Dirce
Nakagawa Takigawa Monografia
apresentada no curso de Organização, Sistemas
e Métodos das Faculdades
Integradas Campos Salles,
sob orientação do Professor Mauro
M. Laruccia (Disponível
na rede desde novembro de 2000)
Introdução A
concepção construtivista encontra-se num
momento de ápice, no ponto de vista
básico. Realmente,
nunca se havia produzido uma extensão e
difusão das idéias construtivistas em
diferentes Países e em âmbitos de
pesquisa. "Seja
em Países da América do Norte, Sul e Europa, a
concepção construtivista está ganhando
adeptos. Isto porque estão ocorrendo reformas e
transformações na área educativa em
vários Paises. É possível que tenha
haver com a globalização e crescente
convergência em relação a alguns
conceitos epistemológicos básicos"
(CARRETEIRO, 1997:8) No
Brasil, o construtivismo iniciou a partir da década
de setenta, quando a teoria de Jean Piaget começava a
fazer parte dos âmbitos educacionais. A partir
daí, surge um movimento que tem a visão do
mundo diferente das escolas tradicionais que tratavam o
aluno como objeto treinado pelo sistema comportamentalista.
Com a escola construtivista, o aluno passa a participar
ativamente do próprio aprendizado, mediante a
experimentação, pesquisa, trabalho em grupo, o
estímulo ao desafio, desenvolvimento do
raciocínio e a busca constante de
aperfeiçoamento. O
construtivismo dá importância ao erro,
não como um tropeço, mas uma forma de melhorar
a aprendizagem, além disso desenvolve a cidadania,
porque dá ao aluno a oportunidade de discutir
situações de todos os segmentos sociais,
apresentar sugestões, contestar e aceitar
conscientemente. Desenvolvimento Com
a globalização, o mercado tornou-se mais
exigente para a seleção de
profissionais. Hoje,
há muita importação de profissionais
nas áreas estratégicas, pois nossa área
educacional está deficiente. "Quando
os teóricos do construtivismo constataram que o aluno
é sujeito de sua própria aprendizagem", o que
equivale a dizer que ele atua de modo inteligente em busca
de compreensão do mundo que o rodeia, automaticamente
estão dando uma grande "dica" aos educadores, e
lançando também um grande desafio. É
como se dissessem: "sejam o centro do processo de ensino,
criem juntos com os alunos os seus próprios caminhos,
descubram alternativas pedagógicas em sala de aula".
(ROSA, 1997:40-41) Baseados
nos pressupostos acima, pregunta-se: com a eficácia
da concepção construtivista, teremos
profissionais mais criativos? "A
concepção construtivista da aprendizagem e do
ensino parte do fato óbvio de que a escola torna
acessível aos alunos aspectos da cultura que
são fundamentais para seu desenvolvimento pessoal, e
não só no âmbito cognitivo; a
educação é o motor para o
desenvolvimento, considerado globalmente, e isso
também supõe incluir as capacidades de
equilíbrio pessoal, de inserção social,
de relação interpessoal e motora. Ela
também parte de um consenso já bastante
arraigado em relação ao caráter ativo
da aprendizagem, o que leva a aceitar que esta é
fruto de uma construção pessoal, mas na qual
não intervem apenas o sujeito que aprende; os outros
significativos, os agentes culturais, são
peças imprescindíveis para essa
construção pessoal". (MARTIN et al,
1999:19) Tivemos
vários estudiosos construtivistas que nos
influenciaram: Jean Piaget (aspecto cognitivo), Vygotsky
(sócio-histórico), Wallon (aspecto
afetivo-personalidade) e muitos outros
seguidores. "Uma
correta organização da aprendizagem da
criança conduz ao desenvolvimento mental, ativa todo
um grupo de processos de desenvolvimento". (VYGOTSKY,
1999:114-115) "Durante
a evolução da aprendizagem, a criança
reelabora o seu modo o que é transmitido e extrai de
suas experiências aquilo que seu nível de
entendimento possibilita. Mas a evolução das
suas conquistas, é de fato no ato de
criação". (SEBER, 1996:31) Para
Piaget citado em Seber (1996:35) "As
reelaborações criativas que a criança
faz ao interpretar conforme seu nível de
desenvolvimento o que lhe é transmitido são
explicados por Jean Piaget em vários
livros...". O
nosso método tradicional restringiu a capacidade do
aluno, desenvolvendo apenas uma mentalidade lotérica,
em que o saber ficou reduzido ao maior numero de pontos em
testes que não exigem o menor esforço da
inteligência. Do
fracasso desse modelo é que surgiu a
concepção construtivista, onde os grandes
estudiosos desenvolveram vários estudos valiosos para
adequar o aluno onde pudesse aproveitar melhor o seu
potencial criativo. Um
dos argumentos muito utilizados por muitos, em particular
pelos professores que rejeitam a concepção
construtivista, é que não é
possível trabalhar em classes numerosas. Mas,
será que é possível trabalhar bem, em
qualquer linha, em classes numerosas? Hoje,
pesquisando quaisquer escola com classes numerosas, seja
qual for a linha adotada, não se tem
eficiência, pois é necessário adequar a
quantidade, e não será o problema só na
linha construtivista. A
classe numerosa é resultado de um problema
administrativo e político. Há também o
problema da falta de profissionais nesta área, pois a
totalidade destes necessitam de reciclagens e
cursos. Na
entrevista - que se encontra mais adiante - foi constatado
que é difícil ter profissionais competentes
nesta área, somando ainda a iguinôrancia,
principalmente dos pais pela
concepção. Gradativamente,
a concepção construtivista tem trazido muitos
benefícios, quando aproveitado os valores anteriores
da criança e direcionando-os para a
potencialidade. Entrevista Entrevista
elaborada dia 24 de outubro de 2.000, na escola,
Dimensão Escola de Educação Infantil
S/C, situada em São Paulo &endash; S.P., perguntas
respondidas pela Diretora, Elidia Cagnotto. Conclusão Iniciamos
procurando uma pedra perdida no universo: QUAL A
CONCEPÇÃO QUE PUDESSE BUSCAR O POTENCIAL
CRIATIVO. Apesar
dos autores serem de complexa interpretação,
percebe-se que a medida que o educador vai tecendo sua
prática, ele também vai refletindo e aplicando
a teoria construtivista que é valiosa, para resolver
diversos males que afligem o contexto atual educativo.
Piaget, Vygotsky e outros contribuíram para a
elaboração de teorias inovadoras, pois
ultrapassaram aquelas existentes na tradicional, pois
descobriram a comprovação da existência
do potencial individual, onde valorizado e estimulado leva
ao desafio e a busca do sucesso. Bibliografia AZENHA.
Maria da Graça. Construtivismo:de Piaget a Maria
Ferreiro. São Paulo: Ática,
1.998. CARRETEIRO,
Mario. Construtivismo e Educação. Porto
Alegre: Artmed, 1.997. MANI,
Jiron. Construtivismo. São Paulo: Moderna,
1.998. MARTIN,
Elena; MAURA, Teresa; MIRAS, Mariana; ONRUBIA, Javier; SOLE,
Isabel; ZABALA, Antoni; COLL, César. O
construtivismo na sala de aula. São Paulo:
Ática, 1.999. ROSA,
Sanny S. da. Construtivismo e mudança.
São Paulo: Cortez, 1.997. SEBER,
Maria da Gloria. Psicologia do Pré-escolar: Uma
visão construtivista. São Paulo: Moderna,
1.997. VYGOTSKY,
L. S. Aprendizagem e desenvolvimento intelectual na idade
escolar. São Paulo: Ícone,
1.998.
João
Carlos Ribeiro
Rita de Cássia Santos
R: A vantagem da concepção construtivista
é a valorização do conhecimento
prévio do aluno e permitir o seu
crescimento.
R: A linha Sócio-construtivista.
R: A diferença é notada no dia-a-dia.
Havendo uma diferença fundamental quando há
uma avaliação, pois a criança do
método tradicional tem medo do erro.
R: É que a criança passa ter sua capacidade
restringida ao limite do professor.
R: Sim, e faria tudo novamente se fosse preciso lutar
pelo futuro melhor das crianças.