E-Commerce: Comércio Eletrônico

Arthur da Fonsêca Nascimento
Avani Ferreira Maciel
Carmem Maria Vasconcelos
Valdir Pereira de Oliveira

Monografia apresentada no curso de Organização, Sistemas e Métodos das Faculdades Integradas Campos Salles, sob orientação do Professor Mauro M. Laruccia

(Disponível na rede desde novembro de 2000) 


Introdução

Talvez a mais antiga atividade humana que aproxima e mantêm pessoas associadas - além das relacionadas ao amor e à reprodução da espécie - seja o comércio.

E comércio nada mais é que a troca de mercadorias ou serviços por moeda, por outras mercadorias e serviços ou por promessas de dinheiro.

Na verdade, já praticamos o comércio eletrônico há muitos anos, apenas não utilizávamos este nome. Sempre que se compra com cartão de crédito, encomenda mercadoria ou aceita pedidos por fax, pagamentos com cheques eletrônicos ou pedidos por telefone ocorre um comércio por meio eletrônico.

O comércio eletrônico, longe de estar "inventando" um novo tipo de negócio, apenas está utilizando os recursos tecnológicos da informática e comunicação (que juntas compõem a "Tecnologia da Informação") para realizar operações tradicionais de compra e venda (ou movimentar valores financeiros) de uma forma mais rápida, segura e barata do que seria possível sem a utilização destes recursos.

Ocorre que muitas destas inovações (como fax, caixa automático ou cheque eletrônico) levaram décadas para se firmar em nosso país ou no cotidiano das pequenas e médias empresas.

Tudo começou da década de quarenta, quando o mundo começava a se recuperar da II Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945. Idéias de que máquinas como calculadoras pudessem auxiliar nas guerras, definindo posições dos lança bombas, canhões e torpedos.

Baseados nestas idéias foram criados os primeiros computadores a válvulas. Mas imediatamente após a invenção do transistor, lá pelos fins da década de 40, foi iniciada a produção de computadores pela IBM, Burroughs, Bull e outras grandes corporações internacionais.

A Arpanet foi a primeira rede de computadores, somente de uso militar nos EUA. Após alguns anos, foram acrescentadas à rede as faculdades, com o intuito de facilitar a troca de conhecimento e o desenvolvimento tecnológico. Com a utilização pelas faculdades, a rede foi se ampliando cada vez mais e passou a ser chamada de Internet.

A versão comercial da Internet surgiu em 93. A Intel criou o seu primeiro WebSite em 94 e até 97 utilizou a Internet apenas para disponibilizar informações, sobre seus produtos, a clientes efetivos e potenciais, fazendo sua primeira venda on-line em 98. Em meados de 99, menos de dois anos passados, ela já vendia de US$ 30 a US$ 40 milhões diários para clientes (empresas) de todo o mundo, superando a casa de um bilhão de dólares mensais em vendas e esperando realizar, até o final de 2001, a totalidade de suas vendas pela Internet.

Empresas, empresários, executivos e consumidores acompanham, uns com algum conhecimento, outros com quase nada de informação, as notícias sobre a rede Internet, a evolução veloz dos recursos de comunicação eletrônica empresarial (celulares, pagers e faxes), o progresso aparentemente infinito dos recursos de informatização (com aparelhos cada vez menores, mais simples e mais baratos) e a subsequente alteração de hábitos do dia-a-dia, tanto empresarial e negócios, quanto pessoais e familiares.

Pouco importa se a empresa vende para outras empresas (B2B), ou se ela vende também para os consumidores finais (B2C). Ela sempre terá muito a ganhar participando ativamente do comércio eletrônico.

Comércio Eletrônico [E-Commerce]

E-Commerce é o comércio eletrônico, também conhecido como E-Business (negócio eletrônico), expressões consideradas em muitos países como pouco precisas e, na verdade, insuficientes, para denominar o conjunto de atividades que está mundialmente se alterando para oferecer ganhos de produtividade e competitividade às empresas prestadoras de serviço de todos os mercados e setores de atividade, já que vai muito além das operações de simples compra e venda.

Os números são gigantescos, especialmente porque se referem a atividades desempenhadas ou projetadas em ritmo e âmbito mundiais, nos quais centenas de milhões, ou bilhões, de unidades (produtos, moedas, usuários ou o que você quiser) dão o tom geral.

O amplo crescimento da rede e o aumento exponencial do número de computadores no mundo, cerca de 100 milhões, também tornam o comércio eletrônico um filão quase imprescindível para as empresas.

O Brasil começou a entrar na atividade a partir de 1996, quando foi disponibilizado o acesso a base de dados pela Internet. Mesmo com certo temor por parte dos consumidores, ainda incrédulos com a nova possibilidade, várias empresas já vêm obtendo sucesso. As vendas na rede, que iniciaram com livros e CDs, alcançaram o mercado dos eletrodomésticos, caso da rede de lojas Ponto Frio, e hoje já se pode comprar de tudo pela Internet. Aqueles que saíram na frente e tiveram que desenvolver uma tecnologia para a atividade já estão colhendo lucros.

Uma das primeiras empresas a entrar nesse ramo foi a Livraria Cultura, de São Paulo, que seguiu os moldes da americana Amazon Book, que há 3 anos oferece via rede 3 milhões de títulos, vendidos para o mundo todo. Com uma estrutura menor, oferecendo 100 mil títulos, a Cultura já vende cerca de dois 2 mil livros por mês através da rede. Essas vendas representam apenas 3,5% do total de títulos comercializados pela livraria, porém seus proprietários não se arrependem do investimento de R$ 150 mil e apostam no crescimento do mercado.

Parece que os pioneiros acabaram saindo no prejuízo, mas a favor deles conta um fator muito importante: a experiência. "Como tiveram que praticamente desenvolver toda um tecnologia, essas empresas já se solidificaram no mercado, ganharam a confiança dos consumidores e até passaram a fornecer tecnologia e consultoria a novos interessados, lucrando com isso", afirma o consultor paulista Jesus Antônio Lizarzaburu, da Artware Net, que acredita que a "hora do medo" já passou.

Além disso, ganham espaço os sites de classificados de imóveis, como o Net Imóveis, e de mercadorias em geral, exemplo do Primeira Mão, o maior jornal desse ramo no país.

Perfil dos Consumidores

Entre os cerca de 80 milhões de consumidores em potencial no Brasil, o empresário que investir no comércio eletrônico vai se deparar com os seguintes tipos:

Novos entusiastas

Estes são o principal alvo da nova tecnologia. Deslumbrados com a possibilidade de comprar sem sair de casa, costumam absorver com facilidade esse mercado e vão logo fazendo seus pedidos. Figuram entre os proprietários dos cerca de 7 milhões de micros existentes no Brasil

Esperançosos

Apesar de também se adaptar facilmente a novas tecnologias, esse grupo ainda não possui os instrumentos necessários para comprar via Internet. Por isso, esperam poder algum dia conseguir fazer seu pedido eletrônico. São considerados clientes em potencial, já que os produtos de informática estão baixando de preço.

Fiéis

Vão continuar a realizar suas compras em lojas "normais". São aqueles que sempre usam a mesma pasta de dente, vão ao mesmo cabeleireiro desde criança e só compram na mesma loja onde possuem crediário há décadas. É um consumidor que precisa ser convencido das facilidades no novo meio.

Tradicionalistas

Não aceitam as novas tecnologias e acreditam que conhecer algo diferente é se submeter à imposição de outros. T6em medo de tudo que lhes é desconhecido e tremem até quando vão usar a máquina automática do banco, onde preferem enfrentar a fila., temendo que o computador "engula" seu cartão e não entregue o dinheiro.

Independentes

Estes não se afetam com novos mercados e não tendem a ser convencidos por campanhas de marketing. Só vão comprar através da Internet quando acharem necessário, mas mesmo assim são consumidores em potencial. Sabem utilizar o meio, mas ainda se mostram desconfiados de tudo.

Surfistas

Trafegam por todo tipo de comércio e são considerados ambivalentes. Costumam comprar por telefone, em lojas tradicionais, de camelos e até por correspondência. Também podem usar a Internet, mas são não consideram uma enorme vantagem já que gostam mesmo é de circular.

A situação do Brasil

O percentual da população que possui equipamentos de informática é de 4% no Brasil, 40 % no EUA, 28% na Inglaterra, 25% na Alemanha e 22% na França. (fonte:[www.cyberatlas.com])

Apesar do número de computadores no Brasil ser pequeno, quando comparado com os países de ponta, o mercado brasileiro é considerado promissor pelos investidores. Esta expectativa se deve ao acelerado crescimento do número de usuários da Internet e da utilização comercial da Internet.

A privatização, a melhora dos serviços e os investimentos nacionais e internacionais terão resultados a curto prazo. Um exemplo são os números de telefones. Enquanto nos EUA existem 59,5 telefones para cada 100 habitantes, no Brasil a relação ainda é de 7,4 telefones para cada 100 habitantes. A tendência é a multiplicação de ofertas, quando se leva em conta que da privatização da Telebrás, por exemplo, surgiram 12 novas operadoras.

Não perca a onda da WEB

A numerologia da Internet anda um pouco desacreditada pelo fato de os diversos institutos de pesquisas e as consultorias especializadas em negócios virtuais terem anunciado valores muito desiguais.

O que ninguém põe em dúvida é o fato de o comércio via Internet estar crescendo vertiginosamente, apesar das dúvidas e resistências ainda enfrentadas pelo sistema. Segmentos como livros, discos e eletrodomésticos e equipamentos de informática estão aderindo em massa às vendas virtuais.

O setor livreiro está registrando pulos milionários no faturamento, pela facilidade com que os leitores passaram a ter para localizar livros antigos e fazer encomendas de livros que ainda não foram lançados. Quem já penou para encontrar, em livrarias comuns, um livro do guru do marketing Philip Koetler editado em 1980, acha fantástico achá-lo com um par de clicadas. Por isto muitas editoras estão reimprimindo obras já esgotadas como é o caso da Sage.

Outro setor onde o uso da Internet está explodindo é o bancário. A Forrester prevê que até a virada do século 80% de todos os bancos do mundo e todos os do EUA já estarão operando pelo sistema on-line para correntistas que dispõe de um computador, linha telefônica e modem. As vantagens são enormes. Uma transação bancária comum (transferência de valores de uma conta para outra) custa o equivalente a R$ 0,14 quando feita pela Internet, enquanto por telefone ela não sai por menos de R$ 0,60 e no guichê custa cerca de R$ 1,23, ou seja, oito vezes mais do que pelo sistema on-line.

No Brasil, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), 2 milhões de pessoas físicas e jurídicas já usam rotineiramente o sistema home banking, um número três vezes maior que há um ano atrás. 

Assinaturas digitais revolucionarão e-commerce

Como resultado de uma lei "e-sign" que começou a vigorar nos EUA, negociantes e consumidores podem fazer financiamentos, assinar seguro de vida e contratos apenas clicando no mouse.

A nova lei "é tão importante para o 'e-commerce' como o genoma é para a medicina", disse J. Scott Lowry, presidente e executivo-chefe da Digital Signature Trust.

"Isto vai revolucionar a maneira que fazemos negócios", disse Tom Billey, presidente da House Commerce Committee e autor da lei.

Assim como a carteira de identidade e o CPF podem ser usados para a confirmação no mundo físico, a assinatura digital verifica quem é quem no ciberespaço.

Sob a lei "e-sign", uma assinatura eletrônica pode ser um identificador pessoal e não apenas um conjunto de códigos que podem ser divididos em bits e bytes de código eletrônico.

As assinaturas digitais atualmente podem ser de duas formas: baseadas na "biométrica", ou seja, traços físicos individuais como impressões digitais, olhos e timbre de voz, ou "smart cards".

Os "smart cards" permitem o armazenamento e proteção de credenciais digitais, embaralhando as informações e evitando pedidos de senha.

A austríaca BioNetrix, por exemplo, já se mostrou capaz de escanear um rosto para servir como autenticação.

"Graças à nova lei, escanear dedos, rostos e retinas não é mais um sonho futurístico", disse Billey.

Vendas On-line nas lojas

Proporcionar o encontro entre o consumidor e a Internet em locais públicos ou mesmo dentro de lojas tornou-se uma das práticas mais efetivas de comércio eletrônico. Em paralelo a badalada onda dos aparelhos de acesso remoto ou a rede, como telefones celulares e palmtops, pontocoms e canais digitais do varejo tradicional estão espalhando quiosques e terminais de pagamento pelo mundo real visando reforçar marcas e hábitos de compra on-line. Além de ampliar a conveniência para o consumidor, as iniciativas buscam dar tangibilidade aos negócios virtuais.

Esses elos intermediários entre espaço de compras &endash; virtuais e físico &endash; estão integradas às estratégias, por exemplo, da Livraria Saraiva e das Lojas Americanas. Para promover suas subsidiárias de e-commerce, elas estão instalando quiosques em unidades da rede varejista. "Metade das líderes do comercio eletrônico norte-americano vem de marcas tradicionais", diz Luiz Novaes, vice-presidente da consultoria de e-business VPWeb.

Para o presidente da empresa de informática Multiview, Eduardo Weaver, a democratização do acesso de rede no País não se efetivará prioritariamente por dispositivos móveis com tecnologia Wireless Application Protocol (WAP). "A camada da população excluída do comercio eletrônico doméstico vai navegar em pontos de acesso público", diz. A saturação do público brasileiro conectado será próximo, acredita ele. E a barreira estaria na capacidade de compra computadores ou telefone celulares.

"O primeiro objetivo foi espantar o medo de se compra na Internet", diz Corina Engel, diretora da consultoria Laboris.

Weaver lembra que nos Estados Unidos foram testados bombas de gasolina para auto-atendimento e conectadas à Web para pagar a conta inteiramente on-line. No Brasil, a alternativa para outras áreas seriam impressoras anexadas a quiosques, para emissão de boletos bancários.

A presença da Internet em caixas automáticos de banco vem sendo descartada, por ainda não combinar com o fluxo de permanência dos clientes nas agências. Mas os bancos virtuais poderão agora estar presentes em mais lugares, nos pontos de "acesso em pé", lembra Weaver. Por outro lado, o crescente uso de cartões inteligentes ("smart card") deverá criar mais canais de pagamento pelo ambiente Web.

Uma das inovações proposta no país e que começam a sair da prancheta é o CabiNet, uma espécie de "orelhão da Web". Segundo Rui Veiga, diretor da VDV, empresa dona da planeta, acaba de ser montado o primeiro protótipo, associado a um local público. Foi encomendada a produção de um primeiro lote, com mil cabines. "O futuro de e-commerce está cada vez mais condicionado à sua independência dos microcomputadores. Para ser viável, ela tem que estar em todo lugar", comenta Clodine Oliveira, diretora da Netune, fornecedora de soluções e-commerce.

A necessidade de levar o comércio eletrônico a mais gente envolve ramos diversos. Os Correios aderiram à tendência e lançaram esta semana rede de acesso público à Internet. O projeto Porta Aberta reúne 100 terminais para oferecer e-mail e navegação a usuários, em sessões de 15 minutos. Os quiosques foram instalados em agências de cidades paulistas fluminenses e o serviço será testado por cem dias, período no qual permanecerá gratuito.

Corina Engel, da Laboris, explica que dentro do conceito batizado de "business-to-all" ou "negócios para todos" o uso de terminais de comércio eletrônico fora de sua casa permite um contato completo. "Ao estar presente em ambos canais, a marca apura mais informações sobre sua clientela virtual", diz.

Ganhos através do e-commerce

A virada do milênio vai trazer inevitavelmente uma revolução no comércio mundial. A atividade, que começou no escambo, passou pelas moedas de ouro e de prata e circulou com o uso do papel em forma de dinheiro e cheque, agora começa a transitar pelo mundo eletrônico.

"Após a virada do século, a empresa que não estiver na Internet vai perder um grande espaço. Será o mesmo que não constar na lista telefônica", compara o consultor paulista Jesus Antônio Lizarzaburu, da empresa Artware Net, especializada na instalação e elaboração de lojas virtuais.

Empresas e pessoas, fornecedores e clientes, todos, buscam o e-commerce para realizar as operações tradicionais de compra e venda (ou movimentar valores financeiros) de uma forma mais rápida, segura e barata

Vantagens para empresas e fornecedores

A principal vantagem de entrar no comércio eletrônico é apresentar e disponibilizar os seus produtos e serviços para todos os usuários do mundo.

Entre as vantagens de se montar uma loja virtual está a estrutura enxuta. Com dois ou três funcionários já é possível fazer todo o atendimento. Feito o pedido, as outras etapas, como faturamento e entrega, acabam sendo absorvidas pelo quadro "tradicional" da empresa.

Essa brecha está sendo aproveitada pela rede Pão de Açúcar, que também está funcionando com o sistema de delivery via Internet. Ainda com um número baixo, 5% do total de pedidos (comparado com os feitos via telefone e fax), a rede acredita no aumento de vendas.

As possibilidades do mercado eletrônico são infindáveis. A facilidade de encontrar todos os tipo de produtos em um mesmo lugar, na Internet, atrai as pessoas e esta novidade é que faz surgir os Shoppings Virtuais. Hoje, em shoppings virtuais como o All Internet, pode-se comprar desde equipamentos de informática até flores tropicais da Ilha de Mauí. Esse mercado deve crescer significativamente nos próximos anos com o advento de tecnologias de animação gráfica e vídeo, tornando o produto virtualmente interessante.

Desvantagens para as empresas e fornecedores

O principal problema das empresas tem sido o mal dimensionamento dos gastos com o comércio eletrônico. O retorno ainda é demorado e muitas empresas virtuais deixam de "existir" por falta de planejamento adequado.

Outro problema é a dificuldade de encontrar uma consultoria realmente especializada, cresce a cada dia o número de consultorias de informática que chegam ao mercado com promessas de soluções milagrosas.

Vantagens para consumidores e clientes

Comprando pela Internet se evita contratempos como acidentes e trânsito durante o percurso até a loja, horas perdidas para encontrar vagas de estacionamento, filas, vendedores inconvenientes e até o perigo de assalto. Outro fator que impulsiona esse comércio é o tempo perdido durante uma compra.

A vantagem de shoppings virtuais como o Visa Mall é que os consumidores do sistema têm que se cadastrar previamente. Assim, ganham as ferramentas (software) necessárias para comprar com segurança e têm a garantia de que o número do seu cartão de crédito não será utilizado por outras pessoas, pois passa a possuir senha criptografada. Além disso, a empresa atua em conjunto com o Banco do Brasil, Bradesco e Real, que também usam a mesma tecnologia em seus sites de comércio eletrônico.

O varejo virtual oferece a conveniência de comprar durante 24 horas por dia, sete dias por semana. Tem ainda, a capacidade de oferecer rico conjunto de informações.

Uma vantagem da Internet é a facilidade de como se obtêm informações sobre os produtos e até mesmo sobre as empresas. "Vai ficar mais fácil até comprar um carro pela Internet, já que o interessado terá mais informações sobre o modelo pretendido, podendo até vê-lo minuciosamente por baixo e por dentro, até pode ser possível acompanhar o seu processo de produção", analisa o professor-pesquisador Rogério Cid Bastos, secretário extraordinário de informática da Universidade Federal de Santa Catarina, uma das pioneiras do país no estudo do comércio eletrônico e única a fornecer a todos os seus alunos senhas domésticas para acesso à Internet.

Outra novidade são os mercados virtuais, onde várias empresas oferecem os seus produtos e recebem cotações por e-mail. Assim será possível que uma construtora, por exemplo consiga realizar uma pesquisa de preços de materiais de construção e, achado o melhor preço, faça o pedido e receba a fatura, tudo através do computador. Na Associação Comercial de São Paulo, essa novidade, inicialmente, vai estar à disposição dos 25 mil associados da entidade. "Nós queremos, mais tarde, estender esse serviço a todo o país", revela Elvio Aliprandi, presidente da Associação Comercial de São Paulo.

Desvantagens para consumidores e clientes

A principal desvantagem na Internet é que o cliente potencial não tem a oportunidade de examinar fisicamente o objeto antes de decidir pela compra. Além disso, o cliente não recebe o produto imediatamente e a transação financeira envolve riscos. Alternativo ao cartão de crédito na Web, o boleto bancário exige esforço adicional do comprador, pois necessita ser pago no banco. Ficou constatado que a compra via boleto bancário tende a atrasar em até cinco dias a transação.

A falta de segurança quanto ao destino das informações pessoais disponibilizadas na Internet é um dos maiores problemas e desvantagens para os consumidores e clientes.

O temor em fornecer o número do cartão de crédito e dados pessoais através de um computador é hoje o maior empecilho para que o comércio eletrônico decole de vez. Ainda existe muita discussão neste assunto, mas tecnologias de criptografia, que transformam os dados repassados em códigos só interpretados pelo computador da empresa fornecedora do serviço, começam a amenizar esse medo. "É claro que ainda existem sites inseguros, mas a tendência é de que todas as lojas virtuais comecem a oferecer um ambiente confiável", pondera Lizarzaburu.

Já o gerente de marketing da Associação Comercial de São Paulo, Agostinho de Couto Sacramento, que coordena um projeto de troca de dados através da Internet entre empresas paulistas, discorda de Lizarzaburu. "Ainda se corre muito risco ao se oferecer o número do cartão de crédito via Internet. Nunca se sabe onde a informação vai parar. Você daria o número do seu?", provoca Agostinho.

De acordo com a pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, há excesso de passividade dos sites, que não utilizam sua maior arma: a interatividade com o internauta. Faltam informações sobre a disponibilidade de produtos em estoque, prazos de entrega imediata, e informações sobre a localização do produto durante a distribuição. 

Logística para o E-commerce

Segundo Peter Drucker o setor de logística é essencial ao e-commerce, porque ela cuida principalmente da entrega de produtos, bens e serviços. Tendo em vista que a entrega se transformou num fator decisivo de competitividade, o comércio eletrônico tende a necessitar de empresas e profissionais, que equacionem problemas relacionados a prazos mais curtos, custos operacionais e uma atrofia tecnológica.

A logística de distribuição representa, senão a maior, uma das principais barreiras ao desenvolvimento do comércio eletrônico. A conclusão foi tirada pelo Centro de Estudos em Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que conduziu uma pesquisa com três das mais conhecidas empresas de varejo virtual no Brasil.

"Os sites são primários no processo logístico. Não entendem que a logística no varejo virtual possui características que a tornam incompatíveis com a logística tradicional", adverte o professor e diretor do Centro de Estudos, Paulo Fleury.

A primeira revelação da pesquisa pode ser surpreendente para muita gente. Os velhos Correios tiveram, mesmo no e-commerce, um desempenho muito superior ao dos outros operadores logísticos.

"Muitos falam mal dos Correios, mas todas as empresas, quando têm um abacaxi muito grande para descascar, recorrem ao serviço estatal, que tem o país inteiro mapeado e carteiros que, às vezes, entregam certo mesmo quando o endereço está errado", afirma o professor Paulo.

Cerca da metade dos consumidores que fizeram pedidos pela web, entretanto, demoraram mais de seis dias para receber o artigo. Algumas encomendas foram desastrosas, chagando a levar mais de 40 dias para serem entregues, em Brasília e em Itabuna (Bahia). Umas das entregas para Belo Horizonte levou 22 dias para ser efetuada.

O problema tempo é hoje o fator primordial que faz uma empresa virtual crescer ou ser fadada ao fracasso, quem compra um produto, seja um CD, um livro ou qualquer outro produto e, não recebe, mesmo que o valor não seja debitado no cartão de crédito, simplesmente deleta o endereço da loja virtual não existe uma segunda chance, e por isso o setor de logística é tão importante para as empresas.

Os negócios que envolvem a área de logística crescem de uma forma tão alarmante que a operação focada no cliente começa a partir do fornecedor que também tem que se estruturar par poder repor os produtos, passa pelo funcionário do estoque que além de enviar para o setor de expedição ainda comunica a eminente falta do produto. Por isso todas as empresas que tem gasto tempo e energia para satisfazer o cliente, cada vez mais tem também cuidado de sua logística. O processo de terceirização da área cresce num patamar de 20% ao ano, empresas multinacionais como DHL e nacionais como a VASPEX e os Correios brigam por um faturamento de 200 milhões de dólares neste ano (2000) e com uma estimativa de 4 bilhões até o ano 2004.

"Na era da Internet, em que o clique impõe dinamismo e reestruturação das empresas, o cliente não é rei, e sim ditador de novos modelos de negócios e conceitos de serviços", adverte Paul Bender, presidente da Bender Consulting, uma das empresas participante do VI Fórum Nacional de Logística, realizado no início de setembro, no Rio de Janeiro. "Além de canais de vendas direta ao consumidor e de mercados eletrônicos que ampliam a concorrência entre fornecedores, a Internet traz a concorrência direta, exige a eficiência na integração entre parceiros e expõe de forma transparente a estrutura da cadeia ao cliente", diz Luiz Vieira, vice-presidente da Booz Allen & Hamilton, que resume no termo "e-functions" as funcionalidades que as empresas de logística devem tornar acessíveis aos clientes, pela a rede ou meios eletrônicos tradicionais.

Segundo Maurício Curi, COO do Web Negócios Online S.A., não adianta oferecer um portal de e-procurement, se limites geográficos e de alcance de negócios não são considerados. O Webb Negócios, mercado eletrônico voltado para setores tradicionais da industria, como automobilístico e farmacêuticos, possui clientes realizando negócios num raio de 100 quilômetros das capitas do Rio, Minas e São Paulo. "Não intermediamos negociações. Nos complementamos com catálogos, com a eficiência logística e a parte financeira", afirma Maurício Curi.

Entre os casos de empresas o Boticário demonstrou infra-estrutura tecnológicas de base para eficiência do comércio eletrônico. "A eficiência no sistema de picking é apenas uma das preocupações que a empresa tem para prestar um bom atendimento na Web", explica Maria Rita Bertolazzi, gerente de distribuição da empresa de cosméticos. A Panamco, segunda maior engarrafadora de Coca-Cola do mundo, com quase 15 mil postos de vendas espalhados pelo país, também aposta na integração dos agentes, canais e no planejamento interno para compartilhar informações únicas com fornecedores e distribuidores. "Os mercados e tendências 'e' impõem às empresas comunicação entre os integrantes da cadeia de suprimentos. A ineficiência reflete nos negócios online.", observa Marcos Isaac, COO e diretor de Supply Chain da Ernest & Young, consultoria que acompanha a empresa no processo de implementação de tecnologias. 

O Administrador da Logística

Até o prezado momento trabalhar com logística era trabalhar com armazéns, expedição e porventura entrega de material enfim era um departamento de suporte, sem fins lucrativos e sem importância alguma para o sucesso dos negócios.

Hoje com uma realidade diversa da até então apresentada o profissional voltado para área de logística tem que ter uma formação voltada para a área de informática, além de ter familiaridades com os diversos software que compõem a área, tem de conhecer sobre elaboração de custos, falar no mínimo dois idiomas, ser objetivo, conhecimento em marketing, uma visão voltada totalmente ao cliente, negociador e, sobretudo, saber integrar todas as áreas envolvidas, pois precisa administrar uma equipe pequena (em virtude dos custos) e tem sobre si o peso do faturamento da empresa. Eis o custo da área de logística, realmente não é uma missão muito fácil.

Business-to-Business e Business-to-Consumer

Business to Business

O "business to business" é um conceito que engloba as relações entre empresas através do comércio eletrônico. A troca de informações e negócios entre empresas não exige uma configuração ou apresentação como é necessário para com as pessoas. São meios específicos e determinados entre as empresas.

A Associação Comercial de São Paulo deve lançar até o final do ano um sistema de troca de informações entre seus associados usando a Internet como ferramenta de acesso de dados. O projeto batizado de Comercial Net, ainda está em fase de implantação e deve contar, em sua fase inicial, com quatro grandes empresas paulistas que têm seus nomes mantidos em sigilo pela associação.

"Nós vamos servir de ponte entre as empresas para a troca de informações utilizando um sistema 100% seguro", garante Agostinho de Couto Sacramento, gerente de Marketing da Associação Comercial de São Paulo.

Comprar CDs e livros na Internet é a face menos animada e rica do comércio eletrônico. A verdadeira revolução está ocorrendo nas transações entre empresas, um processo conhecido pela sigla B2B (que em inglês significa Business-to-Business). Esse tipo de operação está provocando revoluções internas na estrutura das companhias e levando a uma dramática redução de custos operacionais. A estimativa é de que, em menos de três anos, o total de transações comerciais na rede chegará a 4 bilhões de dólares no Brasil. Em todo o mundo, em 2004, segundo o Gartner Group, 7 trilhões de dólares estarão sendo trocados entre empresas, o que corresponderá a 7% de toda a atividade comercial do planeta. Se antes a reengenharia era a palavra da moda, na nova economia a sigla B2B é hoje a que mais animação levanta nas discussões sobre produtividade empresarial.

No jogo estão desde grandes corporações como a montadora alemã Volkswagen até pequenas empresas que buscam sua fatia de mercado no mundo globalizado. Na semana passada, o anúncio do grupo siderúrgico gaúcho Gerdau foi uma surpresa até para quem acompanha de perto o desenvolvimento da Internet. Dona em 1999 de um faturamento de 2,2 bilhões de dólares, a empresa, com ramificações na América do sul, nos Estados Unidos e no Canadá, comunicou a seus 800 maiores clientes que espera negociar pela Internet, até o fim do ano, 40% de toda a sua produção de aço longo, utilizado na construção civil e na indústria pesada, para fazer cerca de arame farpado e até prego. Os fornecedores serão convocados a entrar no sistema a partir do segundo semestre. "Há quinze anos usávamos o telex e depois o fax para mandar informações para nossos clientes. Agora, a Internet", afirma o diretor da siderúrgica, André Johannpeter. A iniciativa não é pioneira. A subsidiária da Gerdau nos Estados Unidos utilizava a rede antes de ser vendida ao grupo brasileiro. Na própria Internet, o site e-Steel faz o papel de intermediário para transações entre 1057 empresas de 63 países que comercializam aço. O endereço serve como bolsa de venda e compra e ainda cobra um percentual sobre cada operação.

O que mais impressiona nesse universo das transações entre empresas, fornecedores e clientes é a capacidade de uma grande corporação se mover tão rapidamente na direção da Internet, eliminando etapas do processo que antes pareciam indispensáveis. O exemplo da subsidiária da Volkswagen no país está credenciado a entrar em qualquer lista de casos bem-sucedidos. Com um orçamento anual de 4 bilhões de dólares para compras desde peças para a linha de produção até canetas de escritório no Brasil e na Argentina, a empresa decidiu extinguir as concorrências tradicionais no ano passado. Todos os fornecedores foram avisados de que apenas as propostas enviadas pela Internet seriam aceitas. Para cada peça que necessitava comprar, a Volks seguia um ritual que muito lembrava as decisões tomadas no serviço público. Reuniões, papéis aos montes e novamente reuniões. A empresa recolhia cotações com três fornecedores para cada item. O passo seguinte era uma reunião seguida da apresentação do orçamento e do anúncio do vencedor. Eram 35 cerimônias diárias nos auditórios da empresa. A Internet acabou com a movimentação desnecessária e com o desperdício de recursos e ainda conseguiu triplicar o número de concorrentes em cada oferta. "Agora, as regras são claras e iguais para todos", diz Sérgio Elias de Macedo, gerente de tecnologia da informação e responsável pelo desenvolvimento do e-commerce da Volks.

A gigante do setor de alumínio Alcoa também implantou no Brasil um modelo de resultados semelhantes ao da Volks. O sistema começou a funcionar há um ano em uma das unidades. Em fevereiro, mais duas fábricas adotarão a receita, e, até o final do ano, todos os produtos da Alcoa no país serão vendidos pela rede. Uma economia de 5 milhões de dólares por ano para os cofres da empresa. O sucesso do projeto, nascido no Brasil e coordenado pelo presidente da Alcoa para a América Latina, Fausto Moreira Filho, rendeu-lhe uma promoção. Nesta segunda-feira, Moreira desembarca em Pitts-burgh, nos Estados Unidos, sede da empresa, para assumir a presidência mundial de e-business da companhia.

A rede de supermercados Pão de açúcar também está tentando trazer todos os seus 6000 fornecedores para dentro da Internet, o que pode tornar-se seu maior diferencial diante da concorrência. O novo sistema permite a troca de informações mercantis e financeiras entre os fornecedores e a direção da empresa, como relatórios de vendas e estoque. Em uma versão anterior, sem a ajuda da Internet uma empresa com grande volume de transações como o Pão de açúcar gastava em média 7000 reais por mês. No novo modelo, essa despesa não ultrapassa 100 reais mensais.

"A rede é barata e terceirizada. A empresa não precisa montar uma estrutura independente para se comunicar com seus clientes", afirma Mordejai Goldenberg, diretor da consultoria ªT. Kearney. Goldenberg avalia que o consumidor também será beneficiado com essa mudança. A redução de custos pode levar a uma queda no preço final do produto. "Os efeitos para o consumidor só devem ser sentidos um ano após a implantação do modelo nas empresas", afirma o consultor. Essa economia das companhias pode variar entre 30% e 80%. Os resultados de cada iniciativa estão relacionados diretamente com a eliminação dos intermediários nas negociações entre o comprador e seu fornecedor. No setor de alimentos, a empresa que atingir o nível da excelência virtual pode distanciar-se dos concorrentes. A rede tem seus poderes.

Quatro exemplos de economia

Conforme as previsões dos consultores, as empresas brasileiras alcançariam no final de 2003 a cifra de 4 bilhões de dólares nas transições eletrônicas com outras companhias. Esse resultado chegará em muito menos tempo. Veja por que a partir de alguns exemplos

GERDAU

Até o final deste ano, 40% de todo o aço produzido pela empresa será vendido pela Internet . Isso significa mais ou menos 800 milhões de dólares ao ano. No segundo semestre, todas as compras da siderúrgica serão feitas pela rede.

PÃO DE AÇÚCAR

O supermercado trabalha com 6000 fornecedores e tem planos de chegar ao final de 2000 utilizando a Internet como canal exclusivo para abastecimento de suas lojas. Isso vale para grandes fornecedores, como Sadia e Nestlé, e para os pequenos sitiantes que entregam frutas e verduras à empresa.

ALCOA

Os 1000 maiores clientes estarão utilizando a Internet, até o final deste ano, para comprar os artigos de alumínio e as embalagens plásticas produzidos pela Alcoa. O sistema representará uma economia anual de 5 milhões de dólares para a empresa e movimentará cerca de 600 milhões de dólares na América Latina.

VOLKSWAGEN

As compras da montadora para suas fábricas no Brasil e na Argentina somam 4 bilhões de dólares por ano. Quem quiser vender à companhia desde autopeças até produtos de jardinagem tem de estar ligado a Internet.

Busines to Consumer

O contato com as pessoas, os consumidores finais, deve ser o mais genérico e amigável possível, pois pessoas completamente diferentes estarão interessadas em fazer negócios, a realização destes negócios só dependem de você.

Conclusão

As pessoas ficam perplexas com as novidades na área de comércio eletrônico, com os exemplos de sites de sucesso e com a mudança de paradigmas pela qual a sociedade está passando com o advento da Internet.

Há ganhos para as empresas (fornecedores e clientes) e pessoas, pois as operações de compra e vendas são facilitadas pelo número de ofertas e oportunidades de negócios, sem falar da comodidade de comprar e vender de onde se tem um computador plugado na Internet. Os baixos custos atraem as empresas e a comodidade atraem as pessoas.

Porém, empresas quem não possuem um esquema logísticos de entrega adequado, estão fadadas ao fracasso. Um dos maiores problemas é pequeno número de empresas com capacidade de entrega para o comércio eletrônico, sendo que a única que satisfaz no plano nacional são os Correios.

O B2B é mais prático do que o B2C, do ponto de vista empresarial, porque no B2B as empresas participantes é que definem o que e como vão se relacionar. O negócio eletrônico entre empresas não se confundem com os negócios com pessoas comuns, apesar de empresas conseguirem comprar em sites voltados para o B2C, mas o contrário não ocorre.

Tanto para as empresas que entram para o B2B, quanto as que entram para o B2C, a Internet ainda é uma ótima oportunidade, mais que isso, uma obrigação para quem deseja se manter no mercado.

Bibliografia

Blumenschein, Alberto. & Freitas, Luiz Carlos Teixeira de. Manual Simplificado de Comércio Eletrônico. São Paulo: Aquariana, 2000.

Botelho, Diógenes.; Boechat, Yan.; Castilho, Carlos. e Silveira, Márcio Roberto. "O comércio está na rede." Revista Veja. São Paulo: Ed. Abril, ano 33, edição 1634, 2 fev 2000.

Falcão, Carla. "O B2B é o preferido." Revista Internet Businness. São Paulo: Ed. Empreendedor, ano 3, número 38, out 2000.

Jornal Gazeta Mercantil. "Equipamentos colocam vendas on-line nas lojas." 13/07/2000

Jornal Gazeta Mercantil. "A informação é o espírito do nosso tempo"

Lima, Ana Paula. "Casos de sucesso seguem regras simples" Online. Internet. Capiturado em 26/07/2000,21:20:18 <www.globo.com>

Matéria "Assinaturas digitais revolucionarão o E-commerce" Reuters: reeditado em 4/10/2000 - 18:38:26 Online. Internet. <www.ig.com.br>

Oliveira, Tadeu. "Distribuição é maior barreira para o comércio via Internet." Jornal Valor Econômico, 27/09/2000.

Paduam, Roberta. "Riqueza Invisível." Revista VOCÊ S.A São Paulo: Ed. Abril, ano 3, ed 25, jul 2000.

Revista E-commerce. São Paulo: Segmento, ano I, n. 2, Jan/Fev/Mar de 2000.

Revista Empreendedor São Paulo: ano 4, n.46, agosto 1998.

Revista EXAME. São Paulo: Ed. Abril, agosto de 1999.

Silva, Sérgio Amaral. "Nova logística" Revista Internet Businness. São Paulo: Ed. Empreendedor, ano 3, número 38, out 2000.

Tristão, Márcio. "Fonte farta" Revista Internet Businness. São Paulo: Ed. Empreendedor, ano 3, número 38, out 2000. 

Apêndice I

Pessoas Físicas citadas:

Agostinho de Couto Sacramento, gerente de marketing da Associação Comercial de São Paulo;

André Johannpeter, diretor da siderúrgica Gerdau;

Clodine Oliveira, diretora da Netune;

Corina Engel, diretora da consultoria Laboris;

Eduardo Weaver, presidente da empresa de informática MultiView;

Elvio Aliprandi, presidente da Associação Comercial de São Paulo;

Fausto Moreira Filho, presidente mundial da Alcoa

J. Scott Lowry, presidente e executivo-chefe da Digital Signature Trust;

Jack London, Guru do e-commerce no Brasil. Criou o Booknet e o Valeu;

Jesus Antônio Lizarzaburu, consultor da empresa Artware Net;

Luiz Novaes, vice-presidente da consultoria de e-business VPWeb;

Luiz Vieira, vice-presidente da Booz Allen & Hamilton;

Marcos Isaac, COO e diretor de Suply Chain da Ernest Young;

Maria Rita Bertolazzi, gerente de distribuição da empresa Boticário;

Maurício Curi, COO da Web Negócios Online;

Paul Bender, presidente da Bender Consulting;

Paulo Fleury, professor e diretor do Centro de Estudos em Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro;

Peter Druker, americano, professor e guru da administração e marketing mundial;

Professor-pesquisador Rogério Cid Bastos, secretário extraordinário de informática da Universidade Federal de Santa Catarina;

Rui Vieira, diretor da VDV;

Sérgio Elias de Macedo, gerente de tecnologia da informação e responsável pelo desenvolvimento do e-commerce na Volks;

Tom Billey, presidente da House Commerce Committee;

Apêndice II

Pessoas Jurídicas citadas:

Alcoa, multinacional do setor de alumínio;

Amazon Book [www.amazonbook.com];

Artware Net [www.artwarenet.com.br];

Associação Comercial de São Paulo;

Banco Bradesco [www.bradesco.com.br];

Banco do Brasil [www.bb.com.br];

Banco Real [www.breal.com.br]

Bender Consulting, consultoria de soluções logísticas;

BioNetrix, empresa austríaca especializada em biométrica.

Booz Allen & Hamilton, consultoria de informática;

Boticário, empresa do ramo de cosméticos e perfumaria;

Correios, empresa pública brasileira de distribuição de correspondências e mercadorias;

DHL, multinacional do setor de entregas expressas;

Digital Signature Trust, empresa americana voltada para tecnologias de assinatura digital.

Ernest Young, consultoria multinacional de atuação em novas tecnologias;

Febraban &endash; Federação Brasileira de Bancos

Gerdau, grupo siderúrgico gaúcho;

Laboris, consultoria de informática;

Livraria Cultura [www.livcultura.com.br];

Livraria Saraiva [www.saraiva.com.br];

Lojas Americanas [www.americanas.com.br]

MultiView, empresa de informática

Netune, fornecedora de soluções e-commerce;

Panamco, segunda maior engarrafadora da Coca-Cola, no mundo;

Rede de lojas Ponto Frio [www.pontofrio.com.br];

Rede Pão de Açúcar [www.uol.br/pdadelivery];

Revista Empreendedor http://www.empreendedor.com.br];

E-mail: ecm@matrix.com.br;

Shopping Virtual All Internet [www.allinternet.com];

Shopping Virtual Visa Mall;

Universidade Federal de Santa Catarina [www.ufsc.br];

Universidade Federal do Rio de Janeiro [www.ufrj.br ;

VASPEX, empresa privada nacional, do grupo VASP, que atua no setor de entregas expressas;

VDV, empresa que está lançando o CabiNet;

VPWeb, consultoria de e-business;

Web Negócios Online S.A., consultoria de informática;

Wolkswagen, multinacional alemã de fabricação de carro;