O Comércio Eletrônico

Eduardo Martins Dias
Gleice Geani Alves
Leonardo Cesar Afonso
Leopoldo Reginaldo
Paulo Ramos Ferreira da Silva

Monografia apresentada no curso de Organização, Sistemas e Métodos das Faculdades Integradas Campos Salles, sob orientação do Professor Mauro M. Laruccia

(Disponível na rede desde novembro de 2000) 


Introdução

A essência do Marketing é criar e resolver os processos de troca do mais simples ao mais complicado e como dizia o editor Red Motley: "Nada acontece até que alguém venda alguma coisa", veremos então como funcionava as três eras na qual o Marketing foi dividido:

Na Era da Produção, antes dos anos 20, o que predominava era a venda de um produto bom por si mesmo e o seu sucesso se dava pelo termo de vitórias de produção e não pelo termo de qualidade física dele.

Na Era das vendas, antes dos anos 50, venciam as empresas que vendiam e faziam propagandas criativas, pois conseguiam convencer o consumidor a comprar.

Na Era do Marketing, Segunda metade do Século XX, o consumidor era visto como um rei, ou seja, o mercado busca a necessidade que satisfaça o consumidor, esta era se difere totalmente da era da produção, pois a sua filosofia de comercialização baseia-se numa forma especial de atendimento ao cliente, ele é tratado de forma única, que requer uma solução única.

É importante lembrar que a administração de uma empresa deve estar sempre voltada para o cliente e não ao produto, pois se isso ocorrer dizemos que houve uma miopia de Marketing.

Os pontos imprescindíveis na estratégia do Marketing são: público alvo e as variáveis que compõem o Marketing: produto, distribuição, comunicação e preço visando satisfazer as necessidades do público alvo.

Sabendo-se que o Marketing está presente desde o século XX e vem aprimorando suas formas de trabalho cada vez mais e que tem se desenvolvido rapidamente a cada dia, analisaremos a seguir o funcionamento do Comércio Eletrônico que não para de crescer.

O Marketing é o cartão de visitas para a loja e as empresas de mídia atuam na área de Internet, desenvolvendo sites espetaculares, motivadores e desafiadores, é através deles que os clientes têm o primeiro contato com a empresa, é geralmente dinâmico com visual bastante atraente e dispõe de uma variedade de informações e produtos.

Como dizia Drucker, o profeta da revolução digital: "Para trabalhar em empresas de tecnologia, a base principal é entender do assunto e sobretudo, ser irreverente, pois o comércio eletrônico está provocando profundas transformações na economia, nos mercados e nas estruturas de indústrias inteiras: nos produtos, serviços, valores e no comportamento dos consumidores, também nos mercados de trabalho e de emprego".

Se refletirmos um pouco, veremos que a Revolução Industrial avançou rapidamente ou provocou um impacto maior do que a Revolução da Informação, se analisarmos em termos de espaço de tempo veremos que o impacto foi igual, pois a indústria mecanizou a maioria dos processos manufatureiros como: produtos têxteis, produção do papel, do vidro, do couro, de tijolos, ferros e derivados, etc... Com esse novo processo de trabalho o preço caiu em 90% nos 50 primeiros anos do século XVIII e a produção aumentava cada vez mais, o mesmo ocorreu na Revolução da Informação, pois segundo a Lei de Moore, o preço do elemento básico, o "microchip" cai 50% a cada 18 meses. Podemos dizer que o comércio eletrônico representa para a Revolução da Informação, o que a ferrovia representou para a Revolução Industrial, ou seja, foi um avanço totalmente inesperado, inusitado.

O comércio eletrônico é a compra e venda de produtos, bens, informações e serviços pela Net, difere-se do E-Business, pois este é a conexão da força de trabalho, através da transformação do processo corporativo, cria o conteúdo, produção, distribuição e consumo, é também a conexão de sistemas de informática à clientes, fornecedores através da Internet, Intranet e Extranet com segurança e integração.

Oferecem métodos de pagamentos fáceis, informações personalizadas sobre os produtos e os preços, segurança e adequação de produtos com garantias fortes e temos um exemplo a citar, os Estados Unidos, fornecem entregas rápidas e métodos de rastreamentos de status de pedidos chegando finalmente à execução da comunicação com clientes e suporte de qualidade.

O comércio eletrônico ajuda a gerar demanda por produtos e serviços, melhorando a comunicação, o manejo de pedidos, pagamentos e funções de apoio, permite uma venda direta ao consumidor, eliminando intermediários. A concorrência deste mercado, está cada vez mais agressiva e o diferencial competitivo está na rapidez de tomada de decisão para implantação de tecnologia.

O principal objetivo dos lojistas que estão na rede é conquistar clientes e não compradores, por isso criam uma relação de afeto com os consumidores fornecendo comodidade, praticidade, novidades e sobretudo, um atendimento especial, buscam transmitir a sensação de que tudo foi feito especialmente para atendê-lo. Para uma relação de segurança, conforto e confiança, os lojistas vêm aplicando uma nova tática: mandam e-mail, ou telefonam perguntando se ele ficou satisfeito com o produto recebido e a partir daí nasce uma relação longa e duradoura entre o consumidor e o lojista, ou seja, este consumidor passa a ser o seu cliente.

O sucesso do comércio eletrônico, depende da infraestrutura de planejamento, suprimentos, produção, estocagem e distribuição física para que o consumidor tenha suas necessidades de qualidade, prazo e custo atendidas.

Com base no sucesso das lojas virtuais, os grupos que administram os grandes Shopping Centers do país estão investindo na criação de portais de compra e no cabeamento das suas lojas, visando oferecer mais uma opção para seus clientes. A Internet é vista como nova ferramenta de divulgação dos produtos e um novo canal de compras, traz a possibilidade do aumento das vendas para o comércio, podemos dizer que aos poucos os Shoppings se transformarão em centros de lazer e de gastronomia.

O B2B, é uma variação nova da febre da Internet que varre o Brasil e a América Latina. Todo dia, encontramos anúncios coloridos fabulosos de página dupla em jornais e revistas. Analisando mais de perto os sites dedicados à negócios entre empresas observamos a verdadeira face do B2B no país, esta atividade ainda encontra-se no início de seu ciclo de evolução, portanto tem muito chão a percorrer para conseguir entregar tudo o que promete. Dividem-se em três tipos:

  1. Catálogos de empresas: é o equivalente virtual para as listas telefônicas, é uma lista de empresas com informações que possuem um nível de detalhe e atualização que variam de site para site.
  2. Catálogos ativos: são como catálogos simples, porém possuem mecanismos para cotação de preços de serviços e produtos. Você identifica o que quer comprar, quem vende e pergunta aos fornecedores quanto custa. Depois de acertado o preço e condições de compra, o negócio é fechado fora da rede.
  3. Sites de transação: são minorias, permitem a empresa, realização do ciclo completo de negociação e aquisição de bens e serviços. Os mais completos automatizam toda a transação de compra, inclusive o fornecimento de crédito, o acompanhamento da ordem de compra, contas a receber e a entrega do produto ao comprador.

Uma exceção neste tipo de variação, é a www.webb.com.br, o verdadeiro show de competência, qualidade e eficiência.

Veja a seguir alguns problemas graves de projetos e erros primários de implantação, apresentados em muitos sites.

Muitos deles possuem uma personalidade indefinida, ou seja, o internauta em seu primeiro contato, não consegue saber para que serve exatamente a homepage. Não sabem se podem comprar ou apenas listar as empresas, que tipos de indústrias são encontradas neste site, pois são raros os sites que fornecem essas informações de forma clara e em lugar visível, fácil de encontrar.

Vários possuem modelos indefinidos, onde o vendedor ou comprador só fica sabendo o quanto custa para comprar à partir do momento em que envia um e-mail.

Grande maioria das interfaces parecem ter sido desenhadas por pessoas que nunca usaram a web. Existem cliques desnecessários, opções que ainda não funcionam ou que levam as páginas "em construção" deveriam ser retirados do ar.

Existem casos onde todos os usuários, compradores e vendedores, pagam um valor mensal. Existe taxas por transação e ainda, sites que não cobram nada dos participantes, apenas dos anunciantes e, outros oferecem serviços adicionais como projeto de páginas web e hosting de sites.

Conforme relatos de Larry Ellison, na revista Veja de 18/10/2000, o presidente da Oracle prevê um terremoto na internet.

"Ele é o segundo homem mais rico do mundo e quer ganhar ainda mais dinheiro e ser o primeiro à frente de Bill Gates. Não é tanto pelo dinheiro. Depois do primeiro bilhão, já não faz tanta diferença Ter mais no terreno aquisitivo.

A Oracle, é a Segunda maior empresa do mundo de software, os programas de computador. Ainda perde para a Microsoft, que fabrica o onipotente Windows. Questão de tempo, acha Ellison. "A Microsoft não vai morrer, vai ficar aí como um fóssil de uma era grandiosa mas que, infelizmente para eles acabou: a era do computador pessoal. A economia mundial agora gira em torno da internet, como a Oracle, diz".

Sua empresa valorizou-se 400% no último ano e vem resistindo bravamente ao terremoto na Bolsa de alta tecnologia, a Nadasq.

Larry Ellison afirma que vai sobreviver apenas uma de cada 1000 empresas que estão tentando viabilizar-se na internet, as chamadas pontocom. "O reino da fantasia acabou", decreta o bilionário americano. As companhias gigantes da economia tradicional vão continuar dominando a cena. A Internet caiu do céu para elas. Com um custo mínimo podem aumentar dramaticamente sua eficiência.

A Oracle, é uma organização administrativa cada vez mais apoiada na internet e crescentemente mais rica. Todos os processos externos, como venda e assistência ao consumidor, são feitos pela web. Os internos também. Ninguém usa papel na Oracle.

Para as empresas virtuais, que fazem comércio ou oferecem conteúdo, via internet, a coisa está feia.

Desde janeiro, mais de três dúzias de empresas ligadas à internet fecharam. Para as companhias que fabricam componentes para computadores, produtos sólidos, o cenário não é melhor.

O faturamento já não está crescendo tão rapidamente como estava, embora a taxa ainda seja boa.

A nova economia é movida a tecnologia, que agiliza mudanças, promove um aumento brutal de produtividade e potencialmente aumenta lucros. Movidas a internet, as empresas podem ser gerenciadas com um custo que beira a zero."

O Comércio Eletrônico

Os empresários pontocom estão aprendendo a respeitar a privacidade do cliente através do marketing de permissão.

O marketing de permissão busca cultivar relacionamentos com os consumidores, é uma forma de atrair clientela através de serviços e produtos, ou seja, não fica caçando clientes, além de ser uma opção pelo não invasivo é uma forma interessante de fazer negócios.

O primeiro desafio é chamar a atenção do usuário, tentando atraí-lo de forma que ele fique à vontade para fornecer dados a seu respeito e receber informações sobre a empresa, para isso é necessário oferecer serviços personalizados, promoções, tratamento especial e comprometimento com a privacidade do internauta.

Para melhor entendimento da atuação do marketing de permissão veremos alguns depoimentos encontrados na Revista Internet Business/Agosto 2000:

"...Um estudo realizado nos EUA mostrou que cerca de 25% dos internautas entrevistados forneceriam dados pela rede em troca de acesso, 70% não hesitaram em fazê-lo, se soubessem previamente o que seria feito com as informações. Essa relação baseada na troca é conhecida como barganha explícita", afirma Vasoir Tronchin, sócio-diretor da Peppers and Rogers Group do Brasil, empresa em que oferece consultoria e treinamento em marketing estratégico."

O núcleo do marketing de permissão, está no bom senso, pois durante o cadastramento perguntam várias vezes ao internauta se ele deseja receber mensagens e também cada e-mail possui a opção para bloqueio e interrupção do relacionamento, temos como exemplo a agenda online Elefante que traz esta opção em seu site.

A Internet nos trouxe uma facilidade de comunicação, porém tornou a fidelidade dos usuários mais complicada, pois eles se sentem tentados a experimentar mais e mais...

É importante não esquecermos que a tecnologia é incapaz de resolver sozinha todos os problemas de comunicação entre uma empresa e, seu público-alvo, pois o fator humano determina o sucesso.

No ínício, o valor de um site ou portal era definido pela audiëncia, hoje isso não é válido se a empresa não conhecer seus usuários.

A CustomSite, empresa para resolução de CRM, permite conhecer o comportamento do internauta a partir da forma como ele navega, isto permite com que o empresário saiba exatamente quais são as necessidades e interesses do cliente que deseja fidelizar, a avaliação inicia à partir do momento em que o internauta digita a sua senha e o seu login e devido a rapidez da internet a reação da CustomSite ao comportamentoi do visitante é proposta em tempo real.

As lojas virtuais não devem enviar mais de uma mensagem por semana, como fazem sites de outras empresas prestadoras de serviços diferenciados como por exemplo a Netcard, empresa que fornece cartões virtuais, envia um e-mail a cada 30 dias, exceto os meses em que há datas comemorativas como Dia dos Pais, Dia das Mães, Páscoa. Este é um exemplo da utilização do bom senso, pois a empresa não pode se tornar inconveniente para cliente.

Veremos a seguir os mandamentos do e-mail marketing, relatados na revista Internet Business / Agosto/2000:

  • "Não envie e-mails sem o consentimento dos usuários;
  • Ofereça sempre a opção de cancelamento dos envios ( opt out) nas mensagens;
  • Tenha regras de conduta claras e acessíveis;
  • Não envie arquivos atachados nas mensagens, ou que levem muito tempo para carregar;
  • Controle mensal ou semanalmente o envio de mensagens;
  • Faça com que a marca e a mensagem sejam reconhecidas pelo usuário como úteis e personalizados;
  • Ofereça web conditions" ou ofertas de conteúdo, serviços e produtos especiais que agreguem valor;
  • Responda prontamente os e-mails de retorno de uma campanha ou serviço personalizado;
  • Permissão custa tempo e dinheiro. Spams não funcionam e podem gerar retorno indesejável;
  • A permissão do usuário é revogável, intransferível e não acontece por acidente. Deve ser cuidadosamente adquirida e estrategicamente desenhada e planejada."

A internet proporcionou muitas facilidades no mercado, porém saber o que comprar através dela é fundamental para o consumidor, um exemplo para este tipo de avaliação são os serviços de pizzarias online, site que reúne várias pizzarias de São Paulo e outros estados, testado pela Info Exame:

"...Fazer o pedido é moleza: basta ligar o computador e ir ao site. O internauta escolhe a cidade, o bairro e a pizzaria que atende a área em que está. Depois, sabores e bebidas. O cardápio poderia ser um diferencial a favor do site, mas não detalha os ingredientes e deixa os famintos reféns dos nomes escolhidos pelas pizzarias. Deu saudade do folheto impresso, mas não implicamos.

Preenchemos um cadastro com endereço, e-mail e telefone. Assim que o pedido foi fechado, o site mando uma mensagem de resposta automática confirmando a compra. Logo depois nova confirmação, desta vez por telefone. Mas não era para ser tudo pela Internet?

Fomos em frente. Pedimos três pizzas na redação da Info numa segunda-feira (12/6), precisamente às 18h56, e esperamos a atendente do site repassar a encomenda para a pizzaria - por telefone, mais uma vez. Para atrair clientes, o site faz uma oferta atraente: se a pizza não chegar em meia hora, sai de graça. ÃS 19h39, todos com o estômago nas costas, chegava o pedido, 13 minutos atrasado.

Assim, fomos dispensados do pagamento, a primeira alegria do teste. A Segunda foi o sabor, muito bom. Agora, já sabemos: se a fome atacar outra vez, pediremos outra pizza. Por telefone."

No Brasil, os mercados eletrônicos desenvolvidos pelas empresas da velha economia seguem áreas diversificadas - construção, papel e celulose, calçados, grãos, agribusiness. E, em grande parte das vezes, estão diretamente ligados ao ramo de atividades de seus sócios. É o caso do portal de construção estrutura.net, uma associação entre a unidade de venture capital da Votorantim, a Tigre, a Pirelli Cabos, a Docol e a Bradespar, Embratel, com um investimento inicial de 20 milhões de dólares, reuniu todas essas empresas para investir no e-marketingplaces, ous seja, é a reunião de compradores e fornecedores.

Já vimos anteriormente a insegurança do consumidor em relação ao fornecedor através da internet, agora veremos a insegurança da empresa em relação ao comércio eletrônico, conforme matéria da Exame Negócios/Novembro-2000:

"...Empresas de cosméticos ainda não descobriram como tirar melhor proveito da Internet. E parece que o que falta não é retoque..."

"... Desde que Simone virou consultora da Natura, há um ano e meio, só envia seu pedidos para a fábrica pela internet. No site da empresa, consulta estoques e verifica sua carteira de pedidos. Além disso, tem um site próprio para tentar ampliar suas vendas e consegue usar todos os recursos da web. Simone é da geração jovem na qual Susana deposita o futuro. Pergunte a Simone o que ela acha dessa experiência na web.

"Estou frustrada. Quero ser uma consultora virtual, mas eles (a Natura) parecem indecisos, querem e não querem". Diante disso, Simone já não deposita tantas esperanças em conseguir usar a Internet para construir uma nova relação com suas clientes.

A frustração dessas consultoras é apenas um sinal do dilema que empresas como Natura, Amway, entre outras, estão vivendo na Nova Economia. Afinal elas são consideradas mestras no marketing direto, aquele que é construído com base no relacionamento bastante estreito entre duas pessoas: a consultora e a cliente.

E, de repente aparece a Internet, uma tecnologia que tem tudo para fortalecer essa relação um-a-um. Só que justamente que deveria estar desfilando exemplos de como usar a rede para estreitar relacionamento parece Ter ficado no "vai-não-vai". Afinal, o que está acontecendo?

Três respostas:

  1. Marcelo Araújo, vice-presidente da Natura: "Sabemos que a Internet pode ajudar a criar uma relação um-a-um mais enriquecedora, mas ainda não conseguimos atingir esse nível".
  2. Eduardo Bruder, diretor de marketing, comunicação e planejamento estratégico da Avon: "Não vejo como a Internet pode mudar a relação básica da empresa com o cliente".
  3. Ricardo Tanaka, gerente-geral da Amway no Brasil: "Não há como construir uma nova relação usando só a Web".

Tanto a Avon quanto Natura e Amway podem ser consideradas totalmente leigas no mundo digital.

Problema

O principal problema do comércio eletrônico é a insegurança de muitas pessoas em relação ao site que estão acessando, por não saberem se os mesmos possuem credibilidade. Também o fato de fornecerem o número do cartão de crédito é motivo de resistência de muitos consumidores.

A deficiência no Setor de Logística tem contribuído para insegurança do consumidor, conforme matéria da Info Exame, Julho/00: ..."A operação é instantânea. Leva apenas alguns minutos e meia dúzia de clientes do mouse. Compra efetuada com sucesso? Bem. Isso vai depender do produto estar no estoque, do fim da greve dos caminhoneiros, do tamanho do congestionamento e do endereço de entrega, que as vezes não consta do guia de ruas - fenômenos nada virtuais. Para chegar à casa do internauta, o comércio eletrônico enfrenta as barreiras do mundo de tijolos e de cimento. É a chamada logística: todo o processo detonado assim que o usuário dispara o clique de compra. O termo, extraído do vocabulário de guerra, já definiu a vitória de muitos exércitos. Hoje desafia a sobrevivência das empresas de e-commerce.

Agora a velocidade de entrega ainda é apenas um diferencial, mas em breve será um mecanismo básico de avaliação para o internauta, diz Dário Gaspar, diretor da área de estratégias em operações da consultoria americana AT Kearney. Isso significa que levar dias para entregar um produto ou atropelar o prazo prometido serão erros cada vez mais fatais para as lojas virtuais. Na internet, um cliente insatisfeito está a apenas um clique do concorrente. Não é por acaso que investir em logística é a palavra de ordem no business-to-consumer. "O desafio é aprender a trabalhar com pedidos extremamente segmentados e descobrir um forma de equacionar os custos, diz Marcio Barbeito, chefe de operações da Danzas, empresa responsável pela logística da loja virtual Superoferta. O índice de insatisfação dos internautas ainda é alto.

…"O dilema pode Ter início na hora de pagar, enquanto o cartão de crédito não é processado e a confirmação do pagamento do boleto não chega, o pedido fica parado. "Descobrimos que o boleto bancário causa de três a cinco dias de atraso na entrega, diz Paulo Fernando Fleury, professor titular e diretor do Centro de Estudos em Logística da UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro). A informação é resultado de uma pesquisa conduzida pela universidade para estudar a logística no comércio eletrônico brasileiro.

Após confirmação do pagamento, o forte contribuinte para o atraso da entrega é o estoque, pois para baixar o custo, muitas das lojas mantém em seus armazéns uma pequena quantidade de produtos do que aparece no site, só os produtos mais procurados têm espaços garantidos nas prateleiras reais. Surge também um problema quando o fornecedor não possui estoque e nem está preparado para responder à agilidade do comércio eletrônico.

…"Com o produto nas mãos, vem o picking and picking., fase em que os ítens são coletados nos armazéns e embalados, o maior problema é quando as lojas vendem produtos perecíveis, um caso típico de supermercados virtuais. No Pão de Açúcar, por exemplo, o processo de coleta foi estruturado de acordo com o tipo de item vendido. Os frescos e congelados vêm por último e contam com uma embalagem especial. Nos carros, vão direto para a geladeira".

Para a entrega é necessario agrupar pedidos das mais diferentes regiões sem levar o custo às alturas, e o fluxo de vendas do comércio eletrônico não segue um padrão, o roteiro muda radicalmente a cada dia. A solução é recorrer à tecnologia. A maioria das lojas virtuais e operadores logísticos já adotou os softwares de roteirização. Com base nos endereços dos compradore, esses aplicativos traçam rotas de entrega mais inteligentes, levando em conta o congestionamento nas principais vias e até mesmo eventos que possam tumultar ainda mais o trânsito das grandes cidades.

…"É hora de encontrar o internauta frente a frente, ou melhor, se houver alguém em casa para receber o produto. Nos prédios, pode-se deixar a mercadoria com os porteiros. Nas casas, o que fazer? Como por aqui ainda são raros os sites que agendam o horário de entrega, a probabilidade de dar com a cara na porta é alta. E o jeito é voltar outro dia. No fim do processo, os atrasos em cada uma das etapas da logística podem somar semanas.

Outro grande problema é estabelecer qual o imposto incindirá nas transações da Internet.

O alto custo da entrega do produto tem gerado descontentamento.

Objetivos

Para o problema do cliente que não deseja fornecer o número do cartão de crédito, a solução é procurar sites que disponham de Criptografia.

Sites com credibilidade no mercado são os que devem ser acessados pelos consumidores virtuais.

A logística e os fretes são pontos que devem ser analisados para que não se tornem barreiras na nova era do comércio virtual.

Justificativas

O tema "comércio eletrônico", foi escolhido pelo grupo por se tratar de um assunto interessante e da atualidade, que revolucionou o Sistema de Informação no mundo e vem crescendo cada vez mais.

Hipóteses

De acordo com a pesquisa, observamos que o comércio eletrônico está crescendo rapidamente e a sua tendência é expandir ainda mais em todas as áreas do comércio.

A busca de alternativas para agradar os internautas, tem sido constante e uma saída é investir nas chamadas entregas expressas, são realizadas em no máximo 24 horas. A Siciliano, por exemplo, encontrou uma solução inusitada: fechou uma parceria com o jornal O Estado de S. Paulo. Dependendo do horário do pedido, a compra chega no dia seguinte. Outra saída, foi a forma de entrega expressa de produtos da empresa Submarino, esta recorre aos motoboys para entregar produtos de maior giro do catálogo.

Metodologia

Para desenvolvimento desse projeto, utilizamos pesquisas em revistas, artigos extraídos da Internet, livros de Marketing, Sistema de Informação e artigos de jornais.

Bibliografia

Kotler, Philip. & Gary, Armstrong. Principios de Marketing. Rio de Janeiro: LTC, 2000.

Kotler, Philip. Administração de Marketing: Análise, Planejamento, Implementação e Controle. São Paulo: Atlas, 1998.

Revista Info Exame. 10 Negócios de Internet, Vírus, Provedores Gratuitos, Logística de E-Commerce. São Paulo: abril, Julho/2000

Revista Info Exame. São Paulo: Abril, ano 15, nº 174 - Setembro/2000.

Revista Exame. São Paulo: Abril, ed. 714, ano 34, nº10. 17 mai 2000.

Revista Exame Negócios. São Paulo: Abril, ed. 2, Novembro/2000.

Revista HSM Management. São Paulo: HSM, Novembro/Dezembro.

Revista Veja. São Paulo: Abril, ed. 1671. 18 out 2000.

Revista Web! A Rede das Vaidades. São Paulo: Abril. Julho/2000-06-22