no Brasil e na
Argentina, a empresa decidiu extinguir as
concorrências tradicionais no ano passado. Todos os
fornecedores foram avisados de que apenas as propostas
enviadas pela Internet seriam aceitas. Para cada peça
que necessitava comprar, a Volks seguia um ritual que muito
lembrava as decisões tomadas no serviço
público. Reuniões, papéis aos montes e
novamente reuniões. A empresa recolhia
cotações com três fornecedores para cada
item. O passo seguinte era uma reunião seguida da
apresentação do orçamento e do
anúncio do vencedor. Eram 35 cerimônias
diárias nos auditórios da empresa. A Internet
acabou com a movimentação desnecessária
e com o desperdício de recursos e ainda conseguiu
triplicar o número de concorrentes em cada oferta.
"Agora, as regras são claras e iguais para todos",
diz Sérgio Elias de Macedo, gerente de tecnologia da
informação e responsável pelo
desenvolvimento do e-commerce da Volks. A
gigante do setor de alumínio Alcoa também
implantou no Brasil um modelo de resultados semelhantes ao
da Volks. O sistema começou a funcionar há um
ano em uma das unidades. Em fevereiro, mais duas
fábricas adotarão a receita, e, até o
final do ano, todos os produtos da Alcoa no país
serão vendidos pela rede. Uma economia de 5
milhões de dólares por ano para os cofres da
empresa. O sucesso do projeto, nascido no Brasil e
coordenado pelo presidente da Alcoa para a América
Latina, Fausto Moreira Filho, rendeu-lhe uma
promoção. Nesta segunda-feira, Moreira
desembarca em Pitts-burgh, nos Estados Unidos, sede da
empresa, para assumir a presidência mundial de
e-business da companhia. A
rede de supermercados Pão de açúcar
também está tentando trazer todos os seus 6000
fornecedores para dentro da Internet, o que pode tornar-se
seu maior diferencial diante da concorrência. O novo
sistema permite a troca de informações
mercantis e financeiras entre os fornecedores e a
direção da empresa, como relatórios de
vendas e estoque. Em uma versão anterior, sem a ajuda
da Internet uma empresa com grande volume de
transações como o Pão de
açúcar gastava em média 7000 reais por
mês. No novo modelo, essa despesa não
ultrapassa 100 reais mensais. "A
rede é barata e terceirizada. A empresa não
precisa montar uma estrutura independente para se comunicar
com seus clientes", afirma Mordejai Goldenberg, diretor da
consultoria ªT. Kearney. Goldenberg avalia que o
consumidor também será beneficiado com essa
mudança. A redução de custos pode levar
a uma queda no preço final do produto. "Os efeitos
para o consumidor só devem ser sentidos um ano
após a implantação do modelo nas
empresas", afirma o consultor. Essa economia das companhias
pode variar entre 30% e 80%. Os resultados de cada
iniciativa estão relacionados diretamente com a
eliminação dos intermediários nas
negociações entre o comprador e seu
fornecedor. No setor de alimentos, a empresa que atingir o
nível da excelência virtual pode distanciar-se
dos concorrentes. A rede tem seus poderes. Quatro
exemplos de economia Conforme
as previsões dos consultores, as empresas brasileiras
alcançariam no final de 2003 a cifra de 4
bilhões de dólares nas
transições eletrônicas com outras
companhias. Esse resultado chegará em muito menos
tempo. Veja por que a partir de alguns exemplos GERDAU Até
o final deste ano, 40% de todo o aço produzido pela
empresa será vendido pela Internet . Isso significa
mais ou menos 800 milhões de dólares ao ano.
No segundo semestre, todas as compras da siderúrgica
serão feitas pela rede. PÃO
DE AÇÚCAR O
supermercado trabalha com 6000 fornecedores e tem planos de
chegar ao final de 2000 utilizando a Internet como canal
exclusivo para abastecimento de suas lojas. Isso vale para
grandes fornecedores, como Sadia e Nestlé, e para os
pequenos sitiantes que entregam frutas e verduras à
empresa. ALCOA Os
1000 maiores clientes estarão utilizando a Internet,
até o final deste ano, para comprar os artigos de
alumínio e as embalagens plásticas produzidos
pela Alcoa. O sistema representará uma economia anual
de 5 milhões de dólares para a empresa e
movimentará cerca de 600 milhões de
dólares na América Latina. VOLKSWAGEN As
compras da montadora para suas fábricas no Brasil e
na Argentina somam 4 bilhões de dólares por
ano. Quem quiser vender à companhia desde
autopeças até produtos de jardinagem tem de
estar ligado a Internet. Busines
to Consumer O
contato com as pessoas, os consumidores finais, deve ser o
mais genérico e amigável possível, pois
pessoas completamente diferentes estarão interessadas
em fazer negócios, a realização destes
negócios só dependem de você. Conclusão As
pessoas ficam perplexas com as novidades na área de
comércio eletrônico, com os exemplos de sites
de sucesso e com a mudança de paradigmas pela qual a
sociedade está passando com o advento da
Internet. Há
ganhos para as empresas (fornecedores e clientes) e pessoas,
pois as operações de compra e vendas
são facilitadas pelo número de ofertas e
oportunidades de negócios, sem falar da comodidade de
comprar e vender de onde se tem um computador plugado na
Internet. Os baixos custos atraem as empresas e a comodidade
atraem as pessoas. Porém,
empresas quem não possuem um esquema
logísticos de entrega adequado, estão fadadas
ao fracasso. Um dos maiores problemas é pequeno
número de empresas com capacidade de entrega para o
comércio eletrônico, sendo que a única
que satisfaz no plano nacional são os
Correios. O
B2B é mais prático do que o B2C, do ponto de
vista empresarial, porque no B2B as empresas participantes
é que definem o que e como vão se relacionar.
O negócio eletrônico entre empresas não
se confundem com os negócios com pessoas comuns,
apesar de empresas conseguirem comprar em sites voltados
para o B2C, mas o contrário não
ocorre. Tanto
para as empresas que entram para o B2B, quanto as que entram
para o B2C, a Internet ainda é uma ótima
oportunidade, mais que isso, uma obrigação
para quem deseja se manter no mercado. Bibliografia Blumenschein,
Alberto. & Freitas, Luiz Carlos Teixeira de. Manual
Simplificado de Comércio Eletrônico. São
Paulo: Aquariana, 2000. Botelho,
Diógenes.; Boechat, Yan.; Castilho, Carlos. e
Silveira, Márcio Roberto. "O comércio
está na rede." Revista Veja. São Paulo: Ed.
Abril, ano 33, edição 1634, 2 fev
2000. Falcão,
Carla. "O B2B é o preferido." Revista Internet
Businness. São Paulo: Ed. Empreendedor, ano 3,
número 38, out 2000. Jornal
Gazeta Mercantil. "Equipamentos colocam vendas on-line nas
lojas." 13/07/2000 Jornal
Gazeta Mercantil. "A informação é o
espírito do nosso tempo" Lima,
Ana Paula. "Casos de sucesso seguem regras simples" Online.
Internet. Capiturado em 26/07/2000,21:20:18
<www.globo.com> Matéria
"Assinaturas digitais revolucionarão o E-commerce"
Reuters: reeditado em 4/10/2000 - 18:38:26 Online. Internet.
<www.ig.com.br> Oliveira,
Tadeu. "Distribuição é maior barreira
para o comércio via Internet." Jornal Valor
Econômico, 27/09/2000. Paduam,
Roberta. "Riqueza Invisível." Revista VOCÊ S.A
São Paulo: Ed. Abril, ano 3, ed 25, jul
2000. Revista
E-commerce. São Paulo: Segmento, ano I, n. 2,
Jan/Fev/Mar de 2000. Revista
Empreendedor São Paulo: ano 4, n.46, agosto
1998. Revista
EXAME. São Paulo: Ed. Abril, agosto de
1999. Silva,
Sérgio Amaral. "Nova logística" Revista
Internet Businness. São Paulo: Ed. Empreendedor, ano
3, número 38, out 2000. Tristão,
Márcio. "Fonte farta" Revista Internet Businness.
São Paulo: Ed. Empreendedor, ano 3, número 38,
out 2000. Apêndice
I Pessoas
Físicas citadas: Agostinho
de Couto Sacramento, gerente de marketing da
Associação Comercial de São
Paulo; André
Johannpeter, diretor da siderúrgica
Gerdau; Clodine
Oliveira, diretora da Netune; Corina
Engel, diretora da consultoria Laboris; Eduardo
Weaver, presidente da empresa de informática
MultiView; Elvio
Aliprandi, presidente da Associação Comercial
de São Paulo; Fausto
Moreira Filho, presidente mundial da Alcoa J.
Scott Lowry, presidente e executivo-chefe da Digital
Signature Trust; Jack
London, Guru do e-commerce no Brasil. Criou o Booknet e o
Valeu; Jesus
Antônio Lizarzaburu, consultor da empresa Artware
Net; Luiz
Novaes, vice-presidente da consultoria de e-business
VPWeb; Luiz
Vieira, vice-presidente da Booz Allen &
Hamilton; Marcos
Isaac, COO e diretor de Suply Chain da Ernest
Young; Maria
Rita Bertolazzi, gerente de distribuição da
empresa Boticário; Maurício
Curi, COO da Web Negócios Online; Paul
Bender, presidente da Bender Consulting; Paulo
Fleury, professor e diretor do Centro de Estudos em
Logística da Universidade Federal do Rio de
Janeiro; Peter
Druker, americano, professor e guru da
administração e marketing mundial; Professor-pesquisador
Rogério Cid Bastos, secretário
extraordinário de informática da Universidade
Federal de Santa Catarina; Rui
Vieira, diretor da VDV; Sérgio
Elias de Macedo, gerente de tecnologia da
informação e responsável pelo
desenvolvimento do e-commerce na Volks; Tom
Billey, presidente da House Commerce Committee; Apêndice
II Pessoas
Jurídicas citadas: Alcoa,
multinacional do setor de alumínio; Amazon
Book [www.amazonbook.com]; Artware
Net [www.artwarenet.com.br]; Associação
Comercial de São Paulo; Banco
Bradesco [www.bradesco.com.br]; Banco
do Brasil [www.bb.com.br]; Banco
Real [www.breal.com.br] Bender
Consulting, consultoria de soluções
logísticas; BioNetrix,
empresa austríaca especializada em
biométrica. Booz
Allen & Hamilton, consultoria de
informática; Boticário,
empresa do ramo de cosméticos e
perfumaria; Correios,
empresa pública brasileira de
distribuição de correspondências e
mercadorias; DHL,
multinacional do setor de entregas expressas; Digital
Signature Trust, empresa americana voltada para tecnologias
de assinatura digital. Ernest
Young, consultoria multinacional de atuação em
novas tecnologias; Febraban
&endash; Federação Brasileira de
Bancos Gerdau,
grupo siderúrgico gaúcho; Laboris,
consultoria de informática; Livraria
Cultura [www.livcultura.com.br]; Livraria
Saraiva [www.saraiva.com.br]; Lojas
Americanas [www.americanas.com.br] MultiView,
empresa de informática Netune,
fornecedora de soluções e-commerce; Panamco,
segunda maior engarrafadora da Coca-Cola, no
mundo; Rede
de lojas Ponto Frio [www.pontofrio.com.br]; Rede
Pão de Açúcar [www.uol.br/pdadelivery]; Revista
Empreendedor http://www.empreendedor.com.br]; E-mail:
ecm@matrix.com.br; Shopping
Virtual All Internet [www.allinternet.com]; Shopping
Virtual Visa Mall; Universidade
Federal de Santa Catarina [www.ufsc.br]; Universidade
Federal do Rio de Janeiro [www.ufrj.br
; VASPEX,
empresa privada nacional, do grupo VASP, que atua no setor
de entregas expressas; VDV,
empresa que está lançando o
CabiNet; VPWeb,
consultoria de e-business; Web
Negócios Online S.A., consultoria de
informática; Wolkswagen,
multinacional alemã de fabricação de
carro;
Avani Ferreira Maciel
Carmem Maria Vasconcelos
Valdir Pereira de Oliveira