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Benchmarking
Adilson
Barboza Junior
Deise de Souza Lima
João
Soares de Oliveira
Lúcia
Sanches Ferme
Márcio Chiaretti de Melo
Tatiana
Cristina Borges Alló
Monografia
apresentada no curso de Organização, Sistemas
e Métodos das Faculdades
Integradas Campos Salles,
sob orientação do Professor Mauro
M. Laruccia
(Disponível
na rede desde novembro de 2000)
Introdução
O
objetivo desse trabalho é, em primeiro lugar,
oferecer algum conhecimento sobre Benchmarking: o que
é? - como é aplicado? - onde é
aplicado? &endash; e quais os resultados obtidos por sua
aplicação? Não se pretende, com isso,
esgotar o tema e nem o conhecimento sobre o
mesmo.
O
movimento da qualidade total mudou o conceito de empresa.
Ela passou a ser muito mais exigida para atender
necessidades e interesses cada vez mais sofisticados do
consumidor. Diante disso, pela própria dinâmica
das necessidades, inerente ao ser humano, as empresas
estão precisando passar por processos
contínuos de melhoramentos, visando otimizar suas
atividades operacionais, comerciais e
administrativas.
Um
instrumento facilitador para o alcance dessas melhorias vem
sendo o benchmarking. A prática do benchmarking
já está consolidada no ambiente empresarial.
As experiências de sucesso vivenciadas por uma
organização poderão servir como
parâmetro para a evolução e melhoria de
outra. Inicialmente, o benchmarking limitava-se à
reflexão e mensuração de indicadores de
sucesso entre concorrentes diretos. Esse conceito mudou.
Hoje, percebe-se que o benchmarking ultrapassou esses
limites e passou a se basear também na análise
das melhores práticas vivenciadas por empresas que
necessariamente não precisam ser concorrentes diretos
ou nem sequer concorrentes.
O
propósito do benchmarking é ganhar vantagens
competitivas. Seus objetivos visam definir metas
desafiadoras a fim de permitir cada vez mais a melhoria
constante das atividades. É um processo que busca
atender as necessidades exigidas pelo mercado e puxa para
cima os limites das organizações baseado em
experiências externas, em vez apenas de
experiências internas e parâmetros passados. Num
momento de mudanças constantes da economia, onde o
cliente passa a ter diversos critérios de
avaliação de eficiência e
satisfação, as empresas não podem ficar
limitadas apenas às suas próprias
referências. Essas não serão suficientes
para assegurar a busca do aperfeiçoamento, mantendo a
capacidade da organização em permanecer viva
no mercado.
O
benchmarking força as empresas a encarar suas
fragilidades, facilitando a identificação do
que deverá ser mudado na organização,
revelando o que outras empresas fizeram para manter a
satisfação de seus clientes e,
consequentemente, assegurando bons indicadores de
desempenho.
A
participação de todos os colaboradores da
organização na prática do benchmarking
é de fundamental importância para a
identificação das verdadeiras necessidades de
melhoria na empresa. Através da visão
crítica de todos os profissionais, analisando e
comparando seus indicadores e processos com outras empresas
do mercado, consegue-se obter excelentes
resultados.
No
entanto, quando o benchmarking é assimilado e
praticado apenas pela alta cúpula executiva, os
resultados não são sempre os melhores.
Normalmente, esses executivos, por vaidade ou excesso de
autoconfiança não querem enxergar o desempenho
positivo de uma outra empresa.
Acreditam,
às vezes inconscientemente, que reconhecer o
desempenho positivo do outro é assinar atestado da
sua própria incompetência. Dessa forma,
impossibilitam que suas empresas possam importar
conhecimentos e experiências de sucesso comprovados
pelo mercado. É o orgulho do homem ultrapassando os
limites da razão e impossibilitando o ajuste de
deficiências internas nas organizações
que poderão levar as mesmas a resultados
deficitários, não permitindo sua
participação saudável em um mercado
altamente competitivo.
As
empresas não podem pensar que a prática do
benchmarking assegura plenamente a resolução
de todas as suas deficiências internas. Buscar
entender o porquê dos bons resultados de outros
é o detalhe principal. Cada empresa tem sua
personalidade própria e não pode simplesmente
copiar na íntegra as experiências de sucesso
vividas por outra organização.
O
importante é entender porque a sua
organização está perdendo espaço
no mercado e não está conseguindo obter
resultados eficientes. A identificação dessas
fragilidades internas, aliada à pesquisa de
experiências de sucesso externos, poderão
ajudar a empresa a definir um projeto de melhoria
contínua de suas atividades, adaptada às suas
características e à sua
individualidade.
Nenhuma
organização pode se considerar auto-suficiente
ou totalmente pronta para vencer os desafios colocados pelo
mercado. Em nosso estado, já pudemos assistir
experiências de grandes e tradicionais empresas,
consideradas economicamente inabaláveis, que
não conseguiram vencer as
transformações do mercado e não se
adaptaram às características do novo
consumidor.
Assim,
as empresas precisam ter consciência de que uma arma
considerável para atender às exigências
das mudanças é o reconhecimento da
força e do sucesso do outro, não vendo nesse
procedimento um fator que venha demonstrar fragilidade e sim
inteligência.
Benchmarking:
Origem e Desenvolvimento
Benchmarks
e Benchmarking
As
raízes lingüísticas e metafóricas
do benchmarking vêm do termo usado pelos agrimensores,
que designavam benchmarking como uma marca ou
referência feita sobre uma rocha, muro ou
edifício. Portanto, um benchmarking servia como
referência para determinar sua posição
ou altitude em medidas topográficas ou para os
registros das marés. Em termos gerais, benchmarking
era originalmente o ponto de observação de
onde as medidas poderiam ser feitas ou servir de
referência para outras.
"O
conceito de benchmarking não constitui uma
exceção. Se sua implicações
forem inteiramente compreendidas, pode catalisar
mudanças extraordinárias".(FISHER,
1996:11).
Embora
a palavra seja relativamente nova e os conceitos do que seja
Benchmarking venham se ampliando gradativamente, pode-se
afirmar que desde o início da história do
homem, ele vem observando a realização de
idéias de seu semelhante, adaptando-as e
aperfeiçoando-as de acordo com suas necessidades.
Assim, o segundo homem que acendeu uma chama foi o primeiro
"benchmarker" da humanidade, e continuamente o homem, os
grupos e as empresas vêm buscando técnicas e
práticas que possam conduzir seus objetivos a uma boa
performance empresarial.
Gradativamente,
ao longo da história e de acordo com suas
necessidades o conceito do que seja Benchmarking vem se
ampliando, num primeiro momento considera-se o Benchmarking
como um planejamento baseado em observação e
realização de melhorias em outros setores. No
entanto, esse planejamento estratégico tratava apenas
de uma estratégia mas não considerava a
execução dessa estratégia, não
dizia "como fazer as coisas", embora pudessem ser
ferramentas organizacionais poderosas, nem sempre podiam ser
postas em prática por gerentes dessas
organizações. O planejamento
estratégico ganhou impulso na década de 1960 e
atingiu seu ponto culminante na década de 1970. Nessa
época muitas empresas iniciaram aquilo que foi
chamado "planejamento de longo prazo". Pensar e planejar
à frente parecia uma boa estratégia. Na
década de 1960 a estratégia corporativa
(modelos desenvolvidos pelo "Office of Stratégic
Services" após a Segunda Guerra Mundial), passou a
significar um plano complexo e meticuloso baseado em
detalhadas previsões econômicas e mercados
específicos.
Essa
abordagem de estratégia caiu em descrédito por
várias regiões; as principais foram: a
burocracia, estatísticas e papeladas ligadas apenas
à estratégias, sem objetivos
realizáveis e mensuráveis. Outra
estratégia foi a das "empresas de consultoria de
organização" que estavam na vanguarda e
desenvolveram regras de planejamento estratégico para
capacitar seus clientes a entender as questões da
estratégia corporativa, usava gráficos e
matrizes.
Um
dos dez melhores livros de administração
jamais escritos foi de Michael Porter, onde apresenta
também modelos para se analisar os concorrentes, as
metodologias e os mapas estratégicos.
Sem
dúvida, a análise competitiva é de
grande utilidade para escolhas estratégicas
competitivas globais. São nessas estratégias
competitivas que se encontram as raízes de
benchmarking. Dessa forma, o benchmarking não
substitui um planejamento estratégico mas o
apoia.
O
benchmarking foi o passo que faltava para melhorar a
posição competitiva das empresas, foi o passo
lógico na evolução das metodologias do
planejamento estratégico, o benchmarking estimulou a
melhoria das análises que poderão ser
adotadas.
Contudo,
apenas no final dos anos 80 e início dos anos 90 o
benchmarking passou a ser considerado como uma habilidade
que deveria ser usada no dia-a-dia das empresas.
Ela
se aplica a soluções de problemas,
planejamentos, definições de metas, melhoria
de processos, reengenharia de processos e
definições de estratégias, tem sido
considerada uma das habilidades fundamentais da
empresa.
Benchmarking:
Definições e Processos
Sem
dúvida, o benchmarking quer: estabelecer metas usando
padrões objetivos externos e aprender de outros,
aprender quanto e aprender como.
Estas
são as mais simples definições de
benchmarking, ele não é apenas um
exercício de números que estabelece notas
quantitativas e qualitativas. Ele também estabelece
metas comparáveis e procura entender os processos
subjacentes que capacitam as melhores empresas a conseguir
seus melhores resultados.
O
benchmarking está se tornando tão amplamente
praticado por três razões
fundamentais:
- Maneira
mais eficiente de se fazer melhorias, os gerentes podem
eliminar o antigo processo de aprendizagem na base da
tentativa e erro, podem usar processos que outros
já provaram ser efetivos e podem concentrar seu
pensamento em melhorar processos ou adaptá-los
às necessidades de sua empresa.
- Propicia
melhorias organizacionais mais rapidamente, pois como o
tempo tornou-se um fator tão importante na
concorrência atual que os gerentes de muitas
empresas são compelidos a encontrar maneiras de
executar as tarefas de uma maneira melhor e mais
rapidamente.
- Tem
o potencial para elevar significativamente o desempenho
coletivo das empresas americanas e de outras que o
desenvolvem.
As
aplicações do benchmarking são
infinitas, supondo-se, porém, uma quantidade limitada
de recursos a serem aplicados a projetos de benchmarking, a
maioria das organizações estabelece algumas
diretrizes para determinar quais funções,
atividades ou processos serão estudados como parte de
seu programa de benchmarking.
Existem
muitas maneiras de se praticar o benchmarking, a maioria das
organizações que implantaram o benchmarking
tiveram como objetivo o processo básico para
satisfazer suas necessidades específicas quer dizer,
cada processo de benchmarking deve ser elaborado de acordo
com as necessidades de cada empresa.
De
acordo com (CAMP, 1993:16), o processo de benchmarking
consiste em cinco fases básicas. Inicia-se com uma
fase de planejamento e prossegue através de
análise, integração, ação
e finalmente maturidade. Essas fases compõem um
processo dinâmico que devem ser continuamente
analisados e corrigidos, se necessário.
Tipos
de Benchmarking
Existem
pelo menos quatro tipos de benchmarking: benchmarking
interno; benchmarking competitivo; benchmarking funcional e
benchmarking genérico.
O
benchmarking interno é praticado por empresas
que visam identificar as melhores práticas internas
da organização e disseminar sobre essas
práticas para outros setores da
organização, porém pode haver
desvantagens neste tipo de benchmarking pois as
práticas internas podem estar impregnadas pelos
mesmos paradigmas. A realização de um
benchmarking interno, geralmente propicia uma
focalização externa na busca de melhorias, ou
ainda, a prática de um benchmarking
externo.
"O
objetivo da atividade interna de benchmarking é
identificar os padrões internos de desempenho de uma
organização, identificando suas melhores
práticas internas de negócios, e depois
transferindo aquelas informações para outras
partes da organização" . (SPENDOLINI,
1993:17)
O
benchmarking competitivo foca em medir
funções, métodos e
características básicas de
produção em relação aos seus
concorrentes diretos, e melhorá-los de forma que a
empresa possa inicialmente alcançar os seus
concorrentes, e depois ultrapassá-los, tornando-os
melhores do ramo, ou no mínimo melhores que seus
concorrentes.
"O
benchmarking competitivo lhe diz onde você está
e onde os concorrente estão, mas não mostra
como eles chegaram lá. " (FISHER,
1996:15).
Um
quadro sinóptico do benchmarking competitivo é
mostrado abaixo(fonte: Xerox Corp.)
|
Benchmarking
Competitivo
|
|
Sua
Organização
|
Seus
Concorrentes
|
- o
que você está fazendo
- como
você está fazendo
- quão
bem você está fazendo
Resultado:
Ampliando o conhecimento de sua
organização
|
- o
que eles estão fazendo
- como
eles estão fazendo
- quão
bem eles estão fazendo
Resultado:
Ampliando o conhecimento de seus
concorrentes.
|
Gráfico de Robert J. Boxuel Jr - in Vantagem
Competitiva através do
Benchmarking
O
benchmarking funcional é a forma mais
utilizada, pois não há necessidade de
comparar-se com um concorrente direto. As empresas
investigadas, geralmente são de ramos distintos, que
adotam técnicas interessantes em atividades
específicas, que possam ser colocadas em
prática na empresa do investigador, como por exemplo
embalagem, faturamento ou controle de estoques.
O
processo de um benchmarking funcional poderá ser
altamente produtivo, pois possibilita que a troca de
informações se dá de maneira mais
fácil, não tendo problemas com a
confiabilidade das informações, pois as
empresas envolvidas não disputam o mesmo
mercado.
No
benchmarking genérico, as empresas
participantes tem função ou processos
empresariais semelhantes, independente das diferenças
entre as indústrias. Um desses processos pode ser,
por exemplo a análise, desde a entrada de um pedido
na indústria até a entrega do produto ao
cliente, requer uma conceituação ampla e
complexa do processo analisado e tem potencial para revelar
as melhores das melhores práticas.
Aplicações
e Vantagens do Benchmarking
Com
a velocidade das informações e das
mudanças hoje no mundo globalizado, nenhuma
organização pode isolada e sozinha dominar e
controlar todas as práticas e processos operacionais
que visam a garantir o seu progresso e melhoria
contínua. Assim:
- A
utilização do benchmarking como instrumento
de auxílio nos processos de melhoria
contínua pode ser aplicada em todos os
níveis da organização, e em seus
vários contextos. O mais importante é a
organização não perder tempo
reinventando aquilo que os outros já fazem
melhor.
- Definir
qual o melhor momento de aplicar o benchmarking na
organização, é muitas vezes uma
ação que surge da necessidade da
organização de encontrar novas
práticas para superar um momento
difícil.
- Benchmarking
como ferramenta de trabalho é extremamente
versátil, pois aplicado em todos os níveis
e funções da organização, vem
através dos seus processos, auxiliar na retomada
da competitividade da empresa no mercado.
- E
sua aplicação tem como base: melhoramento
dos processos, do desempenho, das estratégias da
organização.
- O
estudo dos processos, busca conhecer e identificar as
práticas operacionais eficazes de outras empresas,
com o objetivo de melhorar nossos processos
básicos. A aplicação do benchmarking
para melhoria do desempenho, visa comparar os
níveis competitivos dos seus produtos e
serviços, como qualidade, preços e
agregados.
- O
benchmarking estratégico visa conhecer como se
dá a competição das empresas no
mercado. Geralmente as organizações buscam
identificar as estratégias competitivas que tem
levado outras empresas a obter sucesso em suas
operações.
"O
benchmarking é um processo, mas também
é uma forma de pensamento limitado somente pela
capacidade de refletir. Não faça benchmarking
porque ele está intelectualmente em moda. Faça
porque vê com seriedade a melhoria. Faça a sua
parte para tornar sua organização e a base
industrial desta nação mais competitivas".
(BOXWELL, 1996:214).
O
que muitas vezes dificulta a adaptação das
estratégias competitivas de sucessos, são as
necessidades de curto prazo das organizações
de melhorar os seus processos, e neste caso o melhor
é a focalização no benchmarking de
processos, pois muitas estratégias somente
poderão trazer resultados a médio e longo
prazo.
Depois
de conhecer todos os conceitos a respeito do benchmarking,
discutir suas aplicações, analisar os seus
processos, e conhecer os resultados positivos que muitas
organizações no mundo inteiro tem conseguido
com sua utilização, podemos sem dúvida
ter a certeza que é uma ferramenta que agrega e cria
muitos benefícios.
Grupos
empresariais como: 3M Company, American Express Company,
Toyota, General Electric, Johnson & Johnson, e a Xerox
Company, que talvez foi uma das organizações
que mais divulgou os benefícios que conseguiu com a
utilização do benchmarking são
referências em excelência no mundo dos
negócios.
O
benchmarking é uma ferramenta de melhorias
contínuas, e busca capacitar as pessoas a um
aprendizado rápido, onde a busca de melhores
idéias deve ser uma constante dentro das
organizações; podemos dizer que o benchmarking
tornou-se uma das principais ferramentas no gerenciamento de
processos de qualidade total e, com o advento da
globalização, o tempo é considerado um
fator de extrema importância para que as
organizações mudem suas estratégias e
continuem competitivas e lucrativas diante desse mercado sem
fronteiras, isto quer dizer que a cada
inovação já se inicia um novo ciclo de
aprendizagem, melhoria.
É
esta contínua renovação do processo que
propícia o desenvolvimento de uma empresa e seus
objetivos. Bogan e English em Benchmarking &endash;
Aplicações Práticas e Melhoria
Contínua, cita as vantagens de Benchmarking,
consideradas por ele:
"Melhora
a qualidade organizacional, conduz a operações
de baixo custo, facilita o processo de mudança,
expõe as pessoas a novas idéias, amplia a
perspectiva operacional da organização, cria
uma cultura aberta a novas idéias, serve como
catalisador para o processo de aprendizagem, aumenta a
satisfação dos funcionários da linha de
frente através do envolvimento, aumento de sua
autoridade e um senso de domínio sobre o trabalho,
testa o rigor das metas operacionais internas, vence a
natural descrença dos funcionários da linha de
frente sobre a possibilidade de melhoria do desempenho, cria
uma visão externa para a empresa". (BOGAN &
ENGLISH, 1997:64)
METAS
E OBJETIVOS DO BENCHMARKING
É
no planejamento que são definidos metas e objetivos,
o benchmarking não é um método a ser
copiado e sim um processo, uma ação
dinâmica a ser desenvolvida de acordo com a empresa,
aponta para as decisões a serem tomadas, o objetivo
dele é pois, a mudança para melhoria
contínua da empresa que implica em retomada do
processo na etapa ou meta em que se fizer necessária
as mudanças, metas são pois, partes em que
podem subdividir-se o desenvolvimento de um projeto, o
objetivo é mensurável através das
metas.
Por
exemplo, uma empresa que após diagnóstico e
benchmark, constata que: com mais funcionários produz
menos que a outra empresa essa produção
além de menor rende menos, gasta muito em
mão-de-obra, possui máquinas
deficitárias.
Estabelece
como objetivos: melhorar a produção no
prazo de um ano, melhorar seu rendimento econômico,
renovar seu maquinário, gradativamente.
Estabelece
como metas: diminuir a mão-de-obra,
especializar a mão-de-obra, substituir
maquinários, instituir prêmio por
produção, estará praticando o
Benchmarking e estabelecendo, de acordo com o processo e as
características da empresa, metas e
objetivos.
Uma
necessidade de educar os implementadores em potencial sobre
a metodologia adequada e a disciplina básica do
processo. À medida que aumentarem as necessidades de
informações, as organizações de
melhores práticas, exigirão de seus parceiros
em termos de preparação e profissionalismo,
melhor qualidade de treinamento básico em
benchmarking. (SPENDOLINI, 1993:218)
Benchmarking
e o Planejamento
"Quando
sua estratégia é profunda e de longo alcance,
o que você consegue por seus cálculos é
muito, de forma que pode vencer antes mesmo de lutar. Quando
seu pensamento estratégico é raso e de curto
alcance, o que você ganha por seus cálculos
é pouco, de forma que você perde antes de
começar a batalha. Por conseguinte, diz-se que os
guerreiros vitoriosos vencem primeiro e depois vão
à guerra, ao passo que os guerreiros derrotados
vão à guerra primeiro e depois procuram
vencer." SUN TSU
Antigamente,
as empresas preocupavam-se apenas em atingir suas metas
financeiras. O modo como se atingia estas metas não
era questionado. Atualmente, um dos enfoques positivos do
gerenciamento moderno é: gerenciar processos e
analisar as medidas de desempenho das empresas,
compreende-se que o enfoque do resultado financeiro a curto
prazo não resolve e tem-se considerado o
gerenciamento de "todo o sistema", "todos os processos" que
envolvem a empresa, bem como outras empresas. Isso envolve o
que atualmente chamamos "medições" ou
"benchmark" a curto e a longo prazo. O "benchmark" é
o registro das medidas operacionais das empresas, ele ajuda
as organizações a identificar e compreender as
práticas operacionais. "Benchmark" são
estatísticas (medidas) operacionais que definem o
nível do desempenho de um sistema. Assim, por
exemplo, um benchmark aponta em que medida a empresa perdeu
vendas, cancelou vendas, deixou de receber pedidos de
compra, etc.
Um
crescente número de empresas vem usando o
benchmarking como um passo crítico no processo do
planejamento estratégico: revisam produtos,
preços, práticas, estratégias,
estruturas, serviços concorrentes de outras empresas
e avaliam a adequação de suas próprias
metas, seus planos e suas estratégias.
"Planejamento
estratégico é conceituado como um processo
gerencial que possibilita ao executivo estabelecer rumos a
serem seguidos pela empresa com vistas a obter um
nível de otimização na
relação da empresa e seu ambiente".
(OLIVEIRA, 1998:46)
Reflete
o modo de pensar e agir da empresa, é também
um processo de tomada de decisão de todos os
elementos da empresa; pressupõe a ação
que deve ser orientada para garantir a convergência de
interesses da empresa. Estas decisões envolvem o
conhecimento do momento atual da empresa e os passos
desejados para o futuro, a médio ou longo prazo. Todo
planejamento deve começar pelo diagnóstico
estratégico da empresa; este diagnóstico deve
ser o mais real possível para conhecer-se os aspectos
externos e internos da empresa.
Do
diagnóstico estratégico deve constar a
análise dos: pontos fortes da empresa, pontos fracos
da empresa, oportunidades e ameaças.
Portanto,
o benchmarking não é um planejamento
estratégico e sim um componente do planejamento
estratégico, esse planejamento estratégico
é parte do diagnóstico da empresa e só
então aplica-se o benchmarking.
Após
o diagnóstico da empresa, aplica-se o benchmarking
para: determinar onde se encontra a empresa em
relação à concorrência,
estabelecer ou adequar metas a curto e a longo prazo,
estabelecer ou aperfeiçoar estratégias que
ofereçam maior probabilidade de acertos,
certificar-se de que os processos tidos como básicos
para o sucesso da empresa sejam realmente competitivos e
identificar fatores-chaves para alcançar a
liderança no mercado.
"Dizem
que o benchmarking transformou-se em uma "parte
crítica do planejamento estratégico"
(BOGAN & ENGLISH, 1997:218)
Mediante
a utilização do benchmarking como um dos
componentes da elaboração do planejamento
estratégico inicia-se então
ações específicas que devem ser
acompanhadas reforçadas ou reformuladas para que os
objetivos propostos sejam alcançados.
Conclusão
O
Benchmarking no Futuro
Muitas
pessoas estão "pulando na onda" do benchmarking
porque parece a coisa certa a ser feita. O benchmarking tem
a probabilidade de ajudar somente àqueles que
mantêm em mente o quadro amplo &endash; ele pode
ajudar a melhorar a competitividade de uma
organização somente se for feito
corretamente.
No
Brasil, a abertura de mercado tem propiciado a várias
empresas a possibilidade de aplicar o benchmarking: Natura,
Boticário, Varig, Alcoa Alumínios, Correios,
são exemplos. Também já existe no
Brasil, grupos organizados denominados "Grupos de
Benchmarking".
No
entanto, há um grande influxo de
recém-chegados ao jogo do benchmarking, que
freqüentemente aplica sua própria
interpretação menos rigorosa do processo, e
pedem ajuda a empresas bem sucedidas. Aqueles que praticam
um benchmarking ruim não o fazem premeditadamente ou
com intenção malévola, eles apenas
não sabem como fazê-lo melhor.
Estabelecer
a organização como uma daquelas que pratica um
benchmarking rigoroso e capaz de adicionar valor está
tornando-se rapidamente um dos requisitos prévios
para se aprender com as melhores.
Uma
outra questão que se tornará mais importante
são as comunicações entre empresas.
É imperativo que o benchmarking não seja mal
usado para gerar cooperação entre ou em meio
de organizações que devam estar
competindo.
À
medida que o benchmarking proliferar, as empresas
formarão mais relações com outras
empresas que eram, antes do benchmarking, suas ferozes
concorrentes.
O
benchmarking colaborativo entre competidores deve ser com um
propósito claramente definido logo de saída e
ser encerrado quando o propósito tiver se realizado.
A colaboração entre concorrentes do setor para
aumentar a competitividade global do mesmo e
movimentá-lo para a frente é o resultado ideal
do benchmarking colaborativo. Qualquer coisa que reduza a
competição global, porém, tem o
potencial de causar sérios danos a longo prazo e deve
ser evitada.
Como
se espera de qualquer indústria que tenha um
substancial potencial de lucro, agora literalmente uma
enxurrada de empresas de consultoria apareceu em resposta
à imensa demanda de benchmarking vinda das
corporações americanas. Isso tem resultado num
amplo aspecto de "definições" de processos de
benchmarking sendo preferidas por "especialistas". O livre
mercado determinará as abordagens que oferecem o
máximo valor às organizações que
usam consultores externos.
O
benchmarking deve encontrar, também, seu caminho no
setor público, embora a falta de
competição dentro do setor público
possa não criar o mesmo senso de urgência para
melhorar o que existe no setor privado. Porém,
contínuo inchaço dos déficits
orçamentários pode ajudar a promover o
reconhecimento da necessidade de se fazer as coisas melhor,
mais rápido e mais barato num futuro breve, e o
benchmarking é uma ferramenta natural a ser usada
para a melhoria. As oportunidades de melhoria no setor
público são tão vastas que o
benchmarking poderia exercer um profundo impacto sobre como
as coisas são feitas usando nossos os impostos
arrecadados.
Os
efeitos macroeconômicos de se fazerem as coisas
melhores, mais rápidas e mais baratas no setor
público são assustadores. Existe tanta gordura
que cortá-la não é a resposta ao
problema, o desafio é transformar a gordura em
músculo, torná-la produtiva. Procurar maneiras
de melhorar os serviços que recebemos pelo mesmo
nível de gastos, ou um nível ligeiramente
menor, é um empreendimento que pode ser fortemente
ajudado pelo benchmarking.
Da
análise do trabalho, concluí-se que há
um desconhecimento na prática do que seja
"benchmarking", como une "processo empresarial" e todos os
seus componentes.
O
desconhecimento teórico do benchmarking talvez se
justifique por algumas razões: as idéias, como
vêm apresentadas, na estrutura de benchmarking
são novas e apenas conhecidas e praticadas em
países de cultura e tecnologias bastantes
avançadas, pressupõem grandes empresas e
grandes competições, onde se faz
necessário o uso do benchmarking e do planejamento
estratégico com sua avaliação e
reavaliação contínua.
O
Brasil, país bastante novo em relação
aos países mais adiantados economicamente, ainda
reluta em aplicar certas tecnologias ou processos de
conhecimento. Então, muitas empresas convivem
simultaneamente com o "conhecimento prático", o
"conhecimento herdado" e o "conhecimento científico,
pressentido, pesquisado, analisado, tomado como modelo
(benchmarking)".
Contudo,
o que fica claro é que, mesmo sem conhecer a teoria,
as empresas no Brasil, embora de maneira empírica,
praticam ações de benchmarking.
E
na verdade, se voltarmos às origens do homem, o
encadeamento sucessivo de suas ações
não têm sido mais que um processo de
benchmarking. Ele é um processo que está na
raiz do conhecimento humano e veio aperfeiçoando-se
na medida do desenvolvimento do conhecimento.
Refererências
Bibliográficas
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Christopher E. & ENGLISH, Michael J. Benchmarking,
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contínua. São Paulo: Makron Books,
1997.
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benchmarking. São Paulo: Makron Books,
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São Paulo: Clio, 1996.
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São Paulo: Makron Books, 1998.
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SPENDOLINI,
Michael J. Benchmarking. São Paulo: Makron
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